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Choro toma conta do vestiário da seleção brasileira em Porto Elizabeth

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Choro toma conta do vestiário da seleção brasileira em Porto Elizabeth

Posted on 03 julho 2010 by hugo

Olhos vermelhos e inchados. Essa foi a aparência dos jogadores da seleção brasileira na área para a imprensa após a derrota para a Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. Desapontados com o fim do sonho do hexa, os jogadores choraram bastante no vestiário do estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth.

- Todo mundo chorou no vestiário. É difícil, a confiança era muito grande. O grupo estava fechado e a torcida brasileira estava sentindo isso. Quando o juiz apitou o fim do jogo, parecia que o mundo tinha desabado. Não esperávamos isso depois de um trabalho tão bom de três anos e meio. Agora é dar tempo para a ferida sarar. Estamos com o coração partido, é um momento complicado, em que você quer sumir, mas a vida e o trabalho continuam – comentou o goleiro Julio Cesar.

Um dos mais experientes do elenco formado por Dunga, Gilberto Silva saiu do estádio chorando. Não se conteve nem mesmo depois das entrevistas.

- Essa eliminação dói muito, porque só nos sabemos o que sofremos para chegar até aqui. Essa derrota será muito dura, porque encerra um ciclo de trabalho de quatro anos da maneira que não queríamos. Eu só tenho a agradecer a todos os jogadores e comissão técnica. Foi uma honra – declarou o volante.

A única coisa que posso falar para quem está sofrendo é que também estamos sofrendo muito”. Kaká.

Felipe Melo, que fez um gol contra e foi expulso da partida por pisar em Robben, estava também entre os mais abatidos da seleção brasileira.

- Já não tenho mais o que chorar. Estou destruído por dentro. Falei com a minha esposa e meu filho. Foi difícil ouvi-los chorando – contou o camisa 5.

Kaká, uma das principais estrelas do elenco verde e amarelo, era um dos mais abatidos. Com os olhos vermelhos e cara de choro, ele falou:

- Não tem muito que dizer. A única coisa que posso falar para quem está sofrendo é que também estamos sofrendo muito. Nunca vi os jogadores sofrerem tanto – comentou o camisa 10, que encerrou sua terceira Copa do Mundo.

Fonte: Globo.

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pronto

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‘Eu já sabia’, ironiza o carrasco Luis Fabiano após mais um gol no Chile

Posted on 29 junho 2010 by hugo

Atacante tem cinco gols em quatro jogos contra o rival sul-americano. Nesta segunda-feira, ele marcou o segundo na vitória por 3 a 0 na Copa do Mundo.

Luis Fabiano está sempre bem-humorado. Mais ainda quando ganha uma partida e faz um gol, como aconteceu nesta segunda-feira, contra o Chile, nas oitavas de final da Copa do Mundo. Depois da vitória por 3 a 0 sobre os rivais sul-americanos, o atacante da seleção brasileira brincou com o fato de ter balançado a rede.

- Contra o Chile, eu tinha de entrar com uma plaquinha “eu já sabia”, porque eu sempre faço gol contra eles. É um adversário que me dá sorte – falou o camisa 9.

O histórico de Luis Fabiano contra o Chile não é tão positivo quanto o de Robinho, que balançou as redes oito vezes contra esse adversário. Mas é bastante eficiente. Em quatro jogos, o atacante do Sevilla fez cinco gols. Na partida desta segunda-feira, ele foi substituído. Mas afirmou que não foi por conta do cartão amarelo.

Contra o Chile, eu tinha de entrar com uma plaquinha ‘eu já sabia’”Luis Fabiano- A substituição foi porque eu realmente estava cansado. Eu venho de um cansaço muscular, mas consegui jogar bem – falou o Fabuloso.

Com o gol marcado esta noite, Luis Fabiano se tornou o artilheiro da seleção brasileira na competição e passou a ser o vice-artilheiro do Mundial, com um gol a menos que os goleadores máximos Higuain, da Argentina, e Vittek, da Eslováquia.

