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Brasil se desgasta fisicamente, mas garante vitória sobre Japão

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Brasil se desgasta fisicamente, mas garante vitória sobre Japão

Posted on 06 dezembro 2011 by hugo

Seleção passou com 32 a 24 pelo segundo jogo do Mundial Feminino de Handebol.

Para as jogadoras brasileiras, em sua maioria defendendo clubes da Europa, enfrentar equipes de velocidade da escola asiática é raro – um jogo a cada dois anos, como comentou o técnico Morten Soubak. Assim, mesmo tendo estudado muito as adversárias do Japão para o jogo desta segunda-feira (5) à noite, no ginásio do Ibirapuera, não foi fácil fechar os 32 a 24 no segundo jogo do Brasil no Grupo C do Mundial Feminino de Handebol de São Paulo.

A meia-direita Deonise destacou a dificuldade de enfrentar o Japão mas destacou a defesa brasileira na vitória.

- Jogamos sempre com equipes das Américas [como foi no Pan de Guadalajara, em outubro, quando as brasileiras foram campeãs], ou da Europa, com estilo mais parecido com o da gente. Por isso destaco a importância da nossa defesa contra as japonesas, como peça fundamental para ganharmos. Precisamos de muita ajuda entre nós.

De toda forma, as brasileiras têm experiência em Mundiais e Olimpíadas, acrescentou a jogadora, para se adaptar ao jogo mais rápido.

Nesta terça-feira (6), o Brasil enfrenta a França, às 19h45, também no ginásio do Ibirapuera.

O Mundial de são Paulo tem 24 seleções, divididas em quatro grupos – as outras sedes são Barueri, São Bernardo e Santos – com final marcada para o dia 18. A seleção campeã garante vaga para a Olimpíada de Londres 2012.

R7

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Com o apoio da torcida, Japão passa pelo Brasil

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Com o apoio da torcida, Japão passa pelo Brasil

Posted on 13 novembro 2011 by hugo

O Japão venceu o Brasil, neste DOMINGO (13.11), por 3 sets a 0 (26/24, 25/19 e 25/23), no Hakkaido Prefectural Sports Center, em Sapporo, no Japão. A partida foi válida pela terceira fase da Copa do Mundo. O time verde e amarelo acumula cinco vitórias e três derrotas no torneio.

Nesta SEGUNDA-FEIRA (14.11), as brasileiras embarcarão para Tóquio, no Japão, onde disputarão a quarta fase do torneio. O time verde e amarelo terá como adversários, em sequência, Argentina, Argélia e República Dominicana. O confronto contra as rivais sul-americanas será disputado, às 7h20 (horário de Brasília), desta QUARTA-FEIRA (16.11).

O JOGO

O Japão começou melhor no jogo. Com um eficiente saque, as donas da casa foram para o primeiro tempo técnico com três pontos de vantagem (8/5). O bloqueio verde e amarelo passou a funcionar e as brasileiras empataram a parcial (8/8). O set seguiu disputado ponto a ponto. Com boas largadas, as japonesas assumiram a liderança (20/18). A ponteira Paula Pequeno fez dois pontos seguidos de contra-ataque e atuais campeãs olímpicas empataram (20/20). O volume de jogo japonês prevaleceu no final e as donas da casa fecharam o set por 26/24.

O Brasil voltou melhor para a segunda parcial. Em um ponto de bloqueio de Thaisa, as brasileiras abriram três pontos (12/9). O volume de jogo japonês incomodava o time brasileiro. A vantagem verde e amarela na segunda parada técnica era de um ponto (16/15). As japonesas conseguiram dois pontos seguidos de bloqueio e abriram dois (18/16). O treinador Zé Roberto inverteu o cinco e um. Entraram Tandara e Dani Lins e saíram Fabíola e Sheilla. Mesmo com as alterações as japonesas continuaram melhores no set e venceram a parcial por 25/19.

As japonesas mantiveram o bom momento no terceiro set. A levantadora Takeshita jogava com velocidade e as brasileiras tinham dificuldade de colocar a bola no chão. Com o apoio da torcida, as japonesas venceram o set por 25/23 e o jogo por 3 sets a 0.

