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CBF paralisa Série D do Brasileiro

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CBF paralisa Série D do Brasileiro

Posted on 05 outubro 2011 by hugo

A confusão na Série D do Campeonato Brasileiro continua e mais uma decisão judicial promete dar polêmica na sequência da competição. A partida anulada e remarcada para esta quarta-feira, entre Anapolina-GO e Tocantinópolis-TO foi embargada depois que o time de Tocantins entrou com recurso contra a decisão da última semana que previa a realização de um novo jogo, graças às polêmicas ocorridas na partida da primeira fase.

O recurso foi aprovado pelo Dr. Flávio Zveiter na tarde de segunda-feira. O Itumbiara-GO também pediu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), e foi atendido inicialmente, que fosse remarcado o jogo adiado entre Villa Nova-MG e Itumbiara, válido pelo jogo de volta das oitavas de final da Série D.

A partida havia sido adiada porque o jogo entre Anapolina e Tocantinópolis, que aconteceria nesta quarta, poderia mudar os classificados, inclusive deixando o Itumbiara de fora do mata mata. No entanto a CBF, por meio de Virgilio Elisio, resolveu desmarcar novamente o jogo e os demais da Série D, que assim fica paralisada.

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CBF marca novo jogo para Anapolina e Tocantinópolis

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CBF marca novo jogo para Anapolina e Tocantinópolis

Posted on 29 setembro 2011 by hugo

STJD anula partida que prejudicou a Xata. Duelo está programado para o dia 5, no Jonas Duarte.

A polêmica partida entre Anapolina e Tocantinópolis, anulada pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na madrugada de ontem, tem nova data para ocorrer. No final da noite de ontem, a CBF divulgou que o novo duelo da última rodada da 1ª fase pela Série D do Brasileiro será no dia 5 de outubro, às 20h30, no Estádio Jonas Duarte, em Anápolis.

Com isso, o segundo confronto entre Itumbiara e Villa Nova (MG), pelas oitavas de final da Série D, que estava marcado para domingo, em Nova Lima, foi cancelado – a primeira partida ficou 3 a 1 para o time goiano. Caso a Anapolina vença por cinco ou mais gols de diferença, na quarta-feira, o Itumbiara será eliminado da competição e a Xata automaticamente fará o duelo decisivo com o clube mineiro.

A partida disputada no dia 18 de setembro foi impugnada porque o STJD aceitou a denúncia da Anapolina, que acusava o Tocantinópolis de promover um cai-cai em campo para impedir que conquistasse a segunda vaga do Grupo A5 da Série D. A Xata vencia o confronto por 4 a 1 e precisava de mais um gol para se classificar. Mas o jogo terminou cerca de 20 minutos antes do tempo regulamentar porque o time tocantinense, já eliminado da competição, ficou com apenas seis jogadores em campo .

Por isso, o Tocantinópolis foi acusado de fazer o cai-cai para impedir que a Anapolina conquistasse o resultado que a classificaria. Para apimentar a polêmica, em Juiz de Fora (MG), o técnico do Itumbiara, Vitor Hugo, deu entrevista para uma rádio admitindo que o presidente do clube (não citou o nome) havia enviado dinheiro para o Tocantinópolis ganhar o jogo da Xata.

Com o resultado de Anápolis, o Tupi (MG) terminou na liderança do grupo, com 14 pontos, seguido por Itumbiara e Anapolina, ambos com 13 pontos. O Gigante da Fronteira foi o 2º colocado da chave por ter melhor saldo de gols: 3 a 2.

Além de marcar e exigir um novo jogo, o STJD puniu três jogadores do clube tocantinense. Por ter simulado contusão, o lateral Renatinho levou um gancho de 12 jogos e multa de R$ 10 mil. A maior pena foi para o atacante Fuzuê, que agrediu o árbitro e será suspenso por 180 dias. Por atrasar o início da partida, a Anapolina foi multada em R$ 7 mil. O Itumbiara, que respondia dois artigos por prática antidesportiva, foi absolvido em ambos.

Embora a questão pareça solucionada, novos capítulos estão programados na novela da Série D. O Tocantinópolis ainda não definiu qual postura adotará e afirmou que pode recorrer da decisão do STJD. Por telefone, o presidente do Tocantinópolis, Sallim Milhomem, disse que os advogados estão estudando o caso e deve dar uma resposta ainda hoje.

