Dono de três vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis (2001, 2002 e 2009) e um vice-campeonato da Fórmula Indy (2002), Hélio Castroneves está otimista para buscar seu primeiro título na categoria. Para isso, o piloto brasileiro da equipe Penske espera começar a temporada com vitória. Mesmo porque, a primeira corrida será justamente a etapa do Brasil, domingo, nas ruas de São Paulo. E correr em casa dá um incentivo especial para ele.INGRESSOS
Perto de completar 35 anos – faz aniversário em 10 de maio -, Helinho não esconde a ansiedade para disputar a etapa brasileira. “Fico com aquele friozinho na barriga, que para mim é essencial”, avisou o piloto, que participou ontem da abertura de uma exposição sobre sua carreira em Ribeirão Preto (SP), cidade onde cresceu – ele nasceu na capital. “O meu motor vai até gritar um pouco mais alto.”
Durante o evento de ontem, Helinho citou pelo menos seis rivais na briga pelo título da Fórmula Indy, entre eles seus dois companheiros na Penske – os australianos Will Power e Ryan Briscoe. “Fiz testes de pré-temporada e estou confiante”, contou o piloto. A equipe Chip Ganassi é considerada a grande rival, pois conta com os dois últimos campeões da categoria: o neozelandês Scott Dixon (2008) e o escocês Dario Franchitti (venceu em 2007, ainda pela Andretti Green, e em 2009). E a própria Andretti, com o brasileiro Tony Kanaan e a norte-americana Danica Patrick, é a outra equipe com chances de título, segundo Helinho. “Quem sabe teremos uma vitória brasileira…”
Após duas décadas, os carros da Penske terão um visual diferente nesta temporada, pois não usarão mais as tradicionais cores branca e vermelha – características do patrocínio da Marlboro, que saiu do automobilismo depois de cerca de 40 anos de investimento. Agora, a Penske vai usar as cores preta, vermelha e branca. “Isso cria uma grande oportunidade para outros parceiros”, disse Helinho.
O piloto também revelou aprovar o uso do etanol brasileiro na Indy, que não deixa a desejar, segundo ele, em comparação com o metanol, anteriormente usado na categoria. “É melhor para o meio ambiente e a categoria dá o seu exemplo, e com a tecnologia tão grande, o etanol mantém a mesma potência, o mesmo giro do motor e a mesma performance”, comentou Helinho. “Então, nesse sentido, para o piloto é praticamente impossível sentir a diferença.”
Em relação à exposição sobre sua carreira em Ribeirão Preto, Helinho gostou da homenagem. “É uma oportunidade para as pessoas verem os carros, como ocorre nos Estados Unidos”, disse o piloto.
Até o sábado, no último balanço da venda de ingressos feito pela organização do evento, 22 mil das 36,5 mil entradas haviam sido comercializadas. Três setores das arquibancadas estão esgotados: Azul, Tietê e 14 Bis. Os preços dos ingressos restantes variam entre R$ 250 e R$ 500 e podem ser adquiridos no site www.livepass.com.br.
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