Em uma bicicleta especial, que simula diversos terrenos, é possível perder peso, manter a forma física e tonificar a musculatura.
Andar de bicicleta ao ar livre para contemplar a paisagem não é privilégio para todo mundo. Tampouco alguns estão dispostos a encarar o trânsito complicado das grandes cidades para a prática de uma atividade aeróbica. Então, a alternativa seria pedalar na bicicleta ergométrica, que muitas vezes provoca tédio e monotonia? Não.
Para quem gosta e escolheu o ciclismo para manter a forma física ou para perder calorias, as academias investem nas aulas de spinning. Com uma bicicleta especial e com a orientação de um professor de Educação Física, os alunos simulam corridas em diferentes terrenos e com subidas e descidas. Sem contar que as aulas são embaladas por músicas para dar mais animação e incentivo.
A exemplo de outras práticas de esporte, é preciso ter alguns cuidados para se dedicar ao spinning (veja arte). E os benefícios são diversos. Em uma aula de 60 minutos é possível perder de 300 a 500 calorias. A atividade também ajuda a tonificar uma série de músculos, principalmente os membros inferiores. Os movimentos incluem ainda três posições básicas para apoio das mãos, que ajudam a eliminar a fadiga dos ombros, cotovelos e punhos.
Criada nos Estados Unidos em 1995, pelo ciclista sul-africano Johnathan Goldberg, conhecido como Johnny G, a aula de spinning se transformou em sucesso no mundo inteiro. “O objetivo é levar o corpo a um estado quase total de gasto de energia”, afirma a professora de Educação física, Milena Emídio, de 38 anos, que trabalha há mais de dez anos com a modalidade e atualmente dá aula na Academia Athletics Sports, de Goiânia.
Vantagens
A estudante de Educação Física Marlene Gonçalves, de 20 anos, pratica spinning há quatro meses e já descobriu as vantagens do exercício. “É uma ótima atividade. É muito bom tanto para condicionamento quanto para perder peso. Tenho certeza que 99% das mulheres procuram o spinning por motivos estéticos”, opinou a praticante.
Marlene Gonçalves foi atraída para o spinning por causa do clima das aulas. “Apesar da dorzinha no final, é bom pedalar. Tem todo um clima na sala construído pela música, pelo incentivo do professor, que faz você se isolar, esquecer dos problemas”, explicou a estudante. Por conta disso, em alguns casos, a atividade é recomendada até para pacientes que sofrem de depressão.
No caso de Charbel Gomes Ribeiro, de 24 anos, o spinning substituiu o ciclismo. Ele também é estudante de Educação Física e já pratica a modalidade há seis meses. “Sempre gostei de andar de bicicleta, cheguei a usá-la para ir à faculdade e também pedalava em grupo. Mas a cidade não oferece muita segurança para os ciclistas, então acaba que o spinning supre a vontade de pedalar”, contou.
Para Charbel, as vantagens da modalidade extrapolam a resistência cardiovascular e respiratória. “Além de ganhar no condicionamento físico, há benefícios na vida cotidiana. A gente se sente com mais energia para trabalhar, estudar e até dorme melhor.”
Hidrospinning reduz risco de lesão
Os benefícios do spinning são conhecidos na melhora do condicionamento físico e para queimar calorias. Há uma variação da atividade, o hidrospinning, que tem quase as mesma propriedades, só que melhores.
O hidrospinning é uma aula de ciclismo aquático. É uma das vantagens a diminuição do risco de lesões. Pela prática ser na piscina, não existe impacto nos joelhos e articulações. Além disso, há menos restrição para o aluno.
“As vantagens que o hidrospinning pode ter são pontuais. Em Goiânia, onde se faz muito calor, é uma boa alternativa, por exemplo. Também pode ser melhor para pessoas que tenham dores no joelho, por causa do conforto na hora de pedalar”, detalha a professora de Educação física, de Milena Emídio.
No hidrospinning, a média de gasto calórico é de 500 calorias em 45 minutos de aula. Para aproveitar melhor o movimento e ter conforto durante a atividade, o ideal é o uso de roupas e tênis emborrachados.
A exemplo do spinning, as aulas também podem ser divertidas com inclusão de djs e bandas nas salas para tocar música ao vivo. Há até telões com imagens de provas de ciclismo tradicionais ou para simular percursos. (VHC)
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