Na Série B do Campeonato Brasileiro, o Vila Nova carregava o fardo de não ter vencido fora de casa nem ter feito gol como visitante. Pois essa agonia vilanovense teve fim ontem, em Campinas, no Estádio Brinco de Ouro, sobre o Guarani, justamente na reestreia do técnico Hélio dos Anjos. Ele chegou a Campinas, se juntou à delegação, fez a preleção e o Vila venceu por 1 a 0 o Guarani. E o colorado chega a 11 pontos.
Foi uma vitória comemorada, tanto pelo treinador como pelos jogadores, bem ao estilo do Vila: dramática e sofrida, mas com sorte e raça, pois o time teve problemas durante o jogo, em que a trave ajudou o time alvirrubro, tanto quando o Guarani atacou como na jogada do único gol do jogo, em que o meia Paulo César bateu a falta e a bola tocou no travessão antes de entrar.
O Vila Nova quebrou jejum de quatro partidas sem vitória fora pela Série B – foram três derrotas de 1 a 0 e um empate por 0 a 0. Além disso, quebrou a sequência negativa de 12 jogos sem triunfo, como visitante, na Série B – a última vitória havia sido obtida em 11 de setembro de 2010, na goleada de 4 a 1 sobre o Icasa (CE).
A principal novidade do Vila Nova, ontem, foi a reestreia de Hélio dos Anjos, após quatro meses de sua transferência paa o Sport, em fevereiro. E a atuação do Vila mostrou que o treinador terá algum trabalho para acertar defeitos apresentados contra o Guarani.
O ala esquerdo Jorge Henrique, por exemplo, voltou ao time ontem, após cumprir suspensão. Mas ele continua abusando das entradas duras sobre os adversários e, para não fugir à regra, Jorge Henrique recebeu mais um cartão amarelo em Campinas.
Defensivamente, o time vilanovense ainda cometeu falhas. Mesmo usando esquema com três zagueiros, o Vila permitiu que o Guarani tivesse facilidade em lances de contra-ataques no primeiro tempo. O adversário teve chance de terminar em vantagem.
Mas havia a trave no meio do caminho para ajudar o Vila Nova em Campinas. Primeiro, num cruzamento de Felipe e que Fernandão, na área, cabeceou e acertou a trave, pelo lado direito, de Michel Alves.
O Vila respirou. Alguns minutos depois, aos 15 minutos, a zaga não interceptou a cobrança de falta. Dadá tocou e Fernandão, livre, acertou travessão no toque de esquerda. A sorte estava do lado do Vila.
Por último, Assisinho conseguiu penetrar na área e, na conclusão, a bola tocou a trave esquerda. Bendita trave.
Sufoco
O Vila ainda passou sufoco no primeiro tempo e, neles, foram decisivas as intervenções de Michel Alves e, num contra-ataque, o volante Adilson apareceu para salvar o chute de Assisinho, que havia driblado Michel Alves.
Após as dificuldades da etapa inicial, o Vila acertou o posicionamento defensivo no segundo tempo. O Guarani passou a ter menos espaços e o toque de bola vilanovense começou a aparecer no jogo. Isso diminuiu a sobrecarga da zaga.
Bem, a trave, que havia sido o anjo da guarda da equipe vilanovense, voltou a ser decisiva. Dessa vez, o travessão carimbou o gol do Vila. A jogada começou numa cobrança de falta. Paulo César pediu para cobrá-la e caprichou. A bola viajou, encobriu o goleiro Emerson e tocou no travessão antes de cair nas redes: Vila 1 a 0, aos 19 minutos do segundo tempo.
Após vantagem no placar, a equipe goiana levou sufoco, é verdade, mas teve a competência para administrar a primeira vitória fora de casa. No lance mais perigoso do time da casa, Lusmar cabeceou, depois de cobrança de falta, mas Michel Alves fez defesa salvadora, mesmo sem ter visão do lance – a área estava cheia de jogadores dos dois lados.
Por pouco, o Vila não ampliou no contra-ataque, mas o 1 a 0, fora, estava garantido.
FICHA TÉCNICA:
GUARANI 0 x 1 VILA NOVA
2º Tempo
P. César – 19’
GUARANI:
Emerson; Ari, Aílson, Aislan e Lusmar; Lucas, Dadá(Rafael Ipuã) e Felipe (Rodrigo Paulista); Fabinho (Denilson), Fernandão e Assisinho. Técnico: Vilson Tadei
VILA NOVA:
Michel Alves; Henrique, Gabriel e Éder Lima; Luizinho, Adilson, Paulo César (Jairo), Ricardinho, Luiz Fernando e Jorge Henrique (Lázaro); Roni. Técnico:
Hélio dos Anjos
Local: Estádio Brinco de Ouro (Campinas/SP). Árbitro: Anderson Daronco (RS). Assistentes: José Eduardo Calza (RS) e Alexandre Kleiniche (RS). Renda: R$ 19.452,00. Público: 1.740 pagantes.
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