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Mudanças no Brasil: Cortês, Romulo, Lucas e Borges serão titulares

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Mudanças no Brasil: Cortês, Romulo, Lucas e Borges serão titulares

Posted on 28 setembro 2011 by hugo

Quarteto treina na equipe principal nesta terça-feira e começa jogando o duelo com a Argentina nesta quarta-feira, em Belém, às 21h50m.

Cortês na lateral esquerda, Romulo na vaga do cortado Paulinho, Lucas na armação e Borges de centroavante. Essas são as novidades da Seleção Brasileira para o duelo com a Argentina, nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Mangueirão, em Belém, pela partida de volta do Superclássico das Américas.

Mano Menezes optou por não dar um coletivo na noite desta terça-feira, mas, sim, um treinamento de ataque contra defesa, formada por três zagueiros, esquema utilizado pela Argentina recentemente. O atacante Fred e o defensor Dedé trabalharam separadamente finalizações no goleiro Rafael.

Em relação ao empate por 0 a 0 em Córdoba, a principal mudança é no meio, com Lucas no lugar de Renato Abreu, que sequer foi convocado novamente. A joia do São Paulo vinha buscando há tempos uma oportunidade como titular.

No ataque, muito embora Fred tenha sido convocado outras vezes e também esteja na lista para os amistosos da seleção “A” (conta com atletas que atuam no exterior) em outubro, contra Costa Rica e México, a opção de Mano Menezes foi por Borges. O atacante do Santos vive um grande momento e lidera a artilharia do Campeonato Brasileiro, com 19 gols.

Romulo, do Vasco, também tem sua primeira chance como titular da Seleção Brasileira. Mas nesse caso por conta do corte do corintiano Paulinho, com lesão na panturrilha esquerda. Na esquerda, chegou a vez de Cortês. O lateral do Botafogo substitui o experiente Kléber, agora reserva.

Assim, a provável equipe titular do Brasil é: Jefferson; Danilo, Réver, Dedé e Cortês; Ralf, Romulo e Lucas; Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Borges. Quem vencer fica com o troféu do Superclássico das Américas. Um novo empate leva a decisão para as penalidades máximas, sem prorrogação

globo

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Bolas na trave não resolvem: Brasil e Argentina ficam no zero em Córdoba

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Bolas na trave não resolvem: Brasil e Argentina ficam no zero em Córdoba

Posted on 15 setembro 2011 by hugo

Ronaldinho é exaltado por torcida local durante aquecimento e Leandro Damião acerta duas no poste. Mas emoção do Superclássico fica só nisso.

Ronaldinho Gaúcho deu um show em Córdoba… Mas somente antes de a bola rolar. Sem Riquelme e Verón, os argentinos o “adotaram” como estrela da primeira partida do Superclássico das Américas, nesta quarta-feira, e o aplaudiram na escalação e no aquecimento, quando ele ficou acertando bolas no travessão. Após o apito inicial, no entanto, o pentacampeão e os demais jogadores de Brasil e Argentina fizeram um jogo aquém da história do encontro: um 0 a 0 insosso. Emoção só com Leandro Damião, que acertou duas vezes a trave do goleiro Orion.

Maior artilheiro do Brasil na temporada, o atacante do Internacional fez uma jogada linda no segundo tempo, com direito a “lambreta” em Canteras, no lance mais bonito do jogo e mandou na trave (na etapa inicial, também tinha acertado o poste). Boselli e Martinez tiveram chances para a Argentina. E só. A partida foi fraca tecnicamente. O desentrosamento do Brasil foi nítido e nem mesmo a base do Vélez Sarsfield salvou a Argentina. Até por isso, o torcedor aplaudiu todas as chances de gols, fosse de argentinos ou de brasileiros. Era preciso aproveitar para se levantar da cadeira nesses raros momentos.

Até mesmo aquela calorosa rivalidade entre argentinos e brasileiros não entrou em campo. O jogo foi morno, sem muitas faltas duras e com apenas uma discussão entre Sebá Dominguez e Leandro Damião. O Brasil, na verdade, só foi Brasil em raras tentativas de Neymar, que concentrou as poucas e improdutivas tentativas da Seleção Brasileira. Fica a esperança de que o jogo de volta, em Belém, no próximo dia 28 de setembro, seja melhor e mais emocionante.

Pelo regulamento do Superclássico das Américas, se o duelo no Pará terminar empatado, a decisão de quem leva a taça vai para as penalidades. O técnico Mano Menezes fará uma nova convocação no próximo dia 21.

Nada demais…

A torcida argentina fez seu papel e encheu o estádio Mário Alberto Kempes, em Córdoba. Mas dentro de campo, as duas seleções não empolgaram, muito embora a Argentina tenha sido mais efetiva no ataque. Boselli, que deixou o gramado com lesão na coxa direita aos 23 minutos, foi o principal finalizador da etapa inicial.

Nenhuma das quatro bolas chutadas pelo atacante do Estudiantes, no entanto, levou tanto perigo ao gol de Jefferson quanto o arremate de Leandro Damião na trave, aos 12 minutos de jogo. Após boa jogada individual de Neymar, pela esquerda, o jogador do Inter recebeu cruzamento na pequena área e arriscou.

Neymar, aliás, foi o único jogador da Seleção Brasileira que fez algo de diferente neste primeiro tempo. Dos pés do santista saíram as principais jogadas do time canarinho. Quando ele tinha esses lampejos, a equipe de Mano Menezes ia bem. Do contrário, a falta de entrosamento era evidente, em especial na defesa.

