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Brasil vira sobre os Estados Unidos e vence o Desafio 4×4 de vôlei de praia

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Brasil vira sobre os Estados Unidos e vence o Desafio 4×4 de vôlei de praia

Posted on 30 janeiro 2012 by hugo

Quarteto formado por Ricardo, Pedro Cunha, Juliana e Larissa bate time americano e coloca país na frente no histórico do evento: 3 a 2 desde 2008.

No tira-teima do Desafio Internacional 4×4 de vôlei de praia, deu Brasil. Após o empate no duelo de duplas no sábado, Ricardo, Pedro Cunha, Juliana e Larissa venceram de virada o quarteto americano formado por Todd Rogers, Phil Dalhausser, Jennifer Kessy e April Ross, na manhã deste domingo, na Arena Guarapiranga, em São Paulo, por 2 sets a 1, parciais de 19/21, 21/18 e 15/11. Com o resultado, os brasileiros conquistaram a edição 2012 e, de quebra, colocaram o país na frente no histórico do confronto, disputado desde 2008: 3 a 2.

Apontado como destaque da partida, o estreante no Desafio, Pedro Cunha, reconheceu que demorou um pouco a se adaptar ao estilo da modalidade 4×4, bem diferente do jogo de duplas a que está acostumado.

É uma exibição, mas ninguém quer perder. É a brincadeira mais séria da temporada”

Juliana, a “líbero” do quarteto
- Comecei mal, mas aí pedi à Larissa um levantamento mais perto da rede e o ataque passou a entrar. Não estou acostumado a atacar tanto durante uma partida – admitiu Pedro, que, na dupla com Ricardo, joga mais no fundo de quadra.
O experiente Ricardo, de 37 anos, elogiou o desempenho do parceiro, dez anos mais jovem.

- Ele jogou muito. Defendeu e sacou muito bem – analisou, feliz pelo primeiro título conquistado no ano olímpico.
A dupla número 1 do mundo Juliana e Larissa – que foi a capitã do quarteto – também distrubuiu muitos sorrisos e autógrafos após a vitória.

- Gostou da atuação da líbero? – perguntou Juliana, que se virou no fundo da quadra para defender as pancadas de Dalhausser. – É uma exibição, mas ninguém quer perder. É a brincadeira mais séria da temporada – completou.

O jogo

O Brasil começou melhor o primeiro set, abrindo 6 a 2 graças aos erros do gigante Dalhausser, de 2,06m. Ele foi bloqueado duas vezes por Ricardo e parou outras duas na rede. Mas logo o quarteto americano entrou no jogo, marcou cinco pontos seguidos e virou para 7 a 6, com Dalhausser devolvendo na mesma moeda: dois bloqueios sobre Ricardo.

O melhor rali do jogo aconteceu quando estava 8 a 7 para os Estados Unidos e terminou com o ponto de empate brasileiro no ataque de Pedro Cunha. O Brasil retomou a liderança no placar em 13 a 12, ampliou para 18 a 15 em mais um ataque errado de Dalhausser, mas permitiu a virada americana em 19 a 18: Ricardo foi bloqueado por Dalhausser e se irritou. Em um ataque para fora de Pedro Cunha, os Estados Unidos fecharam em 21 a 19.

No segundo set, os americanos só estiveram à frente no placar no 1 a 0. Depois, só deu Brasil. O time da casa chegou a fazer 11 a 7 num erro bisonho de Dalhausser, que ‘furou’ a bola ao tentar um ataque. Administrando a vantagem com confiança, os brasileiros comandaram o set até fecharem em 21 a 18 em um ataque potente de Pedro Cunha, que não se intimidou com bloqueio duplo de Rogers e Dalhausser.

O tie-break foi muito equilibrado e o Brasil só conseguiu abrir no fim. Os americanos fizeram 6 a 4 numa indecisão entre Larissa e Pedro Cunha, que deixaram a bola cair de graça na quadra brasileira. Mas logo o Brasil virou o placar num grande ponto de Pedro Cunha, que defendeu e atacou para cravar a bola na quadra americana: 9 a 8.
Os brasileiros abriram dois pontos (12 a 10) no momento decisivo do set na largadinha com categoria de Ricardo. O match point veio num ace de muita sorte de Larissa, contando com a ajuda da fita, e o ponto final saiu num erro de recepção de Ross, após outro saque de Larissa: 15 a 11 e festa verde-amarela na Arena Guarapiranga.

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Firme no saque, Brasil derrota os Estados Unidos na Copa do Mundo

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Firme no saque, Brasil derrota os Estados Unidos na Copa do Mundo

Posted on 21 novembro 2011 by hugo

Seleção brasileira ignora a ausência do lesionado Dante e supera o forte
time americano por 3 sets a 1. Leandro Vissotto e Lucão são os destaques.

Do outro lado da quadra estavam os atuais campeões olímpicos, mas a seleção brasileira não se intimidou. Firme no saque, o Brasil bateu os Estados Unidos por 3 sets a 1, com parciais de 25/17, 25/18, 16/25 e 25/16, e garantiu a sua segunda vitória na Copa do Mundo do Japão. Lucão, com 16 pontos, e Leandro Vissotto, com 18, foram os destaques do confronto. Campeã nas duas últimas edições, em 2003 e 2007, o Brasil acumula duas vitórias pelo grupo B e lidera a classificação geral ao lado da Polônia, com seis pontos. Nem mesmo a ausência do ponteiro Dante, desfalque nesta primeira fase com uma lesão no abdômen, interferiu no desempenho do time, que soube segurar a reação iniciada pelo adversário na terceira parcial da partida.