Equipes:

Brasil: Fabíola, Sheilla, Paula Pequeno, Mari, Thaisa e Fabiana – Líbero – Fabi

Entraram: Tandara, Camila Brait e Sassá

Técnico – José Roberto Guimarães

Japão: Takeshita, Yamaguchi, Araki, Saori, Shinnabe e Ebata – Líbero – Sano

Entraram: Nakamichi e Ishida

Técnico – Masayoshi Manabe

COPA DO MUNDO FEMININA

Grupos e tabela

1ª e 2ª fases

Grupo A (Hiroshima): Japão, Itália, China, República Dominicana, Argélia e Argentina

Grupo B (Nagano/Toyama): Brasil, Estados Unidos, Sérvia, Alemanha, Coréia do Sul e Quênia

CBV

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Brasil passa bem pelo Japão e vai às semifinais do Grand Prix

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Brasil passa bem pelo Japão e vai às semifinais do Grand Prix

Posted on 25 agosto 2011 by hugo

Como de costume na competição, seleção brasileira vence com autoridade e vai decidir com os Estados Unidos a liderança do Grupo B.

A seleção brasileira feminina carimbou seu passaporte às semifinais do Grand Prix de vôlei ao derrotar o Japão por 3 sets a 0 (parciais de 25/17, 25/22 e 25/21), na madrugada desta quinta-feira, no Macau East Asian Games Dome, na China. Mantendo um volume de jogo característico, o sexteto nacional venceu com autoridade seu 11º compromisso, permanecendo com 100% de aproveitamento na competição.

Faltando somente uma partida para o término da fase final, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães lidera o Grupo B com seis pontos e não poderá mais ser alcançada pela terceira colocada, a Itália, que conseguiu seu primeiro ponto ao conquistar dois sets na derrota para os EUA (25/19, 21/25, 22/25, 25/22 e 15/10) também no duelo preliminar. Brasileiras e americanas (que somam cinco pontos) se enfrentarão na sexta para definir quem ficará com a primeira posição e, consequentemente, pegar a segunda posicionada do A, que tem Rússia, China, Sérvia e Tailândia.

No embate com as nipônicas, o time brasileiro não contou com Mari, poupada devido a uma lesão abdominal. Após duas recepções ruins no início, a seleção teve de reverter a vantagem de 2 a 0 das japonesas e logo partir para a reação, virando para 4 a 3. A partir daí, o Brasil passou a liderar o marcador com relativa folga e, com ótimo desempenho nos bloqueios, fechou o primeiro set em 25 a 17, depois de Sheilla brilhar neste fundamento.

A segunda parcial foi bem mais equilibrada. O quadro japonês conduziu o placar até a igualdade em sete pontos, levando a vantagem em 8 a 7 até a primeira parada técnica. Lideradas por Thaisa, as brasileiras viraram para 10 a 9, finalmente liderando o set.

Mas o Japão, com sua tradicional eficiência na defesa, passou a aproveitar bem os contra-golpes e abriu para 16 a 12. Foi aí que José Roberto Guimarães fez a modificação que recolocou o sexteto nacional no rumo certo. Natália entrou em lugar de Paula Pequeno e o Brasil subiu de produção. Com 23 a 22, Sheilla ainda ganhou um presente de Ishida e deixou a seleção a um ponto de fechar a parcial, o que ocorreu em seguida depois de novo erro das japonesas.

O sufoco do set anterior ficou para trás, e as meninas brasileiras não encontraram mais tanta resistência para definir a partida. Com Fernanda Garay de destaque (maior anotadora em quadra, com 17 pontos), o Brasil abriu 12 a 7 e, mesmo depois de pequena reação das adversárias, definiu em 25 a 21 após ponto de saque feito por Dani Lins, selando a 11ª vitória e garantindo classificação às semifinais do Grand Prix.

globo

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COPA INTERNACIONAL: Brasil supera o Japão em Brasília

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COPA INTERNACIONAL: Brasil supera o Japão em Brasília

Posted on 15 julho 2011 by hugo

Diante da torcida verde e amarela, o Japão não foi páreo para o Brasil. Nesta SEXTA-FEIRA (15.07), as brasileiras venceram as japonesas por 3 sets a 0 (25/21, 25/16 e 25/22), no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O duelo foi válido pela segunda rodada da Copa Internacional feminina de vôlei.

Neste SÁBADO (16.7), as brasileiras se despedem dos torcedores de Brasília contra a Itália, às 10h. Todos os ingressos para o jogo já foram distribuídos gratuitamente. No mesmo horário, no ginásio do Cruzeiro, as japonesas buscarão a reabilitação contra as peruanas. Para esta partida a entrada é livre e gratuita.