Mesmo diante da indefinição, o dirigente disse que já pensa nas providências para que o duelo com a Xata ocorra sem grandes transtornos daqui uma semana. “Temos 19 jogadores registrados, mas vários problemas. Quatro estão suspensos e 5, machucados. Vamos ter de recorrer às categorias de base e consultar a CBF se podemos registrar mais 3 jogadores para completar o banco. Mas, se não der, sem problemas”, confidenciou.

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STJD promete apurar denúncia em jogo do Vila

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STJD promete apurar denúncia em jogo do Vila

Posted on 22 novembro 2010 by hugo

O Vila Nova começa a semana decisiva na Série B do Campeonato com problemas para resolver dentro e fora de campo. A equipe, que precisa ganhar do São Caetano no sábado para não depender de resultados na luta contra o rebaixamento, terá desfalques. Ontem, o clube ganhou mais um obstáculo: o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) prometeu investigar a denúncia de manipulação de resultados na partida em que os vilanovenses perderam para o Náutico, na última rodada.

O procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, prometeu apurar as declarações do volante goiano Adílson de que o Vila Nova e o Náutico haviam combinado que a partida entre eles, disputada no estádio dos Aflitos, no Recife, no sábado, terminaria empatada, resultado que deixaria os dois mais confortáveis na classificação. “Investigar eu vou, mas a verdade é que esse é o tipo de caso complicado. Na hora de desabafar no microfone, todos são corajosos. Quando vêm ao tribunal, geralmente o jogador afina e diz que foi mal-interpretado”, comentou o procurador.

Ontem à tarde, a delegação vilanovense chegou a Goiânia. Estranhamente, o Adílson não desembarcou na sede do clube. Na companhia de outros jogadores teria descido antes. A reportagem do POPULAR não conseguiu localizar esses atletas pelo telefone até o fechamento da edição.

Mas quem chegou à sede do Vila negou qualquer acordopara a partida. “Não sei de nenhuma combinação com o Náutico. Tanto que perdemos de quatro”, declarou o goleiro Max. Segundo ele, a derrota foi fruto de mais um ‘vacilo’ do time, que não soube segurar a vantagem de um gol como ocorreu diante do Bragantino. Segundo Max, é inadmissível o Vila Nova ter levado nove gol nas duas últimas partidas. “Infelizmente, deixamos para confirmar nossa permanência na última rodada. Vamos tentar”, acrescentou.

Com a goleada sofrida no Recife, o Vila Nova continua em posição delicada, na 16ª colocação, com os mesmos 43 pontos do Brasiliense, o primeiro clube da zona do rebaixamento. A equipe goiana tem a vantagem de possuir uma vitória a mais (12 a 11). 

Presidente anuncia promoção de ingresso

Menos confiante na permanência do time na Série B do Brasileiro do que de costume, o presidente do Vila Nova, Geso Oliveira, anunciou promoção no preço dos ingressos para o jogo de sábado diante do São Caetano: 10 reais. O torcedor que for ao Serra Dourada sábado, no jogo contra o São Caetano, com a camisa do Vila Nova paga apenas meia.

“Além disso, vamos tentar reabrir a geral no valor de 5 reais, e criar uma tribuna especial com comida e bebida à vontade no valor de 50 reais para aqueles que quiserem ajudar o clube”,completou o dirigente.

Doze torcedores foram esperar o time e a comissão técnica ontem na sede do clube. Curiosamente, eles foram lá para apoiar o elenco, que foi recebido com o hino do clube e alguns foguetes.

O técnico do Vila, Ademir Fonseca, também negou o possível acordo com o Náutico. “O resultado de 4 a 1 e as expulsões (de Jorge Henrique, Mimica, David por parte do Vila) mostram isso”, disse o treinador.

Arbitragem

Questionado sobre as declarações do volante Adílson, ele preferiu sair pela tangente, afirmando que o jogador é “bom de bola, mas ruim com as palavras”. E que teria, num momento de cabeça quente, dito o que não deveria (sic). Para Ademir Fonseca, a goleada teve como principais causas as expulsões e a má arbitragem de Paulo Godoy Bezerra (SC).

Além de buscar substituto para os expulsos, o técnico também espera a avaliação médica do atacante Roni, que saiu de campo sábado reclamando de dores musculares. O capitão vilanovense também estranhou e negou as declarações de Adílson de que havia a combinação de resultados no confronto contra o Náutico. 