O jogo começou equilibrado, com as duas seleções forçando o saque e apostando nas jogadas rápidas pelo meio da quadra. Em deixadinha de Stanley para fora, o Brasil fez 4 a 3. As equipes continuaram trocando pontos no início do set até Leandro Vissotto soltar a pancada na diagonal para fazer 8 a 7. Mesmo sofrendo com as investidas de Priddy e Anderson, o conjunto brasileiro abriu três pontos de vantagem após cortada de Sidão pelo meio: 16 a 14. Explorando o bloqueio adversário e firme no saque, o Brasil não deu brecha e abriu 22 a 17. Em boa jogada de Théo no corredor, a bola explodiu na defesa americana e foi para fora: 25 a 17 neste primeiro set.

No segundo set, a seleção brasileira seguiu com a estratégia de forçar o saque e tentar dificultar ao máximo a vida da defesa americana. Em jogada rápida pelo meio, Lucão mandou a bola no fundo da quadra para fazer 5 a 3. Os Estados Unidos reagiram, encostaram no placar, mas em pancada de Stanley para fora deixaram o Brasil abrir 8 a 7. Com Vissotto inspirado no saque, Marlon preciso no levantamento e Lucão firme no ataque, o time verde-amarelo anotou 16 a 13. Após bloqueio de Giba em cima de Stanley, a diferença saltou para 20 a 15. A partir daí, foi só administrar a vantagem e fechar a parcial em 25 a 18 depois de ponto de saque de Vissotto.

Os americanos voltaram melhor para o terceiro set e abriram 4 a 2 em jogada de Anderson, que explorou o bloqueio do Brasil. Em largadinha de Stanley após bola que veio graça, os Estados Unidos fizeram 8 a 5. A entrada do levantador Thornton deu agilidade ao time americano, que aproveitou a falta de atenção dos brasileiros para crescer na partida. Em ponto de saque, eles ampliaram a diferença para o Brasil: 16 a 11. A equipe verde-amarela ensaiou uma reação após boas jogadas de Murilo e Giba mas viu os americanos abrirem 20 a 15. Sem recuperar o bom desempenho das primeiras parciais, a seleção acabou derrotada no terceiro set: por 25 a 16.

Os Estados Unidos abriram 4 a 1 no início do quarto set, mas o Brasil acordou rápido, empatou o jogo e fez 6 a 4 após dois pontos de saque de Sidão. A vantagem animou o time brasileiro, que segurou a dianteira e abriu 15 a 10 em pancada de Vissotto no corredor. Com os americanos inseguros e errando na recepção, a seleção brasileira não teve dificuldades para fazer 20 a 14. Em ponto do bloqueio, a equipe verde-amarela fechou o set e o jogo: 25 a 16.

O terceiro compromisso do Brasil será contra a Itália, nesta terça-feira, às 4h (horário de Brasília). Os italianos perderam para a Rússia por 3 a 1 na estreia (25/22, 22/25, 22/25 e 21/25) e venceram o Egito na segunda rodada por 3 a 0 ( 25/22, 25/15 e 25/20) A competição garante três vagas nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

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Brasil abre 17, mas passa vexame e perde para time remendado dos EUA

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Brasil abre 17, mas passa vexame e perde para time remendado dos EUA

Posted on 28 outubro 2011 by hugo

Seleção de Magnano sofre apagão no segundo tempo e cai diante de jogadores da Liga de Desenvolvimento; agora é preciso bater os dominicanos.

Por uma boa parte do tempo, o desconhecido não se mostrou tão poderoso assim. Com quilos e quilos de história nas quadras pesando sobre os ombros, os jovens da seleção dos EUA nos Jogos Pan-Americanos, todos não aproveitados na NBA, foram engolidos pela equipe de Rubén Magnano até a metade do terceiro quarto. Com 17 pontos de vantagem, o Brasil, então, apagou. Ainda que tenha iniciado a última etapa à frente, cometeu erros em sequência e caiu para os americanos por 88 a 75.

Com o resultado, os EUA, com duas vitórias, garantiram a classificação para a próxima fase pelo grupo B. Assim como na Copa América, quando uma vitória garantiu a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, o Brasil vai precisar passar pela República Dominicana para avançar.

O jogo

Foi Murilo quem deu início à contagem, com uma bandeja no primeiro lance. A marcação forte dos EUA, porém, dificultou a criação do ataque brasileiro, que ficou duas jogadas sem acertar uma cesta. Os americanos, todos da D League, formada por jogadores que não foram aproveitados pelo draft da NBA, abriram 5 a 2, mas uma cesta de três Nezinho. Na sequência, o armador errou um passe infantil, levando Magnano à loucura. O técnico argentino, então, mandou Benite para o jogo.

