Sem Diego Hypolito, país fica apenas na sexta colocação no Pré-Olímpico realizado em Londres. Mesmo assim, participação nos Jogos já será histórica.
Não será em Londres que a equipe masculina de ginástica do Brasil disputará pela primeira vez os Jogos Olímpicos. Desfalcada de seu principal atleta, Diego Hypolito, com uma lesão no ombro, os brasileiros terminaram na sexta colocação no Pré-Olímpico realizado nesta terça-feira, na North Greenwich Arena, em Londres, palco da competição de julho, e será representado na disputa apenas por atletas individuais. Grã-Bretanha, Espanha, França e Itália ficaram com as últimas quatro vagas disponíveis.
Com uma participação apenas regular, que rendeu 345.152 pontos, o Brasil terminou atrás também do Canadá – Porto Rico e Bielorrússia vieram na sequência. A decepção, entretanto, contrasta com a melhor participação do país entre os homens na modalidade, com Diego Hypolito, no solo, e Arthur Zanetti, nas argolas, já classificados para as Olimpíadas por serem medalhistas mundiais. Além de uma vaga no individual geral, confirmada pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), após o Pré-Olimpico, e que terá o atleta indicado pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). Sérgio Sasaki, nono no individual geral e melhor brasileiro na competição, deve ser o escolhido.
Cavalo e paralelas derrubam sonho olímpico
O peso do desfalque pode até levar a crer que a lesão de Diego Hypolito foi determinante para que o Brasil adiasse a possibilidade de vaga – também não garantida para 2016, mesmo como país-sede. No solo, onde o campeão mundial competiria, a equipe terminou apenas em quinto lugar. No cavalo com alças e nas paralelas, no entanto, o resultado foi pior. A seleção ficou em sexto, com um desempenho abaixo do esperado.
Principal nome da delegação que competiu na Inglaterra, Arthur Zanetti lamentou a eliminação, mas fez questão de elogiar a dedicação da equipe, que passou as festas de fim de ano longe do país para período de treinamentos.
- Infelizmente, a vaga olímpica vai ficar para próxima. Não faltou nada. Todo mundo deu seu máximo, cada um fez sua parte. Erros aconteceram, lógico, mas isso faz parte da competição.
Com o passaporte carimbado para voltar a Londres em julho, o ginasta projetou um período de repouso para as próximas semanas, antes do retorno aos treinos de olho em uma medalha ainda mais reluzente que a prateada, conquistada no Mundial do Japão.
- Vou pegar um tempo de folga para dar uma descansada no corpo e depois vou treinar muito nas argolas para levar uma medalha de ouro para o Brasil. Fiz uma boa nota nesta competição, fiquei feliz com meu desempenho. Queria cravar a saída, mas acabei dando um passinho para o lado. Agora, vamos para a final. Pode acontecer de tudo – completou, referindo-se à final do evento-teste, que será realizada na próxima sexta-feira.
Ainda não confirmado, mas com um pé nos Jogos, Sérgio Sasaki não escondeu a frustração pela derrota da equipe, mas também ressaltou o feito de ao menos o país estar presente do classificatório.
- Passamos por muitas dificuldades para representar o nosso país da melhor forma. Garanto que nenhum dos atletas que estava aqui se arrepende do esforço. Lutamos pelo Brasil, mas, às vezes, não dá. Cometemos falhas, não somos máquinas. Viemos aqui e já fizemos história por participar do Pré-Olímpico. Fizemos hora-extra.
O jovem de 19 anos evitou apontar fatores que tenham sido preponderantes para o resultado e já colocou o foco nos Jogos do Rio, em 2016.
- Não adianta procurar o problema agora. A ferida está aberta, não há o que fazer ou remoer. Daqui para frente, é uma nova etapa e um novo trabalho. Os Jogos de 2016 estão vindo aí. E o nosso ano não está morto. Temos o Arthur e o Diego nas Olimpíadas.
A competição da ginástica acontece na própria North Greenwich Arena durante dos Jogos de Londres, entre os dias 30 de julho e 7 de agosto.
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