Categoria | Futebol

Melhoria na estrutura e esforço coletivo ajudam Vila a reagir

Posted on 09 setembro 2010 by hugo

Como explicar a reação fulminante do Vila Nova na Série B se até há poucos dias o time colorado era o pior do campeonato e o abismo do rebaixamento parecia mais do que certo? O presidente Geso Oliveira e alguns jogadores tentaram explicar o que se deu com a equipe, que de repente passou a vencer e convencer. Já são cinco rodadas sem derrota. Com isso, o Tigre pulou do 20º para o 18º lugar e agora passou a sonhar mais alto.

Como acreditar num time que até a 13ª rodada havia somado somente 4 pontos conquistados na vitória sobre o Icasa (1 a 0) e no empate com o Ipatinga (2 a 2), ambos os jogos em casa? “Sempre acreditei que o time era bom. Estava faltando sorte e de repente as bolas do Vila Nova começaram a entrar no gol adversário”, disse Geso Oliveira.

Entretanto, a seguir, ele reconhece que não era apenas falta de sorte. A diretoria, por exemplo, andou pisando na bola em jogadas básicas. A crise financeira levou ao atraso de salários e, contraditoriamente, jogadores eram contratados e dispensados numa mesma semana. Além disso, houve mudanças na gerência de futebol e na comissão técnica. “Realmente, algumas pessoas aqui estavam insatisfeitas com o Jair Rabelo (ex-diretor de futebol), que estava desgastado. Mas não podemos deixar de reconhecer que ele tem méritos ao ajudar a montar o time que está aí”, reconheceu o presidente.

Sem nenhuma dúvida, o atacante Roni teve papel fundamental nessa reviravolta colorada. E não apenas em campo, jogando bem e fazendo gols – já são oito nesta Série B. Em nenhum momento ele deixou de acreditar nos companheiros nem de lutar, fora de campo, por melhores condições de trabalho para todos. “Pedi que a diretoria nos tratasse como profissionais, pagando os salários em dia e dando-nos o melhor em termos de alimentação e material”, explicou Roni.

Mas, segundo ele, a reação só foi possível porque começou de dentro para fora. Isto é, no próprio elenco, que se fechou em torno do objetivo maior, que era vencer os jogos. “Com isso, as vitórias apareceram e a confiança foi contagiando a todos”, acrescentou Roni, que ontem mostrou mais uma vez seu espírito de solidariedade e liderança. Ele foi até o técnico Ademir Fonseca e, em nome do elenco, pediu o retorno do atacante Sassá. Foi prontamente atendido.

O volante Juninho, que só ficou fora de dois jogos após a Copa do Mundo, é outro que confirma: as condições de trabalho melhoraram, tanto que o salário foi colocado em dia e o clube passou a pagar gratificação por vitória após a parceria com a Sport News. “Mas, ao meu ver, o mais importante, entretanto, foi que incorporamos o espírito guerreiro da Série B. Com isso, o time passou a entrar em campo mais concentrado e equilibrado”, revelou. Para ele, o melhor exemplo foi o primeiro tempo primoroso da equipe na vitória de 2 a 1 sobre a Lusa.

Embora o ex-técnico Roberto Cavalo estivesse no caminho certo em busca do melhor esquema tático e da formação da equipe, Ademir Fonseca tem seus méritos. Tanto que está invicto desde sua chegada – estreou vencendo o Bragantino por 3 a 1 – numa partida em que bancou o atacante Bruno Lopes como titular, quando o jogador já era considerado carta fora do baralho vilanovense.

O meia Davi Ceará, autor de um belo gol contra a Portuguesa, resumiu em poucas palavras a reação do Vila Nova nas últimas rodadas: “Foi o comprometimento de todos.”

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