Foi um início quase perfeito, como no domingo. Marquinhos, com a mão calibrada, acertou três cestas de três apenas no primeiro quarto. A vantagem, em poucos minutos, já era de 11 pontos. Só que, em um pisão, tudo desandou. Quando viu Shamell, um de seus principais jogadores, sair de quadra carregado, com tendão de Aquiles rompido, o Pinheiros ficou um tempo perdido em quadra. O Brasília aproveitou, abriu uma boa diferença no placar e segurou a pressão no fim. Como um perfeito “estraga-festas”, o time do Distrito Federal não se incomodou com a torcida no ginásio Henrique Villaboim, venceu por 76 a 74 e fez 2 a 1 na série semifinal do NBB.
Com o resultado, o Brasília pode fechar o duelo na próxima sexta-feira. Em casa, o time do Distrito Federal pode garantir sua quarta decisão do NBB às 18h45m, com transmissão ao vivo do SporTV. Caso tenha o quinto jogo, o Pinheiros decide a vaga para a final em seus domínios.
Quando tentava um ataque no fim do segundo quarto, o ala-armador Shamell caiu no chão, reclamando de dores. Ainda em quadra, o jogador foi diagnosticado com uma ruptura do tendão de Aquiles do pé direito e foi levado para o hospital. Com a lesão, o americano é desfalque certo nos próximos jogos da série e em uma possível final de competição. No fim do segundo quarto, o pivô Morro também sofreu uma fratura exposta no dedo mindinho da mão direita. O jogador, que ainda voltou à quadra, precisou ir para o vestiário para recolocar o osso no lugar e vai passar por exames nesta quarta-feira.
Guilherme Giovannoni, com 21 pontos e oito rebotes, foi o grande nome da equipe do Brasília. Após o jogo, o ala-pivô comemorou a exibição do time em São Paulo.
- Eles começaram com um ritmo muito intenso, mas estávamos concentrados. Temos de dar os parabéns à nossa equipe. Hoje é um tipo de dia que nos faz ficar muito orgulhoso com o que fazemos. Agora, precisamos entrar muito concentrados no próximo jogo.
Também com 21 pontos, Marquinhos lamentou a saída de Shamell durante a partida.
- Sentimos muito a perda dele no terceiro quarto. Tentamos nos recuperar, o Renato entrou muito bem. Mas ficamos o tempo inteiro atrás no placar. Agora, é tentar esquecer essa partida.
O jogo
O início foi movimentado. O primeiro arremesso foi de Arthur, no aro. Marquinhos fez o mesmo logo depois, mas compensou com duas cestas seguidas de três, animando a torcida da casa. Alex aproveitou o rebote de um ataque de Giovannoni para marcar os primeiros pontos do Brasília. O armador argentino Figueroa, que havia acertado quase tudo no jogo de domingo, não começou bem e errou seus dois primeiros lances livres. Logo depois, Shamell, de três, obrigou o técnico José Carlos Vidal pedir tempo: 13 a 2.
Deu certo. O Brasília cresceu no jogo e passou a encaixar a marcação. Arthur, de três, diminuiu a diferença. Giovannoni marcou mais dois, Alírio, mais três, e, no arremesso de Nezinho, o Brasília encostou. Giovannoni acertou mais uma bandeja, e a diferença já era de apenas um ponto. Marquinhos conseguiu nova cesta de três, mas os visitantes responderam da mesma forma com Alírio. Mas, depois de dois arremessos errados, um inclusive seu, Shamell pulou para pegar o rebote e dar fim ao primeiro quarto no zerar do cronômetro: 24 a 21.
Assim como no primeiro quarto, as equipes voltaram errando seus ataques. Morro deixou escapar uma bola boba, nas mãos de Alírio, que puxou o contra-ataque. Só que o Brasíilia também desperdiçou sua chance na sequência. Os visitantes chegaram ao empate em uma bola de três de Cipriano e, logo depois, assumiram a dianteira com Giovannoni: 30 a 29.
O Brasília conseguia manter a vantagem com dificuldades até que o Pinheiros sofreu seu maior baque. Em uma tentativa de ataque, Shamell pisou de mal jeito e caiu no chão. Ainda em quadra, o ala foi diagnosticado com uma ruptura do tendão de Aquiles do pé direito e foi levado para o hospital. Fiorotto, com bela enterrada, ainda fez com que a diferença voltasse a ser de um ponto a segundos do fim do primeiro tempo. Mas, com o cronômetro quase zerado, Bruninho acertou a mão e marcou mais três pontos: 40 a 36.
Com Shamell fora, o Pinheiros se perdeu. Sem acertar um arremesso sequer, viu o Brasília marcar 11 pontos no terceiro quarto, abrindo 15 pontos de vantagem. Marquinhos, em dois lances livres, e Morro, de três, fizeram a torcida voltar a se animar. Só que o Brasília seguiu soberano. Cipriano, depois de três tentativas, acertou uma bandeja, e o time do Distrito Federal foi para o último quarto com 56 a 49 no placar.
