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Bolas na trave não resolvem: Brasil e Argentina ficam no zero em Córdoba

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Bolas na trave não resolvem: Brasil e Argentina ficam no zero em Córdoba

Posted on 15 setembro 2011 by hugo

Ronaldinho é exaltado por torcida local durante aquecimento e Leandro Damião acerta duas no poste. Mas emoção do Superclássico fica só nisso.

Ronaldinho Gaúcho deu um show em Córdoba… Mas somente antes de a bola rolar. Sem Riquelme e Verón, os argentinos o “adotaram” como estrela da primeira partida do Superclássico das Américas, nesta quarta-feira, e o aplaudiram na escalação e no aquecimento, quando ele ficou acertando bolas no travessão. Após o apito inicial, no entanto, o pentacampeão e os demais jogadores de Brasil e Argentina fizeram um jogo aquém da história do encontro: um 0 a 0 insosso. Emoção só com Leandro Damião, que acertou duas vezes a trave do goleiro Orion.

Maior artilheiro do Brasil na temporada, o atacante do Internacional fez uma jogada linda no segundo tempo, com direito a “lambreta” em Canteras, no lance mais bonito do jogo e mandou na trave (na etapa inicial, também tinha acertado o poste). Boselli e Martinez tiveram chances para a Argentina. E só. A partida foi fraca tecnicamente. O desentrosamento do Brasil foi nítido e nem mesmo a base do Vélez Sarsfield salvou a Argentina. Até por isso, o torcedor aplaudiu todas as chances de gols, fosse de argentinos ou de brasileiros. Era preciso aproveitar para se levantar da cadeira nesses raros momentos.

Até mesmo aquela calorosa rivalidade entre argentinos e brasileiros não entrou em campo. O jogo foi morno, sem muitas faltas duras e com apenas uma discussão entre Sebá Dominguez e Leandro Damião. O Brasil, na verdade, só foi Brasil em raras tentativas de Neymar, que concentrou as poucas e improdutivas tentativas da Seleção Brasileira. Fica a esperança de que o jogo de volta, em Belém, no próximo dia 28 de setembro, seja melhor e mais emocionante.

Pelo regulamento do Superclássico das Américas, se o duelo no Pará terminar empatado, a decisão de quem leva a taça vai para as penalidades. O técnico Mano Menezes fará uma nova convocação no próximo dia 21.

Nada demais…

A torcida argentina fez seu papel e encheu o estádio Mário Alberto Kempes, em Córdoba. Mas dentro de campo, as duas seleções não empolgaram, muito embora a Argentina tenha sido mais efetiva no ataque. Boselli, que deixou o gramado com lesão na coxa direita aos 23 minutos, foi o principal finalizador da etapa inicial.

Nenhuma das quatro bolas chutadas pelo atacante do Estudiantes, no entanto, levou tanto perigo ao gol de Jefferson quanto o arremate de Leandro Damião na trave, aos 12 minutos de jogo. Após boa jogada individual de Neymar, pela esquerda, o jogador do Inter recebeu cruzamento na pequena área e arriscou.

Neymar, aliás, foi o único jogador da Seleção Brasileira que fez algo de diferente neste primeiro tempo. Dos pés do santista saíram as principais jogadas do time canarinho. Quando ele tinha esses lampejos, a equipe de Mano Menezes ia bem. Do contrário, a falta de entrosamento era evidente, em especial na defesa.

Ronaldinho Gaúcho, aplaudido pelos argentinos, ficou apagado, assim como Renato Abreu e a dupla de volantes Ralf e Paulinho. É verdade que a Argentina foi melhor no primeiro tempo, mas os rivais estiveram longe de empolgar. Além dos chutes de Boselli, uma pancada de fora da área de Martinez levantou a torcida.

Assim, o Superclássico das Américas deixou a desejar em seus primeiros 45 minutos. Tanto no futebol quanto na garra. Diferentemente da maioria dos duelos entre Brasil e Argentina, a etapa inicial foi morna, sem muita entrega.

Damião salva ingresso

Apesar do fraco futebol apresentado no primeiro tempo, nem Alejandro Sabella muito menos Mano Menezes optaram por mudanças em suas equipes. Voltaram para a etapa final com as mesmas formações da primeira parte. E novamente foi a Argentina quem tomou a iniciativa da partida.

Mesmo sem o oportunismo de Boselli, como no começo do jogo, a Argentina tinha o controle, mas não criava chances. Quando conseguiu encontrar um espaço, somente aos dez minutos, Gigliotti se atrapalhou com a bola e perdeu uma ótima oportunidade de levar perigo ao goleiro Jefferson.

Aos 13 minutos, a história se repetiu na seleção argentina. Seu melhor jogador em campo saiu machucado. Dessa vez foi Martinez. O atacante deu lugar a Pablo Mouche. Logo na sequência, Mano resolveu mudar pela primeira vez no Brasil: sacou o veterano Renato Abreu e pôs o jovem Oscar, que tropeçou duas vezes na bola.

Se na etapa inicial o Brasil ainda conseguiu criar um pouco, na segunda o desempenho foi pífio. Muito toque de lado, erros de passe e desorganização. Do lado argentino, ao menos, houve alguns ímpetos ofensivos e algumas tentativas de contra-ataque. Mas nada também que fizesse brilhar os olhos do torcedor.

Aos 27 minutos, enfim uma cena típica de Brasil x Argentina. Leandro Damião e Sebá Dominguez, ex-Corinthians, se estranharam e trocaram empurrões. Damião, por sinal, fez valer o ingresso pago pelos argentinos aos 31 minutos. Ele deu uma lambreta na entrada do lado direito da grande área e depois acertou a trave do goleiro Orion. Uma pena!

Ronaldinho Gaúcho ainda teve uma aparição de destaque antes do apito final, ao bater falta colocada e obrigar Orion a grande defesa. Mas o insosso 0 a 0 prevaleceu no placar.
argentina 0 x 0 brasil

Orion; Sebá Dominguez, Desábato e Cristian Cellay; Pillud, Canteros, Augusto Fernandez (Cristian Chávez), Zapata e Papa; Boselli (Gigliotti) e Burrito Martinez (Pablo Mouche).
Técnico: Alejandro Sabella.

Jefferson, Danilo, Dedé, Réver e Kléber; Ralf, Paulinho (Casemiro), Renato Abreu (Oscar) e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião.
Técnico: Mano Menezes.

globo

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Neymar usa e abusa das brincadeiras para descontrair novatos na Seleção

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Neymar usa e abusa das brincadeiras para descontrair novatos na Seleção

Posted on 13 setembro 2011 by hugo

Durante treino desta segunda, em Córdoba, atacante mostra bom humor para dar tranquilidade aos atletas que vestem amarelinhas pela primeira vez.