Apenas o argentino, porém, continua no torneio, porque a Holanda, adversária do Brasil, sexta-feira, pelas quartas de final, eliminou a Eslováquia.

globo

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dunga_bielsa

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Raio-X: Brasil quase completo tem defesa chilena desfalcada pela frente

Posted on 28 junho 2010 by hugo

Nas outras vezes que teve o Brasil pela frente em Copas do Mundo, em 62 e 98, o Chile deu adeus à competição. Por mais que o discurso de Dunga e dos jogadores seja de respeito, qualquer resultado que não seja a classificação da seleção seria uma grande zebra. Não seria a primeira na África do Sul, é verdade. A Itália que o diga. O retrospecto recente, porém, de cinco vitórias brasileiras desde 2007, sempre marcando três ou mais gols, mostra uma grande diferença técnica de uma seleção para outra.

Para piorar a situação do Chile nas oitavas de final, a sua dupla de zaga titular não vai encarar o Brasil. Medel e Ponce foram suspensos por receberem o segundo cartão amarelo na derrota para a Espanha. Contreras, que jogou apenas nove minutos nesta Copa, terá a missão de marcar o ataque completo do Brasil com Kaká, Robinho e Luis Fabiano. No entanto, a seleção dificilmente estará completa no duelo decisivo desta segunda-feira, às 15h30m (de Brasília), no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. Felipe Melo está praticamente vetado da partida, e Elano ainda é dúvida.

Além disso, a campanha da seleção brasileira na primeira fase, mesmo sendo contestada, é muito mais sólida. A vitória magra por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte na estreia não foi tão suada quanto faz parecer o placar. O Brasil jogou com tranquilidade e só levou gol em desatenção da defesa no finzinho. Idem para o 3 a 1 sobre a Costa do Marfim. O domínio foi sempre verde e amarelo. Diante de Portugal, um empate sem gols e sem sobressaltos que valeu o primeiro lugar do Grupo G.

O caminho chileno foi muito mais acidentado. Duas magras vitórias por 1 a 0 sobre Honduras e Suíça, que poderiam ter um desfecho diferente com um lance bem sucedido dos adversários. O gol diante dos europeus, por sinal, só saiu aos 29 minutos do segundo tempo, apesar da superioridade sul-americana. No último jogo, a Espanha aproveitou as falhas da defesa chilena para roubar a primeira colocação do adversário, que só precisava do empate, com uma vitória por 2 a 1.

globo

Nas outras vezes que teve o Brasil pela frente em Copas do Mundo, em 62 e 98, o Chile deu adeus à competição. Por mais que o discurso de Dunga e dos jogadores seja de respeito, qualquer resultado que não seja a classificação da seleção seria uma grande zebra. Não seria a primeira na África do Sul, é verdade. A Itália que o diga. O retrospecto recente, porém, de cinco vitórias brasileiras desde 2007, sempre marcando três ou mais gols, mostra uma grande diferença técnica de uma seleção para outra.

Para piorar a situação do Chile nas oitavas de final, a sua dupla de zaga titular não vai encarar o Brasil. Medel e Ponce foram suspensos por receberem o segundo cartão amarelo na derrota para a Espanha. Contreras, que jogou apenas nove minutos nesta Copa, terá a missão de marcar o ataque completo do Brasil com Kaká, Robinho e Luis Fabiano. No entanto, a seleção dificilmente estará completa no duelo decisivo desta segunda-feira, às 15h30m (de Brasília), no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. Felipe Melo está praticamente vetado da partida, e Elano ainda é dúvida.

Além disso, a campanha da seleção brasileira na primeira fase, mesmo sendo contestada, é muito mais sólida. A vitória magra por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte na estreia não foi tão suada quanto faz parecer o placar. O Brasil jogou com tranquilidade e só levou gol em desatenção da defesa no finzinho. Idem para o 3 a 1 sobre a Costa do Marfim. O domínio foi sempre verde e amarelo. Diante de Portugal, um empate sem gols e sem sobressaltos que valeu o primeiro lugar do Grupo G.

