Considerado uma revelação no País, Davi Prado disputa Campeonato Sul-Americano, em Guaíba (RS). Davi Prado tem experiência do Mundial nos EUA: goiano fica em 6º lugar
Cabelos compridos, estilo de surfista, pele tostada pelo sol, predileção pelo esporte e estilo “rato de praia”, como se diz na gíria entre os esportistas das ondas. Assim é Davi Prado, de 11 anos, que não se arrisca nas ondas com uma prancha de surfe, mas tem habilidade suficiente para executar manobras radicais acelerando um jet ski.
Considerado uma das principais revelações do jet ski nacional, Davi disputa o Campeonato Sul-Americano, em Guaíba (RS), no fim de semana.
Na terça-feira, o goiano participou de um evento em São Vicente (SP) alusivo à Proclamação da República. Foi só apresentação, mas Davi mostrou manobras que fazem parte do repertório dele no freestyle. Davi gosta de se exibir com o “submarino”, em que, como o nome já diz, o jet ski para e mergulha na água. Há também o “chafariz”, em que o piloto acelera, gira a tampa do jet e joga água para cima.
Mas a sua preferida, e a mais difícil em termos técnicos e físicos, é a “flip sub”. “Faço a manobra correndo, jogo o guidom para o lado e dou uma cambalhota. É difícil porque, após o giro, tenho de voltar para dentro do jet ski”, descreve o piloto.
Além de batizar as suas manobras, o jovem piloto costuma ganhar apelidos. No Campeonato Europeu, em Mirandela (Portugal), foi chamado de Tarzan do Brasil . Na Bahia, após a apresentação, a galera o batizou de Possuidinho . Depois, Davi, ao atravessar o arco com fogo numa manobra para lá de arriscada, virou Tocha Humana .
Nas competições, ele escolhe as manobras e geralmente gasta dois minutos para fazê-las, mas tem contra si o fato de não ter ainda força física suficiente para dominar um jet ski e realizá-las da maneira desejada. Por isso, Davi teve dificuldades durante a estreia no Mundial, em outubro, nas águas de Lake Havazu (EUA).
Além do problema com o tamanho e o peso do jet ski, ele disputou o torneio contra pilotos adultos – cerca de 40. Apesar disso, ficou em 9º lugar na freestyle. Contra adversários de 12 anos, na categoria ski, Davi ficou em 6º lugar e, na slalon – o piloto tem de contornar boias colocadas em sequência – terminou em 12º. “Fui bem competitivo (no Mundial) e pude ganhar mais experiência”, disse Davi, que registra aventuras e provas no site www.daviprado.com.
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