Parecia que após a pole sensacional no sábado e a ousada largada no domingo, quando fechou Jenson Button e manteve a ponta, Sebastian Vettel repetiria o roteiro de domínio também no GP do Japão. Entretanto, o alto desgaste dos pneus macios em Suzuka mudou um pouco a história da corrida, mas não o destino do título mundial. Atrás de apenas um ponto, Vettel fez uma corrida sem correr riscos, em terceiro lugar e se tornou o bicampeão mais jovem da história da Fórmula 1. Único capaz de impedir a conquista do rival no Japão, o inglês da McLaren fez o que precisava: venceu. Fernando Alonso, da Ferrari, foi o segundo colocado.
Vettel chegou aos 324 pontos em 2011 e não pode mais ser alcançado por seus concorrentes. O alemão se tornou o sétimo piloto a conquistar um título em Suzuka, na 11ª decisão desde que ele entrou no calendário, em 1987 (só esteve fora em 2007 e 2008, quando o GP foi realizado em Monte Fuji). Ele se junta ao seleto grupo formado por Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991), Mika Hakkinen (1998 e 1999) e Michael Schumacher (2000 e 2003), Nelson Piquet (1987), Alain Prost (1989) e Damon Hil (1996), que foram campeões da F-1 no tradicional circuito japonês.
Button deu um show de estratégia na corrida e chegou aos 210 pontos no campeonato. O inglês apostou em seu talento para conservar os pneus e lucrou com isso, conseguindo sua primeira vitória pela McLaren em pista seca. Na briga pelo vice-campeonato, ele abriu oito pontos de vantagem sobre Fernando Alonso, segundo colocado na corrida. Também com chances, Mark Webber, da RBR, chegou em quarto em Suzuka e tem agora 194 pontos no Mundial de Pilotos. A próxima corrida será o GP da Coreia do Sul, no circuito de Yeongam, no dia 16 de outubro.
Após duas semanas, a polêmica de Cingapura retornou com força em Suzuka. Lewis Hamilton, que chegou em quinto e também tem chances de lutar pelo vice em 2011, tocou em Felipe Massa na 22ª volta e danificou a asa dianteira da Ferrari. O incidente foi investigado pelos comissários do GP do Japão, mas eles decidiram não punir o inglês. O brasileiro acabou apenas na sétima posição, atrás do alemão Michael Schumacher, da Mercedes, o sexto colocado.
Bruno Senna largou na nona posição, mas teve problemas na largada e ficou longe dos dez primeiros em Suzuka. O brasileiro sofreu com os danos à asa dianteira no início e chegou apenas em 16º. Vitaly Petrov, seu companheiro, foi o nono colocado e fez dois pontos. Rubens Barrichello, da Williams, também não andou bem e foi só o 17º colocado nio GP do Japão.
A corrida
O domingo começou com tempo ensolarado em Suzuka, sem a ameaça de chuva para a corrida. Na largada, Vettel manteve a ponta, mas fechou Button, que saiu melhor. O inglês chegou a colocar duas rodas na grama, mas se manteve na pista. Entretanto, ele perdeu a posição para o companheiro Hamilton na primeira curva do circuito, caiu para terceiro e reclamou pelo rádio. Os comissários investigaram o incidente no início, mas decidiram não punir o alemão da RBR. Massa se manteve à frente de Alonso, em quarto. Bruno Senna e Barrichello perderam posições.
Na sexta volta, Alonso usou a asa móvel para passar o companheiro Massa na reta dos boxes e assumir a quarta posição. Com o alemão em primeiro e abrindo vantagem para Hamilton, o desgaste dos pneus macios começou a aparecer, principalmente nos carros da RBR. O inglês da McLaren teve um furo de pneu, foi superado por Button na oitava passagem e teve de entrar para um pit stop de emergência, perdendo algumas posições na corrida.
