O Atlético volta à Bahia, onde foi eliminado nas semifinais da Copa do Brasil deste ano, para reencontrar o Vitória, amanhã, na partida que definirá o rebaixamento de uma das duas equipes para a Série B do Campeonato Brasileiro. O Dragão pode até empatar que se mantém na elite do Nacional. Ao time baiano, só a vitória interessa. O fato de jogar no Estádio Manoel Barradas, em Salvador, é considerado um trunfo para os baianos, que já esgotaram os ingressos e prometem fazer forte pressão sobre a equipe goiana.
Entretanto, o Barradão não traz boas lembranças ao time da casa, principalmente no tocante ao rebaixamento. Nas duas vezes em que o Vitória foi rebaixado, estava jogando no Barradão. Em 2004, a equipe baiana perdeu para a Ponte Preta por 2 a 1, em casa, e caiu para a Série B. No ano seguinte, o Vitória caiu para a Série C ao empatar por 3 a 3 com a Portuguesa, no Barradão.
A curiosidade é que o técnico do Atlético, René Simões, comandava o Vitória naquele jogo em 2004. A decepção foi tamanha que o treinador chegou a declarar, na época, que tinha dito à diretoria para rasgar o contrato e que não precisava pagar multa contratual.
Agora, René está em outro rubronegro, o goiano, e tem como consequência de sua missão, deixar triste a torcida do Vitória. Amanhã, às 17 horas, ele promete mandar a equipe para cima do adversário, que deve entrar em campo com três atacantes. O treinador faz mistério quanto à escalação da equipe, mas, apesar de ter utilizado diferentes posicionamentos e formações no time, não jogará defensivamente. Na semifinal da Copa do Brasil, em junho, o Dragão, desfalcado, entrou em campo com uma postura muito defensiva e acabou sendo derrotado por 4 a 0. O Vitória foi à final e perdeu o título para o Santos, que jogou no Barradão (1 a 1) precisando do empate, assim como o Atlético.
“Não adianta querer jogar na última partida de uma forma diferente. Esse time não sabe fazer retranca. É característica da equipe jogar para frente. É claro que temos uma estratégia para sair dessa pressão que e eles (Vitória) devem fazer”, pondera René.
Apesar do mistério, os jogadores não estão preocupados em surpreender o adversário. “Já fomos analisados em 37 rodadas. Difícil que um time surpreenda um ao outro. Temos de fazer um jogo excelente para ficar na história do Atlético. Se formos lá preocupados em surpreender o Vitória, corremos sério risco de sermos surpreendidos”, alerta o versátil meio-de-campo William, que deve ser titular na partida de amanhã por ter características tanto ofensivas quanto defensivas.
O Atlético viajou ontem para Salvador e treinará hoje, pela manhã, no CT do Bahia.
ARBITRAGEM
A diretoria atleticana já tinha ficado surpresa com a escalação de Sálvio Spínola Fagundes Filho para apitar o jogo decisivo de amanhã. O árbitro trabalhou no último jogo do Vitória – empate por 1 a 1 com o Inter em pleno Beira-Rio. Porém, naquela partida, Sálvio teve boa atuação.
A torcida passou a se preocupar ao saber que Sálvio é baiano – nasceu em Urandi. Porém, foi morar em São Paulo com 1 ano de idade e é filiado à Federação Paulista de Futebol. Neste ano, ele trabalhou em três partidas que envolveram o Vitória – Inter 1 x 1 Vitória e Vitória 0 x 0 Ceará, pelo Brasileiro, e Vitória 2 x 1 Bahia, nas finais do Campeonato Baiano.
Fonte: O Popular.
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