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Lembra Dele? Roni, 1º ‘garçom’ de Neymar, quer despedida em Flu x Vila

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Lembra Dele? Roni, 1º ‘garçom’ de Neymar, quer despedida em Flu x Vila

Posted on 15 março 2012 by hugo

Aos 34 anos, ex-jogador sonha virar cartola e diz que assumiria diretoria de futebol no Vila Nova-GO, seu primeiro clube. E Muricy o recomenda.

 

Foram quase 18 anos de carreira distribuídos em 14 clubes espalhados pelo Brasil e pelo exterior. Na coleção de camisas – que inclui do Fluminense, Santos, São Paulo, Flamengo, Atlético-MG, Cruzeiro, Goiás, Vila Nova e Gamba Osaka, entre outras -, figura a mais mitológica, a da Seleção Brasileira. Agora, as peças vão ficar mais valorizadas no museu particular. Após passagem apagada no ataque do Anapolina, onde ficou mais tempo na reserva e marcou apenas dois gols em sete jogos, Roni decidiu, aos 34 anos, abandonar o futebol.

 

 

Mas foi só nos gramados. Sem conseguir se desligar do esporte que mudou a sua vida, Roniéliton Pereira Santos, cuja carreira foi mais ligada ao Fluminense (veja um gol pelo tricolor contra o Santos no vídeo acima) e ao Vila Nova e será lembrado por ser o “garçom” do primeiro gol de Neymar no Santos, sonha com despedida oficial. Que seria num confronto entre o clube carioca e o goiano. Depois, espera seguir no mundo da bola como dirigente ou empresário.

 

 

- Seria bacana um jogo entre Vila e Fluminense para marcar o meu adeus. Eu queria uma partida oficial, organizada. São os dois times em que mais atuei, sou torcedor e onde fui bem querido por todos. Não posso fazer um jogo só com os meus amigos, porque eu teria de fazer mais de 15 jogos. Tomara que possa sair algo assim – vislumbrou Roni, que não contou os gols marcados em sua carreira.

 

Uma das possibilidades de Roni continuar ligado ao esporte é assumir a diretoria de futebol do Vila Nova, clube no qual foi revelado, foi campeão pela primeira vez – goiano, em 1995 – e que está com o cargo à disposição. Mas, para isso, ele quer autonomia.

 

 

- Existe a chance. Mas eu ainda não falei com ninguém da atual diretoria. Tem muita gente que quer a minha volta ao Vila, mas eu desejo saber qual é o projeto e quais são as intenções de cada. Também preciso ter autonomia no cargo para eu exercer meu trabalho bem. Se não for isso, penso em virar empresário. Acho que posso ser bem útil nessa função.

 

 

 

- Pessoas como o Roni são importantes para o futebol. Se ele se preparar bem, estudar e quiser assumir um cargo no futebol, como diretor, eu acho que é uma ideia muito boa, principalmente se for no Vila Nova, clube do coração e onde ele foi revelado. Ele pode contribuir bastante para o nosso meio. É um homem de caráter, correto, profissional e que ama bastante o clube – elogiou, por telefone, o treinador campeão da Libertadores e tetra brasileiro.

 

 

Primeiro ‘garçom’ de Neymar

 

Muricy Ramalho acredita que Roni, além de ter vasta experiência no futebol, possa resgatar a imagem colorada.

 

 

- Não conheço o funcionamento do Vila, mas, pela torcida que tem, com certeza deveria estar em um patamar bem acima. A torcida é muito grande e apoia o time. Acho que com o Roni na direção, a imagem e o clube vão melhorar.

 

 

Do Vila Nova para a Vila Belmiro. No Santos hoje comandado por Muricy Ramalho, a passagem de Roni não foi marcada por muitos gols, mas será lembrada pelo fato de o ex-jogador ter sido o “garçom” de Neymar no primeiro gol do jovem craque pelos profissionais do Peixe, na vitória sobre o Mogi Mirim, por 3 a 0, pelo Campeonato Paulista.

 

 

- Quando eu cheguei ao Santos, o Neymar tinha acabado de subir para o profissional. Era jovem, tímido, mas já mostrava que era diferente e um menino alegre também. Esses dias eu vi numa matéria que ele ainda se lembra da minha assistência. Eu peguei na ponta esquerda, joguei na área e ele marcou de cabeça. Fiquei feliz por ele se lembrar disso. É um bom menino – disse Roni

 

Histórias

 

Nos 18 anos como profissional, Roni colecionou belos gols, como o marcado pelo Flu sobre o Goiânia, em 1999 – assista ao vídeo ao lado. Camisas – apesar de ser mais Identificado com Fluminense e Vila Nova. E histórias. O baixinho, de 1,71m, natural de Aurora (TO), com passagem pela Seleção Brasileira, tem muitas iguais às de qualquer calouro. Roni foi vítima das brincadeiras no início de sua trajetória. Em 1994, quando foi relacionado pela primeira vez no profissional do Vila Nova, não sabia o que levar para a concentração. Então, carregou apenas uma escova de dentes e um pente em uma sacola de supermercado. Foi o prato perfeito para os companheiros.

