O técnico Hélio dos Anjos, de 53 anos, assume o Atlético, hoje, com alguns desafios. Entre eles, o principal será manter o time, ameaçado de rebaixamento e com campanha irregular, na Série A do Brasileiro. Hélio dos Anjos inicia o trabalho para estrear quinta-feira, no Rio, contra o vice-líder da Série A, o Flamengo, no Estádio Engenhão.
Além de garantir a permanência atleticana na elite, Hélio dos Anjos terá a chance de marcar positivamente nome dele no terceiro clube goiano que dirige – já passou pelo Goiás (com sucesso e cinco títulos) – e no Vila Nova (com trabalhos curtos e contestados).
Após vitória de 2 a 0 sobre o Santos e os jogos de ontem, o rubronegro perdeu uma posição para o Grêmio – caiu de 14º para 15º lugar com 16 pontos. “Eu assumo o Atlético com uma grande responsabilidade, pois é o único representante do futebol goiano na elite do futebol nacional. Vamos trabalhar com muita seriedade e compromisso para assegurar permanência do time na 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro”, previu o treinador no seu site pessoal.
Depois, no site do Atlético, Hélio dos Anjos elogiou o clube e se diz animado em recuperá-lo. “Vai ser um privilégio, por tudo que o Atlético representa hoje no cenário esportivo nacional. Vejo muito potencial de recuperação neste elenco”, avaliou. Hélio dos Anjos também aposta na boa estrutura do clube. “As coisas no Atlético serão mais fáceis. O time tem uma bela estrutura, que dá totais condições para os atletas e para comissão técnica”, disse.
No projeto que desenvolverá no Atlético, pelo menos até o fim do ano, Hélio dos Anjos terá de encontrar a formação de ataque ideal para melhorar o aproveitamento ofensivo – a equipe tem média inferior a 1 gol por rodada – fez 15 gols em 16 rodadas e tem o atacante Anselmo, com 5 gols, como o goleador.
Na remontagem do ataque, o técnico tem de recuperar o futebol de Felipe que, à exceção dos 2 a 0 sobre o Cruzeiro, quando fez dois gols, ainda está devendo. Sob o comando de Hélio dos Anjos, Felipe teve boas passagens no Náutico (na Série B de 2006) e no alviverde (em 2009 e 10).
Outra tarefa ingrata do técnico está em tornar o meio de campo do Atlético mais criativo. Para isso, ele terá de usar seu conhecimento no mercado do futebol para indicar um camisa 10, bom e barato, dentro da realidade financeira do clube. Os jogadores mais utlizados na posição, até agora, foram Thiaguinho e Vitor Júnior – este último se recupera de contusão. Ano passado, a referência do time foi o meia-atacante Elias, atualmente titular no Figueirense.
Hélio dos Anjos começará, neste ano, o terceiro trabalho à frente a um time goiano – teve duas passagens rápidas pelo Vila Nova – e terá de driblar a desconfiança da torcida atleticana, que o conhece pelas passagens no Goiás. Dependerá do treinador motivar tanto a torcida rubronegra como os jogadores.
Além de Hélio dos Anjos, chegam ao Atlético o auxiliar Marcelo Rocha e o preparador físico Lauro Martins, que já fazem parte da comissão técnica dele desde 2008, quando retornou ao futebol goiano para dirigir o Goiás. Jairo Araújo, que dirigiu o time após a saída de Paulo César Gusmão, retorna à condição de auxiliar da comissão técnica.
Para o jogo com o Flamengo, o lateral Rafael Cruz e o atacante Marcão, que estavam suspensos, ficam à disposição do novo treinador, enquanto o volante Agenor cumprirá suspensão. Vitor Júnior e Felipe, que se recuperam de lesões, serão reavaliados.
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