O pneu furado no GP de Abu Dhabi não teve consequências ruins no campeonato de Sebastian Vettel, que assegurou o título de mais jovem bicampeão da Fórmula 1 com quatro corridas de antecipação. Entretanto, o alemão perdeu a chance de superar o ídolo Michael Schumacher em dois quesitos: o melhor aproveitamento em uma temporada e o número de corridas seguidas na zona de pontuação. Além disso, ele não pode mais igualar a marca de mais vitórias em um ano.
Antes do GP de Abu Dhabi, Vettel precisava apenas de 29 pontos para bater a marca de Schumacher em 2002, quando teve 84,71% de aproveitamento (144 pontos ganhos de 170 disputados). Parecia uma tarefa fácil, já que o alemão da RBR tinha vencido 11 vezes, subido ao pódio em 16 GPs e pontuado em todas as corridas. Só que o revés nos Emirados Árabes Unidos deixou o bicampeão com a marca de 83,11%. Mesmo se abandonar no Brasil, ele já garantiu o quarto melhor índice da história, à frente de Alberto Ascari, Alain Prost e Juan Manuel Fangio.
Outra marca que poderia ter sido batida por Vettel era o número de corridas consecutivas na zona de pontuação. O recorde foi estabelecido por Schumacher em seus áureos tempos na Ferrari: ele fez pontos por 24 provas seguidas entre o GP da Hungria de 2001 e o GP da Malásia de 2003. O alemão da RBR, com o problema em Abu Dhabi, ficou com a segunda maior sequência da história: 19 GPs (do Brasil-2010 à Índia-2011). Neste período, conquistou 18 pódios.
Mas o mais dolorido, talvez, seja o número de vitórias em uma temporada. Vettel poderia igualar, em Interlagos, a marca de 13 obtida por Schumacher em 2004, mas precisava ganhar as duas últimas. Ele agora só pode assumir isoladamente a segunda posição do ranking, que também pertence ao heptacampeão e foi obtida em 2002, com 11 triunfos em 17 GPs disputados.
Como consolo, Vettel pode comemorar o maior número de poles em uma temporada. Com 14, ele igualou a marca de Nigel Mansell, da Williams, em 1992 neste fim de semana. Em Interlagos, o alemão pode assumir a liderança isolada do ranking. Em 2011, o bicampeão não largou na frente em apenas quatro GPs (três de Mark Webber e uma de Lewis Hamilton).
G1
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