Ronaldinho Gaúcho, aplaudido pelos argentinos, ficou apagado, assim como Renato Abreu e a dupla de volantes Ralf e Paulinho. É verdade que a Argentina foi melhor no primeiro tempo, mas os rivais estiveram longe de empolgar. Além dos chutes de Boselli, uma pancada de fora da área de Martinez levantou a torcida.

Assim, o Superclássico das Américas deixou a desejar em seus primeiros 45 minutos. Tanto no futebol quanto na garra. Diferentemente da maioria dos duelos entre Brasil e Argentina, a etapa inicial foi morna, sem muita entrega.

Damião salva ingresso

Apesar do fraco futebol apresentado no primeiro tempo, nem Alejandro Sabella muito menos Mano Menezes optaram por mudanças em suas equipes. Voltaram para a etapa final com as mesmas formações da primeira parte. E novamente foi a Argentina quem tomou a iniciativa da partida.

Mesmo sem o oportunismo de Boselli, como no começo do jogo, a Argentina tinha o controle, mas não criava chances. Quando conseguiu encontrar um espaço, somente aos dez minutos, Gigliotti se atrapalhou com a bola e perdeu uma ótima oportunidade de levar perigo ao goleiro Jefferson.

Aos 13 minutos, a história se repetiu na seleção argentina. Seu melhor jogador em campo saiu machucado. Dessa vez foi Martinez. O atacante deu lugar a Pablo Mouche. Logo na sequência, Mano resolveu mudar pela primeira vez no Brasil: sacou o veterano Renato Abreu e pôs o jovem Oscar, que tropeçou duas vezes na bola.

Se na etapa inicial o Brasil ainda conseguiu criar um pouco, na segunda o desempenho foi pífio. Muito toque de lado, erros de passe e desorganização. Do lado argentino, ao menos, houve alguns ímpetos ofensivos e algumas tentativas de contra-ataque. Mas nada também que fizesse brilhar os olhos do torcedor.

Aos 27 minutos, enfim uma cena típica de Brasil x Argentina. Leandro Damião e Sebá Dominguez, ex-Corinthians, se estranharam e trocaram empurrões. Damião, por sinal, fez valer o ingresso pago pelos argentinos aos 31 minutos. Ele deu uma lambreta na entrada do lado direito da grande área e depois acertou a trave do goleiro Orion. Uma pena!

Ronaldinho Gaúcho ainda teve uma aparição de destaque antes do apito final, ao bater falta colocada e obrigar Orion a grande defesa. Mas o insosso 0 a 0 prevaleceu no placar.
argentina 0 x 0 brasil

Orion; Sebá Dominguez, Desábato e Cristian Cellay; Pillud, Canteros, Augusto Fernandez (Cristian Chávez), Zapata e Papa; Boselli (Gigliotti) e Burrito Martinez (Pablo Mouche).
Técnico: Alejandro Sabella.

Jefferson, Danilo, Dedé, Réver e Kléber; Ralf, Paulinho (Casemiro), Renato Abreu (Oscar) e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião.
Técnico: Mano Menezes.

globo

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Brasil Futsal empata com Argentina e garante 1ª colocação

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Brasil Futsal empata com Argentina e garante 1ª colocação

Posted on 15 setembro 2011 by hugo

A Seleção Brasileira de Futsal empatou com a Argentina em 2 a 2 na terceira rodada da chave A, na disputa da Copa América 2011. O Brasil criou várias oportunidades para marcar e parou nas defesas de Elias, enquanto os argentinos jogaram no contra ataque.

Com o empate o Brasil se manteve na liderança d chave A da competição com sete pontos conquistados, ao lado da Argentina, mas ficando com a liderança por conta dos critérios de desempate. Chile e Peru estão eliminados. Os adversários das semifinais serão conhecidos apenas amanhã.

Na primeira etapa os dois times encontraram muita dificuldade para adentrar no sistema defensivo adversário. Tanto Brasil quando Argentina estiveram muito fechados em sua defesa e não conseguiram criar possibilidades para a abertura do placar.

Com isso os gols acabaram saindo apenas no final da primeira etapa. E os dois foram aos dezesseis minutos de partida. O primeiro acabou sendo da Argentina. Elias lançou da quadra de defesa e Basile dividiu com o goleiro Djony. A bola acabou espirrada e entrou no gol brasileiro.

Poucos segundos depois os brasileiros conseguiram o empate. O selecionado do Brasil teve falta a seu favor pela esquerda de ataque. Em jogada ensaiada, Falcão rolou para Rodrigo que, com muita inteligência, encontrou Jé livre na área. O pivô teve apenas o trabalho de escorar para o fundo das redes.

No segundo tempo o Brasil voltou muito ofensivo, enquanto a Argentina se defendeu sem parar. Com isso, a partida seguiu no ataque contra defesa até os minutos finais, porém, sem gols, já que os argentinos estavam se defendendo bem.

Isso se manteve até o Brasil conseguir o gol da virada. Em falta da intermediária, Rodrigo foi para a cobrança e mandou uma bomba rasteira, sem chances de defesa para Santiago Elias. Era o segundo gol da seleção brasileira.

Mas pouco depois os argentinos empataram mais uma vez. Em cobrança de falta ensaiada, Amas rolou para Basile que, completamente livre de marcação, escorou para o fundo das redes, igualando mais uma vez o placar e encerrando a contagem.