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No STJD, Goiás libera Leão

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No STJD, Goiás libera Leão

Posted on 14 agosto 2010 by hugo

O Goiás conseguiu ontem o efeito suspensivo para o técnico Emerson Leão, que poderá comandar a equipe do banco, já a partir de amanhã, contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro. O atacante Rafael Moura segue suspenso.

O duelo com os gaúchos seria o último em que o treinador não poderia ocupar o banco de reservas. Agora, a punição será reavaliada pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em novo julgamento, que ainda não tem data definida. Também será revista a pena imposta ao atacante Rafael Moura, que já cumpriu dois dos seis jogos de gancho e não obteve o efeito suspensivo.

Os dois foram suspensos por causa da confusão com a imprensa no jogo contra o Vitória, no dia 21 de julho, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Jogadores e o técnico do Goiás se envolveram em confusão com repórteres, que culminou com a agressão de Rafael Moura a Roque Santos.

Ontem à tarde, o Goiás treinou no Estádio Beira-Rio. Embora não tenha confirmado, o técnico Emerson Leão deve colocar o zagueiro Valmir Lucas em lugar de Ernando, que está suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo na última partida da Série A, contra o Palmeiras, e que terminou empatada por 1 a 1. Mas o treinador tem outra opção: Marcão, que entrou no segundo tempo quinta-feira e teve bom rendimento.

A outra mudança no time esmeraldino será efetivada no ataque no ataque na vaga de Rafael Moura. Emerson Leão tem três opções: Pedrão, Felipe e Otacílio Neto. Mas tudo indica que Pedrão será o titular. “Reconheço que não fiz uma boa estreia e não rendi tudo o que posso contra o Palmeiras. Estava sem ritmo de jogo, há três meses sem atuar”, explicou o atacante, que treinou forte nos últimos dias e já se sente em boas condições.

Elogios
Quem comemora o bom momento que atravessa e o fato de ser novamente titular é o lateral-direito Wendel Santos, que não conseguiu se firmar na equipe durante o Campeonato Goiano depois da transferência de Vitor para o Palmeiras. Ele recebeu elogios pela atuação diante do Grêmio, quinta-feira, no Estádio Olímpico.


“Realmente estou mais confiante depois de uma partida em que tive boa participação. Acho que marquei bem, como queria o treinador, e ainda participei do primeiro gol ao fazer o cruzamento para o Amaral”, declarou Wendel. Segundo ele, o Goiás tem de explorar no jogo de amanhã o desespero do Grêmio, que joga em casa e teoricamente tem mais obrigação de vencer.

O volante Jonílson comemorou muito a vitória e a classificação na Copa Sul-Americana, mas espera que o Goiás tenha ganhado confiança o suficiente para voltar a vencer na Série A do Brasileiro. “É outra partida difícil, mas vamos tentar tirar proveito do nervosismo do Grêmio, que vem sendo muito cobrado por sua torcida por causa dos maus resultados”, disse. Ele considera tão ou mais importante o jogo de amanhã.

Toloi
A negociação envolvendo o zagueiro Rafael Toloi, possivelmente com um clube europeu, de Portugal, parece estar com os dias contados. Tanto é que o presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Hailé Pinheiro, convocou uma reunião extraordinária para terça-feira, às 17 horas, para tratarem do assun
to.

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Procuradoria do STJD denuncia Leão com base em seis artigos

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Procuradoria do STJD denuncia Leão com base em seis artigos

Posted on 24 julho 2010 by hugo

Com uma lista de sete itens nas mãos, Emerson Leão fez ontem, na Serrinha, após o treino, o que chamou de “não discurso, mas esclarecimento” sobre a confusão em que se envolveu, junto com jogadores e outros membros da comissão técnica, no Estádio Barradão, após o Goiás empatar por 2 a 2 com o Vitória. Oito horas depois, foi divulgado o teor da denúncia da Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e o técnico alviverde responderá pelas infrações contidas em seis artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

O julgamento está marcado para quarta-feira, mas a Procuradoria também pediu a suspensão preventiva do técnico e dos outros dois jogadores denunciados (Rafael Moura e Romerito). Como o pedido só será apreciado na segunda-feira, este acabou se tornando inócuo.