O Brasil seguia errando passes bobos e jogadas no garrafão. Giovannoni, em uma delas, errou uma bandeja fácil e permitiu o contra-ataque americano, com o ligeiro Jerome Dyson. O jogador do Brasília, porém, respondeu na sequência, com uma cesta de três. Murilo marcou mais dois pontos, e o Brasil abriu 12 a 7. Os EUA voltaram a encostar, e Magnano voltou a colocar reservas como Bruno Irigoyen e Guilherme Hubner em quadra.

No fim do quarto, os EUA aumentaram a pressão, com Moses Ehambe, um dos melhores do desconhecido time americano. Os EUA chegaram à virada em dois lances livres de Blake Ahearn. O Brasil ainda tentou um último lance, mas o arremesso de Giovannoni bateu na tabela, no aro e não entrou: 19 a 18 no zerar do cronômetro.

Na primeira jogada do segundo quarto, Benite, com uma cesta de três, recolocou o Brasil à frente do placar. Em um contra-ataque rápido, Nezinho, em nova cesta de três deixou o Brasil com 24 a 22.

O Brasil seguiu melhor no jogo e abiu sete pontos de diferença com Lucas Alves e Davi Oliveira no time e apenas Marcelinho do time titular. Uma falta antidesportiva de Brian Butch colocou Nezinho duas vezes na linha de lance livre, aumentando a vantagem para nove pontos. O Brasil voltou a errar dois ataques em sequência, enquanto os EUA acertaram um arremesso de dois pontos e uma outra cesta de três, com Jerome Dyson. A diferença caiu para quatro pontos, mas uma cesta de Benite, no último segundo, fechou o primeiro tempo com 38 a 32 para o time de Magnano.

Uma cesta de três de Marcelinho ampliou a vantagem brasileira logo no início do quarto. Pouco depois, Murilo conseguiu dois pontos e ainda sofreu a falta, muito comemorada pelo time. Na sequência, um lance inusitado: sem ninguém que limpasse a quadra, Nezinho pegou um pano com o juiz e ele mesmo enxugou.

O Brasil seguiu melhor. Murilo em bela enterrada após passe de Marcelinho, e Nezinho, em arremesso dentro do garrafão, abriram 48 a 34 para os brasileiros, muito aplaudidos pela torcida. A seleção chegou a empolgar a torcida e abrir 17 pontos. Em bela infiltrada, Benite fez a bandeja e ainda sofreu a falta, convertendo o lance livre na sequência.

Brasil dorme em quadra, e EUA viram

Os EUA ensaiaram uma reação no fim do terceiro quarto. Tiraram a vantagem para oito pontos, muito por um apagão ofensivo da seleção. A coisa piorou quando Justin Dentmon voou em contra-ataque, fez a bandeja e ainda sofreu a falta, convertendo o lance livre na sequência. Ainda assim, o Brasil foi para o intervalo com 61 a 56 no placar.

Os americanos viraram o placar logo no início do último quarto. Uma cesta de três, acompanhada por um arremesso e um lance extra convertidos por Marcus Lewis levaram os EUA a 62 a 61. A seleção seguiu errando, e, sem marcar pontos, os rivais abriram cinco diferença, a sete minutos do fim.

À beira da quadra, Rubén Magnano se esgoelava a cada erro brasileiro. Não adiantou. A seleção tentou arremessar de todos os jeitos, e a bola insistiu em não cair. No fim, mesmo sob vaias da torcida, os americanos se mantiveram à frente. Ainda deu tempo para um início de confusão entre Lance Thomas e Marcelinho. Mas não tinha jeito: 88 a 77.

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Brasil vira para cima dos americanos e ganha folga antes da semi do vôlei

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Brasil vira para cima dos americanos e ganha folga antes da semi do vôlei

Posted on 27 outubro 2011 by hugo

Primeira do grupo B, seleção pula as quartas de final e só volta à quadra na noite de sexta-feira para disputar uma vaga na decisão do Pan em Guadalajara.

Após três vitórias, uma folga como recompensa. A seleção masculina de vôlei bateu os Estados Unidos na noite desta quarta-feira e garantiu o primeiro lugar do grupo B no Pan de Guadalajara. A equipe do técnico Rubinho cochilou no primeiro set, mas virou para cima dos americanos e fechou em 3 a 1, com parciais de 18/25, 25/17, 25/14 e 25/18. O prêmio é saltar direto para a semifinal de sexta-feira, às 20h (de Brasília. O adversário só será definido nesta quinta, nas quartas de final, fase que o Brasil se dá ao luxo de pular por ter se classificado no topo do grupo B.

No início da noite, este cenário parecia distante. O Brasil demorou para abrir o olho e, quando percebeu, os EUA já venciam o primeiro set por 4/1. Apesar da torcida toda a favor, o golpe pegou em cheio a seleção de Rubinho, que passou a parcial inteira atrás no placar. A tentativa de reação finalmente veio quando a equipe verde-amarela cortou a diferença para 18/16. Mas não adiantou. Com a cabeça no lugar, os americanos voltaram a abrir vantagem, dispararam e fecharam em 25/18.

O segundo set foi outra história. Com uma pancada de Thiago Alves, o Brasil abriu 3/1 e ganhou confiança para ditar o ritmo do jogo. Os EUA não se entregavam, mas Gustavo e Éder trataram de manter a vantagem, que chegou a ser de dez pontos. Ao fim da parcial, 25/17.