Ficha técnica
Copa América 2011
Brasil 2 x 2 Argentina
Local: Ginásio Poliesportivo de Almirante Brown – Buenos Aires (ARG)
Data:: 14/9/2011 (quarta-feira)
Horário: 20h
Árbitro principal: Joel Ruiz (Paraguai)
Árbitro auxiliar: Ricardo Sosa (Uruguai)

Brasil: Djony, Neto, Jackson, Simi e Valdin Entraram: Rodrigo, Murilo, Simi, Falcão, Gadeia e Jé – Técnico: Marcos Sorato

Argentina: Elias, Planas, Tabarola, Rescia e Fafasulli -Entraram: Belsito, Basile, Amas, Gonzalez e Arellano – Técnico: Francisco Melgar

Gols
Brasil: Jé (16:36), Rodrigo (33:24)
Argentina: Basile (2) (16:12 e 34:00)

Cartões
Brasil: –
Argentina: Basile (34:40)

cbfs

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Argentina x Brasil

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Argentina x Brasil

Posted on 14 setembro 2011 by hugo

O confronto entre Argentina e Brasil sempre chama a atenção, independentemente da data, do local e dos personagens em campo. Nesta quarta-feira, será a vez dos países colocarem à prova a mão-de-obra caseira para pensar em opções futuras de suas equipes principais. O encontro desta quarta-feira, às 21h50, no estádio Mario Kempes, em Córdoba, também tem importância histórica por reeditar a Copa Roca, denominada agora como Superclássico das Américas.

A taça do torneio vai ser definida em dois jogos. O campeão será conhecido depois da partida do dia 28 de setembro, na cidade de Belém (PA). “É um clássico, contra um grande adversário, temos que mostrar um bom futebol”, define o volante Casemiro, um dos destaques do título do Brasil no Mundial sub-20.

Na Seleção Brasileira, o técnico Mano Menezes aposta em peças com bagagem, como Ronaldinho Gaúcho e Neymar, para dar suporte ao destacado número de iniciantes. Dez peças foram convocadas pela primeira vez: Bruno Cortês, Cícero, Mário Fernandes, Rafael, Rhodolfo, Oscar, Casemiro, Paulinho, Renato Abreu e Rômulo.

Portanto, parte do grupo terá de contar a ansiedade ao enfrentar o maior rival da Seleção Brasileira, na casa do adversário. “Se falar que não dá um frio na barriga, eu estarei mentindo, mas vamos encarar essa partida como uma final”, afirma Casemiro.

Ainda assim, os estreantes do time principal demonstram confiança em apresentar um trabalho convincente a Mano Menezes. “Todos os jogadores disputam o Brasileirão e têm experiência em seus clubes. Aqueles que vieram da Seleção sub-20 também já disputaram torneios importantes”, exalta o meia Oscar.

Na escalação, Mano Menezes perdeu o centroavante Fred (lesionado), mas irá privilegiar aqueles que estão mais acostumados à pressão da camisa brasileira. A grande esperança brasileira em um resultado positivo está no ataque formado por Ronaldinho Gaúcho, Leandro Damião e Neymar. Nos treinos, a grande surpresa foi a presença do meia Renato Abreu entre os titulares.

Na Argentina, também houve uma baixa importante. O veterano Juan Sebástian Verón foi descartado na noite de segunda-feira em função de limitações físicas. Porém, restam nomes conhecidos do público brasileiro: os zagueiros Sebá Dominguez (ex-Corinthians) e Leandro Desábato, que ficou famoso por uma acusação de racismo contra o atacante Grafite durante a Libertadores-2005.

Em início de trabalho na Argentina, o técnico Alejandro Sabella promete usar o Superclássico das Américas para analisar opções que podem ser usadas durante as Eliminatórias da Copa do Mundo. “É uma competição com duração de dois anos e meio, então temos prioridades em curto, médio e longo prazo”, avisa o comandante.

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA x BRASIL

Local: Estádio Mario Kempes, em Córdoba (Argentina)
Data: 14 de setembro de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (Chile)
Assistentes: Patricio Basualto e Carlos Astraza

ARGENTINA: Orión; Germán Ré, Seba Domínguez, Desábato e Pillud; Fernández, Canteros, Zapata e Papa; Martínez e Gigliotti (Mauro Boselli).
Técnico: Alejandro Sabella.

BRASIL: Jefferson, Danilo, Dedé, Rever e Kleber; Ralf, Paulinho e Renato Abreu; Neymar, Leandro Damião e Ronaldinho Gaúcho.
Técnico: Mano Menezes.

serradouradaesportes

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Brasil Futsal encara a Argentina nesta quarta-feira

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Brasil Futsal encara a Argentina nesta quarta-feira

Posted on 14 setembro 2011 by hugo

A Copa América de Futsal 2011 terá seu confronto mais esperado na noite desta quarta-feira (14/9). Jogando no Complexo Poliesportivo Municipal de Almirante Brown, em Buenos Aires, a anfitriã Argentina irá encarar o Brasil, a partir das 20h.

A partida, válida pela chave A do torneio continental, colocará frente a frente as duas melhores seleções da chave, que disputarão o primeiro posto do grupo, que garantirá o direito de enfrentar o segundo colocado da chave B.

Para esta partida o Brasil ainda fará um treinamento na manhã desta quarta-feira. A expectativa brasileira é acertar os últimos detalhes para o confronto diante dos anfitriões. O técnico Marcos Sorato já adianta que o Brasil entra em quadra para buscar a vitória.

