Categoria | Basquete, Destaque

Sem holofotes, Huertas quer trabalhar em silêncio para vencer a Argentina

Posted on 07 setembro 2010 by hugo

Marcelinho Huertas sabe que muito do sucesso do Brasil na partida contra a Argentina passará por suas mãos. E como manda o manual do armador que faz o time jogar, ele prefere deixar em segundo plano o duelo com Pablo Prigioni. Os dois já estão cansados de se enfrentar na liga espanhola e terão a responsabilidade de criar as jogadas de suas seleções nas oitavas de final do Mundial. Huertas garante que está mais preocupado com o time inteiro do Brasil do que com suas estatísticas individuais. E para que tudo saia da maneira esperada, ele já visualiza o jogo de terça, às 15h. O SporTV mostra ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

Huertas marcado por Prigioni no amistoso: velhos conhecidos da liga espanhola (Foto: AFP)- Já marquei Prigioni diversas vezes na Espanha e em playoffs. É um duelo importante, mas estou preocupado com o time inteiro. Sabemos que vai ser um jogo duro, com muito contato e catimba. Eles gostam disso. Temos de entrar com a mentalidade de tentar anular o sistema de ataque deles – disse o armador brasileiro.

Capitão da seleção, Huertas quer deixar os holofotes de lado. Durante toda a semana, muito se falou no entrosamento dele com Tiago Splitter – os dois atuam juntos no espanhol Caja Laboral. Do outro lado, dobradinha semelhante se forma com Prigioni e Luis Scola, o grande destaque do Mundial até agora.

- Na véspera de um jogo assim você não tem que ficar preocupado. Tenho que ter a cabeça no lugar para dirigir o time. Isso é importante. E sei que depende muito de eu estar bem e com a cabeça preparada. Na véspera eu gosto de visualizar. Pego o sistema de ataque deles, vejo a defesa. Tento não deixar que fatores externos me atrapalhem ou incomodem meus companheiros. A motivação cresce num jogo contra a Argentina, e não queremos deixar passar a oportunidade de vencê-los. Queremos chegar mais longe do que isso – avalia Huertas.

O outro Marcelo da equipe, o Machado, concorda sobre a importância de um triunfo na sexta para o basquete brasileiro. Mas já consegue enxergar uma mudança na forma como o time se apresenta.

- O resultado é primordial para que melhore. Mas a maneira como o Brasil se apresenta é positiva. Você vê a seleção entrando para ganhar de quem quer que seja. Antes isso era complicado. Quando se jogava contra os Estados Unidos se falava: “Vai perder de quanto?”. Hoje temos time para ir longe – afirmou.

globo

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