Após igualar o jogo, o Brasil ganhou moral. Não demorou muito para garantir um certo conforto no placar no terceiro set. Abriu 8/3 e passou a ver os rivais apenas pelo retrovisor. Quando os americanos perceberam, já perdiam por 18/12. E não demorou muito para o placar chegar a imponentes 25/14.

Para dar ritmo ao elenco, Rubinho mexeu bastante no time para o quarto set. Mas a qualidade não caiu. Àquela altura os brasileiros já jogavam rendiam bem no automático. O placar logo foi a 12/7, mas o americanos não estavam dispostos a entregar sem resistênia. Ainda tentaram – em vão. Com Wallace virando todos os contra-ataques, o Brasil já começou a pensar na folga de quinta-feira, fechando o set em 25/18.

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Na reação, Brasil bate EUA e fecha fase final em primeiro no grupo B

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Na reação, Brasil bate EUA e fecha fase final em primeiro no grupo B

Posted on 26 agosto 2011 by hugo

Depois de um início ruim, seleção se recupera, vira para 3 a 1 e vai às semifinais do Grand Prix com 100 % de aproveitamento.

Depois do susto no primeiro set, o Brasil reagiu e venceu os EUA por 3 sets a 1 (22/25, 26/24, 25/21 e 25/20), na madrugada desta sexta-feira, no Macau East Asian Games Dome (China), e encerrou a fase final do Grand Prix na liderança do Grupo B, com 100 % de aproveitamento (nove pontos). Após um início muito ruim, o sexteto brasileiro, que já estava classificado para as semifinais, reagiu e obteve a 12ª vitória na competição. As americanas terminaram na segunda posição (5 pontos), mas também já estavam garantidas.

Já eliminada dos playoffs decisivos, a Itália foi derrotada por 3 a 0 pelo Japão (25/23, 25/23 e 25/19) na preliminar e ficou com o último posto (1 ponto). O time nipônico encerrou a etapa na terceira colocação no grupo (três pontos).

Na próxima fase, a seleção enfrentará a segunda colocada do Grupo A, que terá a última rodada também nesta sexta. A líder Sérvia (cinco pontos) encara a Tailândia (3ª colocada, três pontos), enquanto a Rússia (2ª posicionada, com três pontos) duelará com as anfitriãs chinesas (lanternas, com apenas um ponto).

Os dois embates válidos pelas semifinais acontecerão no sábado às 6 horas e 8h30m, respectivamente (a definição dos confrontos ocorrerá após o encerramento da rodada do Grupo A).

Sem contar com Mari e Paula Pequeno, lesionadas, as brasileiras entraram em quadra desconcentradas e acompanharam um autêntico passeio das adversárias no primeiro set. Com 6 a 0 contra, a seleção, que tinha Natália e Fernanda Garay como ponteiras, só conheceu seu primeiro ponto após um erro de saque cometido por Logan Tom.

O vareio americano seguiu no decorrer da parcial, com a vantagem americana chegando a 16 a 6 e já indicando uma facílima vitória dos EUA. José Roberto Guimarães, no entanto, fez alterações providenciais na equipe (principalmente a entrada de Sassá), que fizeram com que o Brasil finalmente acordasse e reagisse, reduzindo a diferença para 19 a 15 e depois 22 a 20, porém não o suficiente para impedir a derrota por 25 a 22.

A segunda parcial começou com panorama invertido. Muito mais ligadas, as meninas brasileiras chegaram a abrir 5 a 1, porém, novamente cometendo erros pouco comuns até então no Grand Prix, permitiu a igualdade. Restabelecida a eficiência, a seleção se reencontrou, esticando o marcador para 11 a 6 e 15 a 9. As americanas, no entanto, cresceram e conseguiram empatar em 23 a 23. Mas um bloqueio de Thaisa, até então surpreendentemente zerada no fundamento, deu a vitória no set ao Brasil, por 26 a 24.

O equilíbrio foi a tônica da parcial seguinte. As equipes se alternaram na dianteira, mas o time brasileiro parecia mais regular do que nos sets anteriores, indo para a primeira parada técnica com 8 a 6 a seu favor. Daí em diante, o quadro brasuca não ficou mais atrás, selando o parelho set em 25 a 21, após ataque de Natália.

Recomposta na partida, a seleção foi para a quarta parcial decidida a matar o jogo. Com um início avassalador, o Brasil logo impôs 5 a 0, mostrando uma supremacia até então não vista no jogo. Mas o panorama imediatamente se alterou novamente, com outra reação do time americano que, mais uma vez, foi buscar o empate, deixando tudo igual em cinco pontos.

Retomando o rumo, o sexteto nacional voltou a comandar as ações, abrindo para 13 a 9, porém José Roberto Guimarães ganhou uma falta técnica e o time rival, um ponto de graça. Além do prejuízo na pontuação, o treinador viu também uma ameaça de expulsão, o que acabou não se consumando.

Nervos em ordem, o time brasileiro fez sua parte em quadra, controlando o set e, após muito suor e superação, fechou em 25 a 20, garantindo a 12ª vitória no Grand Prix.

globo

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Giba comanda virada sobre os EUA, e Brasil vai às semis da Liga Mundial

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Giba comanda virada sobre os EUA, e Brasil vai às semis da Liga Mundial

Posted on 07 julho 2011 by hugo

Após primeiro set para esquecer, seleção soma três pontos e disputa liderança da chave com a Rússia, nesta sexta-feira, às 8h30m (de Brasília).