O envolvimento na confusão fez com que o treinador fosse denunciado por atitudes mais graves, como agressão, incitação à violência e participação em rixa, e mais leves, como invasão, atitude contrária à disciplina ou à ética desportiva e constrangimento de outros. Rafael Moura foi denunciado com base em cinco artigos e Romerito, em três (veja quadro).

Ontem, na Serrinha, houve praticamente uma força-tarefa para responder pelo episódio em Salvador. Além de Leão, falaram os três jogadores que foram parar na delegacia – Rafael Moura, Romerito e Marcão – e que foram denunciados, assim como o treinador, por lesão corporal leve pelo repórter Roque Santos. Na terceira sessão de entrevistas, estiveram o presidente Syd de Oliveira Reis, seu assessor João Gualberto, o advogado Gustavo Oliveira, o gerente de futebol Beto Souza e o diretor administrativo Gilberto Sebba.

Defesa
Pela manhã, Gustavo Oliveira disse que a defesa do técnico e dos jogadores ainda não tinha uma linha definida. À noite, afirmou à reportagem que não havia se informado totalmente sobre a denúncia e o pedido de suspensão preventiva. No Rio, a defesa deverá ser feita por Carlos Portinho.


Seguindo a lista que levou para a entrevista coletiva, Leão criticou a súmula do árbitro Péricles Bassols (RJ) – que contém informações erradas -, a arbitragem em geral, um dirigente do Vitória, a organização do clube baiano no jogo, a polícia, a Rádio Metrópole – onde trabalha Roque Santos -, e outros funcionários da mídia (criticou ainda o fato de alguns repórteres não serem formados).

Após falar sobre o episódio por 24 minutos, Leão respondeu perguntas ontem. Segundo ele, “estava de posse do meu domínio, não estava desesperado” durante a confusão. Sobre o envolvimento dos jogadores e da comissão técnica, afirmou que eles “simplesmente tentaram não apanhar e revidaram, é bem verdade”. No processo na Justiça comum, segundo ele, os esmeraldinos são “vítimas e não agressores”.

Rafael Moura diz estar arrependido

Melhor em campo pelo Goiás quarta-feira, no empate por 2 a 2 com o Vitória, ao marcar um gol e fazer o cruzamento para o outro, o atacante Rafael Moura também se sobressaiu durante a briga generalizada após a partida. Ontem, o jogador disse estar arrependido pela agressão ao repórter baiano Roque Santos e confirmou que pediu desculpas a ele na delegacia – elas não foram aceitas.

“Estou arrependido. Toda ação gera uma reação, mas não justifica a minha reação do jeito que foi”, afirmou o jogador, que disse ter sido atingido durante a confusão – “não sei se pelo Roque”. “Estou com vergonha do que aconteceu. Minhas filhas e meu afilhado assistiram às cenas.”

Sobre a possibilidade de punição no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, concluiu que “quanto menos eu falar é melhor”. O jogador disse que seus familiares, preocupados com sua reação ao episódio, viajaram de Belo Horizonte para Goiânia, ontem, para apoiá-lo.

O meia Romerito afirmou ontem que não participou das agressões. “Falaram que ele caiu e nós chegamos chutando no chão. De maneira alguma nós o agredimos no chão.”

O zagueiro Marcão, que não aparece nas imagens durante a confusão, também negou envolvimento e disse que no episódio os esmeraldinos ficaram parecendo bandidos. “Ele (Roque Santos) faltou com a verdade, inventou coisa. Nossa reação não foi ideal, mas ele não pode nos chamar de covardes”, disse o jogador, sobre o fato de o repórter ter dito que foi agredido por Marcão. Entre os esmeraldinos que foram parar na delegacia, o zagueiro é o único não denunciado pela Procuradoria do STJD.

