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Nova diversão com a raquete

Posted on 29 janeiro 2012 by hugo

O badminton, uma das modalidades mais praticadas nos países asiáticos e que está na programação dos Jogos Olímpicos desde 1992, ainda é desconhecido para a maioria dos brasileiros. Mas o planejamento é para que o esporte que usa raquete e peteca se fortaleça nos próximos anos com a realização da Olimpíada no Brasil, no Rio de Janeiro, em 2016. E Goiás está nesse cenário de crescimento e popularização do jogo que existe há vários séculos.

O primeiro passo para organizar torneios e formar novos jogadores já foi dado. A Federação Goiana de Badminton deve ser oficializada em março. O professor de Educação Física, Saulo Soares da Silva, de 46 anos, é o presidente da entidade. Ele trabalha com o badminton há oito anos.

“Estava na casa de uma amiga, vi uma partida em vídeo e fiquei muito interessado. Meu sobrinho, então, me mandou um kit com as raquetes e a peteca dos Estados Unidos. O próximo passo foi a pesquisa, saber em que lugares próximos de Goiás se jogava o badminton. No caso, eram Brasília e Uberlândia (MG)”, relembrou.

A facilidade e acessibilidade do badminton foram os detalhes principais que o atraíram para a prática do esporte, contou Saulo. O professor, que havia praticado vôlei até os 28 anos, começou então a disseminar o esporte. Ele foi trabalhar com crianças no Colégio Estadual Robinho Martins de Azevedo, no Jardim Nova Esperança, e no Colégio Municipal Leonísia Naves de Almeida, no setor Morada do Sol. “O que é bom no badminton é o fato de a criança já poder brincar no primeiro dia”, explicou Saulo.

Mais benefícios

O professor também aponta outros benefícios conquistados por meio do esporte. “A maior vantagem é que todos podem jogar, da criança ao idoso. Você pode montar uma rede na praça, no ginásio, em qualquer lugar”, continuou Saulo. O professor garantiu que o esporte é democrático até no preço. “Um equipamento de ponta sai por 300 reais. Mas se você é um praticante ocasional, pode comprar raquetes por 38 reais. Então sai ao gosto do freguês.”

O trabalho de Saulo era intercalado com aulas no Clube da AABB, em Goiânia. Foi quando conheceu Ana Carolina de Oliveira Campos, de 10 anos, que se apaixonou pelo badminton. A garota morreu vítima de leucemia e uma vida que poderia ser dedicada ao esporte foi interrompida. Mas a história foi diferente. “Os pais dela fundaram o Instituto Ana Carol, que hoje nos apoia nos projetos e na divulgação da federação”, afirmou Saulo. O instituto criou, ainda em 2009, a Bordana (Cooperativa das Bordadeiras do Cerrado Goiano), que desenvolve ações voltadas para o atendimento de jovens, mulheres e crianças.

Saulo, que já atua como presidente da federação, projetou as próximas ações da entidade em 2012. Fazem parte do plano divulgar o esporte nas universidades e faculdades de Educação Física, promover clínicas, difundir pólos de treinamento na rede municipal de educação e organizar campeonatos. Um blog deve entrar no ar nos próximos dias para orientar e veicular notícias da modalidade.

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