Paulo Schmitt lembra que, sem provas, não há como condenar possíveis envolvidos, principalmente porque jogadores tendem a ‘afinar’ no STJD. Informado da declaração do volante Adílson a respeito de uma suposta combinação de resultado entre Náutico e Vila Nova, em jogo da penúltima rodada da Série B, disputado neste sábado, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, prometeu investigar o caso. Mas sem demonstrar muita confiança em obter a confirmação do fato. Segundo ele, se o jogo não acabou com benefício para ambos (o resultado foi 4 a 1 para o Timbu), não há como indiciar os clubes.
Mas o jogador da equipe goiana deverá ser chamado para depor em breve. Ainda assim, Schmitt não imagina que seja possível condená-lo pela declaração, a não ser que ele a repita no tribunal.
- É o tipo de caso complicado. Na hora de desabafar no microfone, todos são corajosos. Quando vem ao tribunal, geralmente o jogador afina e diz que foi mal-interpretado – comentou.
Volante do Vila Nova insinua armação de resultado com o Náutico e reclama de rivais
Em entrevista à Rádio 730, Adílson reclamou que jogadores do Náutico não teriam cumprido o “combinado”, um empate, que seria um resultado positivo para os dois clubes, que estavam ameaçados de rebaixamento.
- Foi um assunto combinado e, infelizmente, eles fizeram trairagem com a gente – disse.
A vitória no estádio dos Aflitos garantiu a permanência do Náutico na Série B e deixou a situação do Vila Nova mais complicada. Na partida, houve quatro expulsões, todas por confusão entre os jogadores, que se estranhavam a todo momento, levantando ainda mais a suspeita.
Segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), a pena de suspensão pode chegar a seis partidas, prevista no artigo 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva). O clube poderia ser enquadrado no 242 (dar ou prometer vantagem indevida a membro de entidade), que rende multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além da eliminação da competição.
Fonte: Globo.
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