O caminho chileno foi muito mais acidentado. Duas magras vitórias por 1 a 0 sobre Honduras e Suíça, que poderiam ter um desfecho diferente com um lance bem sucedido dos adversários. O gol diante dos europeus, por sinal, só saiu aos 29 minutos do segundo tempo, apesar da superioridade sul-americana. No último jogo, a Espanha aproveitou as falhas da defesa chilena para roubar a primeira colocação do adversário, que só precisava do empate, com uma vitória por 2 a 1.

globo

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chile1

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Rival das oitavas, Chile é o maior freguês da seleção na Era Dunga

Posted on 27 junho 2010 by hugo

chile1 Melhor, impossível. Adversário nas oitavas de final da Copa do Mundo, o Chile é o maior freguês da seleção brasileira na Era Dunga. Desde que o treinador assumiu o comando após o fracasso no Mundial de 2006, foram cinco vitórias. Nenhuma outro país sofreu tanto com o ataque brasileiro. Foram 20 gols marcados em cima dos chilenos e apenas três sofridos.

O primeiro jogo foi um amistoso em março de 2007. O Brasil goleou por 4 a 0, com uma bela atuação de Ronaldinho Gáucho, autor de dois gols. Kaká e Juan também marcaram.

Na Copa América de 2007, quem brilhou foi Robinho. No duelo da primeira fase, o atacante fez os três gols da vitória por 3 a 0. Depois, nas quartas-de-final, o Brasil goleou por 6 a 1 com gols de Juan; Julio Baptista; Robinho (2); Josué; Vagner Love.

Em 2008, a seleção estava em uma fase complicada nas eliminatórias. E chegou em Santiago para enfrentar o Chile em quinto lugar na classificação. O jogo era visto como decisivo para a permanência do técnico Dunga. Um jornal local chegou a estampar uma manchete que a equipe de Marcelo Bielsa iria “ensinar os brasileiros a bailar o koala”, uma dança sensual de sucesso no país. Mas com uma atuação para não deixar dúvidas, o Brasil venceu por 3 a 0, gols de Luis Fabiano (2) e Robinho. Após o jogo, o atacante do Santos deixou um recado no vestiário, ao lado do diário, em espanhol: “Tem que respeitar a melhor seleção do mundo”.

No jogo de volta das eliminatórias, em Salvador, o Brasil venceu com uma ótima atuação de Nilmar, autor de três gols. Júlio Baptista fez mais um. E no final, a seleção bateu o Chile por 4 a 2.

Brasil X chile depois da copa de 2006

DATA

PARTIDA

COMPETIÇÃO

GOLS

24/03/2007

Brasil 4 x 0 Chile

Amistoso

Ronaldinho (2); Kaká; Juan

01/07/2007

Brasil 3 x 0 Chile

Copa América

Robinho (3)

07/07/2007

Brasil 6 x 1 Chile

Copa América

Juan; Julio Baptista; Robinho (2); Josué; Vagner Love

07/09/2008

Brasil 3 x 0 Chile

Eliminatórias 2010

Luis Fabiano (2); Robinho

09/09/2009

Brasil 4 x 2 Chile

Eliminatórias 2010

Nilmar (3); Julio Baptista

O Brasil volta a campo na próxima segunda-feira, às 15h30 de Brasília, para enfrentar o Chile, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida vai ser disputada no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.

Fonte: Globo.

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cristianoronaldo

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Baptista e Alves vão mal e valorizam ainda mais os titulares Kaká e Elano

Posted on 26 junho 2010 by hugo

cristianoronaldo

Substitutos de dois destaques da seleção brasileira, eles foram bem abaixo da média e não conseguiram fazer a armação do time

Embora não tenha tido uma atuação empolgante no empate por 0 a 0 com Portugal, sexta-feira, em Durban, a seleção brasileira dominou a maior parte do jogo, válido pelo Grupo G da Copa do Mundo. Tanto que teve 61% de posse de bola, contra 39% do rival. Só que mesmo assim, Daniel Alves e Julio Baptista não conseguiram substituir à altura o machucado Elano e o suspenso Kaká.

A bola até que passou bastante por eles, mas as boas jogadas foram raras. Julio Baptista, por exemplo, só conseguiu criar uma chance de perigo para o Brasil aos 37 minutos do primeiro tempo. Tarde demais para quem tinha a missão de ser o cérebro do meio-campo. É verdade que Kaká ainda não está no auge de sua forma física, após lesão muscular, mas o camisa 10 é mais decisivo.

