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Preparado para a guerra, Atlético disputa vaga na elite com Vitória

Posted on 05 dezembro 2010 by hugo

O ano era 2005 – dia 21 de novembro, Estádio Antônio Accioly, 18h50. Naquele momento, a torcida do Atlético comemorava o título da 2ª Divisão do Campeonato Goiano com uma goleada de 6 a 0 sobre a Rioverdense. Era o início da redenção do Dragão, que quase fechou as portas no início da década. Estádio Manoel Barradas, cinco anos, 14 dias, 21 horas, 50 minutos e grandes conquistas depois, o time goiano joga pela continuação do seu sonho.

Com 41 pontos na classificação, Atlético e Vitória fazem o confronto de rubronegros hoje, às 17 horas, no Barradão, em Salvador. E o técnico atleticano, Renê Simões, que em 2005 caiu com o Vitória para a Série C, quer trocar aquele gosto amargo pelo doce sabor de manter seu atual clube na elite do futebol nacional. Para tanto, basta ao Dragão segurar o Leão e, pelo menos, empatar o confronto desta tarde, pois no primeiro critério de desempate, tem 11 vitórias contra 9 do adversário. Ao time da casa, só resta o que carrega no próprio nome: a vitória.

Fora de campo, festa das torcidas. Dentro dele: guerra. Para René, não existe mais a Revolução 43, termo que usou para batizar o objetivo atleticano de se livrar do rebaixamento com 43 pontos. “Agora é a Gerra 44. Temos de conquistar o território e o objetivo é chegar aos 44 pontos. Se formos para empatar, a chance de perder aumenta. Temos de jogar para vencer”, avisa René.

“O jogo de domingo (hoje) é uma guerra. Cada um está colocando sua vida em risco em prol da vida dos outros. Na guerra, você vai primeiro pensando em se proteger, depois em proteger a vida do amigo e depois em derrubar o inimigo. Temos de pensar assim”, afirma o técnico, que ressalta a importância da partida de hoje para o Centro-Oeste.

“O time sabe que tem uma responsabilidade muito grande. Estamos representando o Estado, assim como o Goiás representa o Brasil na Copa Sul-A Americana. É uma honra”, pondera. “Será uma batalha e, se vencermos, o Atlético será o único clube do Centro-Oeste na Série A.”

René Simões, assim como o técnico Antonio Lopes, do Vitória, passou a semana fazendo mistério quanto à formação titular que utilizará hoje. Ambos prometeram revelar as escalações apenas minutos antes da partida.

Mistério

René chegou até a promover um treino às escondidas, fora da programação oficial divulgada pelo clube, no Estádio Antônio Accioly, onde definiu a formação e a postura com a qual a equipe atuará. O técnico utilizou três zagueiros – Gilson, Welton Felipe e Jairo – mas vai mesmo apenas com os dois primeiros, com a defesa formada por Márcio, Adriano, Welton Felipe, Gilson e Thiago Feltri, que cumpriu suspensão.

O meio-de-campo terá Agenor, Pituca e Robston. William ou Renatinho completam o setor ao lado de Elias, que encostará em Juninho, no ataque. Marcão deve ficar no banco de reservas. “Temos condições de permanecer. Temos de ter paciência e inteligência para superar o Vitória. Não vamos mudar nosso estilo de jogar”, garante o volante Agenor.

Se o Vitória tem o colombiano Viáfara no gol, o Atlético tem o sergipano Márcio, que assim como o primeiro, também é especialista em cobranças de falta e pênalti.

Se o Leão tem o carioca Ramon, o Dragão tem a precisão do mineiro Elias nas jogadas de bola parada. Se o time baiano tem Neto Coruja na meia-defensiva, os goianos têm a raça de Robston. Mas o Vitória não tem um goiano no time. E é a velocidade de Juninho nos contra-ataques é uma arma que pode determinar a permanência ou não do Atlético na Série A.

Lopes confia no apoio da torcida

Depois de 37 rodadas, o destino do Vitória na Série A do Campeonato Brasileiro será definido na última partida, no Barradão, contra o Atlético (GO), às 17 horas hoje. Se triunfar, o time baiano empurra o rival goiano para a Série B. Qualquer outro resultado garante a permanência dos visitantes e sela o rebaixamento do anfitrião.

Ciente da importância do confronto, jogadores e o técnico do Vitória, Antonio Lopes, dizem confiar no apoio da torcida para evitar o descenso. “Eles (torcedores) têm ajudado muito e vão ser fundamentais, mais uma vez”, avalia Lopes. Uma boa notícia veio na sexta-feira: como o Atlético só solicitou 500 ingressos da cota de 3,5mil à qual tinha direito, uma carga extra de entradas para a torcida baiana foi colocada à venda.

O treinador comandou treinos com portões fechados durante toda a semana. Chegou a pedir desculpas aos jornalistas que cobrem o clube, após o último coletivo da equipe. “É uma decisão e temos de tomar cuidado com todos os detalhes.”

A escalação do time só será divulgada minutos antes do jogo, mas Lopes tem pelo menos duas dúvidas. O meia Ramon, ainda sentindo desconforto muscular na coxa direita, e o volante Uelliton, que sentiu dores no treino de sexta-feira, serão avaliados antes da partida.

Como o triunfo é o único resultado que serve, o meia Kleiton Domingues, destaque do time B do Vitória, que na quarta-feira conquistou a Copa do Nordeste, pode ser a novidade da equipe, se Ramon não puder jogar. “Seria bom entrar na decisão.”(AE)

Cruzeiro pega Palmeiras B e ainda torce

Alheio às reduzidas chances matemáticas de conquistar o título do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro enfrenta os reservas do Palmeiras, hoje, determinado a cumprir pelo menos a sua parte. O time do técnico Cuca precisa vencer a equipe paulista na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, a partir das 17 horas, e torcer para que o líder Fluminense e o vice-líder Corinthians não vençam seus respectivos adversários, os rebaixados Guarani e Goiás.
“Temos de fechar com uma vitória, que vamos buscar. Fizemos um trabalho vitorioso e estamos lutando pelo título até a última rodada. São poucos que chegam na última rodada lutando pelo título. Nós somos um deles”, destacou o treinador, resumindo o espírito do Cruzeiro na rodada .

Cuca voltará a comandar o time da beira do gramado após ser liberado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que concedeu efeito suspensivo da pena de dois jogos imposta ao treinador pelas declarações contra a arbitragem de Sandro Meira Ricci na derrota para o Corinthians, pela 35ª rodada. Na vitória sobre o Flamengo por 2 a 1, na última rodada, o Cruzeiro foi dirigido por Dirceu Stival, irmão e auxiliar do técnico.

“Eu gosto sempre de estar ali (na beira do campo). Não me sinto bem lá em cima, porque lá embaixo a gente participa do jogo de uma forma mais direta”, ressaltou Cuca, que, para motivar e homenagear o grupo, decidiu levar todos os 30 jogadores para Sete Lagoas.

Durante a semana, o treinador e os atletas não deixaram de enaltecer que confiam no “profissionalismo” dos jogadores de Guarani e Goiás. “Pode acontecer que Corinthians e Fluminense percam pontos, o que é difícil, pois enfrentam times que já estão na Série B. Mas tudo pode acontecer. Nós temos de ganhar, somar três pontos”, comentou Montillo.

Cuca indicou que deverá repetir a formação que iniciou a última partida. A única exceção será a entrada de Rômulo na lateral- direita.

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