O início pífio deu a impressão de que o Brasil sofreria como na véspera. Mas Giba chamou a responsabilidade, mostrou a mesma qualidade de quando foi eleito melhor jogador do mundo e comandou a virada brasileira sobre os Estados Unidos, nesta quinta-feira, na Ergo Arena. Com 3 sets a 1 no placar, parciais de 15/25, 25/22, 25/22 e 25/15, a seleção conquistou três pontos, se classificou para as semifinais da Liga Mundial 2011 e mandou os algozes das Olimpíadas de Pequim de volta para casa.

Nesta sexta-feira, a seleção volta à quadra contra a Rússia, já classificada para as semifinais da competição, em confronto direto pela liderança do Grupo F. A partida acontece às 8h30m (horário de Brasília).

Um set para esquecer

O Brasil entrou em quadra com a mesma formação que conseguiu a virada sobre Cuba na véspera: Serginho como líbero, Murilo e Giba nas pontas, Théo de oposto, Bruninho na armação e Lucão e Sidão na rede.

A partida começou disputada ponto a ponto, com Lee sendo o mais acionado e eficiente do lado americano. Bruninho, por outro lado, tentava variar as jogadas entre Théo, Lucão e Giba. Os adversários conseguiram se distanciar no placar após dois lances duvidosos, que geraram reclamação do time verde e amarelo. Por duas vezes, a arbitragem não marcou toque do bloqueio após ataque de Murilo, e os Estados Unidos abriram quatro pontos em 13/9.

Bernardinho antecipou a inversão, mas Marlon e Vissotto pouco contribuíram e logo voltaram para o banco. A seleção se desconcentrou e viu os rivais, no serviço de Anderson, alcançarem nove pontos de vantagem em 21/12. Nem com a formação inicial restabelecida a equipe conseguiu reverter o placar: erros em sequência, uma invasão de Sidão pelo alto e um ataque de Priddy na diagonal deram números finais ao set: 25/15.

Mesmo com pressão, o Brasil reage

No segundo set, o Brasil se encontrou. Bruninho passou a explorar mais as jogadas com Giba e Murilo. Quando as pontas foram marcadas, Lucão fez a diferença. O central marcou três pontos seguidos, dois de bloqueio e um de ataque, deixando a seleção com 6/1 no placar.

De volta da parada técnica, os americanos encaixaram uma grande série e, com Stanley e Anderson no saque, dizimaram a vantagem brasileira e empataram em 12/12. Giba, que virou duas vezes para manter a seleção à frente, teve que segurar os ânimos dos colegas em novo erro da arbitragem – depois o juiz de rede assumiu a falha na marcação. O placar seguiu apertado mas, se o saque americano complicava a vida brasileira, o camisa 7 voltava a colocar a bola no chão. No final, com a inversão feita, Vissotto marcou seu primeiro ponto no jogo e fechou a parcial em 25/22.

Giba neles!

No início da terceira parcial, Sidão se destacou. O central fez três pontos de ataque e também se manteve bem no bloqueio. Enquanto os americanos abusavam dos erros e se preocupavam mais em reclamar com a arbitragem, o Brasil abriu vantagem de três pontos. Mas, após a parada técnica, os rivais encaixaram o bloqueio e assumiram a dianteira em um ataque para fora de Théo:13/12.

Com a inversão feita, o Brasil voltou à frente em um ace de Giba. Mas, como os Estados Unidos mais uma vez recuperaram a ponta, Bernardinho restabeleceu a formação inicial. Anderson sentiu dores no ombro direito e foi sacado por Alan Knipe. Na seqüência, os americanos comemoraram um ponto antes da hora, e Murilo pôs o Brasil em vantagem. Giba virou duas seguidas em resposta aos pontos rivais, e Lucão, pelo meio e no bloqueio, fechou a parcial em 25/22.

Estados Unidos se rendem, e Brasil vai às semis

O Brasil voltou à disputa no quarto set disposto a encerrar a jogo. Até Lucão, que não vinha bem no saque, deixou o a seleção com 4/1 após um ace. Os americanos não conseguiam responder à altura e, desconcertados, somaram erros bobos, cedendo 13/6 no placar. Anderson, após receber atendimento, retornou à quadra, mas pouco pôde fazer.

O bloqueio verde e amarelo se transformou em arma eficiente e acabou com o moral do rival: Murilo, Sidão e Théo se destacaram no fundamento e deixaram a seleção com 18/10. Com os rivais rendidos, a vantagem foi administrada até Sidão cravar no chão, devolvendo o placar do primeiro set e selando a classificação às semis da Liga Mundial: 25/15.

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Em jogo nervoso, EUA vencem em casa e adiam classificação do Brasil

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Em jogo nervoso, EUA vencem em casa e adiam classificação do Brasil

Posted on 26 junho 2011 by hugo

A rivalidade com os americanos mais uma vez entrou em quadra. Em um jogo muito nervoso, com direito a erros da arbitragem para o time da casa, os Estados Unidos deram o troco da derrota de sexta-feira e venceram o Brasil por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 25/23, 22/25 e 25/23, em 1h57m, na partida disputada em Tulsa, no estado de Oklahoma. A classificação para a fase final, entretanto, continua bem encaminhada: com 24 pontos no Grupo A, o time precisa vencer dois sets em um dos dois jogos contra a Polônia, na próxima semana.