“Não existe a possibilidade de entrarmos em quadra buscando um empate, pois nunca como treinador nem como atleta, entrei em quadra para empatar. Sabemos que enfrentaremos a seleção mais qualificada dentre os nossos adversários, mas buscaremos a primeira colocação do grupo”, disse o treinador.

Para ele, já era esperado que Brasil e Argentina chegassem à terceira rodada de sua chave lutando pela primeira colocação do grupo A. “Com todo o respeito que temos com o Chile e contra o Peru, avaliamos sempre a disputa do primeiro posto contra a Argentina e sei que encontraremos um adversário de grande dificuldade neste jogo”, frisou.

Para Falcão, ala brasileiro, todos no selecionado do Brasil já aguardavam este confronto. “Será certamente o jogo mais difícil que teremos até o momento. Creio que todos aguardavam esta partida, tanto aqui na Argentina quanto no Brasil. Creio que será um jogo muito disputado”, opinou o craque.

cbfs

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De ressaca e moicanos, Brasil joga duro, mas vê a Argentina campeã

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De ressaca e moicanos, Brasil joga duro, mas vê a Argentina campeã

Posted on 12 setembro 2011 by hugo

Equipe de Rubén Magnano quase surpreende de novo os rivais, mas, após festejar a vaga olímpica no sábado, não resiste à Geração Dourada.

A torcida gritou, cantou, xingou, como se a vaga em Londres-2012 ainda estivesse em jogo. Dentro da quadra, os atletas vibravam a cada lance, o técnico se irritava, o banco pulava. A derrota para o Brasil na primeira fase ainda parecia engasgada, e a Argentina entrou para jogar sério – muito sério – a final da Copa América na noite deste domingo. Do outro lado, jogadores felizes, que voltaram para o hotel no meio da madrugada após quebrar um jejum olímpico de 15 anos e, para marcar o fato, ainda estrearam novos penteados no estilo moicano. Dentro da quadra, não deram moleza. Jogaram de igual para igual a maior parte do tempo, chegaram a liderar por seis no último quarto, mas não resistiram. Na final que tinha gosto de revanche para um lado e ressaca para o outro, melhor para os hermanos. Com a vitória por 80 a 75, foram eles os campeões, no dia em que a Geração Dourada emocionou um público apaixonado com sua última exibição em solo argentino.

As duas equipes já entraram em quadra com a conquista maior. Na véspera, o Brasil bateu a República Dominicana, e a Argentina passou por Porto Rico. Com isso, os dois vizinhos seguem juntos para Londres. Se a final não importava tanto para o Brasil (Alex chegou a perguntar “Que final?” na véspera), para a torcida argentina valeu como uma despedida comovente da geração que conquistou o vice-campeonato mundial em 2002 e o ouro olímpico em 2004. Depois de Londres, craques como Ginóbili, Oberto, Delfino e Nocioni não devem vestir mais a camisa da seleção.

Apesar do vice, o Brasil volta para casa festejando a todo vapor. A delegação deixa Mar del Plata às 8h desta segunda-feira e segue de ônibus até Buenos Aires. De lá, toma o avião para São Paulo, com desembarque em Guarulhos previsto para o fim da noite. O técnico Rubén Magnano, reverenciado pela torcida durante todo o torneio, decidiu ficar mais um tempo na Argentina.

Coube ao Brasil abrir o placar com Tiago Splitter, mas não demorou muito tempo para a Argentina tomar conta do jogo. Com oito pontos de Scola, seis de Delfino e o combustível extra que vinha das arquibancadas, a vantagem começou a crescer. Ao fim do primeiro quarto, o ginásio lotado já cantava satisfeito com o placar de 21 a 9.

Com a segunda falta de Huertas, Rafael Luz assumiu a armação, e o Brasil melhorou. A diferença, que era de 12, caiu para três, mas por pouco tempo. Bastou Julio Lamas pedir um tempo para o cenário se organizar de novo para os donos da casa. E começaram as despedidas. Scola, que foi a 18 pontos antes do intervalo, teve seu nome cantado pela torcida. Na quadra o clima chegou a ficar tenso em alguns momentos, com o Brasil jogando para valer, mas o placar era dos argentinos: 35 a 27.

Quando parecia que o segundo tempo seria só uma formalidade, o Brasil se agigantou. Apertou a defesa, acertou a mão no ataque e, para surpresa geral, virou o jogo. A torcida percebeu, então, que não bastava cantar a despedida. Era preciso gritar pela vitória. E o Ilhas Malvinas quase veio abaixo. Jogando mais solta, a equipe visitante se manteve na cola e, na virada para o último período, perdia por só dois pontos: 50 a 48.

Giovannoni já abriu o quarto com um tiro certeiro de três. Na sequência, Benite e Huertas acertaram bandejas complementadas com faltas. Apreensão no ginásio, porque o Brasil liderava por meia dúzia. Kammerichs reduziu a vantagem, e o barulho no ginásio era cada vez mais ensurdecedor. Chegou ao auge quando Scola cuidou da virada, acertando uma bandeja, sofrendo a falta e guardando o lance livre. Pouco depois, ele repetiu a dose, chegando a 28 pontos e abrindo quatro. Prigioni, bem atrás da linha de três, fez a diferença chegar a cinco e o ginásio tremer. Mas ali a torcida já sabia que a despedida da Geração Dourada em solo olímpico seria com vitória. E o Brasil, a bem da verdade, não sofria tanto por isso, com a vaga em Londres bem guardada na bagagem da volta. Marcelinho Machado, herói do jogo da véspera, fez a diferença cair para dois em uma cesta de três nos segundos finais. Mas não houve tempo para mais.

globo

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Brasil derruba campeões olímpicos e pega embalo na estrada para Londres

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Brasil derruba campeões olímpicos e pega embalo na estrada para Londres

Posted on 08 setembro 2011 by hugo

Diante do ginásio abarrotado de fanáticos, time de Rubén Magnano se impõe, bate invicta Argentina e ganha moral na Copa América de Mar del Plata.