Após a partida, o técnico Zé Roberto elogiou a atuação brasileira. “Fizemos uma ótima partida. O rendimento do nosso bloqueio foi fundamental para a vitória. Foram 22 pontos, quase que um set. O Japão tem um volume de defesa muito bom e também muita velocidade no ataque e no contra-ataque. Isso exige que nosso time se concentre acima do normal. Mas ainda cometemos um pouco de falhas na recepção”, avaliou Zé Roberto.

O bloqueio foi a principal arma da vitória verde e amarela. E as centrais as maiores pontuadoras da equipe. Thaisa marcou 15 pontos, enquanto a capitã Fabiana assinalou 11 vezes.

“A equipe se portou bem taticamente. O nosso diferencial foi o saque e o bloqueio. A união desse grupo é muito grande e isso é importante. Estamos em um ano que precisamos de todo o grupo. Vamos disputar muitos jogos e buscar a classificação para os Jogos Olímpicos na Copa do Mundo”, garantiu a capitã.

O JOGO

O Japão começou melhor a partida e abriu quatro pontos (11/07). A levantadora Takeshita distribuiu o jogo com velocidade e dificultou a ação do bloqueio das donas da casa. Com dois pontos seguidos de bloqueio da central Thaisa, a diferença caiu para um ponto (14/13). E foi em um ponto de bloqueio que o Brasil assumiu a liderança da parcial pela primeira vez (20/19). O set seguiu equilibrado até o final, quando Tandara, natural de Brasília, entrou em quadra e, numa boa sequência de saques, ajudou o Brasil a fechar a parcial em 25/21, para o delírio da torcida local.

O Brasil manteve o bom momento no início do segundo set e abriu três pontos (9/6). O time verde e amarelo seguiu dominando o marcador e, em um bloqueio de Sheilla, aumentou a diferença para sete pontos (15/8). No final do set, Tandara, mais uma vez, entrou em quadra e sacou com eficiência ajudando o Brasil a ganhar a parcial por 25/16.

As brasileiras abriram quatro pontos no terceiro set (10/6). Mas, com um bom volume de jogo, o Japão empatou a parcial: 10/10. O set teve altos e baixos das equipes, mas, no final, prevaleceu a força das donas da casa, que fecharam a parcial por 25/22.

EQUIPES

BRASIL – Dani Lins, Sheilla, Fabiana, Thaisa, Mari e Paula Pequeno. Líbero – Fabi

Entraram: Sassá, Tandara, Ana Tiemi e Jú Nogueira.

Técnico – José Roberto Guimarães

JAPÃO: Takeshita, Ai, Yamaguchi, Araki, Saori e Ebata – Líbero: Sano

Entraram: Kano, Ishida e Nakamichi

Técnico: Masayoshi Manabe

cbv

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Brasil perde em seu último jogo no Mundial de Handebol

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Brasil perde em seu último jogo no Mundial de Handebol

Posted on 21 janeiro 2011 by hugo

A Seleção Brasileira de handebol até tentou conseguir uma boa despedida do Mundial masculino, competição a qual não tem mais chances de classificação à segunda fase. Enfrentando o Japão, a equipe fez uma das suas melhores exibições, mas voltou a falhar no final da partida e perdeu por 33 a 32, dando adeus à competição com cinco derrotas em cinco jogos.

Os brasileiros começaram melhor e foram os primeiros a marcar no jogo, com o já experiente ponta Borges. No entanto, o próprio jogador perdeu algumas oportunidades, assim como o central e capitão Léo, demonstrando certo afobamento dos jogadores mais rodados do elenco convocado pelo técnico Javier Garcia Cuesta.

Enquanto o Brasil tentava se acertar na parte ofensiva, sofria com a defesa para parar o velocíssimo ataque japonês, que marcou várias vezes em contra-ataques. Ao final do primeiro tempo, encerrado em 13 a 12 para os asiáticos, pelo menos cinco dos gols saíram pela região central da defesa brasileira, bastante confusa.