Time

O técnico Leão define hoje o time que enfrenta o Atlético (PR) amanhã, no Serra Dourada, às 16 horas. Mas não deve haver mudança em relação à equipe que iniciou contra o Vitória – Rodrigo Calaça; Carlos Alberto, Rafael Toloi, Ernando e Wellington Saci; Amaral, Jonílson, Wellington Monteiro e Bernardo; Éverton Santos e Rafael Moura
. (PP)

“Sou vítima que às vezes cometo reações, que cometo hoje muito menos reações do que já cometi”

Leão, técnico do Goiás

”De cabeça quente, no calor do jogo, a gente sai um pouco de si. Conversando com o árbitro, aquela confusão toda e você ser agredido, é difícil. Se fosse fora, não teria aquela reação”

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Esmeraldinos devem ser denunciados hoje no STJD

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Esmeraldinos devem ser denunciados hoje no STJD

Posted on 23 julho 2010 by hugo

Após a briga generalizada entre jogadores e comissão técnica do Goiás e repórteres de Salvador, o que se seguiu ao empate por 2 a 2 entre o alviverde e o Vitória, pela 10ª rodada do Brasileirão, no Estádio Barradão, quarta-feira, os esmeraldinos não responderão somente na Justiça comum pelo episódio – foram denunciados por lesão corporal leve pelo repórter Roque Santos, da Rádio Metrópole, de Salvador. Pode sair hoje ainda denúncia da procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra os envolvidos.

Ontem, o procurador-geral do STJD, Paulo Marcos Schmitt, pediu as imagens do episódio, mas preferiu analisá-las antes de explicar como a denúncia pode ser feita. “Vamos ver a conduta de cada jogador e também do técnico. A princípio, o clube não será penalizado, pois não é um caso de conflito. Vamos analisar, mas trata-se de um caso de agressão ou de conduta antidesportiva”, afirmou Schmitt ao site Justiça Desportiva. O árbitro Péricles Bassols relatou o episódio em súmula.

O mais provável é que o técnico Emerson Leão e o atacante Rafael Moura sejam denunciados com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição para quem “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva”. A pena é de uma a seis partidas ou suspensão por prazo de 15 a 180 dias.

Segundo o ex-presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Goiás (TJD-GO) e juiz eleitoral Alexandre Magno, é difícil que a pena máxima seja aplicada num posterior julgamento. Para ele, o que seria razoável é a suspensão por um ou dois jogos. Além disso, o Goiás poderia ser multado – o valor máximo previsto no CBJD é de R$ 10 mil -, mas Schmitt afirmou que isso não deve ocorrer.

De acordo com Magno, a denúncia por agressão – que é mais pesada e prevê pena de 4 a 12 partidas, de acordo com o artigo 254-A do CBJD – só ocorre quando envolve arbitragem, comissão técnica e jogadores. Mas a Schmitt chega a dizer que pode ser o caso.

Os outros jogadores que responderão na Justiça comum são o meia Romerito e o zagueiro Marcão. Na maior parte das imagens, Romerito aparece tentando conter Leão. Outros membros da comissão técnica que aparecem nas imagens são os preparadores físicos Fernando Leão e Rodrigo Chaves, além do preparador de goleiro Aílton Serafim.

Defesa
O presidente do Goiás, Syd de Oliveira Reis, reiterou em entrevista à reportagem do POPULAR o conteúdo da nota divulgada pelo clube ontem, perto das 16 horas. O dirigente lamenta o fato e diz que os esmeraldinos revidaram agressões, o que não é justificável. “É uma reação humana normal de quem foi agredido. O que a gente vê é que a nossa equipe está realmente unida. Os atletas foram em defesa do técnico”, afirmou.

Sobre a atitude de Leão, Syd de Oliveira Reis disse que não conversou com o treinador e que não há necessidade de fazê-lo. E defendeu o treinador: “Ele estava ainda agitado numa partida que teve grave erro de arbitragem, que não marcou falta em Marcão no lance que originou o gol de empate. Ele não faria nada se não tivesse sido provocado e agredido.” O presidente esmeraldino disse não temer punição na Justiça desportiva.

Syd de Oliveira Reis explicou ainda que Romerito se envolveu numa questão de desacato à autoridade. “Um policial colocou o cachorro para cima dele. O Romerito realmente xingou, mas o cachorro. E ele (o policial) interpretou que foi a ele.”

O presidente do Goiás diz não acreditar que a imagem do clube seja arranhada. “Vai preservar a imagem de time ordeiro. O episódio está muito distante do futebol. Não foi um caso de repercussão nacional como aquele de Curitiba”, afirmou, referindo-se ao quebra-quebra no Couto Pereira, após o rebaixamento do Coritiba para a Série B, no ano passado.

O superintendente do Goiás, Marcelo Segurado, disse que o episódio não pode encobrir erros como os de arbitragem e o fato de haver grande número de pessoas no gramado.