O passo mais importante ainda está por vir, mas o deste Sete de Setembro é daqueles que deixam marcas. Diante de um ginásio abarrotado de torcedores fanáticos e barulhentos em Mar del Plata, o Brasil resolveu se fazer de surdo por duas horas. Encarou os campeões olímpicos da Argentina de igual para igual, deu um show no quintal do vizinho e arrancou uma vitória heroica por 73 a 71. Se ainda não vale a vaga olímpica ou sequer garante um cruzamento mais tranquilo na semifinal da Copa América, significa a quebra de um tabu de 16 anos sem vencer os vizinhos em torneios de primeiro nível. Londres ainda está apenas no horizonte. Mas o recado está dado.
A última vitória em campeonatos importantes tinha sido em 1995, no Pré-Olímpico de Neuquén, ainda com a geração de Oscar Schmidt. Agora, mais uma vez dentro da Argentina – e sob o comando de um argentino –, um triunfo para festejar e calibrar o otimismo no caminho para os Jogos de 2012.

No meio de tantos jogadores experientes, o grande nome do Brasil foi Rafael Hettsheimeir, que anotou 19 pontos e anulou o argentino Luis Scola em momentos importantes da partida – incluindo um toco espetacular que mandou o campeão olímpico ao chão. Apesar da marcação forte do brasileiro, Scola ainda conseguiu ser o cestinha do jogo, com 24.

- Pela seleção, foi o melhor jogo da minha carreira. Mas o importante foi a vitória. A gente fez um bom trabalho. O Scola é um jogador consagrado, mas eu estava tranquilo. No vestiário, foi uma reação normal, me deram os parabéns, mas foi mais pela vitória mesmo. Tentei fazer o que o treinador pediu, e a gente conseguiu vencer – afirmou Rafael.

O Brasil volta à quadra nesta quinta-feira, às 20h30m, contra Porto Rico, e aí sim estará em jogo a posição do país na semifinal de sábado. Os argentinos pegam a República Dominicana às 18h, com as duas equipes também classificadas para as semis. Os dois finalistas garantem vaga nas Olimpíadas de Londres-2012.

Antes do jogo desta quarta, especulava-se que, com a vaga na semi já assegurada, a Argentina poderia poupar alguns titulares. Julio Lamas surpreendeu e mandou à quadra sua tropa de elite. Com um segundo de ação, deve ter se arrependido: no tapinha inicial, Andres Nocioni caiu de mau jeito, sofreu uma torção leve no tornozelo direito e teve de deixar a quadra carregado. Por alguns instantes, silêncio absoluto no ginásio, quebrado pouco depois, quando Scola abriu o placar com um arremesso de meia distância – desses que ele treina à exaustão duas horas antes de cada partida.

Mas foi só o primeiro chute que caiu. Marcado por Splitter, o ala-pivô passou a errar a mão, e o Brasil aproveitou para passar à frente. Com os dois lados abusando da tensão, o placar ficou congelado em 14 a 11 por alguns minutos, até Delfino cortar a diferença para um ponto. Saíram Ginóbili e Marquinhos, entraram Jasen e Marcelinho, e o nível melhorou. A quatro segundos do fim, Huertas definiu o período inicial: Brasil 19 a 17.
No segundo quarto, com Manu de volta e Alex no banco, coube a Benite marcar o craque do San Antonio Spurs. Fez duas faltas rápidas e voltou para o banco. Lá estava Alex de novo no cangote de Ginóbili, e nem com os campeões olímpicos em quadra o time argentino conseguia se impor.

A três minutos do intervalo, Rafael Hettsheimeir conseguiu um daqueles lances para guardar na memória: um toco espetacular em Scola, que foi ao chão na linha de fundo. Na sequência, contudo, o brasileiro deu dois pontos de graça ao rival quando tentou “limpar o aro” no rebote de um lance livre. Ali a Argentina finalmente virou o placar. Abriu três com uma cesta de Jasen, um dos carrascos de exatamente um ano atrás, no Mundial da Turquia. E a torcida explodiu como ainda não tinha feito no Ilhas Malvinas.

O silêncio voltou por um instante quando Splitter deu um passe genial de costas para encontrar Marquinhos embaixo da cesta. Foi o que manteve o Brasil na cola ao fim do segundo quarto. No intervalo, os donos da casa lideravam por 28 a 27, com 11 pontos de Scola, sete de Delfino e seis de Manu. Huertas e Giovannoni lideravam a equipe de Magnano, com sete cada.

O Brasil voltou muito bem para o terceiro quarto, com Hettsheimeir embolsando Scola e os arremessos de média distância caindo. Resultado: dez pontos de vantagem na primeira metade do período. Quando faltavam 4m50s, Scola acertou da cabeça do garrafão, para logo depois Prigioni converter de três e por fogo na reação. Em poucos instantes, o placar já estava equilibrado, e as arquibancadas, em êxtase. No momento mais difícil até então, coube ao Brasil manter a cabeça no lugar. E assim foi até o fim do quarto, com Marquinhos mandando um tiro de longe no último segundo para abrir 53 a 47.

