Foi uma quarta-feira superfeliz para o Atlético e sua torcida. Depois da derrota no clássico contra o Goiás no domingo e a perda da liderança do Campeonato Goiano, o Dragão superou os desfalques e não teve piedade da Canedense, passando pelo adversário como um rolo compressor. A goleada por 8 a 1, ontem, no Estádio Antônio Accioly, pela 3ª rodada do returno, foi a maior da competição até agora. Somado à derrota de Crac e ao empate do Goiás, a goleada recolocou o rubronegro isolado na ponta da competição – tem o melhor ataque com 34 gols. Já o time de Senador Canedo, que tem a pior defesa do Estadual (30 gols sofridos), luta contra o rebaixamento.
A goleada deu novo ânimo ao Atlético, que sábado recebe o Vila Nova, e por isso se poupou no segundo tempo. A Canedense agradeceu. O jogo também serviu para o técnico Geninho, que conquistou sua primeira vitória no comando do rubronegro, observar o desempenho da equipe, que ainda precisa de ajustes no meio-de-campo e na defesa, quando não está com a posse de bola.
Entretanto, a equipe teve vários destaques positivos. O maior deles foi o volante Robston, improvisado na criação. Ele foi o melhor em campo e ainda coroou sua 180ª partida pelo Atlético com três belos gols. Ele foi destaque ao lado do goleiro Márcio, que na falta de trabalho sob as traves, comemorou a marca de 181 partidas – a maior do elenco – com um gol de falta. O zagueiro Jairo, que fez seu 130º jogo pelo rubronegro, não marcou, mas teve uma atuação muito boa, considerando que vem de contusão e não atuava há um mês.
O estreante Thiago Feltri foi bem e passeou sobre o setor direito do adversário. Já Marcão, que fez dois gols, mostrou muita disposição, correndo muito e voltando para marcar sem perder em ofensividade.
Massacre
A Canedense começou com uma marcação adiantada na tentativa de dificultar a saída de bola do Atlético. A tática durou pouco mais de cinco minutos. Aos 6, Pituca fez jogada pela esquerda e cruzou. Marcão, na pequena área, perdeu uma chance incrível. A Canedense nem teve tempo de respirar e já mostrou porque perdeu os cinco jogos que fez até hoje para o Dragão – foram 26 gols do Atlético e 3 da Canedense. Aos 8, Pituca serviu Marcão na entrada da área. O atacante limpou o zagueiro e chutou rasteiro na esquerda do gol de Rafael: Atlético 1 a 0.
Aos 14, Ramalho, que também teve atuação mais ofensiva, passou a Robston. Este invadiu a área e cruzou para Juninho ampliar: 2 a 0. Aos 21, Robston perdeu grande chance. Ele chegou na cara do gol e, em vez de concluir, passou a Marcão, livre, mas este não alcançou a bola.
O único susto do Atlético no jogo foi aos 23. Buiú puxou contra-ataque em velocidade, pegou a defesa rubronegra desarmada, e foi derrubado na área por Agenor, que não fez um bom primeiro tempo. Pênalti, que Erivelton cobrou e fez seu 9º gol neste Goianão – ele é o vice-artilheiro da competição. Foi a primeira aparição do atacante no jogo. A segunda foi aos 42, quando foi expulso por reclamação.
Aos 25, Robston cobrou falta, o goleiro saiu para socar e se chocou com Agenor. Na sobra, Marcão tocou para o gol vazio, fazendo 3 a 1 para o Dragão. Mas não parou por aí. Aos 32, Marcão sofreu falta da entrada da meia-lua. O goleiro Márcio cobrou, a barreira abriu e a bola foi parar no fundo da rede: 4 a 1. O quinto gol foi de Robston. Juninho, que jogava pela direita como se não houvesse marcador, cruzou e o volante-maestro chutou de primeira para fazer 5 a 1.
No segundo tempo, Geninho resolveu poupar Pituca, Ramalho e Márcio Gabriel para o clássico contra o Vila. O Dragão adotou um ritmo mais tranquilo em velocidade de cruzeiro. À Canedense, com um jogador a menos, não restava outra coisa a não ser se defender na tentativa de evitar um vexame ainda maior. Mas não deu. O jogo estava morno até os 29 minutos, mas a expulsão do zagueiro Elizeu, também por reclamação, sepultou qualquer chance da frágil Canedense se segurar.
Não perca a conta. Aos 37, Agenor chutou forte de fora da grande área e Rafael rebateu. Anaílson pegou a sobra e marcou o sexto gol atleticano. o sétimo saiu dos pés de Robston, aos 40. E, aos 42, Robston chutou colocado, de fora da grande área, e acertou o canto esquerdo do gol de Rafael, dando o tiro de misericórdia: Atlético 8 a 1.
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