O Centro de Excelência de Goiânia recebeu ontem do governo Federal mais R$ 5 milhões. O anúncio da verba foi feito pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, que esteve na capital goiana para participar de uma audiência pública para debater as modificações na Lei Pelé. Apesar de mais dinheiro, a finalização do complexo esportivo está longe.
A obra está parada desde outubro do ano passado porque a empresa responsável pela construção, a Eletroenge, pede um aditivo de R$ 9.845.149,66 no contrato para terminar somente o laboratório de capacitação. A empreiteira conseguiu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em abril o direito de ter o complemento da verba, mas a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) recorreu da decisão.
Por causa da disputa na Justiça, os R$ 10 milhões que estão depositados na Caixa Econômica Federal não podem ser liberados. O valor é suficiente para o término do laboratório de capacitação. Por meio da Assessoria de Imprensa, a Agetop se pronunciou ontem dizendo que não “há nenhuma novidade no caso”.
“Os R$ 5 milhões serão liberados para que a construção avance, pois é importante na formação dos atletas olímpicos brasileiros”, disse o ministro, lembrando que a verba foi conquistada pela bancada goiana no Congresso Nacional. “Espero que a construção seja finalizada o mais breve possível”, comentou.
O presidente da Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel), Danivaldo Frutuoso Franco, o Cafu, antecipou que a verba anunciada ontem será usada para o início das obras de reformulação do Parque Aquático. O dinheiro, porém, deve ser insuficiente. A estimativa é de que a construção fique em torno de R$ 9 milhões.
A previsão é de que a obra no Parque Aquático comece a partir de agosto, após obedecer todo o tramite legal para liberação dos R$ 5 milhões.
O Parque Aquático será a 3ª etapa do Centro de Excelência, que começou a ser construído pelo governo do Estado em 1999 – a 1ª foi a reforma do Ginásio Rio Vermelho e a 2ª é a construção do laboratório de capacitação. A outra fase é a reconstrução do Estádio Olímpico, demolido em 2006. Porém, não há verba prevista para a obra do estádio.
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