No último período, drama absoluto. A Argentina perseguia o Brasil ferozmente no placar, mas a equipe de Magnano se segurou como pôde. A torcida gritava, pressionava, xingava os juízes, mas não adiantou. Com uma bola de três de Giovannoni no último minuto, pintou o conforto necessário para tomar o último fôlego. Os campeões olímpicos deram o último suspiro, mas não houve tempo para reação. Fim de papo em Mar del Plata, tabu quebrado e recado dado.

globo

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Um ano depois do trauma e 16 depois do triunfo, Brasil encara os argentinos

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Um ano depois do trauma e 16 depois do triunfo, Brasil encara os argentinos

Posted on 07 setembro 2011 by hugo

Em jogo sem a mesma importância da derrota no Mundial-2010, seleção tenta reviver vitória de 1995, quando passou pelos hermanos dentro da casa deles.

Se vale a superstição, é melhor lembrar que é na Argentina do que lembrar que é no Dia da Independência. Pelo segundo ano seguido na data histórica, o Brasil entra em quadra nesta quarta-feira para encarar os hermanos, às 18h, pela segunda fase da Copa América de Mar del Plata. A derrota dolorosa no Mundial da Turquia, há exatamente um ano, torna mais agradável uma lembrança bem mais antiga, 16 anos atrás, na última vez em que a equipe verde-amarela derrotou os vizinhos em torneios de primeiro nível – e foi dentro da casa deles, no Pré de Neuquén-1995. Por coincidência, foi também naquele torneio que o Brasil conseguiu carimbar seu último passaporte para as Olimpíadas, ainda que aos trancos, com Oscar Schmidt à frente da tropa.

O técnico Rubén Magnano, que levou a Argentina ao ouro olímpico em 2004 e agora comanda o Brasil, tem sido homenageado constantemente pela torcida em Mar del Plata. Após a vitória sobre o Panamá, na terça, ele avisou que o cenário do campeonato muda a partir desta quarta.

- A essência deste torneio começa agora. Vamos trabalhar para isso. Estou muito confiante de que vamos pegar essa vaga – comentou Magnano, admitindo que não viu nada dos argentinos até agora e vai montar o último treino a partir de vídeos e estatísticas.

A carga dramática do jogo desta quarta, no entanto, é bem menor que a do Mundial do ano passado ou do Pré-Olímpico de 1995. Menor inclusive que o do último Pré, em Las Vegas-2007, quando os brasileiros foram eliminados por um time B da Argentina, que no entanto tinha Luis Scola destruindo no garrafão. Vencê-los logo mais não significa escapar deles na semifinal, no confronto que vale vaga em Londres. Para evitar cair para quarto lugar na classificação, o mais importante é bater Porto Rico na quinta-feira, ainda que perca para os hermanos na quarta.

Brasil: Uma vitória contra os donos da casa, além de jogar o moral para o alto, abre forte possibilidade de ficar em primeiro lugar do grupo. Vale ainda a quebra de um jejum de 16 anos em torneios importantes.

Argentina: O discurso do técnico Julio Lamas é de que o jogo não vale nada. Invicta na competição, a equipe da Geração Dourada pode até perder e ainda assim fechar a chave em primeiro. Lamas estuda poupar titulares, já pensando na semifinal de sábado.

Guilherme Giovannoni, ala-pivô do Brasil: “O jogo que vai definir mesmo a posição é contra Porto Rico. A gente vai entrar contra a Argentina para ganhar, sem dúvida alguma, mas temos que ter na cabeça que o jogo contra Porto Rico é praticamente o que define as posições.”

Andres Nocioni, ala da Argentina: “Brasil é Brasil, sempre nos complica. A equipe tem um jogo interior muito forte com Tiago Splitter, além de vários arremessadores. Desta vez é um time jovem, que não tem tantos nomes com experiência como nos anos anteriores. Mas continua sendo um adversário muito perigoso, que vai querer ganhar para subir na tabela. Vai ser duríssimo.”

37 – Foram os pontos de Luis Scola no último duelo com o Brasil, no Mundial do ano passado. O ala-pivô ainda pegou nove rebotes e fez cestas decisivas na vitória argentina por 93 a 89, válida pelas oitavas de final. Os hermanos não tinham Manu Ginóbili, Andres Nocioni e Pepe Sánchez, todos campeões olímpicos, que estão agora em Mar del Plata.

32 – Foram os pontos de Marcelinho Huertas no mesmo jogo. O Brasil teve Anderson Varejão e Leandrinho, que não estão na Copa América.

83 a 78 – Foi o placar da última vitória brasileira sobre os rivais em torneios importantes. No Pré-Olímpico de Neuquén, em 1995, o Brasil bateu os vizinhos na primeira fase e perdeu para eles nas semifinais. Daquela vez, conseguiu se classificar para Atlanta-1996 em terceiro. Desta vez, uma derrota nas semis significa lutar pela vaga em Londres no Pré Mundial do ano que vem, com seleções europeias envolvidas.

globo

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Tevez erra, Uruguai bate Argentina nos pênaltis e vai à semi

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Tevez erra, Uruguai bate Argentina nos pênaltis e vai à semi

Posted on 16 julho 2011 by hugo

No aguardado confronto entre os astros sul-americanos Lionel Messi e Diego Forlán, o nada badalado goleiro Fernando Muslera brilhou, garantiu a classificação do Uruguai à semifinal da Copa América e foi fundamental para a eliminação da Argentina. Depois de fazer incríveis defesas durante o empate por 1 a 1 no tempo normal, o camisa 1 voltou a se destacar nos pênaltis, pegou a cobrança de Carlos Tevez e ajudou seu país a vencer o clássico por 5 a 4 no desempate e tirar a equipe anfitriã do torneio.

