Exceção feita ao inglês Howard Webb, a Fifa fez a opção pouco prudente de escolher apenas árbitros da “periferia” do futebol mundial para continuar na Copa do Mundo. A entidade divulgou ontem a lista com dez nomes que permanecem na África do Sul e nela não está o do brasileiro Carlos Eugênio Simon.
O gaúcho, portanto, não irá realizar seu sonho de se tornar o árbitro com maior número de partidas apitadas em Copas do Mundo. O Mundial de 2010 foi o último do polêmico árbitro brasileiro de 45 anos, que deve se aposentar da arbitragem ao final desta temporada.
Simon já havia conduzido cinco partidas nos Mundiais de 2002 e 2006. Nesta Copa, apitou mais dois jogos da 1ª fase (Inglaterra 1 x 1 Estados Unidos e Alemanha 1 x 0 Gana). Com a ausência do Brasil nas semifinais, esperava ser escalado para pelo menos mais um jogo. Mas foi preterido por árbitros de Usbequistão, África do Sul, Japão e Bélgica, entre outros países que não têm campeonatos tradicionais no cenário mundial.
O árbitro gaúcho ficará a apenas uma partida de se igualar ao recorde do francês Joel Quiniou, com oito jogos apitado em Mundiais. “Estou indo embora da África do Sul, mas muito feliz por ter feito um ótimo trabalho. Agora vou curtir as férias com a família”, disse o árbitro brasileiro no Twitter.
O árbitro apitou o primeiro jogo de risco da Copa da África. O confronto entre Inglaterra e Estados Unidos foi cercado de grande aparato de segurança por causa de ameaças terroristas. Simon também teve de aguentar, às vésperas da partida, um bombardeio de insinuações da imprensa e das seleções dos dois países sobre a sua capacidade para estar no Mundial.
Erros
O que preocupava era o envolvimento do gaúcho em erros de arbitragem no futebol brasileiro – no ano passado, Simon foi afastado pela CBF após equívocos no jogo Fluminense 1 x 0 Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. Contudo, não houve atentado tampouco erros do árbitro em seus jogos nesta Copa do Mundo.
Agora, Simon deverá focar seus esforços em terminar um livro sobre sua participação nos últimos três Mundiais como o representante do Brasil. A obra já está sendo escrita pelo árbitro, que é formado em jornalismo, nas horas vagas. (AE)
Fonte: O Popular.
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