Estreante na última rodada, o pivô Ales Silva conseguiu uma boa atuação. Entrando no lugar do meia Thiagus, lesionado, ele foi até a Suécia para disputar apenas uma partida, e chegou a ser um dos melhores jogadores brasileiros. Bastante forte fisicamente, o atleta marcou gols e conseguiu faltas que geraram ao menos duas penalidades para o Brasil, sendo um dos destaques do time – junto com Léo.

O time voltou para a segunda etapa com mudanças no gol e no pivô, que surtiram efeito. O goleiro Alê deu lugar ao reserva Rick, e o pivô titular Vinícius voltou à quadra no lugar de Ales Silva. E entrou bem, marcando três gols e sendo bastante acionado, fazendo o Brasil passar à frente na primeira metade do tempo final.

No entanto, por uma exclusão que desfalcou o time brasileiro, os japoneses aproveitaram e viraram o jogo em apenas dois minutos, administrando o placar e chegando a abrir três gols de vantagem (33 a 30) a dois minutos do final. O Brasil ainda conseguiu marcar mais dois gols no minuto final, mas faltou tempo para tentar o empate, finalizando sua participação com mais uma derrota por um gol de diferença, em 33 a 32.

A Seleção Brasileira, então, finalizou a competição com nenhum ponto conquistado, por cinco derrotas nas cinco partidas que disputou pelo Grupo B. Na primeira rodada, perdeu para a Áustria por 34 a 24; na segunda, para a Islândia por 34 a 26; na terceira rodada, caiu ante a Hungria por 36 a 24.

Na quarto jogo brasileiro na competição, o time perdeu para a Noruega, equipe que havia vencido durante a preparação para a competição, por um gol de diferença, por 26 a 25. Após folgar na última quarta-feira, terminou sua passagem pela Suécia outra vez perdendo pela vantagem mínima, desta vez para o Japão, por 33 a 32.

terra

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Bruno Lopes troca Vila pelo Japão

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Bruno Lopes troca Vila pelo Japão

Posted on 18 dezembro 2010 by hugo

O fato de ser um dos jogadores mais queridos da torcida colorada e se sentir bem no clube não foi suficiente para o atacante Bruno Lopes permanecer no Vila Nova. O dinheiro japonês falou mais alto. Ontem, depois de uma longa conversa com o presidente Geso Oliveira, o jogador foi liberado, apesar de que seu contrato só terminaria no fim de maio.

“Ele já havia recebido outra proposta e conseguimos convencê-lo a ficar, mas dessa vez ficou difícil. Não demos conta de segurá-lo e tivemos de liberar o Bruno”, declarou o presidente Geso Oliveira, lembrando que o Vila Nova teve uma compensação financeira – ele não quis revelar o valor – já que houve rescisão de contrato.

Bruno Lopes, de 24 anos, chegou ao Vila Nova no início de junho por indicação do então gerente de futebol Jair Rabelo. Apesar de ter feito um bom Campeonato Goiano pela Anapolina, não teve muitas oportunidades com os técnicos Paulo Comelli e Roberto Cavalo. Mas, com a chegada de Ademir Fonseca tornou-se titular absoluto do time ao lado de Roni e foi o vice-artilheiro do Vila Nova na Série B, com nove gols.

“Apesar da identificação que tenho com o clube e com a torcida, preciso buscar minha independência financeira. Não posso perder a oportunidade de ter um futuro melhor”, afirmou Bruno, enquanto se despedia de funcionários e torcedores do Vila Nova.

O presidente Geso Oliveira garantiu que buscará um outro atacante do mesmo nível de Bruno Lopes e ainda que, nos próximos dias, vai conversar com Max, Roni e Adílson para renovar com eles.

O popular

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Drama e virada: Brasil supera Japão e vai reeditar final contra a Rússia

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Drama e virada: Brasil supera Japão e vai reeditar final contra a Rússia

Posted on 13 novembro 2010 by hugo

Era um caldeirão japonês. Praticamente lotado, com cerca de 12 mil pessoas, o estádio nacional Yoyogi tinha, por todo lado, rostos cheios de esperança por ver o Japão nas semifinais do Mundial pela primeira vez em 28 anos. A cada ponto, gritos de apoio. Um barulho ensurdecedor. Na quadra, a seleção brasileira tentou fechar os ouvidos e ignorar a torcida, mas se deixou levar. Dois sets perdidos, e o sonho do título inédito escapando pelos dedos. A virada, enfim, veio. Emocionante, quando a esperança estava pendurada por um fio. As brasileiras superaram os muitos erros de recepção e mostraram que estão em Tóquio para conquistar o troféu perdido em 2006, para a Rússia.  Vitória por 3 sets a 2 (22/25, 33/35, 25/22, 25/22 e 15/11), e silêncio nas arquibancadas.

