Atlético-GO e Internacional se enfrentaram neste sábado, no Serra Dourada, e empataram por 2 a 2. O jogo, válido pela 34ª rodada do Brasileirão, teve outras semelhanças além do placar. Cada time foi melhor num tempo de jogo e teve também um pênalti discutível marcado a seu favor. No fim das contas, um ponto para cada um. Juninho e Elias marcaram para os donos da casa, com Leandro Damião e Giuliano anotando para os colorados.
O resultado, apesar de igual, foi muito pior para o Atlético, que perdeu a chance de abrir três pontos de vantagem para a zona de rebaixamento. O time rubro-negro tem agora 37 pontos, apenas um acima do Z-4. O Inter, nitidamente já pensando no Mundial de Clubes, chegou a 51 pontos e caiu para o sétimo lugar, com remotíssimas chances de título.
O técnico Celso Roth deu início ao rodízio de goleiros e lançou Abbondanzieri no gol colorado. Renan, titular nos últimos jogos, sequer viajou a Goiânia. No ataque, Rafael Sobis e Leandro Damião formaram a dupla, municiados por Giuliano e Andrezinho na criação do meio de campo.
No Atlético, Renê Simões teve alguns desfalques, porém contou com os principais jogadores da equipe: Juninho e Elias foram titulares e corresponderam. Na frente, Josiel ocupou o lugar habitualmente de Marcão no onze principal rubro-negro.
Jogo começa equilibrado, mas lambança muda o tom
O primeiro tempo começou equilibrado. Logo de cara, o Atlético teve uma chance com Juninho, que perdeu na cara de Abbondanzieri. O Inter até que mostrou animação, principalmente com Andrezinho pelo lado esquerdo.
Aos 11, entretanto, uma lambança do setor defensivo colorado deu de presente um gol ao Dragão. Bolívar atrasou uma bola para Abbondanzieri, que devolveu a bola ao capitão na lateral do campo. Bolívar foi devolver então a bola para dentro da área e deu passe preciso para Juninho que, com o gol vazio, empurrou para a rede.
O gol fez mal ao Inter, que passou a ter muita dificuldade para atacar. Mesmo sem ser muito perigoso, o Atlético cresceu e passou a ter leve domínio. Em cruzamentos na área, o time goiano tirou o sono de Abbondanzieri.
Aos 22, em lance estranho, o Dragão ampliou. Após cobrança de escanteio pela direita, Leandro Damião teria empurrado Welton Felipe na área. A jogada, discutível, foi interpretada como pênalti pelo árbitro Sandro Meira Ricci. Elias bateu no meio do gol e fez 2 a 0.
O jogo seguiu arrastado até o intervalo, com o Inter tentando alguma coisa vez por outra, mas com pouca inspiração. Melhor, o Atlético abusou dos lançamentos a Josiel, que cansou de entrar em impedimento.
Atlético recua e permite reação colorada
Na etapa final, o técnico Renê Simões foi obrigado a trocar o lateral-direito Victor Ferraz por Chiquinho, jogador que habitualmente atua pelo lado esquerdo. O Dragão voltou com postura mais retraída, procurando explorar os contra-ataques.
O Inter, por sua vez, mostrou um pouco mais de ímpeto e diminuiu aos 9 minutos. Nei cruzou da direita e Leandro Damião subiu com estilo para testar para a rede.
O gol do rival gerou reação imediata no Atlético. Renê Simões sacou o inoperante Josiel para lançar o também atacante Marcão, na tentativa de tentar tirar o time da defesa. Celso Roth respondeu de imediato e sacou o também sumido Sobis para dar chance a Ilan no ataque.
O Inter seguiu levemente melhor, embora o Atlético já mostrasse alguma melhora ofensiva. Aos 20, Renê Simões fez sua última substituição lançando Anaílson na vaga de Elias, sempre na tentativa de melhorar o setor de criação.
Mais na base da raça do que na técnica, o Inter buscou o ataque e acabou por empatar aos 26. Após bola levantada na área, Welton Felipe empurrou Leandro Damião e a arbitragem marcou pênalti. Curiosamente, o lance envolveu os mesmos atletas do primeiro pênalti do jogo e foi tão discutível quanto. Ao menos, Sandro Meira Ricci utilizou critérios iguais. Giuliano bateu bem e deixou tudo igual.
Logo após o empate, Celso Roth sacou Giuliano e lançou Edu, em clara tentativa de dar mais gás ao setor de criação. O Atlético acordou do sono em que se encontrava e as duas equipes alternaram alguns ataques até o apito final, mas o placar seguiu 2 a 2.
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Jogadores do Atlético fazem trabalho de alongamento no Estádio Antônio AcciolyDois times de olho no futuro, mais especificamente em dezembro, e cada um com objetivos distintos. Será assim que Atlético e Internacional se enfrentarão neste sábado (06), às 19h30, no Estádio Serra Dourada. Será o confronto – tomando como base as mascotes dos dois clubes –, que opõe o fogo do Dragão contra a traquinagem do Saci, o símbolo do colorado gaúcho.
O Internacional se transformou no principal fantasma aos sonhos do São Paulo nos últimos anos. Eliminado pelo carrasco nas Libertadores de 2006 e 2010, o Tricolor reencontra o algoz em um momento importante. Uma vitória devolve ao time de Sérgio Baresi a força no Campeonato Brasileiro, enquanto uma derrota pode causar mais uma turbulência no Morumbi. Com isso, o elenco são-paulino precisa superar o trauma vermelho para duelar com o Inter, nesta quinta-feira (16), às 21 horas (horário de Brasília), na capital paulista.
O Goiás aposta no que deu certo contra o Guarani para enfrentar o Inter neste domingo (12), às 18h30: o esquema 3-5-2, o mesmo time titular e a valorização da posse de bola. Mas as condições são diferentes, já que o lanterna alviverde pega o campeão da Copa Libertadores de 2010 fora de casa, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. A torcida esmeraldina, que incentivou a equipe no Serra Dourada contra o Bugre (vitória por 3 a 1), dará lugar à pressão que os colorados fazem em seu estádio.
Era para ser uma tarde de festa para a torcida colorada, ainda encantada com o bicampeonato da América. Acabou sendo um dia de dificuldades e até algumas vaias no Beira-Rio. Culpa do Dragão, que complicou a vida dos reservas do Inter e arrancou empate por 1 a 1 em Porto Alegre. No primeiro jogo depois de reconquistar a Libertadores, o time gaúcho aceitou correr o risco de poupar seus titulares contra o Atlético-GO e acabou perdendo terreno na luta pelo título nacional.





