O tempo ainda não fez grandes estragos, mas a falta de continuidade das obras do Centro de Excelência de Goiânia preocupa a comissão responsável pelo complexo. Há quase dois anos sem nenhuma intervenção, a construção começa a apresentar problemas pontuais, que podem ser agravados se a obra não tiver prosseguimento.
Tudo isso foi constatado em visita realizada ontem por uma comissão de técnicos que contou com a presença do presidente da Agência Goiana de Esportes e Lazer (Agel), José Roberto Athayde Filho, e do chefe de gabinete de Gestão do Centro de Excelência, o engenheiro civil Lamartine Reginaldo da Silva Júnior.
As partes mais frágeis da estrutura começam a se deteriorar. Esse é o caso da fundação do Estádio Olímpico, que ficou exposta às intempéries nos últimos anos. Já apresentam sinais de corrosão as ferragens que saem dos pilares de concreto e que servem de emendas para as demais estruturas.
Segundo Lamartine , a visita teve também a finalidade demonstrar a situação ao professor Ênio Pazini Figueiredo, da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Este profissional está fazendo o acompanhamento tecnológico do Maracanã e será importante tê-lo na equipe”, frisa. De acordo com Lamartine, Ênio Pazini entende que é necessário aplicar um produto para evitar a deterioração das ferragens.
Outro problema mais visível é a água empoçada dentro da área do estádio, que se acumulou no período chuvoso. O presidente da Agel revela que a empresa responsável pela construção deve retirar a água acumulada ainda esta semana.
Em relação à dengue, a Vigilância Sanitária e Ambiental de Goiânia informou que faz vistoria no local de 15 em 15 dias. Segundo o órgão, nos últimos dias não foi detectado nenhum foco do mosquito da dengue.
O prédio do laboratório necessita de apenas alguns reparos, pois está protegido pela sua cobertura. José Roberto também ficou satisfeito com a estrutura da obra e espera que os trabalhos sejam retomados logo. “O Estado fará um termo de ajuste de conduta para iniciar as obras legalmente o quanto antes”, revela.
De acordo com Lamartine, o governo estadual está reunindo toda a documentação sobre o Centro de Excelência com o objetivo de celebrar o acordo com o Ministério Público Federal para desemperrar o empreendimento.
Justiça Paralisadas desde outubro de 2009, as obras não avançam por causa da disputa na Justiça. A Eletroenge, vencedora da licitação, reinvindica um aditivo para terminar a 2ª etapa da construção, o laboratório de capacitação – a 1ª etapa foi a reforma do Ginásio Rio Vermelho, finalizada em 2001.
No governo passado, a Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) recorreu para não pagar esse aditivo, de mais de R$ 9 milhões. A verba federal, de R$ 10 milhões, está depositada na Caixa Econômica Federal desde 2010.
O advogado da Eletroenge, Luiz Fernando Rodrigues Tavares, revela que está marcada uma reunião entre o governo estadual e a empresa para definir as ações necessárias para que a obra seja retomada o mais rápido possível. ▩
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