Mais do mesmo: com pouco público, Goiás vence o Vila Nova no Serra

Posted on 29 janeiro 2012 by hugo

Diante de pouco mais de oito mil torcedores, Esmeraldino vence o Tigre por 3 a 1, e mantém tabu de quase cinco anos sem derrota no Serra Dourada.

Sem brilho, sem grande público, sem qualidade técnica. Assim foi o clássico entre Goiás e Vila Nova pela terceira rodada do Goianão. Sem dificuldade, e diante de pouco mais de oito mil espectadores, o Esmeraldino venceu o maior rival por 3 a 1 (veja os gols do clássico no vídeo ao lado), e manteve o amplo domínio no retrospecto geral do maior confronto do futebol goiano.
Amaral, Marcos Paulo e Egídio fizeram os gols alviverdes, assegurando a vitória de número 104 do Goiás na história do clássico – enquanto o Vila tem apenas 46. Patric diminuiu para a equipe colorada, que continua sofrendo com os números recentes no confronto. O resultado mantém o tabu do Vila Nova de quase cinco anos sem vencer o dérbi no Serra Dourada. A última vez foi no dia 25 de fevereiro de 2007, quando obteve um resultado de 3 a 0 diante do rival pelo Goianão daquele ano.

Contando o resultado deste sábado, foram 13 partidas disputadas no estádio, em que o Verde venceu oito, e houve outros quatro empates. A última vitória do Vila Nova foi no dia 28 de março de 2010, quando bateu o Alviverde por 2 a 1, no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. De lá para cá foram quatro vitórias esmeraldinas, e três empates.

O time do técnico Enderson Moreira se mantém na liderança do Goianão, com nove pontos conquistados. O Vila Nova é o quarto colocado, com três pontos ganhos, mas deve perder o posto neste domingo, quando os quatro jogos restantes da terceira rodada acontecerão. Na próxima rodada o Goiás enfrenta o Itumbiara, no estádio JK, nesta quarta-feira, às 22h. O time colorado recebe a Anapolina, no mesmo dia, mas às 20h30m, no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga.

Dois ataques, dois gols
A pressão para acabar com o jejum, os números desfavoráveis no clássico, e a desconfiança da torcida fizeram com que o Vila fosse mais incisivo no começo do clássico. O Tigre se mantinha no campo de ataque, em busca de espaços para as infiltrações. Mas este panorama foi questão de minutos. Seis, para ser mais preciso. Na primeira oportunidade que teve, o Goiás balançou as redes. Facilmente.

Após receber passe pela direita, o ex-vilanovense David cruzou a bola na área, e o zagueiro Ernando, livre, ajeitou para a chegada de Amaral que, também com amplo espaço, abriu o placar para o time alviverde. A tranquilidade com que fez o gol foi o motor do Goiás no restante da primeira etapa. O Vila Nova tentava ficar mais com a posse de bola, e buscar espaços na defesa esmeraldina, mas marcação adversária era muito forte.

Sem criatividade no meio-campo, a saída eram os arremates de longe. O primeiro foi com Dinei, aos 20 minutos, que foi para fora. Enquanto isso, o Verde apenas se posicionava para tentar puxar um contra-golpe. E assim chegou ao segundo. Aos 24 minutos, Felipe Amorim roubou a bola na intermediária direita, avançou até a linha de fundo, e cruzou. O volante Marcos Paulo apareceu entre os zagueiros e teve o tempo de cabecear e pegar o rebote para marcar.
Afobado, o Vila Nova insistia nas jogadas pelo s lados do campo. O Goiás seguia com sua calma, o que deixou a partida pouco movimentada. Mas aos poucos o Colorado assustava. Ao mesmo tempo, a paciência da torcida e de Roberto Cavalo com Dinei se esgotava. Tudo por causa de dois lances. O primeiro foi um chute fraco defendido por Harlei aos 36 minutos. O segundo e mais grave dos dois foi seis minutos depois, quando o atacante entrou livre na área pela direita e, indeciso, tentou o cruzamento, e perdeu a posse de bola. Foi o bastante para que na volta do intervalo ele fosse sacado para a entrada de Cairo.

Reação mentirosa

Na etapa derradeira, Roberto Cavalo não se intimidou. Lançou dois atacantes no Vila Nova, e deixou a equipe com três jogadores na frente. A estratégia soaria desespero, se não fosse o bom início do time no segundo tempo. Rondinelly mostraria que o Tigre teria outra postura logo no primeiro minuto, quando obrigou Harlei a fazer uma boa defesa. O mesmo camisa 10 colorado confirmaria a mudança de atitude da equipe dois minutos mais tarde quando cobrou a falta que terminou no gol alvirrubro. O meia cruzou na área pela direita, e a bola sofreu leve desvio de Marion e Patric antes de balançar as redes de Harlei.

A esperança de ver uma partida mais disputada com o gol vilanovense se esvaiu pouco tempo depois. O Goiás não se abateu com o gol tomado. Sem pressa, o time esmeraldino priorizou a troca de passes e não demorou para chegar ao terceiro. Aos nove minutos, Egídio entrou na área pela esquerda e chutou cruzado para dar o golpe final no clássico, 3 a 1. O Tigre não teve mais reação. Os jovens Cairo e Rondinelly eram bastante acionados, e arriscavam arremates ao gol de Harlei, mas sem sucesso. Com paciência, o time alviverde apenas esperou os minutos passarem para confirmar mais uma vitória no clássico.

Ficha Técnica – Goiás 3 x 1 Vila Nova
Dia 28 de janeiro de 2012
Local – Estádio Serra Dourada em Goiânia-GO

Arbitragem – Eduardo Tomaz
A1 – Fabrício Vilarinho (FIFA) – A2 – Édson Antonio

Renda – R$132.005,00 – 8.410 pagantes
Gols – Amaral 7` 1T, Marcos Paulo 24` 1T e Egidio 9` 2T (Goiás); Patric 3` 2T (Vila Nova)

Goiás – Harlei, Peter, Ernando, Rafael Tolói e Egídio; Amaral, Marcos Paulo (Alan Bahia), David (Ramon) e Ricardo Goulart (Netinho); Iarley e Felipe Amorim. Técnico – Enderson Moreira.

Vila Nova – Júlio César, Nêgo, Rafael Vaz (Evandro), Rafael Pedro, Tiago Irineu (Cairo) e Assis; Luís Marques, Rondinelli e Ricardinho; Dinei (Marion) e Patric. Técnico – Roberto Cavalo.

globo

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