Neymar tem 12 convocações para a Seleção Brasileira. Já foram 11 jogos e seis gols. Os números ainda são discretos para o atacante do Santos. Mas nesta segunda-feira, na primeira atividade do time canarinho em Córdoba, na Argentina, o garoto mais parecia um veterano, com inúmeras partidas com a amarelinha e uma bagagem de competições na carreira. Sorrisos, brincadeiras, orientações… Tudo para deixar os nove novatos convocados para o Superclássico das Américas confortáveis com o ambiente do grupo.

Bruno Cortês, Casemiro, Cícero, Mário Fernandes, Oscar, Paulinho, Rafael, Renato Abreu, Rhodolfo e Rômulo… Todas caras novas na Seleção Brasileira. Jamais foram convocados e nada melhor do que ter um cicerone como Neymar na primeira vez com a camisa amarelinha.

- Bati um papo rápido com o Neymar, que está vivendo um ótimo momento – afirmou Cortês, ainda tímido com os holofotes de uma cobertura da Seleção Brasileira.

Durante a atividade, apesar do cansaço demonstrado pelos jogadores, as brincadeiras entre os atletas eram visíveis. Neymar tentava a todo instante deixar os novatos tranquilos com o novo grupo. Mesmo com apenas 19 anos, ele já mostra desenvoltura e um certo domínio no ambiente da Seleção Brasileira. Na opinião do atacante, mesmo com tantas novidades, o grupo tem tudo para conseguir o resultado positivo.

- A expectativa é grande para essa partida. É um grupo novo, mas todos estão com vontade de vencer – afirmou Neymar.

Nesta terça-feira, os jogadores da Seleção Brasileira voltam aos treinos, a partir das 17h, no Estádio Mário Alberto Kempes. Na quartas-feira, às 21h50m (de Brasília), o time canarinho vai encarar a Argentina, em jogo válido pelo Superclássico das Américas.

globo

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Dragão não dá bola para Neymar e afunda o Peixe no Serra Dourada

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Dragão não dá bola para Neymar e afunda o Peixe no Serra Dourada

Posted on 14 agosto 2011 by hugo

Neymar, Ganso? Que nada. O Atlético-GO não deu a menor bola para as estrelas santistas neste sábado, no Serra Dourada, em Goiânia. Comandado por Anselmo, que infernizou a defesa alvinegra nos segundo tempo, o Dragão venceu por 2 a 0 e saiu da zona de rebaixamento do Brasileirão. Vai dormir na 14ª posição. Já o Santos segue como o pior visitante da competição. Tem apenas um ponto dos 24 que disputou longe de seus domínios. O Peixe tem 15 pontos e, por enquanto, está em 15º. Campanha incondizente com um elenco repleto de estrelas, que não consegue se acertar no Brasileiro.

O jogo foi fraco, com um primeiro tempo abaixo da crítica. Tão ruim que contaminou até Neymar, que, coisa rara, chegou a se atrapalhar com a bola em pelo menos dois lances. Num deles, tentou uma arrancada pela esquerda e acabou saindo com a bola.

O Atlético-GO passou a maior parte do tempo se defendendo e tentando surpreender em algum contra-ataque. Acontece que o Dragão carece de qualidade em seu meio de campo. Seus jogadores erraram passes simples. Com isso, não conseguiu dar sequência às jogadas. O goleiro santista Rafael não fez nenhuma defesa importante.

O Santos tinha a bola, campo para jogar, trocava passes, mas não aprofundava as jogadas. Pará, pela direita, e Léo, pela esquerda, não apareceram e a equipe acabou insistindo demais nas jogadas pelo meio, sem sucesso. Neymar, mesmo bem marcado (sofreu quatro faltas no primeiro tempo), teve a única chance clara do primeiro tempo, quando se aproveitou de um erro na saída do goleiro Márcio e tentou encobri-lo. A zaga cortou.

Neymar teve atuação discreta contra o Atlético-GO no Serra Dourada

A etapa inicial teve um lance polêmico. Neymar ganhou a jogada pela esquerda, arrancou e foi derrubado por Adriano na área. O árbitro Sandro Meira Ricci ignorou a penalidade e ainda mostrou o cartão amarelo para o craque santista por simulação. Ricci está processando o jogador porque, durante o Brasileirão do ano passado, num jogo do Peixe contra o Vitória, no Barradão, Neymar, que estava suspenso e assistia ao jogo de casa, teria chamado o juiz de “ladrão” no Twitter. Depois, o jogador disse que sua conta no microblog havia sido invadida e que não foi ele o autor da ofensa.

Dragão marca na etapa final

O jogo foi mais franco no segundo tempo, com as duas equipes buscando mais o gol. O crescimento do Atlético-GO foi acentuado. O Dragão passou a acertar os passes e colocou por terra a marcação santista. O goleiro Rafael começou a ser exigido, fazendo defesas importantes. Agora, quem se retraía para tentar o contra-ataque era o Santos. A estratégia quase deu certo, mas Diogo e Neymar erraram o alvo no complemento das jogadas.

O castigo veio rápido. Aos 24 minutos, Anselmo se aproveitou de cochilo da zaga, recebeu a bola no meio da área e tocou na saída de Rafael. O Peixe se desesperou. Tentou abafar, mas deu enormes espaços no para o Dragão responder, sempre pela esquerda, aproveitando-se das falhas do lateral-direito Pará. O segundo gol da equipe goiana não tardou. Aos 34, nova pane da defesa alvinegra. Anselmo cruzou da esquerda e Diogo Campos, sozinho dentro da área, só empurrou para o gol.

O Santos tentou responder rápido, mas confundia velocidade com correria. Errava passes e virava presa fácil para a marcação adversária. Com a desvantagem, o Santos foi para o abafa, acertou duas bolas na trave, mas o Dragão também ameaçou e a três minutos do fim, só não fez o terceiro, com Anselmo novamente, porque Rafael operou um pequeno milagre no Serra Dourada. Coube ao time da casa controlar o ímpeto alvinegro e esperar o tempo passar até o apito final.

Globo

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Seleção cai para a Alemanha, e Mano segue sem vencer clássicos

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Seleção cai para a Alemanha, e Mano segue sem vencer clássicos

Posted on 10 agosto 2011 by hugo

Com Ganso barrado e Neymar de camisa 10, Brasil perde por 3 a 2. Time canarinho terá jogos com Argentina, Espanha, Itália e México pela frente.