Neste domingo, às 8h30m (de Brasília), o Brasil reeditará a última decisão do Mundial. A Rússia venceu os Estados Unidos por 3 sets a 1 na outra semifinal. Já o Japão disputará a medalha de bronze com as americanas.

Com 28 acertos, Ebata foi a maior pontuadora do jogo. Já pelo Brasil, Natália marcou 25 pontos.

- Não fico feliz com o jogo de hoje. Foi um desgaste muito grande. Mas ao menos a gente conseguiu a passagem para a final – disse o técnico José Roberto Guimarães.

Seleção mostra muitas falhas na recepção

O Japão já começou o jogo assustando. Depois de Natália acertar três ataques seguidos, o Brasil não conseguiu mais pontuar pela entrada de rede. Do outro lado, encontrava barreiras de menos de 1,80m, que brilhavam na defesa, aplicando com eficiência um sistema defensivo que recuperava bolas a milímetros do chão. Takeshita teve a oportunidade de distribuir as jogadas com facilidade e colocar Saori e Ai no jogo.

A seleção, por sua vez, pecou muito na recepção e no bloqueio – fundamentos que foram intensivamente treinados nos últimos dias. As centrais não conseguiram achar as baixinhas japonesas e perderam o tempo da bola.

Com isso, o jogo foi equilibrado no primeiro set. Até um erro de levantamento de Fabíola para Jaqueline, que rendeu um pedido de tempo técnico e uma grande bronca para a jogadora. Sem responder a Zé Roberto, que a sacudia pelo braço, ela jogou a toalha no chão e seguiu para a quadra. Mas o placar já mostrava 24/21. No erro de ataque de Sassá, o Japão venceu a parcial por 25/22.

Brasil perde oito oportunidades de vencer o segundo set

O Brasil continuou jogando mal no segundo set. Depois de defender três ataques de Natália, as japonesas aproveitaram a desatenção brasileira para abrir vantagem no placar. Tudo dava certo para as donas da casa. No saque de Ebata, Jaqueline nem viu a bola. Takeshita, levantadora de 1,59m, mandou uma jogada de segunda… e funcionou.

A seleção tentou uma reação com as centrais. Thaisa e Fabiana, com a ajuda de Jaqueline no bloqueio, chegaram a abrir três pontos de vantagem no placar. Porém, as japonesas não erravam nada. Nunca. Inoue pegou Jaqueline no bloqueio e aproveitou erro de recepção para mandar um torpedo de primeira. Saori desceu a mão no saque. Lá estava o Japão na frente de novo.

Sem a bola vindo na mão da Fabíola, o Brasil não via o caminho para a vitória. Chegou a ter 24/23, com um belo bloqueio de Fabiana em Ebata. Mas a partir daí, um belo rali marcou o jogo. Com muitos erros, como um levantamento de Thaisa e o saque de Sheilla, a seleção perdeu oito oportunidades de fechar o set. Takeshita e Sano rolavam pelo chão para não deixar a bola cair. E não deixaram. No ataque de Saori, o Japão ficou a um passo da final (35/33).

Seleção vence set no ritmo da compensação

Na volta à quadra, o jogo continuou equilibrado. As japonesas não davam chances ao ataque brasileiro. Fabi defendeu com o pé, mas a bola não desceu do outro lado, voltando com um belo ponto de contra-ataque. A sorte queria ajudar. Fabiana sacou, e a bola tocou na fita antes de cair na quadra nipônica. Natália deixou a seleção com dois pontos de vantagem. Mas a diferença foi logo anulada, com erros de ataque de Jaqueline.

Natália pegou Yamaguchi sozinha no bloqueio, e o set voltou a ficar empatado. Sheilla e Sassá viraram na rede. Mas as brasileiras continuaram perdendo para si mesmas. Natália mandou duas bolas erradas, uma parada por Ai e outra para fora. A recepção ainda falhava muito, mas Sassá consertava. Marcou dois pontos para deixar a seleção em vantagem.Thaisa errou o saque, e Fabiana acertou três no ataque. No ritmo da compensação, o Brasil venceu o terceiro set por 25/22.