 

- Eram outros tempos, bem diferentes do luxo de hoje. E o Roni era bem pobre, não tinha condições. Levou uma sacolinha toda humilde para a concentração. Quando o Luciano viu aquilo, ele caiu na risada. Pegou a sacolinha, começou a chutar, queria dar balãozinho. Fez de tudo com a sacolinha do Roni – lembrou o ex-jogador Tim.

 

 

Após a fase inicial, onde era vítima das piadas, o tocantinense se acostumou ao novo ambiente e logo fez grandes amigos. Um deles era Gilvan, zagueiro e companheiro nas aventuras fora do clube. Ainda sem ter assinado contrato profissional, Roni recebia R$ 200 e queria comprar um carro. Já que o salário não era suficiente, guardou o dinheiro da premiação e adquiriu um Monza. Mas era verde e cheio de defeitos.

 

 

- Eu andei só três vezes no Monzinha do Roni. O carro, além de ser verde (cor do rival Goiás) e causar reclamação de torcedor e diretoria, toda vez dava problema. Numa delas, em Trindade, o carro estragou, e um torcedor do Vila teve de nos ajudar para o carro funcionar. Na outra, nós fomos para a boate e conhecemos duas meninas. Nós a chamamos e saímos juntos, mas aí o carro deu problema de novo. Eu liguei o toca-fita para esconder o barulho, mas não adiantou nada. Era cada pipoco que eu ficava até sem graça – gargalhou Gilvan, integrante do grupo que Roni guarda as melhores lembranças.

 

- Aquele foi o melhor ambiente que encontrei no futebol. Todos nós éramos grandes amigos. Eu ia para o treino com prazer – disse o ex-camisa 7 vila-novense.

 

Após ser campeão goiano em 1995, Roni despertou o interesse do São Paulo e de Muricy Ramalho, auxiliar técnico do São Paulo. Muricy foi a Goiânia para ver um jogador do Vila Nova e levou dois.

 

 

- Eu era auxiliar do Telê Santana e fui a Goiânia para observar o Luciano, atacante que estava muito bem na época. Fiquei surpreso quando vi o Roni e pedi a sua contratação também. Ele era rápido e driblava muito bem, algo que é bem difícil aliar.

 

 

No Tricolor Paulista, Roni não conseguiu se adaptar e retornou ao Colorado no ano seguinte para ser campeão invicto da Série C. Após o título, foi negociado para o Fluminense, clube onde ganhou projeção nacional. No Tricolor das Laranjeiras, na primeira passagem, foram quatro temporadas. Apesar de ter sido rebaixado duas vezes, fez boa dupla com Magno Alves, foi convocado para a Seleção Brasileira em 1999 e ganhou amigos no Tricolor, como o massagista Denilson.

 

 

- Foi um grande amigo que fiz. Até hoje sentimos saudade. Fora de campo, era uma pessoa sensacional, que nos ajudava muito. Ele gostava muito de brincar com todos nós. E dentro de campo sempre guardava um no Flamengo para a nossa alegria – recordou Denilson.

 

 

Com a amarelinha, Roni disputou um jogo em Goiânia, contra a Holanda, partida na qual guarda uma frustração.

 

 

- Perdi um gol que lamento até hoje. Foi o gol que eu não poderia ter errado. Estava em casa, no Serra, com a minha família, minha torcida. O Galvão (Bueno) era o narrador da partida e se empolgou quando eu tive a chance do gol. Infelizmente, eu errei. Mas não posso reclamar. Foi uma época legal. Jogar na Seleção é um prazer único. Não tem nada igual.

 

 

 

 

- Mudou muito. Não vejo aquele prazer e vontade nos jogadores em jogar pela Seleção.

 

 

Em 2001, pouco antes de retornar para o Flu e ser campeão carioca em 2002, Roni foi para o Al Hilal, na Arábia Saudita, e conviveu com uma cultura bem diferente da encontrada no Brasil. A principal era o salat – cinco orações públicas que os mulçumanos fazem diariamente. Um dia, Roni recebeu um convite para se juntar aos locais, mas a resposta não foi nem um pouco positiva.

 

 

 

- É estranho demais. Os caras acordam às cinco da manhã e já começam a rezar. Um dia, um me chamou, eu xinguei ele e tudo. Depois fiquei com um pouco de pena, mas acordar cedo assim todos os dias não dá, né? Foi bom que ele nunca mais me chamou – relembrou.

 

 

 

Em 2003, Roni se transferiu para a Rússia e conheceu um dos melhores amigos até hoje: Aloísio Chulapa. O entrosamento dentro dos gramados também existia fora dele. Em vez de zagueiros, foi o lateral-esquerdo Calisto, ex-Vasco e Anapolina, quem sofreu.

 

 

- Eu e o Calisto não entendíamos nada de russo e uma vez fomos fazer uns exames. O doutor nos chamou e começou a falar um monte de coisa. O Roni, para sacanear o Calisto, disse que ele estava mal demais e tinha de parar de jogar futebol. Ele ficou desesperado e nós não seguramos a risada – confidenciou Aloísio, que chama o amigo de “irmãozinho”.

 

 

Durante o período no Rubin Kazam, Roni conviveu com frio inferior a 8 graus negativos. Uma vez, não suportou a temperatura gelada e abandonou a atividade.