Mudanças no time, mas sem mudança no histórico: com Paulo Henrique Ganso barrado, Neymar de camisa 10 e as entradas dos estreantes Ralf e Fernandinho, a Seleção Brasileira foi derrotada por 3 a 2 pela Alemanha nesta quarta-feira, em Stuttgart, e segue sem vencer clássicos sob o comando do técnico Mano Menezes. O time canarinho não caía para o rival desde 1993 (cinco partidas).

Os gols só saíram no segundo tempo na Mercedes Benz Arena: Schweinsteiger, Götze (chamado de “Lionel Messi alemão” por Franz Beckenbauer) e Schürrle, após falha de André Santos na área, marcaram para o time de Joachim Löw, enquanto Robinho – de pênalti – e Neymar fizeram para o Brasil. O atacante do Milan acabou com um jejum pessoal que durava desde 2 de julho de 2010, quando a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo pela Holanda.

No total, Mano tem 13 jogos no comando do Brasil: seis vitórias, quatro empate e três derrotas. Desde a saída de Dunga, a Seleção não venceu adversários considerados de expressão: 1 a 0 para Argentina e França, 0 a 0 com a Holanda e, na Copa América, foi eliminada pelo Paraguai (2 a 2 na primeira fase, depois 0 a 0 nas quartas com derrota nos pênaltis). A última vez que o time canarinho bateu um rival de tradição foi em 14 de novembro de 2009: 1 a 0 sobre a Inglaterra em amistoso (depois, no Mundial, ficou no 0 a 0 com Portugal e foi derrotado pelos holandeses).

Os próximos amistosos marcados pela CBF são contra a Argentina, em 14 e 28 de setembro, na reedição da Copa Rocca e as seleções só poderão contar com atletas que atuam nos campeonatos locais. Mano vai convocar no próximo dia 18. Há também um jogo confirmado com o México em 11 de outubro, mas o time de Mano enfrentará ainda Espanha e Itáia neste ano, sem datas anunciadas até o momento.

Dúvida, Neymar entra em campo com a 10

A dúvida antes da partida era a presença de Neymar. O craque acordou com dores na garganta e quase não foi utilizado por Mano. Com Ganso no banco, o técnico escalou o meio com Ramires, Ralf e Fernandinho, enquanto Neymar, Robinho e Pato formaram o ataque. A primeira boa chance foi alemã: Götze recebeu pela direita, driblou André Santos e chutou cruzado de canhota, mas Julio César salvou.

O Brasil passou a equilibrar o jogo a partir dos 10 minutos e criou boas chances com Pato, Robinho e André Santos. Aos 21, a Alemanha quase marcou de novo: após boa tabela pela direita, Kroos recebeu na entrada da área e bateu rente à trave direita.

O primeiro susto do goleiro Neuer saiu aos 33, quando Daniel Alves cobrou falta com força e obrigou o camisa 1 a salvar a Alemanha. Aos 44, a melhor chance brasileira no primeiro tempo: Neymar recebeu pela direita, arrancou, entrou na área e bateu cruzado, perto da trave. Por pouco.

Gols no segundo tempo

Na etapa final, Joachim Löw trocou a dupla de ataque: saíram Podolski e Mario Gómez para as entradas de Klose e Schürrle. Mas foi o Brasil quem começou pressionando e quase abriu o placar com um golaço. Logo no primeiro minuto, Ramires roubou a bola na área, iniciou a jogada e deu para Fernandinho no meio, o jogador do Shakhtar acertou belo lançamento e deixou o camisa 9 sozinho entre a zaga, o ex-colorado deu um toque bonito por cima de Neuer e a bola saiu perto da trave.

Aos poucos, a Alemanha passou a atacar mais. Aos 8, Lahm chutou de longe, a bola quicou na frente de Julio César e bateu no ombro do goleiro. Quatro minutos depois, Schürrle pedalou na frente de Daniel Alvez pela esquerda e cruzou, mas Lúcio cortou o chute de Götze. Aos 13, pênalti: Kroos driblou Ralf e foi derrubado por Lúcio na área. Schweinsteiger cobrou no canto direito, Julio pulou para o esquerdo: gol, 1 a 0 para os donos da casa.

O segundo saiu aos 21. Depois de bela troca de passes da seleção alemã, Götze recebeu a bola entre a dupla de zaga brasileira, passou por Thiago Silva, driblou Julio César na pequena área e chutou de direita para ampliar o placar.

Logo em seguida, Mano tirou Fernandinho e colocou Ganso, com a camisa 20, em campo. Aos 25, pênalti para o Brasil, quando Daniel Alves foi derrubado por Lahm. Robinho, que nã balançava a rede desde a partida contra a Holanda na última Copa do Mundo, bateu bem, no canto direito, e marcou para a Seleção. Curiosamente, o ex-santista seria o quinto cobrador na disputa de pênaltis contra o Paraguai, no jogo que o Brasil foi eliminado da Copa América perdendo as quatro cobranças (André Santos, Elano, Fred e Thiago Silva).

A reação brasileira parou por aí. Aos 34, a Alemanha chegou ao terceiro aproveitando uma falha de André Santos. O lateral-esquerdo dominou na área e foi tentar sair jogando, mas perdeu a bola para Schweinsteiger, que rolou para Schürrle acertar um belo chute: 3 a 1 para a Alemanha.

Mano e Löw mexeram na equipe. O brasileiro Cacau, naturalizado, entrou em campo pela Alemanha. No lado brasileiro, o volante Luiz Gustavo fez sua estreia com a amarelinha no lugar de André Santos. O segundo do Brasil saiu já nos acréscimos: Neymar chutou de fora da área e acertou, deixando o placar com 3 a 2.
ALEMANHA 3 X 2 BRASIL

Neuer; Christian Träsch , Hummels, Badstuber e Lahm; Schweinsteiger (Rolfes), Kroos, Götze (Cacau) e Müller; Podolski (Klose) e Gómez (Schürrle).
Técnico: Joachim Löw

Julio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos (Luiz Gustavo); Ralf, Ramires e Fernandinho (Ganso); Robinho (Renato Augusto), Neymar e Alexandre Pato (Fred).
Técnico: Mano Menezes

Gols: Schweinsteiger, aos 14 do segundo tempo; Götze, aos 21 do segundo tempo; Robinho, aos 26 do segundo tempo; Schürrle, aos 34 do segundo tempo; Neymar, aos 47 do segundo tempo
Cartão amarelo: Ganso (Brasil)

Estádio: Mercedes Benz Arena, em Stuttgart (ALE). Data: 10/8/2011. Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

globo

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Com dor de garganta, Neymar pode ficar fora do amistoso desta quarta

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Com dor de garganta, Neymar pode ficar fora do amistoso desta quarta

Posted on 10 agosto 2011 by hugo

Jogador reclama do problema aos médicos, é tratado e será reavaliado pouco antes do duelo contra a Alemanha. Tendência é não entrar em campo.