- Independentemente de quem entra, todos estão ali para ajudar o Brasil. Eu tentei fazer de tudo, mas Portugal estava fechado demais. O importante agora, nas oitavas de final, é não errar mais – analisou Julio Baptista.

Lateral-direito de origem, Daniel Alves se destacou alguma vezes assumindo a função de Elano, autor de dois gols e de uma assistência neste Mundial. Mas na última sexta-feira, o camisa 13 esteve em um dia atípico, bem abaixo daquilo que todos esperam. Escanteios mal batidos, erros bobos de passe e finalizações mascadas nortearam a atuação do jogador do Barcelona.

- O Brasil sempre tem qualidade. E os jogadores que entraram nesta partida procuraram aproveitar a oportunidade e fizeram bom trabalho – defendeu Maicon.

No primeiro tempo, Daniel Alves até que participou mais do jogo, dando até uma das cinco finalizações brasileira a gol no jogo. Por outro lado, Julio Baptista esteve bem discreto. Na etapa final, a discrição do meia contagiou o lateral/meia, que conseguiu piorar ainda mais sua atuação, com seguidos erros no campo de ataque. Alguns deles até propiciando contra-ataques aos portugueses.

As estatísticas da Fifa, por outro lado, apontam bom aproveitamento de ambos nos passes. Julio Baptista acertou 80%, e Daniel Alves, 76%. Mais do que a média de Kaká (78%) e Elano (62%) nos jogos anteriores. Só que com um porém: os titulares deram assistências e jogaram mais para frente. Os reservas que atuaram diante de Portugal abusaram do toque de lado. Irritando até mesmo Dunga.

Por várias vezes, o comandante da seleção brasileira esbravejou do banco de reservas, reclamando da postura verde e amarela. Agora, o Brasil volta a campo na segunda-feira, pelas oitavas de final, contra o Chile, no Ellis Park, em Joanesburgo.

Fonte: Globo.

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bandeirasportugalbrasil

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Brasil busca a liderança e o caminho mais tranquilo contra Portugal

Posted on 25 junho 2010 by hugo

bandeirasportugalbrasilUm caminho mais tranquilo pela frente na Copa do Mundo, sem encontrar nenhum campeão mundial até a final. É o que a seleção busca com o primeiro lugar no Grupo G. E um empate diante de Portugal, nesta sexta-feira, às 11h (de Brasília), no Estádio Moses Mabhida, em Durban, é o suficiente para manter a liderança. Com seis pontos, o Brasil já assegurou a vaga para as oitavas de final. Os portugueses estão quase lá também, com quatro. A classificação para a próxima fase só escapa em caso de uma derrota associada a uma vitória da Costa do Marfim sobre a Coreia do Norte e, se na combinação dos resultados, os africanos consiguirem tirar a grande diferença que existe no saldo de gols (7 de Portugal contra -2 da Costa do Marfim).

Com a definição dos outros grupos é possível fazer projeções. Apenas o adversário da seleção nas oitavas de final segue um mistério: Suíça, Espanha ou Chile brigam pelas duas vagas do Grupo H. Um dos três será o rival do Brasil. Se terminar em primeiro no Grupo G, a seleção vai encontrar uma chave, teoricamente, bem mais calma até a final. O adversário nas quartas de final sairia do confronto entre Holanda e Eslováquia. Já na semifinal, o Brasil encontraria Uruguai, Coreia do Sul, Estados Unidos ou Gana.

Com uma derrota para Portugal e o segundo lugar no Grupo G, o cruzamento ficaria mais complicado até a final. Nas quartas, a seleção encararia o vencedor do duelo entre Paraguai e Japão. Já na semifinal, o Brasil poderia esbarrar com forças como Argentina, Alemanha, Inglaterra ou México.