 

 

- O treino já tinha mais de duas horas e ninguém aguentava mais. Aí, eu peguei uma bola perto do vestiário, cruzei na área e saí correndo. O técnico ficou desesperado e começou a brigar comigo, mas eu nem dei bola, fingi que não tinha entendido nada. Depois todo mundo do time chegou em mim e me agradeceu por eu ter encerrado o treino – sorriu Roni.

 

 

Padre

 

 

Atacante que se preza tem de ter sorte. Dentro de campo, Roni não tem do que reclamar.. Porém, fora dele, principalmente na igreja, a história não foi a mesma.

 

 

 

Em 2001, Roni escolheu o amigo Tim para ser o padrinho de sua primeira filha, Victoria. Mas, o ex-jogador recusou o convite por não poder estar tão próximo da família – estava no Internacional, enquanto Roni jogava no Fluminense. Após muita insistência, o pedido foi aceito.

 

 

A cerimônia ocorreu sem nenhum problema. Mas, um ano depois, veio a notícia: o padre era falso, e o batizado foi cancelado. Na segunda cerimônia, o padrinho foi alterado.

 

 

- Isso foi o destino. Eu era muito desligado na época. Não seria um bom padrinho. Mas, mesmo assim, a Andreia (esposa de Roni) ainda fala que eu sou padrinho. Foi bom para a Victoria, que ganhou mais um padrinho – disse Tim.

 

 

 

No casamento de Tim, Roni foi o padrinho do casamento. Contudo, a união não deu certo: o amigo se separou da mulher.

 

 

- Tudo dava errado mesmo. Ele deu azar para mim e eu dei azar para ele – brincou Roni.

 

 

 

Em 2009, novo contratempo com padre. Em comemoração aos 12 anos de casamento, Roni fez nova cerimônia, dessa vez ecumênica. Porém, o padre não chegou no horário marcado. Para não cancelar o evento, o primo e pastor Roberto assumiu o posto.

 

 

- Foi engraçado. Estava tudo certo, não tinha esquecido nada. Só faltava o padre, o principal. O jeito foi pegar meu primo, que é pastor. Ele celebrou quase tudo. No meio da cerimônia, lá no final mesmo, o padre chegou e terminou – contou Roni.

 

 

Além das histórias engraçadas fora de campo, Roni colecionou também títulos: levantou o Carioca pelo Flu em 2002; o Goiano pelo Goiás em 2006; a Série B com o Atlético Mineiro no mesmo ano; o Carioca pelo Flamengo em 2007; e a Liga dos Campeões da Ásia pelo Gamba Osaka em 2008. No último suspiro de boa fase, arrumou história para contar a filhos e netos ao fazer dupla no Santos com Neymar. Agora, se virar cartola, espera novas inspirações.

 

globo

 

 

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Ponto final: atacante Roni anuncia aposentadoria aos 34 anos

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Ponto final: atacante Roni anuncia aposentadoria aos 34 anos

Posted on 07 março 2012 by hugo

Jogador foi ídolo do Fluminense, clube o qual defendeu em três oportunidades, e estava na Anapolina, onde disputava o Campeonato Goiano.

O atacante Roni, de 34 anos, confirmou sua aposentadoria nesta terça-feira. Ex-ídolo do Fluminense, o jogador estava na Anapolina-GO, onde participou de sete jogos do Campeonato Goiano este ano e marcou dois gols. O atacante revelou que já pensava em deixar os gramados desde que saiu do Vila Nova, seu clube de coração, rebaixado no à Série C do Campeonato Brasileiro no ano passado. No último sábado, o jogador pediu para ser liberado dos treinamentos da Anapolina, o que aumentou os rumores sobre sua aposentadoria. Roni ainda não sabe se seu futuro será longe do futebol e, por enquanto, espera apenas ficar mais próximo da família.

- Chegou a hora. Já vinha pensando na possibilidade de deixar o futebol. Acho que este é o momento certo. Todo mundo tem que tomar esta decisão um dia. Esta é minha vez. Quero me dedicar mais às minhas filhas, Maria Eduarda e Victória – diz Roni.

Revelado pelo Vila Nova em 1995, quando foi campeão goiano, Roni se transferiu para o São Paulo de Telê Santana no ano seguinte, com 19 anos. No Tricolor Paulista, o atacante fez apenas um gol e perdeu espaço depois que Telê se licenciou do cargo. Mas o crescimento na carreira ocorreu com a transferência para o Fluminense, em 1997.

Nas Laranjeiras, Roni ajudou o Flu quando o time passava por um dos piores momentos de sua história. O atacante participou da campanha do título da Série C de 1999, ano em que o Fluminense começou a se reerguer. Ainda no tricolor carioca, o atacante conquistou o título estadual em 2002 e ajudou o clube a ficar em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro em duas oportunidades, 2001 e 2002.

Seleção Brasileira

O bom desempenho no Fluminense gerou reconhecimento até mesmo do então técnico da Seleção Brasileira, Vanderlei Luxemburgo, que convocou Roni para a Copa das Confederações de 1999, sediada e vencida pelo México. O Brasil vinha de conquista na Copa América do Paraguai, e Luxemburgo optou por um time mais jovem, comandado por Ronaldinho Gaúcho e Alex. Apesar da derrota por 4 a 3 na final, Roni, que entrou no intervalo, tem boas lembranças da Seleção.