Em um primeiro tempo agitado, o Uruguai fez o primeiro gol do do clássico aos 5min, com o volante Diego Pérez, depois de rebote do goleiro Sergio Romero. O empate dos anfitriões saiu 12 minutos depois, quando o atacante Gonzalo Higuaín aproveitou cruzamento de Lionel Messi da direita e cabeceou para as redes de Fernando Muslera.

O camisa 1 do Uruguai foi fundamental para a classificação e assegurou a vitória ao defender a terceira cobrança argentina, de Tevez. O Uruguai converteu os cinco pênaltis, batidos por Diego Forlán, Luis Suárez, Andrés Scotti, Walter Gargano e Martín Cáceres.

Vencedor do clássico cisplatino, o time uruguaio volta a campo na próxima terça-feira, para a decisão do primeiro finalista da Copa América. O embate com o Peru, que ainda neste sábado havia vencido a Colômbia por 2 a 0 na prorrogação na cidade de Córdoba, está marcado para as 21h45, no Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata.

O jogo

Apesar da festa da torcida em Santa Fé, o Uruguai calou os argentinos temporariamente com cinco minutos de jogo. Diego Forlán cruzou na área, o zagueiro Martín Cáceres cabeceou cruzado e Romero fez a defesa, mas deixou o rebote na pequena área. Diego Pérez se atirou no gramado e conseguiu empurrar com força suficiente para a bola cruzar a linha antes de o zagueiro Nicolás Burdisso alcançá-la para fazer o corte.

A confiança dos donos da casa, porém, estava em alta. Diante de fãs santafesinos pacientes, que seguiram incentivando a seleção de Sergio Batista, a Argentina conseguiu empatar pouco tempo depois, graças a uma falha imperdoável da defesa uruguaia.

Aos 17min, o ex-companheiro de Barcelona de Lionel Messi, Martín Cáceres, deixou o camisa 10 argentino absolutamente livre pela direita. Lançado, o melhor do mundo teve tempo para dominar e avançar com tranquilidade até levantar na área, na medida para Higuaín cabecear para o fundo das redes de Muslera e igualar o marcador.

O clássico entre as duas nações bicampeãs mundiais continuou bastante agitado, e as duas seleções tiveram gols anulados. Primeiro a Argentina, que aos 30min viu Messi cobrar falta na área e Higuaín marcar de cabeça, mas a arbitragem assinalou posição irregular do atacante do Real Madrid.

Não demorou quatro minutos para o Uruguai também ter um gol anulado: após bate e rebate na área e cabeçada na trave, Luis Suárez chutou para as redes. O juiz também marcou impedimento na jogada e invalidou a jogada.

Antes do final do agitado primeiro tempo na cidade de Santa Fé, o Uruguai ainda perdeu Diego Pérez: o volante autor do primeiro gol da partida cometeu falta em Fernando Gago, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo com apenas 38min. Mesmo com um homem a menos, os uruguaios viram Diego Lugano cabecear uma bola no travessão aos 44min.

O segundo tempo teve menos emoção que a etapa inicial, e a Argentina começou a sofrer com investidas do Uruguai. Mesmo com um a menos, os visitantes uruguaios se postavam bem na defesa e impediam as penetrações de Messi, Angel Di María e Sergio Agüero.

A partida, que chegou a ser paralisada aos 13min do segundo tempo por conta da invasão de campo do espanhol Jimmy Jump – o mesmo que tentou colocar um gorrinho no troféu da Copa do Mundo no ano passado – só voltou a ter emoção na reta final, a partir dos 30min.

Tanto Uruguai quanto Argentina passaram a buscar o gol da classificação, e o duelo ficou mais aberto (sobretudo após a expulsão de Javier Mascherano, aos 41min, também depois de receber dois amarelos). A melhor ocasião de gol foi da Argentina, aos 44min: Carlitos Tévez,
que tinha entrado minutos antes na vaga de Agüero, cobrou falta com força, a bola desviou na barreira e Muslera salvou com o pé. O rebote sobrou para Higuaín, mas o goleiro uruguaio se atirou na frente do atacante argentino e conseguiu salvar novamente.

Quando não conseguiu fazer a defesa, Muslera contou com a sorte aos 13min da prorrogação, em uma bomba que Higuaín soltou de dentro da área e que se chocou no pé da trave. No segundo tempo, aos 10min, Messi tabelou com Tevez, fez fila na entrada da área, mas foi bloqueado pela zaga uruguaia na hora de finalizar para dar a vaga a seu país.

Na decisão por pênaltis, Muslera acertou o canto no chute de Tevez e defendeu a cobrança do ex-corintiano – enquanto Lionel Messi, Nicolás Burdisso, Javier Pastore e Gonzalo Higuaín marcaram para a Argentina. O Uruguai teve 100% de aproveitamento, com Forlán, Suárez, Scotti, Gargano e Cáceres.