Ao contrário de sexta-feira, os americanos entraram muito bem em quadra. O destaque do jogo foi o central David Lee, que venceu o duelo contra o brasileiro Rodrigão. Além de bons ataques, o rival se sobressaiu no bloqueio. O maior pontuador do jogo foi o capitão William Priddy, com 17 pontos. Pelo Brasil, que chegou a apresentar uma reclamação formal contra o árbitro ao delegado do jogo no fim do segundo set, Murilo terminou com 15.

- O time não entrou com o mesmo foco, não teve a mesma postura de ontem. Defendemos muito menos do que ontem. Mas, mesmo jogando abaixo, tivemos as oportunidades de chegar no jogo. Mas não conseguimos e vale a pena a reflexão sobre isso – disse Bernardinho.

O Brasil começou o segundo jogo contra os Estados Unidos muito bem. Com Giba bem no saque, o time chegou a abrir uma boa vantagem bem no início, mas os rivais empataram o jogo em 5/5. A partida continuou equilibrada até a metade do set, quando Stanley encaixou uma boa sequência no saque e abriu 15/12 para os americanos, que ampliaram a vantagem até o fim do set e fecharam a primeira parcial em 25/20, após alguns erros da seleção de Bernardinho, em 25 minutos.

No segundo set, os brasileiros voltaram mais atentos, mas o bloqueio americano deixava o jogo bem equilibrado. Destaque do jogo de sexta-feira, o oposto Theo era um dos mais marcados. Ele só fez seu primeiro ponto no jogo quando o Brasil abriu 4/3. As duas seleções trocaram vantagem até o meio do período, quando Giba cometeu dois erros seguidos de ataque e deixou que os EUA abrissem 14/12. O time de Bernardinho se recuperou após o tempo técnico e empatou em 18/18.

Com o Brasil nervoso, algumas marcações da arbitragem em favor dos EUA começaram a irritar os jogadores. Os americanos abriram 21/19 com uma polêmica invasão por baixo de Murilo, não mostrada pelos replays. A seleção até tentou se recuperar com boas jogadas do levantador Bruninho, mas acabou perdendo a segunda parcial por 25/23, em 35 minutos.

Apesar disso, o nervosismo ficou longe da quadra no início do terceiro set. Os brasileiros começaram sacando muito bem e abriram uma vantagem de quatro pontos: 9/5. Apesar da boa atuação do meio de rede David Lee, o time de Bernardinho deslanchou e abriu 18/13. Entretanto, o desequilíbrio voltou a atacar na seleção e após alguns erros de Giba encostou no placar: 18/17. O técnico colocou Dante em quadra no lugar do camisa 7 e o Brasil recuperou a vantagem de dois pontos. Com um bom saque de Bruninho, o time fechou o terceiro set em 25/23, em 30 minutos.

Após o susto, os americanos voltaram mais ligados para o quarto set. Com bons ataques, eles abriram 8/4 antes do primeiro tempo técnico da parcial. O Brasil chegou a se aproximar, mas esbarrou mais uma vez nos erros de bloqueio e de defesa. Além disso, os saques forçados funcionaram pouco contra os EUA. Eles ainda cometeram erros no fim do set, mas Priddy atacou bem, fechou o set em 25/23, em 31 minutos e o jogo em 3 sets a 1.

globo

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Brasil derrota EUA e encaminha a classificação para fase final da Liga

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Brasil derrota EUA e encaminha a classificação para fase final da Liga

Posted on 25 junho 2011 by hugo

O Brasil deu um passo importante em direção à fase final da Liga Mundial. Apesar da desatenção no terceiro set, a seleção brasileira foi superior durante boa parte do jogo e venceu os Estados Unidos por 3 sets a 1, parciais de 25/21, 25/20, 21/25 e 25/19. Com o resultado da noite desta sexta-feira, em Tulsa, a equipe de Bernardinho chega a 24 pontos no Grupo A e está a um ponto de uma vaga na etapa que será disputada em Katowice, na Polônia.

Faltando três rodadas para o término da fase de classificação, a seleção brasileira consegue a vaga matematicamente com mais um ponto. Para isso, pode até perder seus últimos três compromissos, desde que um deles seja por 3 sets a 2. A primeira chance de selar a classificação será neste sábado, às 21h (de Brasília), outra vez contra os Estados Unidos, em Tulsa. O SporTV transmite ao vivo.

Quando o primeiro set estava empatado em 6/6, Leandro Vissotto sentiu uma fisgada na virilha e deixou a quadra. Para sorte do Brasil, Theo entrou inspirado. O oposto foi o maior pontuador do set (seis pontos) e ajudou a seleção a comandar ditar o ritmo da partida.

Porém, apesar da superioridade, o time de Bernardinho não conseguia se distanciar. Em uma sequência de saques de Stanley, os americanos conseguiram complicar ainda mais e empataram o duelo em 20/20. Mas o Brasil cresceu na hora certa. Sacando bem e aproveitando os contra-ataques, a seleção marcou quatro pontos seguidos e fechou o set em 25/21.