Brasil empata o jogo e reacende as esperanças

Dois erros seguidos de saque, de Natália e Fabiana, deixam a seleção em desvantagem no início da quarta parcial. Ebata, no entanto, deixou Thaisa e Sassá no chão, com um belo ataque, que empatou o jogo em 7 a 7. Inoue foi para o saque, após o tempo técnico, e quebrou o passe brasileiro. A bola não caía na quadra japonesa. Até Natália sacar, e Saori mandar a recepção para fora, o que deixou o Brasil com 12/11.

Porém, Ai respondeu da mesma forma, com bons saques, e o Japão virou, no erro de ataque de Sheilla. Takeshita continuou distribuindo as jogadas com maestria, confundindo o bloqueio brasileiro. Ebata aproveitou e soltou a mão na rede. A partir 17° ponto, porém, as japonesas começaram a errar na defesa. Fabiana aproveitou e marcou dois para o Brasil (19/17). Mas elas voltaram ao ritmo normal. Depois de uma linda recepção de Ai, Saori deixou tudo empatado em 22 pontos.

Natália decidiu que era a hora de assumir a responsabilidade e voou na rede. A oposta colocou o Brasil de novo no jogo. Sassá sacou, Jaqueline defendeu e Sheilla deu esperanças à torcida brasileira ao fechar o set com 25/22.

Era a hora do ou tudo ou nada. Ebata liderou o Japão no tie-break, com belos ataques após levantamentos precisos de Takeshita. Mas Thaisa e Sheilla fecharam a porta no bloqueio, deixando a seleção com quatro pontos de vantagem (9/5). O técnico japonês parou o jogo para tentar acertar o time. O bloqueio entrou em cena e diminuiu a diferença pela metade. Foi o momento de Zé Roberto pedir tempo também. Deu certo. Sheilla foi para o saque, Natália voou na rede, Fabíola cresceu no bloqueio e Fabiana finalizou a vitória brasileira. Agora, quem fazia muito barulho era o Brasil. Que venha a Rússia.

Fonte: Globo.

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Brasil passa pelas alemãs e confirma vaga nas semifinais do Mundial

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Brasil passa pelas alemãs e confirma vaga nas semifinais do Mundial

Posted on 09 novembro 2010 by hugo

Em 9 de novembro de 1989, os alemães comemoravam a abertura do caminho entre os lados oriental e ocidental da nação. A queda do Muro de Berlim completa 21 anos nesta terça-feira. Protagonistas de um dos fatos mais marcantes da história, as germânicas fizeram um papel de apenas coadjuvantes em mais um movimento de passagem e avanço de etapas para um país. Em busca do título inédito do Mundial de Vôlei, o Brasil aproveitou o fraco desempenho da Alemanha em quadra e carimbou sua passagem de Nagoya para Tóquio. A vitória por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/14 e 25/21, confirmou a classificação para as semifinais e deixou a seleção a dois passos do alto do pódio da capital japonesa no próximo domingo.

Antes de ir para Tóquio, porém, a equipe de José Roberto Guimarães precisa “cumprir tabela” contra um dos principais adversários do Mundial. Nesta quarta-feira, às 3h (de Brasília), o Brasil enfrentará os Estados Unidos para definir quem deixa o ginásio Nippon Gaishi Hall como o primeiro colocado do Grupo F.

Com 20 acertos, Natália foi a maior pontuadora do jogo. Pela Alemanha, Ssuschke somou oito.

Brasil joga com tática do ‘inimigo’

Antes do jogo, Zé Roberto avisou que a Alemanha tinha um dos melhores saques do Mundial. Porém, o que se viu no início da partida foi o Brasil dominando o fundamento. Fabiana e Thaisa quebraram a recepção alemã e facilitaram o trabalho da equipe, que pontuou com Natália e Sheilla. Depois de um belo rali, a oposta deu show na rede, saindo do bloqueio e marcando 3 a 2 para a seleção.

A defesa verde e amarela também esteve bem posicionada. Fabi e Fabíola resgataram bolas a milímetros do chão. No placar, a vantagem já era de cinco pontos. As alemãs se desconcentraram e erraram ataques, sozinhas. Do outro lado, no entanto, a seleção continuava a mandar saques muito bem colocados. Fabíola abriu o caminho para belas jogadas de Jaqueline e Sheilla, que levaram o marcador a 20 a 12.

