Clube apresenta o goleiro Júlio César. Principal reforço do time terá missão de substituir Max e Michel Alves.
Acima da atual realidade financeira do clube – teto salarial de R$ 10 mil – o goleiro Júlio César não é só a principal contratação do Vila Nova para 2012. Além de ser o líder do grupo que tentará reconduzir o clube de volta à Série B, o novo número 1 do Tigre, apresentado, ontem, terá a dura missão de substituir dois jogadores de enorme apelo junto à torcida: Max (2008 a 2010) e Michel Alves (2011).
Com o rebaixamento do Vila Nova à Série C, Júlio César está ciente das dificuldades que encontrará na temporada. Porém, com a experiência de quem já disputou uma Libertadores da América, em 2005, pelo Santo André, se diz preparado para as adversidades que surgirão.
“O Vila vive um momento muito complicado, mas eu gosto de desafio. Vim para o clube por este motivo. Não é a divisão que mostra a grandeza de um clube. O exemplo é o Santa Cruz. Mesmo na Série D, o clube encheu o estádio. É um ano de reconstrução e da recuperação da credibilidade do Vila Nova. Vou lutar por isso”, garantiu. Por ter conquistado o acesso à Série A com a Ponte Preta, a expectativa era de que Júlio César continuasse no clube. Porém, durante a apresentação, ele revelou que a Macaca não demonstrou interesse em sua permanência.
“Não fiquei na Ponte porque não houve proposta. Então, passei a procurar um novo clube e achei que era o momento de sair de São Paulo. Passei toda a minha carreira lá e achei que era a hora de um novo desafio”, explicou o goleiro, que terá camisa personalizada na temporada.
Desde 2008, Júlio César travou oito embates contra o Vila Nova. Em quatro jogos defendendo o São Caetano, venceu dois e perdeu os outros dois. Na outra metade, por Santo André e Ponte Preta, uma vitória, dois empates e uma derrota.
Nestes oito confrontos, a principal partida ocorreu em 2008, no Serra Dourada. Com público superior a 16 mil pessoas, o Vila venceu por 2 a 1, com gols de Túlio Maravilha e Pedro Júnior. Mas Júlio César prefere lembrar outros jogos. “Sinceramente não me lembro dessa partida. Prefiro lembrar outra em que atuei bem e ajudei o meu time a vencer, como em 2010. Pelo Santo André, vencemos por 3 a 0 e eu defendi um pênalti”, lembrou, com bom humor.
LIDERANÇA
Comunicativo, Júlio César disse que essa é uma característica que o acompanha desde o início da carreira e que liderança e orientação são duas qualidades que não podem faltar a quem veste a camisa 1 do time. “Goleiro tem de cobrar a todo instante, pois a bomba sempre sobra para ele. Essa é a minha função. Tenho de orientar antes para não reclamar depois dos erros de posicionamento e criar problemas com o grupo”, explicou.
As broncas durante a partida viraram motivo de piada para os familiares, inclusive com um apelido da filha Júlia, de 12 anos. “Minha filha brinca muito com isso. Ela disse que viro uma gralha (espécie de papagaio) dentro de campo. Disse que quando assiste a um jogo, só escuta a minha voz na televisão”, brincou.
Hoje, a nova diretoria do Vila Nova tomará posse no OBA, às 19 horas. O evento será aberto ao torcedor.
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