- Fui muito feliz. É o auge da carreira de qualquer atleta. O simples fato de ser convocado é muito emocionante. Pude jogar e conhecer grandes jogadores, como Ronaldinho Gaúcho, Alex, Rivaldo, Dida, e muitos outros. Foi meu grande momento como profissional – lembra Roni.

O jogador ainda teve passagens importantes por Goiás, onde participou da inédita conquista de vaga na Taça Libertadores em 2005, e no Atlético-MG, quando sagrou-se campeão brasileiro da Série B. Antes de encerrar a carreira, Roni ainda jogou na Série A em clubes como Flamengo, Santos, Cruzeiro e Fluminense, para onde voltou em 2009.

O retorno ao Vila Nova, clube que o revelou, ocorreu no ano seguinte. Em crise, a queda da equipe goiana para a terceira divisão era dada como certa. Porém, Roni foi peça importante na fuga do rebaixamento. Após grande reação, o Vila se salvou na última rodada. O jogador nada pôde fazer para evitar o descenso no ano passado, quando a crise administrativa do time goiano se agravou.

Agora fora dos gramados, Roni se coloca à disposição para ajudar o Vila de alguma maneira, caso a diretoria colorada precise. A última partida de Roni como profissional foi no dia 29 de fevereiro, contra o Goiás, no estádio da Serrinha. O jogador entrou no segundo tempo do empate entre Anapolina e Goiás por 1 a 1.

Carreira de Roni

1995-1996 – Vila Nova
1996 – São Paulo
1997-2000 – Fluminense
2001 – Al-Hilal (Arábia Saudita)
2001-2002 – Fluminense
2003-2004 – Rubin Kazan (Rússia)
2005 – Krylyia Sovetov (Rússia)
2005 – Rubin Kazan (Rússia)
2005-2006 – Goiás
2006-2007 – Atlético-MG
2007 – Flamengo
2007-2008 – Cruzeiro
2008 – Yokohama Marinos (Japão)
2008 – Gamba Osaka (Japão)
2009 – Santos
2009 – Fluminense
2010-2011 – Vila Nova
2012 – Anapolina

globo

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Roni pede liberação da partida com Goianésia e deve encerrar carreira

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Roni pede liberação da partida com Goianésia e deve encerrar carreira

Posted on 04 março 2012 by hugo

Atacante alegou problema particular e não estará à disposição da Anapolina. Segundo presidente, jogador fará pronunciamento na segunda.

Com vários problemas internos, algumas lesões, e o rebaixamento para a Série C, 2011 foi um ano para ser apagado para Roni e o Vila Nova. A aposentadoria foi cogitada pelo atacante, mas poucos dias antes do começo do Goianão, o veterano surpreendeu ao acertar com a Anapolina para a disputa do Estadual. Depois de sete jogos e dois gols pela Rubra, a carreira do atacante deve mesmo chegar ao fim.

O jogador, de 34 anos, pediu para ser liberado neste fim de semana e sequer viajou para Goianésia, onde a Anapolina enfrenta neste domingo a equipe local, pela 11ª rodada do Goianão. Segundo o técnico Vica, o atacante alegou problemas particulares, e por isso foi liberado. O presidente da Anapolina, Leandro Ribeiro, não confirmou a decisão do atacante. Mas revelou que Roni se pronunciará nesta segunda-feira.

- O Roni está com um problema familiar e pediu para ser liberado para o jogo de amanhã (domingo). Por enquanto é só isso. É melhor esperar até segunda-feira, quando ele vai se pronunciar – disse o presidente.

Roni estreou na Xata na terceira rodada do Goianão, na derrota para a Aparecidense por 2 a 1. Ele foi titular nos seis jogos seguintes, mas nas duas últimas rodadas perdeu espaço. No último empate com o Goiás ele chegou a entrar durante a partida. O veterano fez dois gols pela Rubra, um no empate por 1 a 1 com o Rio Verde na quinta rodada, e o outro na derrota por 2 a 1 para o Goianésia na rodada seguinte. O técnico Vica também não confirmou a decisão de Roni de abandonar o futebol.

- Ele só me falou que estava com um problema particular e pediu para ser liberado, e a gente acatou sem problemas. Ele vem treinando bem, vem se esforçando, não sei sobre essa decisão – comentou o treinador.

Roni iniciou sua carreira no Vila Nova, em 1995, e depois se transferiu para o Fluminense, onde ficou por quatro anos, inclusive na campanha da Série C do clube carioca, em 1999, ano em que chegou a defender a Seleção Brasileira. O jogador também passou pelo futebol árabe, russo, japonês, e atuou em outros grandes clubes do Brasil, como Atlético-MG, Flamengo, Cruzeiro, Santos, e o Goiás.

globo

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Pressionados, Vila e Anapolina reabrem OBA

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Pressionados, Vila e Anapolina reabrem OBA

Posted on 01 fevereiro 2012 by hugo

Às 20h30, Vila Nova e Anapolina entrarão no gramado do Onésio Brasileiro Alvarenga sob pressão. Após ter perdido para o Goiás, o colorado voltou a viver dias de desconfiança e muitos duvidam se o time tem condições de se classificar para a semifinal do Campeonato Goiano. Situação semelhante à da Xata, que tropeçou nas duas últimas rodadas e precisa se reabilitar no torneio.