O atacante Neymar está praticamente fora do jogo desta quarta-feira, às 15h45m (de Brasília), contra a Alemanha, em Stuttgart. Na noite de terça-feira, o jogador reclamou aos médicos da Seleção Brasileira de dores na garganta. Medicado, o “Menino da Vila” vai aguardar uma nova avaliação para saber se terá condições ou não de entrar em campo. A tendência é que o atleta seja vetado para o confronto diante dos alemães. A informação foi confirmada nesta quarta-feira pela diretoria de comunicação da CBF.

Neymar participou normalmente do treino da última terça-feira, na Mercedes Benz Arena, em Stuttgart. Porém, após o jantar, reclamou do problema. Como na manhã desta quarta-feira o quadro não apresentou melhoras e o atleta ainda acordou em estado febril, as chances de o atleta entrar em campo são pequenas. Jonas, do Valencia, e Fernandinho, do Shakhtar, disputam a posição.

Ao lado de Alexandre Pato, Neymar é o artilheiro da Seleção na era Mano Menezes, com cinco gols. O jogador é uma das principais esperanças do treinador no processo de renovação do time canarinho. Sem o atleta, a tendência é que o Brasil entre em campo com a seguinte formação: Julio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ralf, Ramores e Paulo Henrique Ganso; Robinho, Jonas (Fernandinho) e Alexandre Pato.

globo

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No Rio, astros sorteiam eliminatórias da Copa

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No Rio, astros sorteiam eliminatórias da Copa

Posted on 31 julho 2011 by hugo

Numa reunião de astros de futebol do passado e do presente, artistas, políticos e autoridades internacionais, a Marina da Glória foi palco, na tarde deste sábado, no Rio, do primeiro sorteio de seleções para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Desta vez, para as disputas continentais das eliminatórias. Num dia que começou agitado com protesto pequeno contra o presidente da CBF e do COL, Ricardo Teixeira, que cresceu e se tornou manifestação política contra o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes, houve quem saísse por cima. Pelé e o presidente de honra da Fifa, João Havelnage, foram os mais aplaudidos. Mas nem tudo correu às mil maravilhas.

Houve também algumas gafes . Teve apresentadora chamando Neymar de Nilmar, apresentador chamando Ronaldo de Romário, Zagallo dizendo que o Brasil foi o único país a perder final em casa – esqueceu da Suécia que derrotou como jogador em 1958 -, Julio Grondona, presidente da Federação Argentina e diretor executivo da Fifa, dormindo… E a maior expectativa do evento em que 166 países de seis confederações disputarão 31 vagas para o Mundial causou frisson: nas chaves da Europa, a França de Platini e Zidane – esse último o grande craque do título de 1998 -, excluída pela Fifa do grupo dos cabeças de chave, terá missão nada fácil: caiu no grupo I, o da Espanha, atual campeã mundial.

Gremista, a atriz e apresentadora Fernanda Lima chamou Neymar de “Nilmar”, que já jogou no Internacional, maior rival do Tricolor Gaúcho. A proeza de colocar dois países campeões do mundo frente a frente já nas eliminatórias foi de Ronaldo, que junto com Paulo Henrique Ganso sorteou os grupos europeus. As duas seleções brigarão por apenas uma vaga na chave. Além das duas potências, o Grupo I conta ainda com Bielorrúsia, Geórgia e Finlândia.

- Ronaldo teve a mão pesada e caímos nesse grupo muito difícil. Temos que jogar com tudo. Conhecemos a Espanha muito bem, mas a Copa é em 2014 só acontecerá daqui a três anos. Ela domina o futebol mundial desde 2008. É sempre bom enfrentar os melhores – disse o treinador francês Blanc, brincando com o Fenômeno.

É bom lembrar que a França foi o grande calcanhar de Aquiles de Ronaldo em sua carreira. Além de ter perdido a final para os “bleus” por 3 a 0, o Fenômeno foi protagonista de uma das histórias mais dramáticas da história dos Mundiais. Antes da partida, o craque sofreu convulsão que preocupou todos os jogadores e a comissão técnica. Mesmo assim, entrou em campo.

Antes de sortear as bolinhas, o maior artilheiro de todas as Copas do Mundo, com 15 gols, foi chamado de “Romá…” pelo apresentador Tadeu Schimidt, que percebeu a gafe antes de terminá-la. No mais, as 53 seleções europeias foram divididas em oito grupos de seis equipes, e um de sete. As partidas vão acontecer entre os dias 7 de setembro de 2012 e 15 de outubro de 2013. Os nove vencedores de cada grupo garantem vaga na Copa do Mundo de 2014. Os oito melhores segundos colocados se enfrentam em mata-mata de ida e volta entre os dias 15 e 19 de novembro de 2013. Os quatro ganhadores dos duelos também carimbam passaporte para a competição no Brasil.

Grupos da morte

A segunda atração nos duelos europeus ficou por conta do confronto de duas das sete ex-repúblicas da antiga Iugoslávia. Croácia e Sérvia, países que vivem em constantes conflitos diplomáticos, estão juntos no Grupo A, considerado o da morte, que tem ainda Bélgica, Escócia, Macedônia e País de Gales. As duas seleções farão duelo histórico na luta para disputar o Mundial no Brasil.

Nos outros grupos, um dos mais difíceis: a Itália caiu no B, com Dinamarca, República Tcheca, Bulgária, Armênia e Malta. No C, a Alemanha enfrenta Suécia, República da Irlanda, Áustria, Ilhas Faroe e Cazaquistão. A Holanda está no D, com Turquia, Hungria, Romênia, Estônia e Andorra. A Inglaterra terá no H, como adversários principais, a Polônia e a Ucrânia. Pega também Montenegro, Moldávia e San Marino.

O único pedido da Uefa feito à Fifa em relação ao sorteio foi em relação às tensões políticas envolvendo a Albânia e Geórgia. A solicitação foi aceita pela entidade máxima do futebol. As duas equipes ficaram no pote seis durante as escolhas na Marina da Glória.