Delegação desembarca em silêncio

Em silêncio e sem ter contato com imprensa e torcida. Foi assim que a delegação do Goiás chegou ontem a Goiânia, por volta de 10h40, no aeroporto Santa Genoveva, após a confusão em Salvador. Ainda na pista, após desembarcarem, os esmeraldinos entraram no ônibus do clube. O letreiro na frente do veículo exibia a frase “paz no futebol”.

No aeroporto, 14 torcedores esperavam a delegação. Todos queriam apoiar o time e o técnico Leão. “Tem de ver o que provocou isso (o revide). A imprensa aproveita que o Leão é polêmico”, disse o advogado Jerônimo Gomide, de 27 anos.

Depois de deixar o aeroporto pelo portão de serviços, o ônibus do Goiás parou menos de um quilômetro depois. Desceram o assessor da Presidência, João Gualberto, e o médido Marco Antônio Gilabert. O veículo seguiu para a Serrinha. O goleiro Harlei foi o único que apareceu na loja oficial do clube, mas não quis comentar o assunto. Disse que foi sorteado para o doping e deixou o gramado minutos antes do fim da partida.

Leão deixou a Serrinha pelo portão da concentração no carro do preparador físico Rodrigo Chaves. Disse à reportagem que falará só hoje e recebeu o carinho de 7 torcedores dos 14 que estavam no aeroporto.(PP)

Pena por agressão pode ser alternativa

Segundo a imprensa de Salvador, o repórter Roque Santos, que registrou termo circunstanciado de ocorrência denunciando o técnico Leão e três jogadores do Goiás por agressão, disse que, antes do desencadeamento da confusão no Barradão, perguntou ao treinador qual era a reclamação dele sobre a arbitragem. Em seguida, houve briga generalizada no estádio, o que ocorreu após o empate por 2 a 2 entre o alviverde e o Vitória, pela 10ª rodada do Brasileirão.

De acordo com o delegado Pedro Andrade, que colheu os depoimentos após o jogo, a agressão foi considerada leve e por isso não houve prisão. A pena prevista é de até dois anos e poderá ser cumprida com pena alternativa, como prestação de serviços. O repórter também poderá pedir indenização por danos morais. Roque Santos está sendo orientado judicialmente por advogados da Associação dos Cronistas Esportivos da Bahia.

Entrevista
Em nota oficial divulgada ontem, o Goiás afirma que os envolvidos na confusão em Salvador darão entrevista coletiva hoje, após o treino, que está marcado para 8h30. Segundo o presidente Syd de Oliveira Reis, falarão Leão, Rafael Moura, Marcão e Romerito.

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STJD interdita ginásio, e Brasília terá de ir a outra cidade em caso de jogo 5

Posted on 01 junho 2010 by hugo

ginasio-brasiliaO Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do basquete interditou nesta segunda-feira, preventivamente e por tempo indeterminado, o ginásio Nilson Nelson, onde, no domingo, torcedores invadiram a quadra e se envolveram em uma confusão com jogadores do Flamengo após a vitória do Brasília no jogo 3 da final do NBB.

Caso a série chegue à quinta e última partida, o Brasília – vence por 2 a 1 -, terá de jogar em outra cidade, já que a opção no Distrito Federal é o ginásio da ASCEB. A capacidade – de 3 mil pessoas (de acordo com o site oficial do time) -, porém, é incompatível com o regulamento do NBB.

- Aleguei no pedido que houve uma falta de ordem e que o caso é análogo ao do Coritiba na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado. O ginásio não tem condições de receber uma final. Antes da denúncia ser elaborada, entramos com essa medida cautelar para que o estádio seja interditado imediatamente – explicou o procurador-geral do STJD do basquete, Marcelo Jucá.

A Liga Nacional de Basquete (LNB) marcou para esta terça-feira, às 14h, uma reunião para saber o que será feito caso a série chegue ao jogo 5. Os times farão a partida 4 nesta quinta-feira, às 16h, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro.

A LNB enviou o relatório do jogo, a súmula e as provas de vídeo ao procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) designado para a Comissão Disciplinar. A previsão é que o julgamento seja marcado para ainda esta semana.