Por ter perdido o mando de campo após a confusão da semifinal de 2011, esta será a primeira partida do Vila Nova no OBA, nesta temporada. Embora esteja pressionado, o técnico Roberto Cavalo não está ameaçado de demissão. A vitória sobre o Rio Verde, por 3 a 0, na 2ª rodada, aliviou o clima no clube e nem a derrota no clássico abalou o trabalho do treinador. O mesmo não pode ser dito sobre o Luis Carlos Barbieri, que foi criticado pela torcida, domingo, no empate com a Aparecidense por 1 a 1. Porém, o diretor de futebol da Anapolina, Sidney Ferreira, disse que “não há a menor chance de demitir o treinador” após o jogo.

Para voltar a ter dias tranquilos, o Vila faz três mudanças e altera o esquema tático. A formação com três defensores e dois atacantes foi modificada para o 4-5-1, com Jonh Lennon, Evandro e Wanderson nas vagas de Assis, Rafael Pedro e Dinei. A principal mudança é a saída do centroavante Dinei, que foi mal no clássico com o Goiás.

“Nem na partida contra o Rio Verde, quando jogamos bem e vencemos por 3 a 0, o time teve um bom desempenho ofensivo. Acho que é hora de mudar. Clube algum no mundo joga com dois centroavantes. Não tinha como manter”, argumentou o treinador.

Provavelmente com quatro volantes no meio de campo – Cavalo disse que está em dúvida entre Wanderson e o atacante Cairo – Evandro disse que o esquema tático será de simples entendimento. “Vai funcionar como um rodízio entre nós no meio de campo. Às vezes eu subo, outra hora é a vez do Wanderson, com o Ricardinho mais livre para chegar ao ataque”, explicou Evandro, titular hoje.

CONTRATAÇÕES

Ainda em busca de reforços para o Campeonato Goiano, a diretoria do Vila Nova tenta anunciar nesta semana a contratação do volante Maycon, de 26 anos. Ontem, a negociação com o jogador avançou, com a definição salarial e vínculo com o Tigre por dois anos. Hoje, Maycon tentará a rescisão de contrato com o Internacional, clube detentor de seus direitos federativos até dezembro.

Outro nome que está na pauta da diretoria é o de Sérgio Motta, do São Paulo. Destaque da Copa São Paulo de 2007, o meia foi apontado como uma das grandes revelações do futebol brasileiro, mas a expectativa não se concretizou. Além do Vila, o Paulista de Jundiaí também tenta contratar o jogador.

Ontem, o zagueiro Adriano, de 31 anos, ex-Atlético (MG) e América (MG) após ter passado uma série de testes, foi aprovado pelos médicos e assinou contrato até o final do Campeonato Goiano.

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Xata aposta em Roni para triunfar

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Xata aposta em Roni para triunfar

Posted on 29 janeiro 2012 by hugo

Anapolina pega a Aparecidense, que tem novo técnico no Estadual. Já Crac e Morrinhos se enfrentam e buscam recuperação na competição.
Após a derrota para o Atlético, a Anapolina quer voltar a vencer no Goianão. No entanto, não terá vida fácil. A Xata enfrenta a Aparecidense, hoje, às 17 horas, no Jonas Duarte, pela 3ª rodada. O rival se recuperou da goleada sofrida na estreia ao vencer o Goianésia. Mas passou por mudança radical nas últimas 42 horas.

Apesar de o clima na Aparecidense ter melhorado após a vitória contra o Goianésia por 3 a 1, houve uma notícia inesperada. O técnico Leonardo Souza pediu demissão na noite de sexta-feira, alegando interferência da diretoria no trabalho. Wladimir Araújo, campeão da Divisão de Acesso com o clube em 2010, estreia no comando. O desfalque é o atacante Guilherme, expulso quinta-feira.

Na Xata, a grande novidade deve ser a estreia de Roni. O experiente atacante foi contratado para ser um dos principais jogadores do elenco. O desfalque é o volante Duda, expulso na rodada anterior. Quem volta ao time titular é o meia Guaru.

Crac x Morrinhos

Na 2ª rodada do Goianão, Crac e Morrinhos foram derrotados. Por isso, hoje, às 17 horas, em Catalão, no Genervino da Fonseca, as duas equipes necessitam de vitória para não se distanciarem dos quatro melhores colocados. O Crac, que perdeu de virada para o Itumbiara nos últimos 15 minutos, está em situação melhor, mas em casa joga pressionado pela necessidade de vitória. O time deve jogar desfalcado do zagueiro João Paulo, com contusão muscular. Tiago Sala será o substituto. O volante Thiago Carpini é dúvida. Caso seja vetado, Rodrigo Paulista está pronto.