Zé Roberto resolveu, então, fazer uma substituição tripla. Sassá, Dani Lins e Joycinha entraram em quadra. As duas últimas permaneceram apenas por dois pontos. Já a ponteira continuou para ajudar na recepção, que deu início ao contra-ataque finalizado por Thaisa, após um levantamento com somente uma das mãos de Fabíola. Mais uma defesa quase impossível da levantadora e da central, e Sheilla fechou o primeiro set, no bloqueio, com 25/16.

Saque da Fabíola abre caminho para seis pontos

Estrela do time alemão, Kozuch passou a primeira parcial zerada. A ponteira só conseguiu pontuar quando o placar já estava 6/5 para o Brasil no segundo set, que começou equilibrado. Porém, o Brasil tinha Sheilla e Natália, que foram beneficiadas pela boa distribuição de bolas de Fabíola.

Jaqueline foi para o saque e forçou o braço. Depois de três pontos de contra-ataque, sendo um deles por um erro bizarro de levantamento de Brinker, o técnico Giovanni Guidetti parou o jogo. O italiano deu um show a parte de nervosismo ao lado da quadra. Com uma prancheta na mão, que não tinha nada escrito, ele mordia os dedos, gritava e batia os pés no chão. Nada que ajudasse sua equipe.

Pelas mãos de Natália, o placar ia mudando mais rápido que o técnico pudesse perceber. Até a central Radzuweit, de 1,96m, foi parada no bloqueio pela “baixinha” Fabíola, de 1,84m, para marcar 16/9. A levantadora, aliás, foi o destaque do segundo set. Com uma seqüência de seis saques, deixou a seleção com 11 pontos de vantagem. No bloqueio triplo brasileiro, a parcial foi encerrada em 25/14.

Natália para reação alemã

O Brasil começou errando muito no terceiro set. Do outro lado, o ataque alemão explorou o bloqueio e conseguiu abrir vantagem no placar, com ace de Radzuweit e Beier (8/5). No tempo técnico, Zé Roberto gritou:

- Elas estão virando tudo. Vamos jogar.

A seleção voltou melhor para a quadra. Natália e Fabiana diminuíram a diferença para apenas um ponto. Weiss tentou mandar de segunda, mas a número 12 brasileira devolveu com forte ataque para empatar em 17 a 17 e, em seguida, virou o marcador para a seleção.

Depois que levou a virada, a Alemanha não ofereceu mais resistência. Natália continuou voando na rede, e Thaisa acertou a mão no saque para abrir quatro pontos de vantagem. Mais um ponto da ponteira, e a festa da classificação antecipada para as semifinais começou na quadra em Nagoya.

globo

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No primeiro treino em Nagoya, Zé Roberto fala sobre os adversários

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No primeiro treino em Nagoya, Zé Roberto fala sobre os adversários

Posted on 05 novembro 2010 by hugo

Técnico lembra que a seleção conhece mais os times dos Estados Unidos e Alemanha por ter disputado amistosos contra eles antes do Mundial.

Dia de chegada em Nagoya e reconhecimento da quadra do Nippongaishi Hall para a seleção brasileira. Durante quase duas horas, José Roberto Guimarães comandou o treino no ginásio, visando à partida contra a Tailândia, jogo de estreia do time na segunda fase do Mundial. Ao fim dos exercícios, o técnico comentou o que espera dos próximos adversários.

A Tailândia é um time baixo, mas muito veloz. Conversei com o técnico da Alemanha e ele me disse que a seleção melhorou muito no sistema defensivo e, principalmente, nos contra-ataques. Já a Alemanha, vem bem no campeonato. Perdeu só uma, para os Estados Unidos. É muito perigosa, tem bom volume de jogo. Quanto à seleção americana, é a mais forte. A Logan está bem e a Hooker voa nas bolas altas – contou.

Zé Roberto lembrou ainda que o Brasil disputou jogos amistosos contra Alemanha e Estados Unidos e, por isso, conhece melhor essas equipes.

- Já nos preparamos para essas seleções, visando aos confrontos aqui. Quanto a Tailândia e Cuba, estudamos menos. Mas estamos dando mais focos neles nesses dois dias de treino em Nagoia para nos ambientar melhor – disse.