A seleção de Portugal, do astro do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, ficou no Grupo F. Os lusos terão como adversários Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo. .A Grécia, outro cabeça de chave, caiu no G, com Eslováqui, Bósnia Herzegovina, Lituâniia, Letônia e Liechtenstein. A Europa é quem terá o maior número de representantes na Copa: são 13 vagas para o continente. Os nove melhores de cada grupo da eliminatória europeia se classificam direto para a Copa. Os oito melhores segundos vão para mata-matas, se classificando os quatro vitoriosos.

Neymar, com Jerome Valcke, sorteia grupos da
África

Comandados pelo secretário-geral da Fifa, Jeróme Valcke, o pentacampeão Cafu e o santista Neymar sortearam os jogos da primeira fase e da etapa de grupos das eliminatórias africanas para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. A África do Sul, última anfitriã, está no Grupo A, com Botsuana, República Centro-Africana e o vencedor de Somália x Etiópia. Já Gana, que chegou às quartas de final do último Mundial, caiu no Grupo D, com Zâmbia, Sudão e a seleção que sair vencedora do confronto entre Lesoto x Burundi.

As equipes foram divididas em dois potes, um com as 12 mais bem classificadas e o outro com as 12 de ranking inferior. Essas seleções serão sorteadas para jogarem um mata-mata em duelos de ida e volta contra as do outro pote nos dias 11 e 15 de novembro. Os vencedores desses confrontos avançam para a segunda fase, onde se juntarão aos outros 28 países da região. Então, as 40 seleções serão divididas em dez grupos de quatro equipes, que se enfrentarão no formato todos contra todos em jogos de ida e volta. Os primeiros colocados dos dez grupos passam para a terceira fase.

Zico, que já treinou Japáo. fica com grupos da Ásia

Nos grupos da Ásia, coube a Zico definir o caminho do Japão antes do Mundial. Ídolo do Flamengo e principal responsável pelo desenvolvimento do futebol no país asiático após passagem pelo Kashima Antlers-JAP, o Galinho comandou a divisão. E colocou a “Terra do Sol Nascente” no grupo C, ao lado de Uzbequistão, Síria e Coreia do Norte, esta última adversária do Brasil na primeira fase da Copa de 2010.

As eliminatórias da Ásia já se encaminham para a terceira fase. Os 15 vencedores da segunda rodada preliminar (Cingapura, China, Síria, Uzbequistão, Indonésia, Catar, Kuwait, Jordânia, Omã, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Arábia Saudita e Tailândia) se juntam às cinco seleções que já estavam classificadas automaticamente (Japão, Austrália, Coreia do Sul, Bahrein e Coreia do Norte). Esses 20 países foram distribuídos em quatro potes de cinco equipes cada com base na edição de julho de 2011 do ranking da Fifa.

As seleções do quarto pote foram colocadas na quarta posição de cada grupo, as do terceiro pote, para a terceira posição e assim por diante. Os primeiros e segundos colocados de cada grupo passarão para a quarta fase.

Concacaf (América do Norte, América Central e Caribe)

Bebeto fica com grupo da Concacaf (Foto: EFE)O tetracampeão mundial Bebeto e o jovem meia Lucas Piazon ficaram com os grupos da Concacaf. Os cinco vencedores da primeira fase das eliminatórias (Belize, República Dominicana, Ilhas Virgens Americanas, Santa Lúcia e Bahamas) juntaram-se às 19 seleções mais bem posicionadas da região para a segunda fase.

Essas equipes foram sorteadas em seis grupos de quatro equipes, sendo que o vencedor de cada grupo se classifica para a etapa seguinte.

Oceania

Tetra mundial Zagallo sorteia os grupos da Oceania

Uma das maiores estrelas do sorteio das eliminatórias, o tetracampeão Zagallo, perto de completar 80 anos, ficou, ao lado do jovem vascaíno Felipe Bastos, responsável pelo sorteio da Oceania. As eliminatórias no continente funcionam da seguinte maneira: as quatro seleções da região mais mal posicionadas no Ranking Mundial da Fifa (e com base também em critérios esportivos) disputarão a primeira fase, que será um torneio no formato todos contra todos que acontecerá entre os dias 21 e 26 de novembro.

O vencedor se junta a outras sete seleções – Nova Zelândia, Fiji, Nova Caledônia, Vanuatu, Ilhas Salomão, Taiti e Papua-Nova Guiné – para participar da Copa das Nações da OFC 2012, válida como a segunda fase do torneio classificatório da Oceania, que, tal como a América do Sul, também será disputado em formato de todos contra todos, entre os dias 1º e 12 de junho de 2012.

Pelé, querido de Dilma

Chamada ao palco logo após o presidente da Fifa, Joseph Blatter, a presidente da República, Dilma Roussef, mostrou logo sua preferência. Chamou Pelé de “meu querido” e citou o “Rei” do futebol antes de Ricardo Teixeira e dos políticos no discurso

- O Brasil continua a ser identificado como país do futebol. Nós amamos o futebol. Aqui nasceram grandes craques de todos os tempos, a começar pelo maior deles, o nosso querido Pelé, a quem nomeamos embaixador para a Copa do Mundo 2014. Mas o nosso povo tem muitos motivos de orgulho, temos hoje uma economia estável e em crescimento. Nos últimos oito anos, elevamos para a classe média 40 milhões de brasileiros.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi um dos primeiros a subir no palco montado na Marina da Glória. O dirigente demonstrou bom humor ao “arranhar” um português, enaltecendo também Pelé e João Havelange. E ressaltou a confiança no Brasil para atender aos prazos e exigências da Fifa para a realização do Mundial.

Globo

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Brasil dá vexame nos pênaltis, erra 4 cobranças e é eliminado pelo Paraguai

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Brasil dá vexame nos pênaltis, erra 4 cobranças e é eliminado pelo Paraguai

Posted on 17 julho 2011 by hugo

A Seleção Brasileira criou chances, dominou o Paraguai e teve sua melhor apresentação na era Mano Menezes, mas deu vexame na hora da decisão por pênaltis e está eliminada da Copa América: após perder as quatro cobranças que teve (Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred), o Brasil foi derrotado por 2 a 0 pelos paraguaios e caiu nas quartas de final do torneio neste domingo, em La Plata, depois de um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.

Mais uma vez, a Seleção sai de uma competição nas quartas de final junto da Argentina. Na Copa do Mundo de 2006, os hermanos foram eliminados pela Alemanha e o Brasil em seguida caiu para a França. Em 2010, o time verde e amarelo tropeçou na Holanda e no dia seguinte os argentinos caíram de novo para Alemanha. Agora, no último sábado, a seleção de Messi e cia foi despachada pelo Uruguai, também nos pênaltis.