Além disso, o primeiro lugar no grupo G faz a seleção se desgastar menos nos deslocamentos até a final da Copa do Mundo. O jogo das oitavas de final seria em Joanesburgo, no estádio Ellis Park. Depois, a partida das quartas de final seria em Port Elizabeth. De lá, a seleção viajaria direto para jogar a semifinal na Cidade do Cabo. E a decisão seria no Estádio Soccer City, em Joanesburgo. Já com o segundo lugar, o Brasil jogaria as oitavas de final na Cidade do Cabo. Depois, a seleção voltaria para Joanesburgo para disputar as quartas de final. A semifinal seria em Durban. E para a final nova viagem para Joanesburgo.

globo

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brasilxportugal

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História e expectativa de jogo bonito atraem foco para Brasil e Portugal

Posted on 24 junho 2010 by hugo

brasilxportugalUma das primeiras partidas a terem os ingressos completamente esgotados, na qual estarão frente a frente o 1º e o 3º lugar do ranking da Fifa. Todos falando a mesma língua, ex-colônia e metrópole em campo. Um carrega consigo a tradição de beleza futebolística em seu DNA e o passado recente de glórias. O outro fuzilou seu adversário com nada menos do que sete gols em sua última partida. Além, é claro, de ter o craque-galã Cristiano Ronaldo.

Brasil e Portugal é um dos jogos mais esperados de toda a primeira fase do Mundial. Não só pela torcida, que espera ver, enfim, uma partida do nível que merece uma Copa do Mundo, que na atual edição está parca em beleza futebolística. Mas também pelos protagonistas, que aguardam ansiosos o jogo entre duas seleções que lutarão pela primeira posição do grupo. Com o Brasil classificado e Portugal dependendo de uma catástrofe para ficar de fora (está com nove gols de saldo à frente da Costa do Marfim, que pode no máximo empatar com os lusos em número de pontos), a possibilidade de um jogo aberto, sem retrancas e com muitas chances de gols e lances de efeito, parece iminente.

Será uma partida muito especial, sem dúvida. Vamos jogar contra uma grande equipe. São nossos irmãos do outro lado do oceano”, comenta o volante português Tiago, apoiado por seu treinador, Carlos Queiroz.

Acredito que Portugal e Brasil têm aquilo que é preciso para mostrar um grande futebol para o mundo” diz o comandante dos lusitanos, que complementa: “Vamos ver se nós e o Brasil podemos colocar o foco da torcida no futebol, e menos na Jabulani [a bola] ou nas vuvuzelas”.

Algo com o quê o zagueiro brasileiro Luisão, que joga em Portugal pelo Benfica, concorda. “O futebol português chega perto do brasileiro tecnicamente. Você vê jogadores de habilidade e criatividade”, disse o defensor em coletiva nesta quarta-feira.

Após a goleada por 7 a 0 em cima da Coreia do Norte, a seleção portuguesa foi considerada por alguns como “o Brasil da Europa”, pelos toques e chegadas rápidas ao ataque, que arrancaram elogios de Carlos Queiroz. “Belo futebol, belos gols”, disse após a prolífica partida contra os asiáticos.

Nunca jogamos na defensiva. Gostamos das partidas abertas. Obviamente que o Brasil não é a Coreia do Norte. Tentaremos ganhar, mas com um jogo mais equilibrado”, antecipou Tiago.

SEM MEDO Ter do lado contrário um jogador eleito recentemente o melhor do mundo não mudará a forma de jogar. É isso que assegura Lúcio ao refutar uma marcação especial ao craque Cristiano Ronaldo, no duelo que definirá o líder do grupo G

Outro ingrediente que deve apimentar a disputa é o histórico recente de confrontos entre as duas seleções. Em 6 de fevereiro de 2007, os portugueses infringiram uma das poucas derrotas do técnico Dunga no comando da seleção, em amistoso vencido por 2 a 0. Mas o troco veio, e devastador: no último confronto, os brasileiros enfiaram 6 a 2 goela abaixo dos lusitanos em Brasília, no fim de 2008.

A goleada ainda está entalada na garganta dos portugueses. “Nunca esqueceremos dessa derrota. Agora temos uma grande oportunidade. Não é uma vingança, já que isso não existe no futebol, pois todas as partidas são diferentes. Mas sem dúvida queremos ganhar para deixar pra trás essa derrota dolorosa”, conta Tiago.

Na história do confronto, o Brasil tem 12 vitórias contra quatro portuguesas, além de dois empates. Mas na única oportunidade em que se enfrentaram em Copas do Mundo, os portugueses levaram vantagem: com Eusébio no auge de sua forma, os lusos venceram por 3 a 1 no Mundial de 1966 e mandaram a equipe de Pelé de volta pra casa ainda na primeira fase.

