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Jogadores de Togo mudam de ideia e vão jogar a Copa Africana das Nações

Posted on 10 janeiro 2010 by hugo

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Horas depois de o governo do Togo anunciar oficialmente a volta da seleção para seus país, uma reviravolta. Thomas Dossevi, atacante do Nantes, disse na noite deste sábado que a equipe togolesa participará da Copa Africana de Nações.
- Queremos mostrar nossos valores, o amor ao nosso país e que somos homens. Em memória das vítimas, vamos participar do campeonato – disse ele à agência France Press. 
Dossevi contou que a decisão foi tomada quase por unanimidade pelos jogadores.

- Não somos covardes. Estamos decepcionados com a organização do evento. Primeiro, eles olham para os seus interesses – disse.

No meio da tarde do sábado, o governo togolês exigiu a volta sua seleção depois do atentado sofrido pela delegação (assista ao vídeo acima). O incidente, que aconteceu na província de Cabinda, em um trecho da fronteira com o Congo, causou a morte de três pessoas. Além disso, dois jogadores foram gravemente feridos.

- Não podemos continuar na competição nestas circunstâncias dramáticas. Os jogadores estão traumatizados – declarou Pascal Bodjona, ministro da administração territorial e porta-voz do governo do Togo.

Um pouco antes, o meia Guillaume Brenner chegou a defender o cancelamento da Copa Africana de Nações.

A seleção do Togo está no Grupo B do torneio, que terá jogos disputados em Cabinda (que também receberá uma partida das quartas de final), ao lado de Burkina Faso, Gana e Costa do Marfim. A estreia está marcada para segunda-feira contra Gana.

 

 


Atentado deixa três mortos; goleiro ferido está na África do Sul

A província de Cabinda não faz fronteira com o restante de Angola e possui grupo separatista

O ataque de sexta-feira foi assumido pelo braço armado da “Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Posição Militar”. Três pessoas morreram: o motorista do ônibus, o assessor de imprensa e o assistente-técnico da seleção togolesa.

 

O goleiro reserva de Togo Kodjovi Obilalé, atingido por dois tiros no atentado sofrido pela seleção em Angola na última sexta-feira, está em estado grave, porém estável. A informação é do hospital Milpark, em Joanesburgo, África do Sul, para onde Obilalé foi transferido neste sábado. O goleiro deu entrada às 13h (horário de Brasília) e está sendo examinado pela equipe médica do hospital.
- O estado dele é grave, como de qualquer pessoa que é baleada, mas segue estável. Foram dois tiros nas costas, na altura da cintura, mas ele está consciente. Agora precisamos fazer outros exames para saber da gravidade dos ferimentos e se os movimentos das pernas foram afetados – relatou ao GLOBOESPORTE.COM o médico Richard Friedland.
 

 

O território de Cabinda é uma das 18 províncias de Angola, mas não pertence fisicamente à área do país. O local fica entre a República Democrática do Congo (ex-Zaire) e a República do Congo. A região é rica em petróleo e é assolada por um conflito separatista desde a independência angolana, em 1975.
Segundo o “Jornal Digital”, de Angola, a resistência de Cabinda, denominada FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda), já havia alertado em diversas ocasiões que poderia haver falta de segurança para as equipes que se deslocariam à província durante o torneio. A FLEC assumiu a autoria do atentado às forças militares angolanas que faziam a escolta da seleção de Togo.
- A situação de guerra é uma realidade em Cabinda e qualquer estrangeiro poderá ser uma vítima – teriam dito os líderes da FLEC.

 

 

Fonte globo.com

 

 

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Ônibus da seleção do Togo é metralhado; motorista morre e três atletas saem feridos

Posted on 09 janeiro 2010 by hugo

adebayorO ônibus que transportava a seleção do Togo foi metralhado ao cruzar a fronteira entre Congo e Angola, onde será disputada a Copa Africana de Nações (CAN), e diversos jogadores foram feridos, três gravemente, Serge Gakpe, do Monaco, Serge Akakpo e Obilale Kodjovi. O motorista que transportava o veículo acabou morrendo, segundo informou um dos jogadores.

“Tínhamos acabado de cruzar a fronteira (entre o Congo e o território de Cabinda, onde o Togo deve disputar suas partidas do Grupo B), e estávamos cercados pela polícia. Tudo estava normal, quando fomos metralhados. Todo mundo tentou se esconder embaixo dos assentos”, disse Thomas Dossevi ao canal esportivo francês Infosport.

Muitos jogadores já pensam inclusive em não mais disputar a competição continental. “Há atletas feridos, membros da comissão técnica feridos, estamos aguardando notícias do hospital. Se pudermos boicotar a CAN, vamos fazê-lo. Só pensamos em voltar para casa”, declarou Alaixys Romao.

“Nós fomos metralhado como cães,” disse o jogador. “Eles estavam armados até os dentes… Passamos 20 minutos debaixo dos assentos do ônibus”, completou o atleta Dossevi, do Nantes, da França.

“A polícia respondeu. Parecia uma guerra. Estamos chocados. Não queremos mais disputar a CAN. Pensamos nos amigos, nos jogadores feridos”, acrescentou Dossevi, que disse ainda que o goleiro Kodjovi Obilalé e o defensor Serge Akakpo estão gravemente feridos.

 

“Akakpo foi baleado nas costas. O encarregado da comunicação também foi ferido, e perdeu muito sangue”, afirmou. “Não temos notícias do Obilalé, ele também sangrava muito. Ser agredido dessa forma por um jogo de futebol não faz sentido”, denunciou Dossevi.

A seleção de Togo tem estreia marcada contra Gana no dia 11 de janeiro em Cabinda. A equipe tem como principal estrela o atacante Adebayor, atualmente no Manchester City, que informou que o atleta escapou sem ferimentos do ataque, após conversar com o próprio jogador.

“Não refletimos ainda sobre os recursos possíveis, mas é verdade que ninguém mais tem vontade de jogar. Devemos pensar antes de tudo no estado de saúde dos feridos, pois havia muito sangue no chão. Neste momento, pensamos nos nossos parentes e em quem amamos”, disse o atacante Alaixys Romao, em entrevista à rádio RMC. Ao todo, cerca de nove pessoas foram atingidas pelos disparos.

FÓRUM DE DISCUSSÃO

“Estamos chocados. Não é todo dia que jogadores de futebol são metralhados. Achávamos que uma coisa dessas só acontecia nos filmes. Não sei porque fizeram isso com a gente”, declarou Alaixys Romao ao Infosport.

O território de Cabinda, província angolana rica em petróleo que fica entre a República Democrática do Congo (RDC) e o Congo, é assolado por um conflito separatista desde a independência de Angola, em 1975. Questionado pela agência AFP, o comitê de organização da CAN afirmou que um pneu do ônibus estourou, provocando um movimento de pânico.

Fonte uol.com

 

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