Pela primeira vez nesta Série B, o Vila Nova venceu e convenceu. A vitória em cima do Náutico por 2 a 1 não significou apenas mais três pontos na tabela. Mesmo na lanterna da competição com 14 pontos, o resultado deu nova esperança à torcida colorada que compareceu no melhor número nas nove partidas que o time realizou no Serra Dourada. Foram 4.330 torcedores que incentivaram nos 90 minutos de jogo e comemoraram o triunfo em casa como se fosse um título. O time completa a segunda vitória consecutiva e três jogos de invencibilidade.
Antes de a partida começar, a diretoria colorada homenageou o goleiro Max que completou 100 jogos com a camisa do Vila. Além de uma faixa, o arqueiro jogou com a camisa número 100. Quando a bola rolou, o Tigre tentou explorar os desfalques do Náutico. Eram oito no total. Diante de tantos problemas e da falta de entrosamento, o técnico Alexandre Gallo escalou um time mais defensivo.
As chances do Tigre no primeiro tempo foram escassas. Aos dois minutos, Roni recebeu na entrada da área e chutou no centro do gol para a defesa de Gledson. O meio de campo não funcionava e o Vila não criava. Só chegou novamente ao ataque após vacilo da defesa do Timbu. Aos 10 minutos, Bruno Lopes roubou a bola de Diego Bispo e cruzou para David, que cabeceou fraco para fora.
Aos 17, o Náutico chegou ao ataque pela primeira vez. Éder Lima afastou para a entrada da área e Giovanni arriscou. A bola pegou altura e quase surpreendeu Max. Dez minutos depois, a torcida do Vila pediu pênalti. O zagueiro Walter trombou com Bruno Lopes na área, mas o juiz nada marcou. Na sequência, o atacante se chocou novamente com o defensor e a jogada prosseguiu normalmente. Aos 28, Giovanni chuta forte de fora da área, mas sem sucesso.
Somente uma jogada individual poderia colocar o colorado à frente no marcador. Foi o que aconteceu aos 31 minutos. Roni iniciou a jogada, tabelou com David e concluiu no canto esquerdo de Gledson. Indefensável. Vila 1 a 0. Após o gol, o Tigre recuou e quase sofreu o gol de empate com Zé Carlos, em cobrança de falta.
No intervalo, o Vila teve uma baixa. Roni sentiu uma contusão muscular e pediu substituição. Max Pardalzinho foi o escolhido para entrar na vaga do autor do único gol da partida. Além de não contar com o melhor jogador , o Vila tomou um duro golpe no início do 2º tempo. O meia Francismar recebeu na intermediária e chutou forte para deixar tudo igual: 1 a 1.
O gol desestabilizou o grupo colorado. A saída de Roni também. Nervoso, o time passou a errar muitos passes. O ataque não era acionado e os laterais não apareciam para o jogo. Na primeira vez que um deles apareceu, o Tigre voltou a finalizar. Aos 19, Thyago Fernandes chutou rasteiro e obrigou Gledson a fazer boa defesa. A resposta do Timbu veio com Francismar. O meia recebeu na área e chutou para fora.
Aos 30, saiu o gol da vitória colorada. David levantou na área, Cris tentou o cabeceio, mas quem acertou foi o zagueiro Walter, que marcou contra. Alívio na torcida e também para Ademir Fonseca. Os 15 minutos finais foram tensos, mas o Náutico não tinha mais força para uma reação. A torcida entendeu a entrega do grupo e soltou o grito de vitória que estava preso nas gargantas. Festa na arquibancada e Vila vivo na Série B.
Ipatinga empata e fica em 19º
Os torcedores do Vila torceram contra o Ipatinga para finalmente sair da lanterna da Série B, mas não deu. O clube mineiro empatou em casa com a Portuguesa em 0 a 0, pulou para 15 pontos e, por enquanto, segue em 19º lugar no torneio. O jogo foi fraco e de pouca movimentação. A Portuguesa, com chances de voltar ao G4, se mostrou temerosa em partir para o ataque e preferiu ver o Ipatinga atacar. A melhor chance do jogo foi com o atacante Alessandro, aos 12 minutos do segundo. O jogador, de frente para o gol, chutou fraco para a defesa Weverton.
Diario da manha
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