Já o Morrinhos vê a sua situação complicada, pois sofreu duas derrotas: da Anapolina e do Goiás. O ala/zagueiro Pablo deve estrear. O zagueiro Kasão pode perder a posição. No ataque, Sidney, um dos destaques do time nos últimos três anos, tem chances de reaparecer – se recuperava de contusão.

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Apresentado na Anapolina, Roni espera brigar pelo título goiano

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Apresentado na Anapolina, Roni espera brigar pelo título goiano

Posted on 20 janeiro 2012 by hugo

Atacante, que defendeu o Vila Nova nos últimos dois anos, se diz motivado e não quer ver a Xata apenas como figurante no campeonato estadual.

Apresentado como principal reforço da Anapolina para o Campeonato Goiano, o atacante Roni, de 34 anos, não quer que a Xata seja apenas figurante na competição. No ano passado, a equipe foi semifinalista e acabou eliminada pelo Atlético. O presidente Leandro Ribeiro e o diretor de futebol Sidnei Ferreira, que trabalharam na Rubra em 2011, seguem no comando do time e esperam pelo menos garantir vaga nas semifinais novamente. O objetivo de Roni é o mesmo.

- Farei de tudo para conquistar o maior número de vitórias possível. A Anapolina é um clube de tradição no futebol goiano, e quando eu recebi a proposta, só aceitei porque sei que o clube tem condição de lutar de igual para igual com os times da capital. O torcedor pode ter certeza que estarei muito motivado – disse o atacante à Xata TV.

O técnico Luiz Carlos Barbieri comandou um coletivo nesta quarta-feira. Roni apenas deu voltas em torno do gramado e deve ficar à disposição do treinador a partida da segunda rodada do Campeonato Goiano. A Anapolina estreia na competição no próximo domingo, às 17h, contra o Morrinhos, no estádio Jonas Duarte.

A tendência é que Barbieri repita a mesma formação que iniciou o amistoso do último domingo contra o Ceilândia-DF, com Edinho; Serginho, Duda, João Lima e Rodrigo Ítalo; Amaral, Juninho Goiano, Gilmar Baiano e Guarú; Tiago Marabá e Diogo Galvão.

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Atacante Roni acerta com a Anapolina para a disputa do Goianão

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Atacante Roni acerta com a Anapolina para a disputa do Goianão

Posted on 19 janeiro 2012 by hugo

Jogador tinha proposta da Caldense-MG, mas preferiu ficar no futebol goiano. Veterano deixou o Vila Nova após dois anos no clube.

Maior ídolo recente do Vila Nova, principal jogador na campanha da Série B de 2010, em que a equipe conseguiu permanecer na Segundona, mas que no ano passado viveu vários problemas internos no clube, o atacante Roni não irá encerrar a carreira. Aos 34 anos, o jogador continuará em um time colorado. Mas a 50 quilômetros de Goiânia. O veterano acertou com a Anapolina para a disputa do Campeonato Goiano, e foi apresentado na tarde desta quarta-feira em Anápolis.

Roni tinha uma proposta da Caldense para a disputa do Campeonato Mineiro, mas preferiu se transferir para um clube goiano, e se manter próximo da família, que reside em Goiânia. O atacante é o 30º jogador do elenco da Rubra para o Goianão e, de acordo com o presidente do clube, Leandro Ribeiro, ele é a última aquisição antes do início do Estadual. O dirigente reforçou que acredita no potencial do atacante, e o considera o maior reforço da Xata para o Estadual.

- É a maior referência nossa, a Anapolina tem que fazer um bom campeonato, queremos chegar às semifinais, e quem sabe disputar o título. É um atleta de 34 anos e está jogando muito ainda. O Túlio está aí, com mais de 40 anos, e jogando ainda. No Vila ele estava com problemas internos no ano passado, e por isso não rendeu muito. Tenho certeza que terá sucesso aqui – avaliou Leandro.

Roni deixa o Vila Nova após dois anos distintos no clube. Em 2010, ele foi peça essencial atuando dentro e fora de campo para ajudar na permanência da equipe na Série B daquele ano. Entretanto, em 2011, a crise técnica e política no Tigre se agravou, e o atacante foi um dos alvos da torcida durante seguidos protestos pela campanha ruim. Mesmo assim, o jogador foi o artilheiro do Vila Nova na Série B, ao marcar oito gols. A última partida dele foi no clássico contra o Goiás, no dia 4 de novembro, pela 34ª rodada.

O atacante iniciou sua carreira no próprio Colorado da capital goiana, em 1995, e depois se transferiu para o Fluminense, onde ficou por quatro anos, inclusive na campanha da Série C do clube carioca, em 1999, ano em que chegou a defender a Seleção Brasileira. O jogador também passou pelo futebol árabe, russo, japonês, e atuou em outros grandes clubes do Brasil, como Atlético-MG, Flamengo, Cruzeiro, Santos, e o Goiás.