Classificado para as semifinais, o Paraguai espera o adversário do jogo entre Chile e Venezuela, ainda neste domingo, às 19h15m (de Brasíla. Quem vencer, encara o time guarani na quarta-feira, em Mendoza. A outra semifinal está definida entre Uruguai e Peru, terça-feira, em La Plata.

Neymar sofreu com a marcação dos paraguaios

O semblante sério dos jogadores marcou a chegada dos jogadores da Seleção Brasileira a La Plata. Seriedade também foi a principal característica do time de Mano Menezes na primeira etapa. Sem abusar dos toques bonitos e com personalidade, o Brasil dominou o Paraguai. Mas faltou o gol.

Inicialmente, o bom toque de bola da Seleção Brasileira foi prejudicado pela enorme quantidade de areia no gramado. A situação, por alguns momentos, privilegiou o futebol de combate e de muitas faltas dos paraguaios. Só o que árbitro economizou nos cartões e deu só um amarelo para Vera.

Pela direita, pela esquerda, pelo meio… As opções apresentadas pelo Brasil foram muitas. Desde um chute de fora da área de Ramires aos três minutos, passando pelo voleio de Neymar aos seis minutos e também pela bom passe de Ganso para Robinho colocar Neymar na cara do gol aos 26. O garoto chutou para fora.

O mais importante é que diferentemente do empate por 2 a 2 entre as equipes na primeira fase, o Brasil teve mais personalidade e tomou conta do jogo – Julio César pouco teve trabalho com a camisa 1. E mais: os laterais Maicon e André Santos foram bastante acionados, abrindo mais espaços para os atacantes.

Foi pela esquerda, aliás, que o Brasil quase abriu o marcador aos 32 minutos. André Santos bateu falta para área e Lúcio finalizou da pequena área. Justo Villar salvou. Sete minutos depois, aos 39, Ramires colocou o lateral-esquerdo em boa condição, mas o camisa 6 pegou mal na bola.

O primeiro tempo terminou com empate sem gols, mas com a torcida brasileira animada com o bom futebol apresentado. O melhor até aqui na Copa América.

Pato esteve bastante presente no duelo desta tarde

Seguindo o mesmo ritmo, a Seleção Brasileira foi para cima do Paraguai. Só que a pontaria seguia sendo a vilã. Como no lance de Neymar aos três minutos. Ele perdeu o gol e depois Maicon chutou cruzado. Sem sucesso! Sufocado, o Paraguai viu que sua chance estaria nos contra-ataques. E tentou isso.

O futebol acelerado e ofensivo do Brasil, no entanto, impedia o time guarani de se arriscar mais. Impacientes, então, eles voltaram a abusar das faltas. O problema é que o time de Mano Menezes está carente de bons batedores. E na chance que teve aos nove, André Santos rolou para Maicon dar um chute horroroso, aos 12.

As seguidas chances perdidas começaram a deixar o Brasil nervoso. E a ansiedade do torcedor aumentava na arquibancada. A pressão constante da Seleção virou esporádica. E só aos 17 voltou a marcar presença. Maicon recebeu bem na intermediária e deixou para Robinho bater colocado para fora.

O próprio camisa 7, sentindo a torcida desanimada, fez o sinal com os braços pedindo apoio. E na sequência o Brasil teve uma importante chance com Ganso. O meia tabelou com Lúcio e bateu com categoria no canto esquerda de Justo Villa, que fez mais uma grande defesa na partida.

Justo Villa conseguiu frustrar os brasileiros mais uma vez aos 27 minutos, quando defendeu chute à queima-roupa de Pato, após cruzamento de Neymar, que preocupou ao cair no gramado sentindo dores. Mas o garoto voltou a campo. E voltou para tentar de cobertura aos 32. Mas nada feito. Justo Villa estava lá.

Aos 35, a primeira alteração do Brasil: Fred no lugar de Neymar. Parte da torcida não gostou e criticou. E ficou impaciente com o show de gols perdidos. Aos 36 minutos, Pato apareceu sozinho, se atrapalhou na finalização, mas ainda pegou o rebote e cabeceou para fora. Aos 38, Fred deu de cabeça e Barreto salvou na linha.

A pressão brasileira continuou, mas não teve jeito. A falta de pontaria e a tarde inspirada do goleiro paraguaio levaram a decisão para prorrogação.

E o drama continua…

Antes de a bola rolar para a prorrogação, uma cena legal por parte do time do Brasil. Todos os jogadores fizeram uma roda e abraçados conversaram com o técnico Mano Menezes, no centro do círculo. Só que os paraguaios estavam dispostos a esfriar a partida e deixaram o jogo lento.

Muito melhor na partida, o Brasil partiu para cima no ritmo das pedaladas de Robinho. Só que o cérebro verde e amarelo estava cansado: Ganso não aguentava mais e também não rendia o que se espera dele. Entrou, então, Lucas. Mas o clima esquentou aos 11 minutos entre Lucas Leiva e Antolin Alcaraz.

Os dois se estranharam em disputa na lateral e os dois times inteiros trocaram empurrões, mas só os pivôs da confusão foram expulsos. Ao final do primeiro tempo da prorrogação, o mesmo do jogo todo: pressão do Brasil, recuo do Paraguai e mais uma sequência de gols perdidos do time de Mano Menezes.

A cara dramática da partida só ficava mais evidente. Apesar da soberania brasileira dentro de campo, a demora pelo gol irritava e mantinha todos ansiosos. Ainda mais quando o Paraguai chegou com perigo em chute de Valdez, aos 12 minutos. Mas o 0 a 0, embora injusto, permaneceu e a decisão foi para os pênaltis.