O Brasil manteve o bom ritmo no início do segundo set e, sem grandes problemas, abriu 4/0. Mas, depois de um pedido de tempo, os Estados Unidos se recuperaram, empatando a parcial. Mas Murilo resolveu aparecer e, com quatro pontos seguidos do ponteiro, além de um bloqueio de Rodrigão e um ataque de Théo, a seleção conseguiu abrir cinco pontos: 11/6. Os americanos até tentaram endurecer no fim do set, mas já era tarde: 25/20 para os brasileiros.

A equipe brasileira começou mais uma vez melhor no terceiro set, abrindo 5/2. Mas os Estados Unidos se recuperaram rapidamente e, depois de equilibrar o duelo, conseguiram abrir boa vantagem, se aproveitando dos erros da seleção: 18/13. Com a entrada de Marlon e a estreia de Dante na Liga Mundial, a equipe de Bernardinho até ensaiou uma reação, diminuiu a distância para dois pontos, mas não evitou o sucesso do adversário: 25/21.

Os brasileiros não se abateram e começaram o quarto set com agressividade. Mas, depois de abrir três pontos, o time deixou os donos da casa empatarem. O equilíbrio durou até a metade do set. Depois que abriu 14/10, o Brasil não deixou mais o rival se aproximar. Contando com grandes atuações de Theo (maior pontuador do jogo com 24 pontos), Murilo e Giba (17 pontos cada), a seleção fechou a parcial por 25/19 e garantiu a vitória por 3 sets a 1.

globo

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Em busca da classificação antecipada, seleção masculina chega aos EUA

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Em busca da classificação antecipada, seleção masculina chega aos EUA

Posted on 22 junho 2011 by hugo

Equipe do técnico Bernardinho enfrenta os americanos na sexta-feira e no sábado, em Tulsa, pela segunda fase da Liga Mundial.

A seleção brasileira de vôlei desembarcou na tarde desta terça-feira em Tulsa, em Oklahoma, nos Estados Unidos, onde enfrenta a seleção norte-americana na sexta-feira e no sábado, às 21h (de Brasília), pela segunda fase da Liga Mundial de Vôlei. Com 21 pontos no Grupo A, o Brasil garante vaga antecipada na fase final do torneio se vencer os dois confrontos, mas a tarefa não será tão simples, já que o adversário foi o único que conseguiu derrotar o time de Bernardinho neste ano, no segundo jogo em Belo Horizonte.

Além dos americanos, que somam 15 pontos na chave, restam ainda dois jogos da seleção brasileira com a Polônia, que mesmo com 12 pontos já está garantida na última fase por ser a sede da competição. Para o técnico Bernardinho, as quatro partidas serão as mais difíceis do ano até o momento.

- Estes jogos fora do país serão decisivos e as viagens, desgastantes. Serão as quatro partidas mais difíceis da primeira fase. Com uma vitória nos Estados Unidos e outra na Polônia, acredito que ficaremos em uma boa situação para avançar à Fase Final. Mas é claro que se pudermos, vamos tentar garantir a vaga antes. Seria importante até no sentido de poder dar ritmo a todos os jogadores.

Quem pode fazer sua estreia no torneio é o ponteiro Dante, que está recuperado de uma inflamação no joelho direito.

- A ideia é que o Dante já tenha algum espaço nestas partidas. Vamos ver como ele se comporta nos treinos. Dificilmente ele vai iniciar os jogos em quadra, pois vem há algum tempo sem jogar, mas quero aproveitá-lo, pois a primeira fase está acabando. Ele foi um jogador muito importante para a equipe nos últimos anos e precisamos dele bem – explica o treinador.

Como a seleção polonesa já está garantida na final, Brasil e Estados Unidos disputam a vaga destinada ao primeiro colocado do Grupo A. Quem ficar atrás terá de disputar com os segundos colocados das outras a classificação para a última fase. Os três maiores pontuadores avançam. A decisão a Liga Mundial acontece entre os dias seis e dez de julho.

Confira a relação dos jogadores brasileiros para as próximas partidas:

Levantadores: Bruno e Marlon
Opostos: Leandro Vissotto e Theo
Ponteiros: Giba, Murilo, Dante, João Paulo Bravo e Thiago Alves
Centrais: Lucas, Rodrigão e Sidão
Líberos: Serginho e Mario Junior

globo

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Algozes do Brasil, EUA param rivais e dão troco no segundo duelo pela Liga

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Algozes do Brasil, EUA param rivais e dão troco no segundo duelo pela Liga

Posted on 13 junho 2011 by hugo

Em partida emocionte, atuais campeões olímpicos marcam principais jogadas brasileiras e batem a seleção de Bernardinho por 3 sets a 1, em Belo Horizonte.

Após a vitória de sábado, Bernardinho disse que não gostava de jogar contra os Estados Unidos sem valer. Mestres em estudar os adversários, os americanos fizeram exatamente o que o treinador brasileiro temia. Marcaram as principais jogadas brasileiras e, com menos erros do que na véspera, se tornaram os primeiros nesta Liga Mundial a bater o Brasil. Com a derrota por 3 sets a 1 (mesmo placar do dia anterior), parciais de 25/21, 25/22 e 16/25 e 26/24, a equipe brasileira perdeu a invencibilidade na fase de grupos, mas manteve a liderança da chave A. Com 15 pontos, o time de Bernardinho é líder, seguido justamente pelos algozes deste fim de semana, com 12.