Ficha do jogador

Nome: Roniéliton Pereira Santos
Data de nascimento: 28/04/1977, em Aurora-TO
Posição: atacante
Altura: 1,71m
Peso: 69kg

Clubes:

2010-2011: Vila Nova
2009: Fluminense
2009: Santos
2008-2009: Gamba Osaka-JAP
2008: Yokohama Marinos-JAP
2007: Cruzeiro
2007: Flamengo
2006: Atlético-MG
2005-2006: Goiás
2005: Rubin Kazan-RUS
2004: Krylya Sovetov-RUS
2003-2004: Rubin Kazan-RUS
2001-2002: Fluminense
2000-2001 Al Hilal-ARA
1997-2000: Fluminense
1996: São Paulo
1995-1996: Vila Nova

globo

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Queda já no clássico seria ‘maior mancha na história do Vila’, diz Roni

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Queda já no clássico seria ‘maior mancha na história do Vila’, diz Roni

Posted on 01 novembro 2011 by hugo

Para o artilheiro colorado, possibilidade de rebaixamento na partida contra o rival Goiás não deve nem ser cogitada: ‘O torcedor sentiria bastante’.

Na maioria de suas entrevistas, o atacante Roni dá seu depoimento como jogador e torcedor confesso do Vila Nova. Diante da possibilidade de ver sua equipe ser rebaixada justo em um clássico com o maior rival, o Goiás, o ídolo colorado não hesita em dizer, tanto como capitão da equipe, quanto como um torcedor alvirrubro, que, caso isto ocorra, será a maior mancha da história do clube.

- Com certeza seria. O Vila Nova já foi rebaixado outras vezes, o Vila Nova já jogou a Série C, mas não podemos deixar o Vila ser rebaixado pelo seu arquirrival. Creio que isto não vá acontecer, não podemos nem ficar falando muito nisso, porque nós temos que ganhar, e temos condições pra isso. Uma derrota seria ruim, o torcedor vai sentir bastante, e não podemos deixar isso acontecer de maneira alguma. Agora olhando por outro lado, uma vitória nos dá uma moral pro restante da competição, e nos deixa sonhando em permanecer na Série B – declarou o atacante.

Mas não é só a iminente queda para a terceira divisão que preocupa Roni. A crise técnica do time é um resultado da instabilidade que o clube vive fora de campo, com a incerteza em relação à administração do Tigre.

- Particularmente, como torcedor, claro que me preocupa a situação do Vila hoje, porque o Vila está em uma situação financeira delicada, e a gente não está vendo tantas perspectivas para uma melhora urgente. Profissionalmente todo mundo sabe que é péssimo pra carreira de um jogador o rebaixamento – declarou Roni.

Disposição acima de tudo

De volta ao time após cumprir suspensão contra o Salgueiro, o atacante colorado prefere não se perder em avaliações sobre os motivos que levaram o clube ao momento conturbado que vive. Segundo ele, o essencial neste momento é que o elenco esteja focado no objetivo de tirar o Tigre da degola, mesmo com vários agravantes extra-campo, como os salários atrasados.

- Cada um tem que saber o que quer. Aquele jogador que não esteja 100% comprometido, que acha que o salário atrasado está atrapalhando, que acha que está com uma dorzinha que está atrapalhando, esses tem que ficar de fora. Mesmo que a gente vá pra campo com nove, ou com oito jogadores, mas que sejam oito que estejam realmente a fim do jogo, que querem ganhar, e que vão fazer de tudo pra isso – avaliou.

Com 31 pontos e na 18ª posição, o Vila Nova precisa vencer os cinco jogos restantes e ainda torcer por tropeços dos adversários diretos se quiser permanecer na segunda divisão. O clássico contra o Goiás será nesta sexta-feira, às 20h30m, no estádio Serra Dourada.

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Declínio e recuperação: Roni busca renascer no clássico

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Declínio e recuperação: Roni busca renascer no clássico

Posted on 05 agosto 2011 by hugo

Em má fase desde a semifinal do Goianão, capitão colorado acredita que duelo com Goiás pode marcar um recomeço na temporada.

O dia 1º de maio ainda está vivo na memória de Roni. Principal jogador do Vila Nova, o atacante marcou um gol de pênalti aos 6 minutos do segundo tempo e tudo levava a crer que a equipe colorada estaria na final do Campeonato Goiano. Aos 8, era a chance de confirmar a classificação. O capitão recebeu na área, livre, mas finalizou na trave. Era o início de uma fase ruim e duradoura.

Após aquele lance, o Goiás equilibrou, empatou a partida com gol de Carlos Alberto e avançou na competição. O Tigre estava eliminado, mas o pior estava por vir. Entre provocações e comemorações, uma briga generalizada foi iniciada e deixou sequelas na história do principal clássico goiano.

Três meses após o episódio, as duas equipes voltam a se enfrentar, amanhã, às 16h20, pela Série B, e Roni ainda lamenta tudo o que aconteceu naquele dia no Serra Dourada.

“Por eu ser vilanovense, aquela derrota me machucou muito. Até hoje eu ainda sofro bastante com aquele jogo, achando que poderia ter sido diferente. Foi uma tristeza muito grande. Nas primeiras semanas eu não consegui reagir da maneira que tinha de reagir e pode ser que isso tenha sido um fator que me atrapalhou no começo, mas não acredito que isso influencie até hoje”, garantiu.

Desde que retornou ao clube, em fevereiro de 2010, Roni está acostumado à pressão e aos momentos de turbulência. Porém, nenhuma derrota foi tão sentida como a eliminação sofrida para o rival no Estadual deste ano.