Confiante na classificação para as semifinais, o técnico brasileiro lembrou que, apesar da campanha invicta na primeira fase, a seleção não pode perder a concentração.

- Demos um grande passo. Agora, estamos em um momento decisivo. Vamos enfrentar adversários que jogaram muito bem na primeira fase. Mas esperamos passar novamente e garantirmos a nossa vaga na semifinal.

globo

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volei_brasil

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Classificado à segunda fase, Brasil encara Porto Rico já de olho na Itália

Posted on 02 novembro 2010 by hugo

Depois de uma vitória tranquila sobre a Holanda e um dia de folga, a seleção brasileira feminina voltará à quadra na madrugada desta terça-feira, às 2h30m (de Brasília). O adversário é Porto Rico, mas o Brasil entrará na Arena Hamamatsu com um dos olhos voltados para a Itália. Já classificadas para a segunda fase do Mundial, as duas equipes são as únicas invictas e devem disputar, na quarta, o primeiro lugar no Grupo B. A Rede Globo e o SporTV transmitem Brasil x Porto Rico ao vivo.

A seleção vai para o duelo embalada pelo triunfo por 3 a 0 na Holanda, time que, na véspera, tinha feito uma partida difícil contra a Itália, perdendo apenas no tie-break. Para Porto Rico, o confronto é decisivo, já que uma derrota pode tirar as chances de classificação. A rodada do grupo nesta terça terá ainda Holanda x Quênia, às 5h15m. Depois, às 7h, República Tcheca x Itália.

Brasil: apesar de classificada por antecipação para a segunda fase do Mundial, a seleção precisa vencer para disputar o primeiro lugar do Grupo B com a Itália na quarta-feira. Como os resultados contam para a conquista da vaga nas semifinais, uma derrota pode atrapalhar os planos da equipe rumo ao título inédito.

Porto Rico: com uma vitória e duas derrotas, a seleção tem a obrigação de vencer para tentar brigar com a Holanda pela quarta vaga do grupo na segunda fase. Perder para o Brasil pode fazer as latino-americanas darem adeus ao Japão mais cedo.

Brasil: por ser um jogo mais fácil, o técnico José Roberto Guimarães pode querer preservar algumas jogadoras que vieram de lesões, como Natália e Sheilla, ou Jaqueline, que teve uma indisposição estomacal na última noite. Caso isso não aconteça, a seleção deve entrar em quadra com o time que venceu a Holanda: Fabíola, Natália, Jaqueline, Fabiana, Thaisa, Sheilla. Líbero: Fabi.
Porto Rico: insatisfeito, o técnico argentino Carlos Cardona disse na entrevista coletiva que não sabia o que poderia fazer para mudar o panorama de sua seleção no Mundial. Falou ainda que não era uma questão de trocar jogadoras, o que leva a crer que ele repetirá a escalação. Com isso, o time titular deve ser Mojica, Alvarez, Cruz, Ocasio, Oquendo e González. Líbero: Venegas.

Brasil: Fabiana foi o destaque da seleção contra a Holanda. Com ataques fortes pelo meio e bloqueios precisos, a central assumiu a responsabilidade de capitã e foi a líder do time no último jogo.

Rival: força no braço é o que não falta para Cruz. A ponteira americana, naturalizada portorriquenha, é rápida na rede e pode dar trabalho para a defesa brasileira.

Natália (ponteira do Brasil): “Elas precisam ganhar de qualquer jeito, então vão entrar com tudo. A gente precisa manter a atenção na quadra para evitar surpresas”.

Encarnación (ponteira de Porto Rico): “Jogar contra as campeãs olímpicas é sempre difícil, mas também uma honra. Espero que a gente possa fazer um bom jogo e conquistar alguns pontinhos contra as brasileiras”.

*O Brasil nunca perdeu para Porto Rico: dez jogos e dez vitórias.
* No Mundial, houve apenas um duelo entre as duas seleções, em 2006, quando o Brasil venceu por 3 sets a 0 (de 25/21, 25/15 e 25/18).
* O Brasil está na liderança do ranking da FIVB. Já Porto Rico, está na 13ª.

Na última vez que enfrentou Porto Rico, o Brasil precisou de somente 1h05m para vencer a partida. O resultado foi conquistado no Grand Prix deste ano, em 20 de agosto, e a seleção deixou a quadra com o placar de 25/18; 25/13 e 25/20.

Fonte: Globo.

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