Brasil e Portugal se enfrentam nesta sexta-feira, às 11h (Brasília), em Durban, ao mesmo tempo que a Costa do Marfim tenta em Nelspruit, contra a Coreia do Norte, o milagre de tirar nove gols de diferença de saldo para os lusitanos.

uol

 

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nilmar

4 jogadores brasileiros disputam vaga de Kaka e Elano

Posted on 23 junho 2010 by hugo

nilmarJulio Baptista, Nilmar, Ramires e Daniel Alves disputam as vagas deixadas por Kaká e Elano para o próximo jogo da seleção brasileira, que nesta sexta-feira enfrenta a de Portugal pelo grupo G da Copa do Mundo.

 

Os reservas buscam as vagas deixadas pelo desfalque de Kaká, expulso no jogo do último domingo – contra a Costa do Marfim -, e pelo provável descanso de Elano, que se recupera de um golpe sofrido na canela esquerda naquela partida.

 

As alternativas do meia Julio Baptista e do atacante Nilmar para a posição de Kaká começaram a ser analisadas pela comissão técnica na segunda-feira, durante um jogo-treino dos reservas com uma equipe juvenil sul-africana.

 

Julio Baptista é o primeiro substituto de Kaká, tal como o fez na disputa da Copa América há três anos e, na final contra a Argentina, marcou um gol do placar de 3 a 0.

 

O atacante Nilmar, do Vilarreal, foi a figura do treino que os reservas ganharam ontem por 7 a 1 da equipe sub-19 The Birds. Ele também substituiu Kaká no primeiro jogo do Brasil na Copa, contra a Coreia do Norte.

 

Nilmar pode oferecer a Dunga uma mudança na dinâmica do time, pois pode jogar ao lado de Luís Fabiano, enquanto Robinho ficaria um pouco mais atrás, assumindo um papel mais criativo.

 

Caso se confirme o desfalque de Elano, que hoje foi o único ausente do treino, Ramires aparece como um eficiente marcador, com bom porte físico e facilidade para se juntar ao ataque, enquanto Daniel Alves pode ser uma opção mais rápida para a dinâmica do jogo.

 

A seleção brasileira fará amanhã o último treino em Johanesburgo antes da partida contra Portugal, na cidade de Durban (África do Sul), às 11h (horário de Brasília).

 

goiasnet

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Saiba do que cada seleção precisa para avançar às oitavas

Posted on 22 junho 2010 by hugo

copa-do-mundo-11Os próximos quatro dias definem a sorte de praticamente todos os participantes da Copa do Mundo. Afinal, somente Brasil e Holanda já estão classificados matematicamente, embora a Argentina só possa sair com uma combinação quase impossível. Eliminados também só há dois: Camarões e Coreia do Norte.

Por isso, confira o guia abaixo preparado pelo Terra. Veja o que cada país precisa para sobreviver e jogar as oitavas de final, além de curiosidades sobre cada grupo.

Grupo A: duas vagas em aberto

África do Sul: Com saldo negativo em três, precisa de uma combinação de resultados para passar. Inevitavelmente, tem que bater a França e torcer, se possível, para uma vitória elástica de uruguaios ou mexicanos no outro jogo – se der empate neste, está eliminada.

México: Avança com um empate, mas se quer fugir da Argentina nas oitavas, tem que ganhar. Se perder, ficará de olho no saldo de gols da eventual vencedora entre França e África do Sul.

França: Situação idêntica à da África do Sul. A diferença é que o saldo é menos pior: dois gols negativos.

Uruguai: A diferença em relação ao México é que permanece em primeiro só com um empate. No mais, também deve evitar uma derrota, sob o risco de até poder ser eliminada no saldo de gols.

Curiosidade: Jamais o país anfitrião caiu na primeira fase.

Grupo B: três na briga por uma vaga

Argentina: Ainda não é matemático, mas a Argentina só perderia sua liderança se houvessem uma ou duas goleadas na rodada final. Possui três pontos e cinco gols de saldo à frente do segundo colocado.

