O técnico Dunga foi demitido ontem pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A seleção brasileira, eliminada da Copa do Mundo da África do Sul na sexta-feira pela Holanda, chegou ontem ao Brasil. Parte da delegação ficou no Rio, outra parte em São Paulo e Dunga, acompanhado dos preparadores físicos Paulo Paixão e Fábio Mahseredjian, foram para suas casas em Porto Alegre.
Apesar de ter dito que seu contrato com a CBF era de quatro anos – iniciou em 2006 -, Dunga admitia a possibilidade de permanecer no comando da seleção, justificando que conversaria com o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, quando este voltasse da África do Sul após a Copa. Contudo, a CBF anunciou ontem, por meio de nota em seu site, a dispensa da comissão técnica da seleção brasileira: “Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da seleção brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho.”
A entidade também prometeu anunciar o nome do novo treinador até o final deste mês. Nomes como os de Luiz Felipe Scolari (recém-contratado pelo Palmeiras), Leonardo (ex-Milan) e Mano Menezes (do Corinthians) são cotados para o cargo.
Com isso, a CBF confirma a tradição de renovar a direção da seleção a cada quatro anos. Com exceção de Zagallo e Telê Santana, que comandaram o Brasil em duas Copas seguidas (Zagallo em 1970 e 1974 e Telê em 1982 e 1986), nenhum outro técnico de seleção brasileira permaneceu no cargo por mais de quatro anos.
Escolhido para ser o substituto de Carlos Alberto Parreira em agosto de 2006, logo após o fracasso do Brasil na Copa da Alemanha, o capitão do tetracampeonato de 1994 deixa o cargo depois de conquistar os títulos da Copa América de 2007 e da Copa Palmeiras), Leonardo (ex-Milan) e Mano Menezes (do Corinthians) são cotados para o cargo.
Com isso, a CBF confirma a tradição de renovar a direção da seleção a cada quatro anos. Com exceção de Zagallo e Telê Santana, que comandaram o Brasil em duas Copas seguidas (Zagallo em 1970 e 1974 e Telê em 1982 e 1986), nenhum outro técnico de seleção brasileira permaneceu no cargo por mais de quatro anos.
Escolhido para ser o substituto de Carlos Alberto Parreira em agosto de 2006, logo após o fracasso do Brasil na Copa da Alemanha, o capitão do tetracampeonato de 1994 deixa o cargo depois de conquistar os títulos da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009 e terminar as Eliminatórias Sul-Americanas do Mundial de 2010 como líder, classificando a seleção com três rodadas de antecedência.
Eliminação
Dunga considerou a eliminação do Brasil da Copa uma “fatalidade”, sustentou que a seleção assumiu a atitude adequada à principal competição do futebol e espera que ela persista nessa postura. “É um trabalho que deve ser mantido para buscar os futuros resultados”, afirmou, ao chegar a Porto Alegre, onde mora, ontem.
Aplaudido ao chegar ao estacionamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho, o treinador referiu-se ao carinho dos torcedores como uma manifestação de quem viu o trabalho que foi feito e assegurou que não voltaria atrás nas decisões que tomou.
“É aquilo que nós tínhamos projetado desde o início, de resgatar esse amor em redor da seleção brasileira, de a seleção ser muito parecida com o povo, trabalhadora, foi aquilo que fizemos”, afirmou Dunga.
“O povo viu que os jogadores estavam comprometidos, focados; ninguém viu polêmica, bagunça, (ficaram) 42 dias juntos sem nenhum atrito, cada um buscando seu espaço, tentando representar o Brasil da melhor maneira possível”.
Mesmo reiterando que o trabalho foi aquele que havia sido planejado, Dunga admitiu a decepção ao falar de seus sentimentos diante da eliminação precoce da Copa da Mundo. “A sensação é que um pedaço de nós ficou na África do Sul”, revelou.
O técnico lembrou que nos quase quatro anos sob seu comando a seleção só perdeu seis jogos, foi campeã da América e das Confederações, conseguiu a classificação para a Copa do Mundo sem sobressaltos e estava fazendo uma boa campanha na África do Sul, para lamentar que, “na hora em que a equipe começou a se acertar tivemos essa fatalidade”, referindo-se ao fato de o Brasil tomar dois gols em jogadas de bola parada, consideradas um dos pontos fortes da equipe, quando perdeu para a Holanda e foi eliminado.
Ao final da entrevista, Dunga garantiu que não fica com nenhuma mágoa ao final do Mundial. “O trabalho foi feito, cada um cumpriu o seu dever, a gente gostaria de ter ido muito mais à frente, mas o futebol é isso, tem que saber perder, saber ganhar”, ressaltou, recorrendo à linguagem esportiva. “Algumas vezes os outros ficaram chorando e nós sorrindo, alegres, desta vez foi o momento de a gente ir às lágrimas”.
FORA
Quando desembarcou em Porto Alegre, Dunga ainda não havia afastado a possibilidade de continuar no comando da seleção.
“Agora vamos descansar e daqui a uma semana ou duas, quando o presidente (da CBF, Ricardo Teixeira) voltar da África do Sul, a gente vai conversar”, avisou aos repórteres que o esperavam no aeroporto. Assim como na sexta-feira, logo depois da derrota para a Holanda, o treinador lembrou que seu projeto na seleção era de quatro anos, mas em nenhum momento afirmou que o trabalho estava encerrado.
“Falei desde o início que vai depender daquilo que o presidente conversar conosco”, repetiu o treinador. Pouco depois, a CBF anunciou em seu site na internet que a comissão técnica da seleção está dispensada.
CHEGADA
A chegada de Dunga a Porto Alegre estava prevista para 6 horas, mas só ocorreu por volta das 11 horas. Segundo pessoas próximas ao treinador, o voo fretado que levou o técnico e os preparadores físicos Paulo Paixão e Fábio Mahseredjian de São Paulo a Porto Alegre teve de pousar em Florianópolis e esperar pela reabertura do aeroporto da capital gaúcha, envolto em intenso nevoeiro durante a maior parte da manhã de ontem.
O técnico era esperado no saguão por seis amigos, dois torcedores com camisas da seleção e alguns admiradores. Outras pessoas, que aguardavam a chegada de familiares e amigos, perceberam a agitação dos jornalistas e, ao saberem que Dunga desembarcaria, resolveram ficar no local para vê-lo.
Não havia nenhum esquema especial de segurança e nem torcedores demonstrando qualquer descontentamento com o comandante da seleção brasileira.
Quando enfim chegou, quase 20 horas depois de sair de Port Elizabeth, e depois de passar por quatro escalas – Johannesburgo, Rio, São Paulo e Florianópolis, o treinador avisou seus amigos que teria de sair por um portão lateral, destinado a passageiros de táxis aéreos, mas manteve a disposição de dar entrevista no estacionamento.
Os repórteres correram para o pátio e foram seguidos por cerca de 50 torcedores, que aplaudiram Dunga calorosamente, gritaram palavras de apoio e tiraram fotos com o técnico.
Fonte: O Popular.
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Em 1998 o Brasil se deu bem nos pênaltis contra a Holanda. Dunga estava lá como jogador. Hoje técnico, ele fará de tudo para evitar uma nova decisão por penaltys.


Júlio Baptista é o substituto direto de Kaká, mas Nilmar corre por fora pela vaga. Expulso contra a Costa do Marfim, seu primeiro cartão vermelho pela seleção, o camisa 10 vai desfalcar o Brasil na decisiva partida pelo primeiro lugar do Grupo G da Copa do Mundo contra Portugal, na sexta-feira, em Durban.