O Pinheiros acordou no último quarto. Acertou a defesa e, na empolgação de sua torcida, conseguiu encostar no placar: 60 a 57. O Brasília também voltou a desperdiçar ataques em sequência. E o time da casa empatou. Marquinhos, mais uma vez de três, deixou tudo igual no placar. Só que os visitantes tiveram calma. Na experiência de Guilherme Giovannoni e Alex, retomaram a dianteira, apesar da cesta de Renato, também de três, e o lance extra, a 28s do fim. Em uma série de lances livres, Cipriano, Nezinho e Alex abriram seis pontos. Mas, a 2s do fim e a dois pontos do empate, o Pinheiros teve a chance no lance livre de Olivinha. Ele arremessou no aro, na tentativa de pegar o rebote, mas não funcionou. Para a tristeza da torcida, estava confirmado: 76 a 74 para os visitantes, que fizeram a festa em quadra.
Confira os jogos da chave:
18/5 (sexta-feira)
Brasília 84 x 75 Pinheiros
20/5 (domingo)
Pinheiros 81 x 65 Brasília
22/5 (terça-feira)
21h – Pinheiros 74 x 76 Brasília
25/5 (sexta-feira)
18h45m – Brasília x Pinheiros
27/5 (domingo)
14h – Pinheiros x Brasília*
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O Pinheiros precisava de uma resposta urgente. Depois de perder a partida de abertura da série semifinal do NBB, não queria deixar o Brasília escapar. Por isso, lotou seu ginásio, ganhou força na defesa e, depois de um primeiro tempo fulminante, venceu o segundo jogo do duelo por 81 a 65, no ginásio Henrique Villaboim, em São Paulo. Com isso, o duelo em busca de um lugar na final está empatado: uma vitória para cada lado.
Diante da sua torcida, o Brasília fez o dever de casa e levou a melhor sobre o Pinheiros, no ginásio Nilson Nelson, nesta sexta-feira. Com Nezinho, cestinha da partida com 22 pontos, Alex (18) e Guilherme Giovannoni (17) inspirados, a equipe do Distrito Federal venceu por 90 a 77 pela abertura da série semifinal do NBB. Olivinha, com 21 pontos, foi o destaque dos paulistas. Os Jogos 2 e 3 do confronto serão disputados no domingo (dia 20) e terça-feira (22), em São Paulo.
O Pinheiros entrou no ginásio Henrique Vilaboim, em São Paulo, sonhando com a virada no quinto e decisivo jogo pelas quartas de final do NBB. Mas, para realizar tal feito e carimbar seu passaporte às semifinais, teria que superar a equipe do Joinville. E a façanha, inédita nesta fase da competição, aconteceu nesta sexta-feira. Sob a batuta de Shamell, cestinha da partida com 17 pontos, o time paulista venceu por 73 a 63, fechou o confronto em 3 a 2 e avançou para enfrentar o Brasília, atual bicampeão, que eliminou o Bauru. Pelo Joinville, Shilton foi o principal pontuador no duelo, com 16.
Pinheiros/SKY e Unitri/Universo tem, nesta sexta-feira, a chance de fazer história no NBB. Depois de estarem perdendo suas séries das quartas de final por 2 a 0, paulistas e mineiros buscaram o empate contra Cia. do Terno/Romaço/Joinville e Flamengo, respectivamente, e podem ser as primeiras equipes na história a conseguir reverter tal desvantagem nos playoffs.
Quando seus jogadores entraram em quadra, o Pinheiros ainda não tinha o ginásio lotado. A torcida, talvez pelo trânsito, talvez pelo frio, se atrasou. O time paulista também demorou a se encontrar. Com a obrigação de vencer para forçar o quarto jogo das quartas de final do NBB contra o Joinville, os donos da casa ficaram a maior parte do tempo atrás no placar. Guardaram o melhor para o fim, quando as arquibancadas do ginásio Henrique Villaboim já estavam lotadas. Comandado por Bruno Fiorotto e Olivinha, o Pinheiros venceu os catarinenses por 80 a 69 e agora vai buscar o empate na série fora de casa.
Depois de abrir a série melhor de cinco jogos com vitória em casa sobre o Pinheiros pelas quartas de final do NBB 4, o Joinville resolveu aprontar longe de seus domínios. A equipe catarinense mostrou sua força no ginásio Henrique Vilaboim, em São Paulo, venceu por 74 a 68 em partida equilibrada e fez 2 a 0 no confronto. O armador Kojo, do Joinville, foi o cestinha da partida, com 19 pontos. Pelo Pinheiros, o ala Marquinhos se destacou, com 15 pontos.
O Pinheiros foi líder do NBB durante a maior parte do campeonato, mas perdeu a ponta no fim para o São José. Nesta terça-feira, isso aconteceu novamente. Em confronto valendo a primeira posição, o time de São José dos Campos ficou atrás do placar durante quase todo o jogo, mas conseguiu a virada a apenas 18s do fim. Com o apoio da torcida no Ginásio Lineu de Moura, a equipe venceu por 66 a 64 e garantiu a melhor campanha da primeira fase da competição.
Pinheiros queria a vitória para se manter na liderança. Do outro lado, porém, o Paulistano encarava o triunfo no clássico como a melhor forma de fechar sua participação na fase de classificação. Os donos da casa superaram um início muito ruim e pareciam guiar a partida para uma vitória tranquila. Mas os visitantes mostraram poder de reação, buscaram o empate no tempo normal e atropelaram os rivais na prorrogação, vencendo o duelo por 87 a 82.
Equipe paulista se perde em erros no segundo e no terceiro quartos e vê título do torneio escapar mais uma vez. Argentinos conquistam bicampeonato.

