Três dias depois da confusão ocorrida após o jogo Canedense 1 x 2 Vila Nova, o Estádio Plínio José de Souza, que havia sido interditado preventivamente pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Goiás (TJD/GO), está liberado. O time de Senador Canedo vai poder enfrentar o Santa Helena, domingo, diante de sua torcida.Bomba
Ontem pela manhã, o presidente do TJD, Clodomir Ferreira Pimentel, e o major da PM Aylon José de Oliveira Júnior (comandante do policiamento em Senador Canedo) estiveram no estádio para conferir as mudanças solicitadas pelo tribunal para dar mais segurança às equipes, comissões técnicas e trios de arbitragem.
Foram colocadas divisórias fixas na entrada de acesso aos vestiários, na área que vai dos vestiários até o gramado e do lado de dentro até a parte de fora do estádio para não haver contato entre torcedores e delegações. “Não é ainda o ideal, mas melhorou bastante”, disse Clodomir Pimentel. Segundo ele, tanto a FGF quanto a Canedense receberam ofício com a confirmação dos laudos da PM e do Corpo de Bombeiros, além de portaria que tornava sem efeito a interdição do estádio.
Para o major Aylon, os incidentes não foram motivados por falta de segurança, mas pela falta de controle do acesso de pessoas ao local reservado às equipes. “O clube cumpriu as exigências e nós (PM) reafirmamos nosso laudo. Para dar mais segurança aos atletas e arbitragem, vamos colocar um policial no portão de entrada para os vestiários”, disse o comandante da PM.
Segundo o presidente do TJD, já foi determinada a abertura de inquérito para apurar as responsabilidades nos fatos. Serão ouvidos: os jogadores Max, Marcelo e Michel, do Vila Nova; Erivélton e Elizeu, da Canedense; além do vereador Roni de Souza Abreu, do supervisor Dionísio e do motorista do clube, Lindomar. O TJD contará com ajuda do 14º DP de Senador Canedo, onde foi registrada a ocorrência.
A Canedense, por sua vez, pode ser punida por invasão de campo, delito previsto no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A pena prevista é de 100 reais a 100 mil reais, além de perda de mando de campo – um a dez jogos. O atacante Erivélton, expulso no primeiro tempo, está incurso no artigo 243/F por ter ofendido o árbitro. Ele pode ser punido com multa (100 reais a 100 mil reais) e suspensão de um a seis jogos.
Ontem, a PM admitiu que a bomba que atingiu o jogador Marcelo e o secretário de registros do Vila Nova, Antônio Divino Rosa, o Givanildo – ambos ficaram feridos na perna – foi jogada por um policial.
“Podemos confirmar que foi uma granada atirada por policial do grupo tático de Senador Canedo. Trata-se de um armamento químico não-letal usado na dispersão de tumultos”, disse o tenente-coronel da PM Marcus Vinícius, responsável pela sindicância aberta para apurar a participação da PM nos incidentes. A bomba, ao entrar em contato com a brita espalhada próxima ao vestiário, atingiu os vilanovenses.
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