Terra

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Brasil supera próprios erros, derrota a Argentina e fica a um passo do deca

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Brasil supera próprios erros, derrota a Argentina e fica a um passo do deca

Posted on 09 julho 2011 by hugo

Em jogo de segundo set de 42 pontos, seleção de Bernardinho tem trabalho para vencer hermanos, mas vai à final. Serginho, com dores na virilha, é dúvida.

Os passes não encaixavam, a recepção era ruim e, do outro lado, sobrava vontade. A última vitória expressiva da Argentina sobre o Brasil foi no distante ano de 1988, na disputa do bronze nas Olimpíadas de Seul. Com um time jovem e talentoso, os hermanos tentaram repetir a dose neste sábado, desta vez na semifinal da Liga Mundial, em Gdarsk, na Polônia. Em uma atuação irregular, a seleção de Bernardinho teve trabalho, principalmente no interminável segundo set. A experiência em decisões, no entanto, sobrou nos momentos decisivos. Com uma vitória por 3 sets a 0, parciais 25/22, 42/40 e 25/23, em 1h35m, o Brasil avança à final em busca do décimo título da disputa.

O adversário será definido nesta tarde de sábado, no duelo entre Rússia e Polônia, às 15h (horário de Brasília). O Brasil encara o vencedor do duelo neste domingo, às 15h, antes, às 12h, os argentinos buscam o bronze contra o perdedor da outra semifinal.

O grande nome brasileiro no jogo foi Théo. O oposto marcou 23 pontos e foi o responsável pelas principais jogadas de ataque do Brasil. Giba e Lucão, ambos com 13 pontos, também foram personagens importantes na vitória. Pela Argentina, Facundo Conte, com 20 pontos, foi o principal destaque.

Para a final, o Brasil ganhou uma preocupação. O líbero Serginho sentiu dores na virilha e vai ser examinado pelo médico da seleção para avaliar suas condições para a final.

Brasil erra muito, mas vence primeiro set

O início não foi dos melhores. Não demorou muito, e a Argentina achou seu melhor caminho para surpreender o Brasil. Com saques forçados, todos em cima de Giba, os hermanos levaram dificuldades ao time de Bernardinho, em dia pouco inspirado. Com duas recepções ruins do capitão da seleção, Sole e Pereyra abriram dois pontos de vantagem e marcaram 11 a 9 no placar.

O próprio Giba foi quem diminuiu, após explorar muito bem o bloqueio argentino. Melhor jogador em quadra, Théo sacou bem e conseguiu a virada brasileira, com 13/12. Apesar dos erros, principalmente nos saques, a seleção conseguia manter a vantagem. Os rivais chegaram a pressionar no fim do set, mas o Brasil abriu a contagem com 1 a 0, com 25/22.

Em segundo set interminável, Brasil exagera nos erros, mas vence

Assim como no primeiro set, a Argentina, depois de bloqueio pelo meio, abriu o placar. Lucão, de saque, empatou, mas o Brasil seguia sem se impor. Do outro lado, os argentinos, mesmo sem brilhar, mostravam vontade e davam trabalho.

O caminho era pelo meio, mas o Brasil esbarrava em atuações instáveis de Bruninho e Sidão, aniversariante do dia. Destaque da virada sobre os EUA, que garantiram a seleção na semifinal, Giba voltou a chamar a responsabilidade para si. Apesar de um erro no contra-ataque, o capitão soltou o braço e empatou o jogo em um momento complicado: 22 a 22.

Murilo, em grande ataque pelo meio, conseguiu um ponto praticamente perdido para o Brasil. Mas De Secco, em boa deixada, empatou tudo. O Brasil chegou a ter o set point, mas a Argentina voltou a deixar tudo igual. Murilo, em saque na rede, desperdiçou outra oportunidade, e De Secco, no saque, fez 26 a 25 para os rivais.

Após erro no serviço argentino, Bernardinho mandou Rodrigão para a quadra. Mesmo assim, o ataque dos hermanos funcionou, e o placar marcava 27 a 26. Mas, depois de dois erros, a Argentina mostrou nervosismo, e o Brasil virou. Em erro de saque, Giba cedeu o empate, e o jogo se transformou em uma sequência de falhas dos dois lados.

A cada ponto brasileiro, a Argentina respondia, empatando o jogo. A cada erro argentino, os brasileiros devolviam a gentileza e não conseguiam encerrar o set interminável. Até que Théo, novamente decisivo no jogo, devolveu a tranquilidade à seleção e fechou em inacreditáveis 42/40, em exatos 40 minutos, fazendo 2 a 0.

Brasil melhora e fecha a partida

Bernardinho não poupou a voz e tentou acertar os detalhes para o set decisivo. A equipe brasileira voltou melhor e encontrou uma Argentina abatida com a perda na parcial anterior. O aproveitamento no ataque melhorou, e o Brasil logo foi construindo uma boa vantagem.

Os rivais, no entanto, voltaram a dar trabalho. Com um ponto de Conte, grande nome da equipe argentina, os hermanos ficaram pela primeira vez à frente no placar: 13 a 12. A seleção brasileira, porém, soube acalmar a empolgação rival e voltou a assumir a dianteira.

Os erros brasileiros, no entanto, voltaram, e a vantagem, que era de três pontos, foi embora, depois da entrada de Vissotto e Marlon para a inversão. Bernardinho, então, mandou Bruninho e Théo de volta à quadra. Assim, com autoridade, a seleção fechou o set e a partida em 25 a 23, em ponto de bloqueio, garantindo a ida à final e mais um passo rumo ao deca da competição.

globo

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