Só que na disputa, o Brasil mostrou total despreparo: Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred foram lamentáveis em suas cobranças, e o Paraguai precisou de apenas dois gols, um de Barreto e outro de Estigarribia, para vencer e ir às semifinais da Copa América de 2011.

brasil 0 (0) x 0 (2) paraguai

Julio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Lucas); Robinho, Neymar (Fred) e Alexandre Pato (Elano).
Técnico: Mano Menezes

Justo Villar; Dário Verón, Paulo da Silva, Antolín Alcaraz e Aureliano Torres (Elvis Marecos); Enrique Vera (Edgar Barreto), Cristian Riveros, Victor Caceres e Marcelo Estigarribia; Haedo Valdez e Lucas Barrios (Hernan Perez).
Técnico: Gerardo Martino

Cartões amarelos: André Santos, Maicon (BRA); Enrique Vera, Edgar Barreto, Elvis Marecos, Marcelo Estigarribia (PAR). Cartões vermelhos: Lucas Leiva (BRA) e Antolin Alcaraz (PAR)
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG). Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Efraín Castro (BOL)
Estádio: Ciudad La Plata, em La Plata (Argentina)

globo

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Retrospecto recente aponta Paraguai como pedra no sapato do Brasil

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Retrospecto recente aponta Paraguai como pedra no sapato do Brasil

Posted on 05 julho 2011 by hugo

Sem dúvida alguma, a Argentina é a maior rival da Seleção Brasileira no futebol. Não há discussão. Só que recentemente, na América do Sul, a maior pedra no sapato verde e amarelo tem sido o Paraguai, adversário do Brasil no próximo sábado, em Córdoba, pela segunda rodada do Grupo B da Copa América.

Para se ter uma ideia, enquanto a Argentina foi derrotada pelo Brasil na decisão da Copa das Confederações de 2005 e também nas finais da Copa América de 2004 e 2007, o Paraguai sustenta um retrospecto equilibrado contra o time canarinho. De 2000 para cá, em nove duelos, são quatro vitórias para cada lado e um empate.

- Não podemos deixar de ter atenção com o Paraguai. É uma seleção que sempre dá muita dificuldade à Seleção Brasileira – resumiu o goleiro Julio César, que em 56 jogos pela Seleção tem apenas cinco derrotas, duas delas para o Paraguai.

O Paraguai é o adversário mais tradicional da primeira fase e vem de boas campanhas em Copas do Mundo. Por isso, um rival difícil” – Mano Menezes. Nesse período, as quatro vitórias do Paraguai sobre o Brasil foram assim: 2 a 1 em agosto de 2000, pelas eliminatórias, em Assunção; 1 a 0 no amistoso em 2002, em Fortaleza; 2 a 1 na Copa América de 2004, no Peru; e 2 a 0 em 2008, também em Assunção, pela competição que dá vaga na Copa do Mundo.

- O Paraguai é o adversário mais tradicional da primeira fase e vem de boas campanhas em Copas do Mundo. Por isso é um adversário difícil – disse Mano Menezes.

Brasil e Paraguai tiveram empataram sem gols na estreia da Copa América com Venezuela e Equador, respectivamente. Por isso, quem perder no duelo de sábado fica em uma situação complicada para se classificar para a próxima fase.

- Temos que corrigir os nossos erros e ir atrás da vitória sobre o Paraguai já que vai ser uma partida muito difícil – disse Alexandre Pato.

No retrospecto geral, porém, a Seleção Brasileira dá um banho no Paraguai. Dos 74 confrontos na história, o time verde e amarelo venceu 46 vezes, empatou 17 e perdeu apenas 11. O mais curioso é que desses 11 triunfos, sete foram conquistados na Copa América: em 23, 49, 53 (duas vezes), 63, 79 e 2004.

Só que por outro lado, a seleção paraguaia vive um mau momento na competição sul-americana. Desde 1993, quando o torneio passou a ser disputado por 12 países, o Paraguai caiu seis vezes nas quartas de final e uma vez na primeira fase. Já o Brasil é o atual bicampeão. Venceu a Argentina em 2004 e 2007.

Globo

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Brasil larga em busca do tri da Copa América no primeiro desafio de Mano

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Brasil larga em busca do tri da Copa América no primeiro desafio de Mano

Posted on 03 julho 2011 by hugo

Agora é pra valer! Depois de cinco vitórias, duas derrotas e um empate nos oito amistosos que teve em 11 meses de trabalho, Mano Menezes faz sua estreia em competições oficiais pela Seleção Brasileira neste domingo, às 16h (de Brasília), contra a Venezuela, em La Plata, na Argentina. A Copa América é o primeiro grande teste do treinador no comando do time verde e amarelo. E esse desafio oficial pode dar o tom da caminhada rumo à Copa do Mundo de 2014.

O Brasil busca o inédito tricampeonato. E ao contrário das duas últimas edições, em que foi campeão, mas com uma seleção cheia de reservas, desembarca na Argentina com força máxima. Em um trabalho de renovação, Mano Menezes aposta em jovens como Neymar, Ganso e Alexandre Pato, todos com idade olímpica ainda. Do outro lado, uma Argentina mordida pelos últimos fracassos e cheia de estrelas como Messi, Tevez e Agüero.

- Não tenho me sentido nem mais nem menos pressionado do que me sentia com a responsabilidade de ser técnico de nações proporcionalmente diferentes, como a nação do Tricolor gaúcho, o Grêmio, e a República Popular do Corinthians. Todos sentem que o técnico tem toda a responsabilidade e passam essa pressão por causa dos resultados. É inerente aos nossos cargos – declarou o técnico do Brasil.

Sob o comando de Mano Menezes, Seleção estreia neste domingo na Copa América. É fato, porém, que o trabalho na Copa América pode influenciar diretamente no projeto para 2014. Especialmente porque a aposta de Mano Menezes é justamente em um grupo jovem, capaz de chegar com experiência em 2014. E as estrelas nesse caso são Paulo Henrique Ganso e Neymar, apoiados também em Robinho, Daniel Alves e Alexandre Pato e nos experientes Julio César e Lúcio.

Antes da Copa do Mundo do ano passado, na África do Sul, houve uma comoção nacional por Ganso e Neymar na Seleção Brasileira. Mas Dunga não atendeu ao apelo e manteve os dois fora da sua convocação. Um ano e um dia depois da eliminação para a Holanda, os dois garotos santistas concentram a maioria dos holofotes que cercam a equipe canarinho. Mas eles evitam falar do sucesso individual e destacam o grupo.

- Não sou o centro das atenções, sou apenas mais um querendo ajudar à Seleção Brasileira e querendo começar uma história nela. A minha função é deixar os atacantes na cara do gol – declarou Ganso, o camisa 10 do Brasil.

O novo Brasil e a esquecida Venezuela

Mano Menezes teve 13 dias para preparar a Seleção Brasileira para a Copa América. Pouco tempo, é verdade. E até por isso, o treinador resolveu apostar no esquema da melhor apresentação do time sob o seu comando: o 4-3-3 da estreia contra os Estados Unidos, em agosto de 2010, em Nova Jérsei. Vitória por 2 a 0.

Do time que entrou em campo naquela ocasião, apenas duas mudanças para o jogo deste domingo, contra a Venezuela. Saiu o goleiro Victor para a entrada de Julio César e o zagueiro David Luiz para a chegada de Lúcio. Os dois preteridos, no entanto, seguem no grupo comandando por Mano Menezes e estão na Argentina.

