Dança de técnicos da era Hailé

Posted on 06 setembro 2011 by hugo

A instabilidade no comando técnico do Goiás vai se consumando como marca da gestão do presidente Hailé Pinheiro. Desde que assumiu o clube, em setembro de 2010, Hailé completou a quarta troca de treinador. Isso porque, ontem, o técnico Márcio Goiano foi comunicado pelo gestor de futebol, Kleber Guerra, que estava demitido, apesar do bom aproveitamento na Série B.

Ontem de manhã, o Goiás anunciou a contratação de Ademir Fonseca, de 48 anos e que dirigiu o Fortaleza por sete dias, sem ter estreado. Ademir passou, em 2011, por Oeste (SP), São Caetano, Fortaleza e, agora, o Goiás. Na carreira, iniciada no Ituano (1997), Ademir Fonseca coleciona 34 clubes, dois títulos – Campeonatos Paulista (2002, no Ituano) e Paraense (2006, no Paysandu) e o vice da Série A-2 do Paulista, também no Ituano, em 1997.

No futebol goiano, teve passagem marcante pelo Vila Nova, ano passado, quando obteve seis vitórias seguidas e ficou nove jogos invicto, livrando a equipe do rebaixamento após 22 rodadas – foram 11 vitórias, 5 empates e 6 derrotas. Ademir Fonseca assume hoje e terá, na comissão técnica, o filho Willander Fonseca (auxiliar) e Jairo Porto (preparador físico).

Em um ano de gestão Hailé Pinheiro, o Goiás teve: Jorginho (ex-auxiliar de Dunga na seleção brasileira contratado por Syd de Oliveira), Artur Neto (vice da Copa Sul-Americana e do Campeonato Goiano), Márcio Goiano (deixou o time em 12º lugar na Série B) e, agora, Ademir Fonseca. Os três primeiros saíram com desgaste por resultados e carência de bons jogadores no elenco.

Somente na transição de Artur Neto para Márcio Goiano é que o clube se movimentou e trouxe reforços: os volantes Alan Bahia e Marcinho Guerreiro e o atacante Iarley. Depois, chegaram o meia-atacante Elivélton, indicado por Márcio, e o atacante Wellington, que não tem agradado.

Apesar dos números positivos, causou surpresa a demissão de Márcio Goiano. Para o gestor de futebol, Kleber Guerra, que atuou como jogador ao lado de Márcio Goiano desde a base do Goiás até o fim de 1996 (no profissional), alguma coisa precisava ser feita. “São números, não tem como a gente mentir, nem omitir, mas existem outras situações que tem que ser avaliadas também, então a gente procurou avaliar em todos os aspectos”, frisou o gestor.

No Goiás, Márcio vinha de duas derrotas seguidas: para Grêmio Prudente (2 a 0) e Náutico (2 a 1). O melhor momento foi nos quatro primeiros jogos, quando venceu Vitória (4 a 1), Americana (3 a 1), Sport (2 a 1) e Duque de Caxias (3 a 2). “E no final desses aspectos, a gente sabe que o trabalho do Márcio (Goiano) é um bom trabalho, a gente sabe disso, não é porque vem de duas derrotas, mas a gente sabe também que o grupo não vem respondendo a algumas situações. A gente não poderia aguardar que esse trabalho viesse a se desgastar, que o aproveitamento caísse, e que a gente fizesse a mudança”, justificou Kleber Guerra.

O último técnico que teve estabilidade no clube foi Hélio dos Anjos. Ele ficou à frente do time durante um ano e sete meses, dirigindo-o durante gestões de Pedro Goulart (fim de 2008) e Syd de Oliveira Reis (2009 e início de 2010).

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