Nigéria: Para início de conversa, precisa que a Argentina vença a Grécia. Se isso ocorrer, os nigerianos dependem de uma vitória simples sobre a Coreia do Sul.

Coreia do Sul: Possui três pontos, portanto avança com duas possibilidades: se a Argentina ganhar ou empatar contra a Grécia, basta um empate para os sul-coreanos. Em caso de vitória grega, a Coreia do Sul terá que também vencer e pela mesma margem de diferença.

Grécia: Se a Nigéria ganhar da Coreia do Sul, um empate já é suficiente contra uma Argentina que deve usar time misto. Em caso de vitória sul-coreana, a missão dos gregos passa a ser vencer com um gol de vantagem a mais que os asiáticos.

Curiosidade: A única participação argentina com 100% na primeira fase foi em 1998 quando superou Japão, Jamaica e Croácia.

Grupo C: duas vagas em aberto

Inglaterra: Uma vitória é o que precisam os ingleses. Se empatar, precisará que os Estados Unidos também empatem, mas precisará ter feito dois gols a mais que os americanos.

Estados Unidos: Basta uma vitória simples sobre a Argélia para não depender de ninguém. Se empatar, torce para ingleses e eslovenos também ficarem na igualdade, mas ainda assim precisará marcar o mesmo número de gols dos dois times. Ainda tem chances bem pequenas de avançar até em caso de derrota.

Eslovênia:: Está na frente do grupo, mas tem uma Inglaterra mordida em seu último jogo. Com quatro pontos, avança com vitória ou mesmo empate. Se perder, torce para um placar igual entre Estados Unidos e Argélia, sob o risco de ter sua classificação definida pelo saldo de gols.

Argélia: Os argelinos precisam de três pontos contra os Estados Unidos. Além disso, precisam que a Inglaterra passe pela Eslovênia, de preferência por um placar elástico.

Curiosidade: A Inglaterra já caiu na primeira fase em dois Mundiais: 1950, no Brasil, em 1958, quando teve de disputar um desempate vencido pela União Soviética.

Grupo D: duas vagas em aberto

Alemanha: Para não depender de ninguém, os alemães precisam ganhar de Gana. Se empatarem, torcem para a Sérvia não superar a Austrália, o que seria fatal.

Austrália: Precisa fazer três pontos contra a Sérvia e torcer para uma vitória de Gana contra os alemães.

Sérvia: Basta uma vitória simples sobre os australianos. Se empatar, fica na dependência de um triunfo dos alemães por dois gols de diferença.

Gana: Se têm a situação mais cômoda na classificação, os ganenses enfrentam o pior adversário. Seleção africana em melhor condição, Gana avança com vitória ou empate. Se perder, tudo ficará na dependência do saldo de gols.

Curiosidade: Jamais em sua história a Alemanha caiu na fase de grupos.

Grupo E: uma vaga para duas seleções

Holanda: Confirmada nas oitavas.

Japão: Tem duelo particular com a Dinamarca, mas joga pelo empate.

Dinamarca: Precisa vencer o Japão.

Camarões: Primeira seleção eliminada da Copa.

Curiosidade: Holanda jamais venceu os três jogos na primeira fase de uma Copa.

Grupo F: duas vagas em aberto

Itália: Se o Paraguai fizer o lógico e ganhar da Nova Zelândia, a atual campeã passa até com um empate, mas este resultado é perigoso. Para não depender de ninguém, tem que vencer.

Paraguai: Só depende de um empate contra os neozelandeses. Se vacilar e perder, fica na torcida por um empate no outro jogo, sob o risco de ter que depender do saldo de gols.

Nova Zelândia: Consegue o milagre da classificação com uma vitória sobre o Paraguai. Se empatar, fica na torcida pela igualdade no jogo entre italianos e neozelandeses. Se o grupo tiver dois empates iguais na última rodada, a vaga será definida pela Fifa em um sorteio.

Eslováquia: Não há escolha: precisa bater a Itália e torcer para a Nova Zelândia não vencer o Paraguai.

Curiosidade: Na Copa de 82, a Itália empatou os três jogos da primeira fase, mas passou, venceu os quatro jogos seguintes e levou o título.

