Inglaterra e Estados Unidos fazem neste sábado em Rustenburgo o primeiro jogo do grupo C da Copa do Mundo da África do Sul, num embate em que ambas as seleções devem entrar em campo com os nervos à flor da pele.
O trio de arbitragem brasileiro que vai apitar o jogo – o juiz Carlos Eugênio Simon, auxiliado por Altemir Hausmann e Roberto Braatz – terá que colocar os olhos no jogo e os ouvidos nas frases dos jogadores dos dois lados.
Os árbitros estão prevenidos principalmente em relação ao astro do ‘English Team’, Wayne Rooney, que insultou o juiz do último amistoso disputado pela Inglaterra contra o Platinum Stars, da primeira divisão sul-africana.
A lembrança da expulsão de Rooney há quatro anos, nas quartas-de-final da Copa da Alemanha, contra Portugal, ronda o primeiro jogo da Inglaterra neste Mundial, principalmente pela personalidade do adversário.
A equipe de Bob Bradley não se intimida em campo. Há um ano, na Copa das Confederações, os americanos venceram a Espanha por 2 a 0 e perderam na final por 3 a 2 para o Brasil.
A esperança da torcida inglesa é que Rooney fale apenas com a bola nos pés, mas nem o técnico da Inglaterra, Fabio Capello, pode garantir que nada fuja da língua do astro no calor da partida, seja para um adversário, seja para a arbitragem.
Renomado técnico de clubes, Capello chega a sua primeira Copa como treinador após fortalecer a defesa da seleção inglesa no melhor estilo italiano. Em 24 jogos à frente do ‘English Team’, foram 18 vitórias.
Com jogadores de personalidade em todos os setores, como John Terry, Frank Lampard, Steven Gerrard e Wayne Rooney, a Inglaterra estará pronta para tudo nesta Copa se conseguir aliviar a pressão oriunda de seus próprios sucessos recentes.
“Temos a sensação de que durante anos estivemos rendendo abaixo de nossas possibilidades, com os jogadores que temos. Agora é preciso demonstrar que somos realmente um dos favoritos”, afirma Gerrard, capitão da equipe após o corte por lesão de Rio Ferdinand.
Depois de dominarem as Eliminatórias da Concacaf, os EUA chegam à Copa em meio a uma fase de renovação da equipe que disputou o Mundial da Alemanha. Com média de idade de 27 anos, o time americano conta com 17 jogadores que atuam em campeonatos competitivos no exterior, sendo oito na elite do futebol inglês.
Os jogadores de Bradley não se deixarão, portanto, impressionar por adversários que estão acostumados a enfrentar. Sua tática consiste em diminuir espaços sem medo do contato físico e em trabalhar com humildade esperando a ocasião de superar a defesa adversária.
A seleção dos EUA se vê capaz de reeditar a histórica vitória por 1 a 0 sobre a Inglaterra na Copa do Mundo de 1950, no Brasil, a única vez em que os dois países se enfrentaram em Mundiais.
Landon Donovan, um dos veteranos da equipe americana, considera que, depois dos resultados contra grandes times na Copa das Confederações do ano passado, são prova de que esses confrontos não têm mais grandes favoritos.
“O que aconteceu ano passado nos ajudou a acreditar que podemos fazer algo especial aqui”, afirmou Donovan.
Prováveis escalações:
Inglaterra: Green; Johnson, Terry, King, Ashley Cole; Lampard, Gerrard, Defoe, Lennon; Rooney, Crouch.
EUA: Howard; Bocanegra, Cherundolo, Merit, Goodson; Bradley, Edu, Dempsey, Holden; Donovan e Altidore.
Árbitro: CARLOS EUGÊNIO SIMON (BRASIL), auxiliado pelos compatriotas ALTEMIR HAUSMANN e ROBERTO BRAATZ.
Estádio: Royal Bafokeng (Rustenburgo).
Diario da manha
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