Felipe marca dois gols logo no começo e rubronegro bate Botafogo no Serra Dourada. Dragão já é o 9º.
Em um domingo iluminado, o Atlético só não fez chover no Estádio Serra Dourada porque já havia chovido à tarde em Goiânia. Mas o Dragão jogou um balde de água fria no Botafogo ao bater o time carioca por 2 a 0, já que teve chance de golear o rival. Foi a primeira vitória atleticana sobre o alvinegro na história do confronto entre ambos – antes, o Dragão havia perdido duas vezes e empatada uma.
Quem foi ao estádio ver um Botafogo com jogadores de seleção, como o cabeludo Bruno Cortês, o ágil Jefferson e o uruguaio Loco Abreu, viu um show de bola do Dragão. O rubronegro provou ter um elenco homogêneo em relação à qualidade e jogou os últimos dez minutos sob os gritos de “olé!” da torcida. “Jogamos demais!”, resumiu o atacante Anselmo após o jogo.
O resultado catapultou o Atlético da 12ª para a 9ª colocação na classificação da Série A, com 38 pontos. Já o Fogão termina a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro na 4ª posição, com 45 pontos.
Os mais de 12 mil torcedores pagantes certamente esperavam uma partida muito disputada, veloz e de pegada desde o início. Mas o que as duas torcidas não imaginavam é que o jogo pegaria fogo desde o primeiro minuto. Principalmente a do Botafogo, que, assim como o time alvinegro, assistiu ao Atlético jogar no primeiro tempo.
Logo a 1min20s de partida, quem botou fogo no jogo foi o Dragão. Rafael Cruz lançou Bida em velocidade. O meia cruzou à meia altura pela direita e Felipe chegou tocando para o gol. A bola desviou no ex-atleticano Antônio Carlos antes de parar no fundo do gol: Dragão 1 a 0.
O Botafogo não conseguia colocar em campo todos os seus principais jogadores desde o clássico contra o Fluminense, em 27 de agosto. Ontem, a equipe estava completa e disposta a levar os três pontos para o Rio. Mas o primeiro gol atleticano pegou o alvinegro de surpresa. E antes mesmo que assimilasse o gol sofrido, o Botafogo tomou o segundo baque.
Impossível, Felipe deixou sua marca novamente. Aos 7, Rafael Cruz ganhou o duelo com Cortês. Ele cruzou da direita e Fábio Ferreira tentou tirar, mas a bola acabou sobrando para Felipe. O atacante dominou e chutou para o gol. A bola desviou, desta vez no braço direito de Marcelo Mattos, e enganou o goleiro Jefferson: Dragão 2 a 0.
A partir daí, o Atlético definitivamente tomou conta da etapa inicial. A marcação estava bem encaixada e o time não perdeu uma disputa de bola aérea sequer. Os meios de campo e os atacantes tabelaram com rapidez e contavam com a bela atuação dos laterais para levar perigo constante à defesa do apático Botafogo.
Aos 31, após cobrança de escanteio de Felipe, Anselmo subiu para cabecear e foi puxado por Cortês. Além de não assinalar o pênalti, o árbitro Alício Pena Júnior, sem razão, ainda deu bronca no atacante atleticano. O Atlético ainda perdeu grandes chances de construir uma goleada ainda nos primeiros 47 minutos de jogo.
BRONCA
O time carioca parece ter tomado uma bronca homérica do técnico Caio Júnior no vestiário. Tanto que voltou mais ligado para o segundo tempo. O alvinegro acendeu sua torcida logo nos primeiros minutos com um chute de Elkeson, que Márcio defendeu.
Com o passar do tempo, o Atlético voltou a equilibrar as ações e passou a ameaçar. Márcio, por centímetros, não fez um golaço de falta aos 20. Porém, no minuto seguinte, o goleiro atleticano sofreu uma contusão muscular e teve de ser substituído por Roberto.
O Dragão voltou a tomar conta do jogo e envolveu completamente o Botafogo, que não viu a cor da bola até o fim do jogo.
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