Na primeira rodada do returno da fase de grupos, o Brasil recebe Porto Rico, em São Paulo, nos dias 18 e 19 de junho, sábado e domingo. Os americanos também jogarão em casa, nos dias 17 e 18, contra a Polônia.

Na equipe brasileira, Bernardinho optou por deixar o ponteiro João Paulo Tavares fora da partida e relacionou, pela primeira vez na competição, três opostos: Vissotto, Théo e Wallace. Do lado americano, Alan Knipe não surpreendeu e manteve a escalação da véspera, com Thornton na armação das jogadas.

O Brasil iniciou a partida na frente, explorando jogadas rápidas com Rodrigão e Lucão pelo meio. Com o bloqueio montado, os americanos pararam um a um os atacantes brasileiros e seguiram na cola no placar. Até que, em uma bola na rede de Vissotto, assumiram a dianteira: 5/4. Quando a vantagem rival chegou a quatro pontos, Bernardinho, que chegou a reclamar que as bolas estavam murchas, pediu tempo e promoveu cedo a inversão, com Wallace e Marlon em quadra.

A seleção seguiu com muitos erros não forçados, mas melhorou no bloqueio. Mesmo assim, os anfitriões chegaram à segunda parada técnica atrás no marcador: 16/11. Bem no saque, Wallace soltou o braço também no ataque e fez a diferença cair para três pontos. Mas os americanos voltaram a se distanciar. Com João Paulo Bravo preso seguidas vezes no bloqueio, Murilo e Rodrigão chamaram a responsabilidade no ataque do Brasil. Além deles, Vissotto tirou da manga uma largadinha. Mas, infelizmente, era tarde demais para uma reação, e Priddy, saltando do fundo, encerrou o set com 25/21.

No princípio da segunda parcial, a seleção tomou uma ducha de água fria. Apesar de algumas boas jogadas pelo meio, o ataque brasileiro parou seguidamente no paredão rival. A vantagem de quatro pontos já no princípio fez Bernardinho chamar Wallace e Marlon antes mesmo da primeira parada técnica.

A mudança melhorou o bloqueio brasileiro e as variações no ataque. Com Lucão, em jogada rápida pelo meio, o Brasil empatou em 14/14. Mas, para azar da equipe nacional, era um dia inspirado para Anderson. O número 1 americano, dono de um saque potente, também atacou bem e bloqueou com qualidade. No fim, Bernardinho atendeu aos gritos da torcida e chamou Sidão. O central, destaque na véspera, até marcou dois pontos, mas não conseguiu evitar a nova vitória parcial americana, desta vez, por 25/22.

Brasil reage, mas perde a chance de virar

Com a necessidade de vencer para seguir vivo no jogo, o Brasil voltou a mil no terceiro set. A seleção já iniciou a parcial com Marlon, Wallace e Sidão em quadra e levantou a torcida. Rodrigão, constante e seguro no meio durante toda a partida, seguiu como referência na rede. O oposto, ao lado de Murilo, se destacou tanto no bloqueio quanto no ataque, e a seleção conseguiu sua maior vantagem em todo o jogo até então: 14/9.

Alan Knipe até tentou esfriar os anfitriões, mas Sidão não deixou. No ataque e no bloqueio, o central mostrou eficiência e vibrou a cada ponto. Marlon, também fez sua graça e, em duas oportunidades, virou de segunda. Desconcertados, os americanos erraram em série: bola na antena, para fora e na rede. Murilo também ajudou, voltou a exibir sua melhor forma, e ampliou a vantagem para oito pontos. Com mais um bloqueio preciso do namorado de Dani Lins, o Brasil venceu seu primeiro set na partida: 25/16.

Animado pela torcida e pela significativa melhora de rendimento, a seleção iniciou o quarto set na frente, mas sem moleza. Murilo, na ponta, virava tudo, fosse explorando o bloqueio ou cravando no chão. Anderson e Lee respondiam na bola e também se queixando ao árbitro, reclamando muito das marcações.

Quem também reclamou, mas com o próprio time, foi Bernardinho. O técnico foi à loucura quando, por falta de comunicação, ninguém foi na bola defendida por Serginho. E o ponto perdido de bobeira faria falta mais à frente. Anderson e Millar, bem no ataque, recuperaram também a força do bloqueio dos Estados Unidos, que assumiram a ponta no marcador. Quando os americanos fizeram 18/15, Bruninho e Théo entraram em cena. Ao lado de Rodrigão, o oposto mostrou que os brasileiros também sabem bloquear e empatou a parcial.

O set ganhou contornos dramáticos. Murilo pontuou, mas sacou na rede. João Paulo Bravo marcou, mas atrapalhou Sidão em uma defesa relativamente fácil. Ignorando os gritos da torcida, os americanos mostraram frieza e se recuperaram. Após dois erros de Wallace, Anderson deu o golpe de misericórdia e fechou o jogo: 26/24.

globo

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