- O que aconteceu foi um erro sim, que não pode acontecer. Foi um desleixo da segurança que permitiu a entrada de pessoas além das crianças que normalmente entram para pegar autógrafos. Foi uma das coisas mais lamentáveis que já vi. A responsabilidade é de Brasília em termo da segurança. Existe um problema que foi a falta de segurança – disse o presidente da LNB, Kouros Monadjeni.

Durante a confusão, o pivô Wagner, do Flamengo, foi atingido por uma lata na cabeça e saiu do ginásio com o rosto sangrando. O supervisor do time, André Guimarães, teve de ser levado para um hospital depois de ter sido atingido na barriga por cassetetes e, no rosto, por gás de pimenta, usado para conter a briga.

O diretor de basquete do Flamengo,  Arnaldo Szpiro, disse que o time sofreu com péssimas condições desde a chegada a Brasília.

  • Sentimos que o despreparo e amadorismo da organização era gritante. Nos treinos, não tinha gelo, não tinha água, não tinha bola. Tive que ligar pessoalmente para o Lula para ele providenciar isso. No jogo anterior, o Marcelinho estava dando entrevista no final do jogo, e tinha dois ou três torcedores xingando ele a três metros de distância. A gente vinha avisando à Liga da falta de organização, da falta de segurança – disse Arnaldo Szpiro.

  • globo
     

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Estádio da Canedense é liberado

Posted on 19 março 2010 by hugo

canedense1Três dias depois da confusão ocorrida após o jogo Canedense 1 x 2 Vila Nova, o Estádio Plínio José de Souza, que havia sido interditado preventivamente pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Goiás (TJD/GO), está liberado. O time de Senador Canedo vai poder enfrentar o Santa Helena, domingo, diante de sua torcida.Bomba

Ontem pela manhã, o presidente do TJD, Clodomir Ferreira Pimentel, e o major da PM Aylon José de Oliveira Júnior (comandante do policiamento em Senador Canedo) estiveram no estádio para conferir as mudanças solicitadas pelo tribunal para dar mais segurança às equipes, comissões técnicas e trios de arbitragem.

Foram colocadas divisórias fixas na entrada de acesso aos vestiários, na área que vai dos vestiários até o gramado e do lado de dentro até a parte de fora do estádio para não haver contato entre torcedores e delegações. “Não é ainda o ideal, mas melhorou bastante”, disse Clodomir Pimentel. Segundo ele, tanto a FGF quanto a Canedense receberam ofício com a confirmação dos laudos da PM e do Corpo de Bombeiros, além de portaria que tornava sem efeito a interdição do estádio.

Para o major Aylon, os incidentes não foram motivados por falta de segurança, mas pela falta de controle do acesso de pessoas ao local reservado às equipes. “O clube cumpriu as exigências e nós (PM) reafirmamos nosso laudo. Para dar mais segurança aos atletas e arbitragem, vamos colocar um policial no portão de entrada para os vestiários”, disse o comandante da PM.

Segundo o presidente do TJD, já foi determinada a abertura de inquérito para apurar as responsabilidades nos fatos. Serão ouvidos: os jogadores Max, Marcelo e Michel, do Vila Nova; Erivélton e Elizeu, da Canedense; além do vereador Roni de Souza Abreu, do supervisor Dionísio e do motorista do clube, Lindomar. O TJD contará com ajuda do 14º DP de Senador Canedo, onde foi registrada a ocorrência.

A Canedense, por sua vez, pode ser punida por invasão de campo, delito previsto no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A pena prevista é de 100 reais a 100 mil reais, além de perda de mando de campo – um a dez jogos. O atacante Erivélton, expulso no primeiro tempo, está incurso no artigo 243/F por ter ofendido o árbitro. Ele pode ser punido com multa (100 reais a 100 mil reais) e suspensão de um a seis jogos.

 

Ontem, a PM admitiu que a bomba que atingiu o jogador Marcelo e o secretário de registros do Vila Nova, Antônio Divino Rosa, o Givanildo – ambos ficaram feridos na perna – foi jogada por um policial.

“Podemos confirmar que foi uma granada atirada por policial do grupo tático de Senador Canedo. Trata-se de um armamento químico não-letal usado na dispersão de tumultos”, disse o tenente-coronel da PM Marcus Vinícius, responsável pela sindicância aberta para apurar a participação da PM nos incidentes. A bomba, ao entrar em contato com a brita espalhada próxima ao vestiário, atingiu os vilanovenses.

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