A rivalidade que dominou o cenário paulista e nacional no início da década será revivida na final do Novo Basquete Brasil (NBB) a partir desta quinta-feira, às 21h. Após quatro anos, Franca volta à decisão de um campeonato brasileiro e terá como adversário o Brasília, que tem como base jogadores que travaram duelos históricos contra os francanos com a camisa de Ribeirão Preto.
Alex, Arthur e Nezinho integraram durante vários anos o time de Ribeirão Preto, uma das equipes que rivalizava com Franca pelo domínio regional e nacional. Em 2006, o trio estava na decisão que não acabou contra os rivais por causa de um imbróglio jurídico. No ano seguinte, já pelo Brasília, se sagrou campeão brasileiro dentro da casa do adversário.
“É sempre especial jogar contra Franca, por toda a rivalidade que se criou durante todos estes anos. É uma coisa de dentro de quadra, com as duas equipes se esforçando ainda mais para vencer”, comentou o ala Alex. “Em 2006 a decisão não acabou, após vencermos o primeiro jogo com o Ribeirão. É também uma revanche para eles, que perderam para o Brasília em 2007”.
O Franca também conta com vários atletas que viveram esta rivalidade. Helinho e Rogério, além do técnico Hélio Rubens, participaram de todos os confrontos decisivos contra os rivais, desde os duelos emocionantes contra o Ribeirão Preto. Ricardo Probst estava na equipe na decisão de 2006, enquanto William Drudi participou da derrota para o Brasília no ano seguinte.
“Era outra época. Apesar de vários jogadores serem os mesmos, são outras equipes. A busca pelo título é mais importante do que uma rivalidade antiga”, minimiza Hélio Rubens. “A torcida ainda guarda aquela rivalidade, mas entre os atletas não existe mais isto”.
Pelo menos entre os torcedores francanos a rivalidade dos tempos de Ribeirão Preto segue viva na memória. Os ex-integrantes do rival foram fortemente hostilizados durante o festivo Jogo das Estrelas, disputado em janeiro, em Franca. Nezinho foi o mais perseguido, sendo vaiado todas as vezes que tocou na bola durante a partida.
“É mais uma questão criada pela torcida. Estamos focados no que precisa ser feito dentro de quadra. São situações e momentos bem diferentes”, disse o ala Rogério, do Franca. ”Será uma grande final, com jogadores acostumados a situações como esta”.
Dono de 10 títulos brasileiros, Franca inicia a decisão nesta quinta-feira tentando quebrar um jejum de 12 anos sem conquistas nacionais. Atual campeão, o Brasília vive sua quinta final consecutiva, com duas conquistas.
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