O Atlético ainda não conseguiu colocar em campo, nas três primeiras rodadas do Brasileirão, o time com todos os titulares. Mas hoje, o Dragão tem um desafio ainda maior: tentar conquistar sua primeira vitória na competição diante do Atlético (PR), clube pelo qual Geninho foi campeão brasileiro em 2001, às 21 horas, em plena Arena da Baixada, em Curitiba. A situação se complica porque o time goiano não terá seis titulares neste confronto.
Márcio, Ayrton, Gilson e Rodrigo Tiuí sofreram contusões musculares. Agenor, expulso contra o Santos, não joga. Thiago Feltri, com lesão no menisco do joelho direito, passará por uma artroscopia e ficará fora por três semanas. Entre as opções, Thiago Almeida, com hérnia inguinal (na virilha), também será operado e ficará cerca de um mês sem atuar. Wescley deixou o clube na terça-feira e foi para o Náutico.
Nos cinco jogos que fez neste mês, o Atlético venceu dois – ambos por 1 a 0. Foram três gols feitos e sete sofridos. A equipe cria chances de gol, mas os atacantes estão devendo. O artilheiro do time, Elias, vem ficando no banco de reservas e a esperança de gol é o meia/volante Robston, vice-artilheiro do time com dez gols. O jogador, que sentiu dores musculares e era dúvida antes viagem para Cutitiba, treinou ontem e vai para o jogo.
Robston completa hoje 200 partidas com a camisa atleticana. “São cinco anos de alegria aqui no Atlético. Quando fiz o 100º jogo, marquei três gols. Espero marcar pelo menos um na quinta-feira (hoje)”, estima.
Nos próximos dias, o Atlético pode perder Anailson, que deve ir para o Vila Nova. Ontem, o técnico Geninho acenou para a possibilidade e vetou, pelo menos por enquanto, a saída de Weslley para o colorado. “É bom para que o Anailson possa jogar. Já o Weslley, no momento, ainda não.”
Pressão
Uma derrota hoje aumentará a pressão sobre jogadores e comissão técnica. Geninho falou sobre a pressão da torcida, que chegou a vaiar o time na derrota para o Santos. “Para quem treinou o Corinthians e Atlético (MG), no Atlético não tem uma pressão grande. É uma pressão natural da torcida e diretoria que querem ver o time vencendo”, comparou o treinador, que não quer saber de pressão.
“Não estou em idade de ficar aguentando pressão. Eu vim aqui para ajudar e tenho a consciência que estou fazendo o melhor possível. Na hora que eu ou a diretoria, a torcida e a imprensa acharmos que não estou colaborando, pego minha mala e vou embora”, desabafou Geninho, que garante estar feliz no Atlético e em Goiânia.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO (PR): Neto; Manoel, Rhodolfo e Chico; Wagner Diniz, Valencia, Paulo Baier, Branquinho e Márcio Azevedo; Bruno Mineiro e Alex Mineiro. Técnico: Leandro Niehues.
Local: Arena da Baixada (Curitiba). Árbitro: 21 horas. Árbitro: Cláudio Mercante Júnior (Asp. Fifa/PE). Assistentes: Erich Bandeira (PE) e Ubirajara Ferraz (PE).
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