O alto desgaste antecipou a parada de Vettel para a nona volta, no que foi seguido por Button na 11ª. A diferença entre os dois caiu e o inglês da McLaren começou a ameaçar o alemão da RBR. Nessa altura, antes de seu pit stop, Massa liderava a prova, mas caiu para quinto após entrar nos boxes. Ele voltou atrás de Hamilton, na reedição do duelo polêmico de Cingapura.
Na frente, Vettel e Button continuavam a trocar voltas mais rápidas, mas o alemão precisou fazer o pit stop mais cedo, na 20ª volta. Administrando melhor o desgaste dos pneus macios, o inglês ficou na pista tentando andar rápido. A tática deu certo e ele conseguiu superar o líder do campeonato após sua parada, na passagem seguinte.
Hamilton e Massa continuavam a andar juntos. E na 22ª volta, a polêmica voltou. O brasileiro tentou a ultrapassagem na freada para a chicane Triangle e o inglês ignorou a presença do rival: jogou o carro para o lado e danificou a asa dianteira da Ferrari. Apesar do risco de punições, os comissários decidiram não tomar atitudes contra o inglês da McLaren.
O detrito deixado pela Ferrari provocou a entrada do safety car na 24ª volta. Os pilotos foram reagrupados e a relargada foi autorizada três passagens depois. Button manteve a ponta, seguido por Vettel, que fez sua última parada na 34ª. O alemão colocou os pneus médios mais cedo que seus rivais e começou a perder tempo na pista. Com isso, perdeu a segunda posição em Suzuka para Alonso, que entrou nos boxes na 38ª. O espanhol conseguiu a vantagem ao andar mais rápido antes da troca.
As últimas voltas foram palco de uma perseguição de Vettel a Alonso. O alemão chegou a tentar duas vezes a ultrapassagem sobre o espanhol, sem sucesso, mas a equipe pediu que ele poupasse o carro para o final. Depois foi a vez do espanhol tentar um bote sobre Button, mas o rival soube administrar a corrida até o fim. Após a chegada e o bi de Vettel, o inglês parou sua McLaren após a saída dos boxes, sem condições de completar a volta da vitória.
Confira o resultado final do GP do Japão, em Suzuka (307,573 quilômetros):
1 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 53 voltas em 1h30m53s427
2 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 1s160
3 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – a 2s006
4 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – a 8s071
5 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 24s268
6 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – a 27s120
7 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 28s240
8 – Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 39s377
9 – Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) – a 42s607
10 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 44s322
11 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – a 54s447
12 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 1m02s326
13 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 1m03s705
14 – Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) – a 1m04s194
15 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) – a 1m06s623
16 – Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) – a 1m12s628
17 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – a 1m14s191
18 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) – a 1m27s824
19 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) – a 1m36s140
20 – Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) – a 2 voltas
21 – Jerome D’Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) – a 2 voltas
22 – Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) – a 2 voltas
23 – Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) – a 2 voltas
Não completou:
Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – a 42 voltas/roda
Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m36s568, na 52ª
G1
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Alemão leva título no próximo GP se Alonso não for ao pódio. Button e Webber podem ficar até em terceiro. Em nono, Bruno Senna pontua pela primeira vez.
Com tempo marcado pela manhã, inglês assegura a primeira posição. Massa melhora e sobe para quarto. Bruno Senna fica em décimo e Rubinho, em 15º.
Alemão da Mercedes faz tempo no início, ainda com pista seca. No molhado, Jenson Button é o mais rápido, mais de oito segundos atrás do heptacampeão.
Ex-chefe de equipe na Fórmula 1, o britânico Eddie Jordan cravou nesta segunda-feira (22) que o brasileiro Bruno Senna deverá substituir Nick Heidfeld na Lotus Renault já a partir do Grande Prêmio da Bélgica, neste fim de semana, no circuito de Spa-Francorchamps. 

Inglês assume ponta na largada e conquista segunda vitória no ano. Alonso e Webber completam o pódio, enquanto líder fica em quarto, à frente de Massa.