A principal força dessa Seleção Brasileira, no entanto, é o ataque. Com Paulo Henrique Ganso na criação, o técnico verde e amarelo aposta na ousadia e na alegria de Neymar, que tem como companheiros Robinho e Alexandre Pato. É o novo quarteto mágico do Brasil, a aposta de Mano em busca do futebol bonito.

- Quero o que eles têm de melhor. E cabe a mim encontrar a maneira de posicioná-los em campo para que se tenha o melhor. A diferença é que na Seleção todos têm a pretensão de ser o melhor e a maioria é realmente melhor. Você tem mais repartida a questão da responsabilidade. Isso é vantagem – analisou o técnico.

Venezuela tem dúvidas para montar o ataque

Mano e os jogadores da Seleção Brasileira não acham que vão ter vida fácil na estreia diante dos venezuelanos. Mas tal pensamento faz sentido ao observar o elenco dos rivais deste domingo. Dos 23 convocados pelo técnico César Farias para a Copa América, sete atuam na Europa. Destaques para o meia Juan Arango, do Borussia M’gladbach, da Alemanha, e para os atacantes Nicolás Fedor, do Getafe, e Salomón Rondón, do Málaga.

Para a partida diante dos brasileiros, Farias tem duas dúvidas para montar o time. E as alternativas são justamente no ataque. O comandante tem quatro opções para duas vagas no ataque venezuelano. Fedor, Rondón, Maldonado e Arango disputam posição para o confronto de estreia, em La Plata, que fica a 60 km da capital Buenos Aires.

BRASIL X VENEZUELA

Julio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso; Robinho, Neymar e Alexandre Pato.

Vega, Rosales, Vizcarrondo, Perozo e Cichero; Rincón, Seijas, César Gonzalez e Orozco; Maldonado e Rondón.

Técnico: Mano Menezes Técnico: César Farias

Árbitro: Raúl Orosco (BOL)

Auxiliares: Efrain Castro (BOL) e Marvin Torrente (BOL)

Estádio: Ciudad La Plata, em La Plata (Argentina)

Globo

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Com metas similares, Messi e Neymar puxam a fila de estrelas ascendentes

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Com metas similares, Messi e Neymar puxam a fila de estrelas ascendentes

Posted on 01 julho 2011 by hugo

Depois de 16 anos, a Copa América volta a ter como sede um país campeão do mundo. Em 1995, jogando em casa, o Uruguai levou o caneco diante do Brasil. Agora, em 2011, a anfitriã Argentina tenta repetir o feito da Celeste tendo o craque Lionel Messi como o grande maestro. Por outro lado, a seleção canarinho, algoz dos hermanos nas duas últimas edições do torneio, busca o tri para consolidar um grupo que buscará o hexa em 2014 e cuja estrela é Neymar.

A dupla, por sinal, conta com objetivos similares. Considerado o maior jogador do Santos depois de Pelé aos 19 anos de idade, Neymar quer conquistar seu primeiro título com o Brasil e virar, de vez, a grande referência do time verde e amarelo. Já Messi, que completou 24 na semana passada, já levou tudo que se pode sonhar com o Barcelona. Mas com a seleção argentina principal… Ou seja, para ambos, a Copa América que começa nesta sexta-feira, com o duelo entre os donos da casa e a Bolívia, pelo Grupo A, é quase um Mundial.

- (A Argentina) era o único lugar onde não me tratavam como em Barcelona. Minha maior esperança e das pessoas que me apoiam é conquistar a Copa América – afirmou Messi.

Quero fazer uma ótima Copa América e ajudar a Seleção. Não é um duelo Neymar contra Messi, é Brasil contra Argentina. – disse Neymar, que comanda a Seleção na estreia diante da Venezuela, no próximo domingo, na cidade de La Plata, pelo Grupo B da competição.

Mas querendo acabar com essa “decisão dos sonhos” entre Argentina e Brasil, está o Uruguai. Empolgado pela boa campanha na Copa do Mundo de 2010, quando ficou em quarto lugar, vendendo muito caro a vaga na final para a Holanda, a Celeste Olímpica também tem sua jovem estrela em busca de canecos: o atacante Luis Suárez.

Com a mesma idade de Messi e contratado pelo Liverpool no início do ano, ele é a grande esperança do técnico Oscar Tabarez, que deve colocar Suárez ao lado do experiente Forlán e de Cavani, outro atleta em ascensão no futebol europeu. O atacante do Napoli foi o vice-artilheiro do último Campeonato Italiano, com 26 gols. Os uruguaios debutam na Copa América na segunda-feira, em San Juan, contra o Peru, pelo Grupo C do torneio.

Os peruanos, por sinal, assim como os bolivianos, não são tão badalados e nem contam com nenhum grande nome que brilha o Velho Continente. Por outro lado, ambos países já levantaram um título ao menos da Copa América. Feito que os chilenos, que entram com o badalado Alexis Sánchez como o maior astro da delegação, nunca conseguiram.

Por isso, o atacante do Udinese, disputado a peso de ouro por gigantes como Barcelona e Chelsea, tem missão parecida com a de Messi e Neymar, mas um pouco até maior: não ganhar apenas seu primeiro troféu com o Chile, mas levar o primeiro troféu de peso em toda a história da seleção andina, que estreia diante do México.

Convidados, os mexicanos, assim como a Costa Rica, chegam à Argentina com uma equipe formada basicamente por atletas sub-23 por conta da recém encerrada Copa Ouro.

Considerado o rival mais complicado para o Brasil no Grupo B, o Paraguai chega para a Copa América sem o seu principal jogador na Copa do Mundo de 2010: Oscar Cardozo. O matador do Benfica, sem nenhuma explicação, ficou fora da lista do técnico Gerardo Martino. A esperança de gols agora fica ao cargo do argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios, campeão alemão com o Borussia Dortmund na última temporada. Os guaranis fazem seu primeiro jogo na Copa América diante do Equador, domingo, em Santa Fé.

Se o Paraguai é o grande adversário do Brasil, a Argentina tem na Colômbia seu teste mais forte no Grupo A. E o time do técnico Hernan Dario Gomez conta com a excepcional fase de Radamés Falcao, figura de destaque do Porto campeão português e da Liga Europa, para complicar a vida dos hermanos.

A Copa América pode não ter um brilho tão intenso como o de um Mundial, mas tem estrelas que estão encantando o planeta.

globo

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