“Já tive muitos momentos ruins na carreira, de muita tristeza. Um deles foi o rebaixamento no Fluminense (em 1997, caiu para a Série B e, em 1998, para C). Agora no Vila, jogando, eu não tinha uma derrota como aquela. Mas, de repente, tudo pode mudar. Eu tenho fé que vai mudar”, explicou.

No Goianão, Roni marcou 12 gols em 18 jogos, média de 0,6 por partida. No Brasileiro, a história é inversa e a má fase está nos números. Nas 13 vezes em que entrou em campo, o capitão marcou só 4 gols, 50% do aproveitamento que apresentou no Estadual. Para piorar, metade ainda foi de pênalti.

A má fase se refletiu nas arquibancadas e na partida contra o Salgueiro alguns torcedores o vaiaram. Porém, nada a que o camisa sete não esteja acostumado. “Jogador precisa de ter tranquilidade para trabalhar. Eu sei que a pressão está toda em mim, mas isso é pelo meu potencial. Muitos torcedores me encontram na rua e me apoiam. O que eu vejo na rua não é bem o retrato do que aconteceu no último jogo. Estou bem tranquilo e espero jogar bem. Fase ruim não tem hora para chegar, mas sempre termina. Tomara que ela acabe no clássico”, disse.

Roni reconhece a má fase, mas acredita que não é o único que está deixando a desejar no Vila Nova. “Vejo o jogo como importante não só para mim, mas para o grupo inteiro. É o jogo para recuperamos a nossa autoestima. Não é só eu que estou mal, a verdade é que ninguém está bem. Todos precisam melhorar individualmente para que o time cresça coletivamente”, analisou o atacante.

Diferente do que aconteceu em maio, Roni torce para que o clássico de amanhã seja lembrado pela paz. “Torcedor tem de ir ao estádio como lazer. Vale provocar, brincar, mas não pode ter mais confusão. Nós jogadores vamos ao estádio apenas para jogar futebol. Conheço bem o pessoal do Goiás, principalmente o Harlei, e sei que eles têm esse mesmo pensamento. Espero que o torcedor respeite o próximo e que nada de ruim aconteça.”

INDEFINIÇÃO

Em mais um treinamento fechado, o técnico Hélio dos Anjos comandou um trabalho tático no OBA, mas não divulgou a escalação e o esquema que utilizará no confronto com o Goiás. A concentração para o clássico teve início ontem e o meia David está relacionado.

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Roni desabafa após 79 dias de silêncio

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Roni desabafa após 79 dias de silêncio

Posted on 22 julho 2011 by hugo

Foram longos 79 dias afastado da torcida, dos holofotes e da imprensa. Teve até comemoração “intimista” de gol. Mas ontem, finalmente, Roni, o principal jogador do Vila Nova, quebrou o silêncio iniciado depois da eliminação no Campeonato Goiano.

“Uma hora eu teria de voltar a falar. Até porque meu contrato rege isso e os patrocinadores querem isso também. Achei que era o momento certo em que nosso time tem de ter uma atitude diferente dentro da competição (Série B do Brasileiro)”, explica.

Roni havia concedido sua última entrevista no dia 3 de maio, dois dias após o clássico Vila x Goiás, pelas semifinais do Estadual. O empate por 2 a 2 culminou com a eliminação do Vila pelo arquirrival, além de briga generalizada em campo e duas mortes de torcedores nas ruas de Goiânia. Roni foi absolvido das acusações em julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva de Goiás, mas se sentiu condenado por parte da imprensa. “Fiquei sem falar porque estava chateado com parte da imprensa que, mesmo eu tendo sido absolvido e tendo pedido desculpes publicamente em relação àquela briga no clássico, as pessoas continuaram martelando sobre aquilo, às vezes até me tratando como um criminoso.”

Roni vem recebendo críticas de parte da torcida por seu desempenho no time. “As críticas são normais e não vêm da maior parte da torcida. Para quem foi cobrado em grandes clubes e grandes centros no Brasil como já fui, aqui vou superar o mais rápido possível, com muito trabalho e humildade”, garante.

“Espero que essa pressão possa fazer com que eu volte a jogar bem o mais rápido possível. Venho desenvolvendo um bom papel, mas o que está faltando é o que todo mundo sabe que eu sei fazer bem que são gols”, diagnostica. “Isso é normal e se as pessoas estão cobrando é porque tenho capacidade para melhorar”, completa o jogador, que reconhece que a equipe está devendo. “Nossa campanha pode ser melhor. Perdemos pontos que não poderíamos, mas não adianta ficar lamentando, porque outras equipes também perderam”, avalia.

Para ele, a confiança e a postura fora de casa têm de melhorar muito. “Temos muitos jogadores que ainda estão abaixo e que ainda vão render muito. Teremos um time mais agudo e mais guerreiro.”

Ontem, o técnico Hélio dos Anjos posicionou o time, que deve começar atuando contra o Náutico amanhã, às 16h20, no Estádio Serra Dourada, com: Michel; Victor Ferraz, Augusto, Éder Lima e Jorge Henrique; Jairo, Adílson, Ricardinho e Luís Fernando; Roni e Leandro Cearense.

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