A bronca de Artur Neto por reforços não é sem sentido. Na véspera do confronto, em entrevista coletiva, o técnico mostrou insatisfação pela lentidão da diretoria e cobrou a chegada de jogadores experientes para a Série B. A derrota para o Náutico por 1 a 0, ontem, no Estádio dos Aflitos serve de explicação para as queixas feitas pelo comandante do Goiás.
Com o resultado, o esmeraldino estaciona nos três pontos, perde seis posições e termina a rodada em 10º. Após ter sido goleado na estréia, o Timbu conseguiu se reabilitar e deixou a lanterna da competição para assumir a 12ª colocação do campeonato, com a mesma pontuação do Goiás.
Pelo que fez na etapa inicial, a derrota já poderia ter sido selada nos primeiros 45 minutos de jogo. Confuso, displicente e nervoso em campo. Nada funcionava e o Náutico explorava os inúmeros erros da equipe esmeraldina. O meio de campo formado por Amaral, Zé Antonio e Marcelo Costa era figurativo e não oferecia a menor resistência ao adversário. Perigo, muito menos.
Pedro Henrique foi o grande nome do primeiro tempo ao fazer oito defesas. A primeira aconteceu aos oito minutos de jogo, na finalização de Rogério. Na sequência, segurou o arremate feito pelo atacante e Kieza e deu um pouco de tranqüilidade ao time.
As chances do Goiás eram esporádicas e pouco trabalhadas. Apenas na base da pressão e da vontade conseguia chegar ao gol adversário. Em uma delas, com uma dose desespero, o zagueiro Rafael Toloi arriscou de longe para fora. Esse quadro se repetiu por mais quatro oportunidades, alterando apenas os personagens.
Além da apatia do meio de campo, o ataque esmeraldino era improdutivo. Sem espaço, Felipe Amorim recuou para receber a bola, mas de nada adiantou. Além de não ter companhia para uma troca de passes em velocidade, a forte marcação feita pelo Náutico impedia qualquer outro tipo de ação.
Enquanto isso, Pedro Henrique continuava com seu show à parte. Aos 27 minutos, mais uma grande defesa. Após rápida movimentação entre Willian e Kieza, Rogério recebeu livre na área e parou mais uma vez nas mãos do arqueiro. Sem reação, o Goiás começou a abusar das faltas e fez 24 somente no primeiro tempo.
O intervalo era a esperança de mudanças, mas logo que o árbitro Arilson Bispo reiniciou a partida, já se viu que nada mudou. Aos dois minutos, Eduardo Ramos erra o cruzamento, surpreende Pedro Henrique e marca por cobertura. 1 a 0 Timbu. Dois minutos depois, Peter girou em cima de Marcão e finalizou na trave.
Com a vantagem, o Náutico abdicou do ataque. Mas, nem isso foi suficiente para o Goiás criar chances de gol. Sem ação, as duas equipes apenas aguardaram o apito final do jogo.
Ficha técnica
Náutico 1×0 Goiás
Árbitro – Arílson Bispo da Anunciação (BA).
Auxiliares: Raimundo Carneiro de Oliveira (BA) e Eduardo Lincoln Neves (RN)
Público – 3.959 pagantes.
Local – Estádio dos Aflitos, no Recife (PE).
Náutico – Glédson; Peter, Marlon, Diego Bispo e Aírton; Everton, Elicarlos, Derley (Hélder) e Willian (Eduardo Ramos); Kieza e Rogério (Alexandro). Técnico: Waldemar Lemos.
Goiás – Pedro Henrique; Marcão, Rafael Tolói e Ernando; Oziel, Amaral, Zé Antonio, Marcelo Costa (Diniz) e Digão (Valdir Lima); Felipe Amorim e Assuério (Guto). Técnico: Artur Neto.
DM
Google.com
Orkut.com
Twitter.com
Facebook.com
Myspace.com
Youtube.com