Grupo G: só um milagre para Costa do Marfim

Brasil: Classificado.

Coreia do Norte: Eliminada.

Portugal: Possui saldo positivo de sete e deve avançar até em caso de derrota para o Brasil.

Costa do Marfim: Com três pontos a menos que os portugueses, precisa ainda tirar uma diferença de nove gols no saldo. Só mesmo um milagre.

Curiosidade: Há seis Copas, ao menos um país africano joga a segunda fase, sequência que se iniciou com Marrocos em 1986. Desta vez, com o maior número de representantes de sua história em uma edição, a África corre sério risco de ficar sem um país nas oitavas.

Grupo H: todos com chances

Espanha: Avança com vitória sobre o Chile. Se empatar, fica com quatro e terá de torcer contra um triunfo da Suíça.

Suíça: Avança com uma vitória por dois gols de diferença, independente do que ocorra no outro jogo. Se empatar ou vencer por um gol, dependerá do saldo e terá de torcer pelo Chile.

Chile: Precisa de um ponto diante da Espanha para não depender de ninguém ou avança de forma automática se houver empate entre Honduras e Suíça. Em caso de derrota, tudo dependerá do saldo.

Honduras: Chances bem remotas, pois precisa vencer a Suíça. Além disso, torce por uma vitória chilena, o que a deixaria de olho no saldo de gols.

Curiosidade: Jamais a América do Sul teve cinco seleções nas oitavas. O máximo foi quatro e ocorreu em 1998, 1990 e 1986.

uol

 

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brasil2

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Brasileiros mostram futebol de favorito

Posted on 21 junho 2010 by hugo

brasil2Em Copa do Mundo não se oferece a outra face. Não tem santo em campo. Aos 15 minutos, Lúcio sacou seu mimo de boas-vindas ao indigesto Drogba. Na lateral do campo de ataque, o marfinense protegeu a bola e virou de costas para o brasileiro, que tentou dar de mão fechada em seu braço direito. O mesmo que tinha sido operado pouco antes da Copa. O golpe não pegou direito, mas o juiz francês Stephanne Lannoy apitou a falta. Faltinha boba, “de jogo”. E de infração em infração, porradinha em porradinha, a partida em Joanesburgo foi esquentando. Pegou fogo, incendiou.

Quem havia se empolgado na véspera com o animado Dinamarca 2 x 1 Camarões teve a oportunidade de assistir a um duelo de gente parruda e com todos os ingredientes básicos de um jogaço: mau-caratismo, carrinhos assassinos, trombadas dissimuladas, erros de arbitragem, expulsão injusta, triangulações envolventes, golaços e pelo menos um lance para figurar em antologias de todas as Copas e aberturas de programas esportivos de TV.

Em sua segunda partida na África do Sul, o Brasil finalmente estreou e fez o que, até agora, só a Argentina tinha feito nesta Copa: espalhar o medo em seus rivais. E não foi vencendo um adversariozinho mequetrefe qualquer, não. Foi um 3 a 1 categórico sobre um time daqueles que incomoda muita gente, a Costa do Marfim. Os elefantes africanos honram o apelido: não são “pelegos” feito seus “primos” indianos. Não se deixam domar, montar, ou escravizar, por mais cruelmente eficiente que seja o método. A cada vez que iam buscar a bola no fundo das redes, voltavam mais iracundos. Pareciam não acreditar no que estavam vendo. Seriam eles também críticos d

Primeiro, assistiram à ressurreição de Kaká e ao exorcismo da uruca de Luis Fabiano, que espetou uma Jabulani no ângulo e deu fim a seu ramadã de gols. Depois, golpe terrível para os paquidermes. Luís Fabiano ensinou a Maradona uma ou duas coisinhas sobre a natureza divina: “Dios” não é maneta. Uma ajeitadinha manual, dois lindos chapéus, uma ajeitadinha braçal (que por aproximação, é chamada “hands”), arremate “bailarino” de canhota, e pronto. O diário argentino “Olé” foi obrigado a repetir a manchete: “La mano de Dios”. O juiz achou tão bonito que não teve coragem de anular. Na volta ao campo do Brasil, ainda confirmou com o artilheiro se ele tinha usado o ombro; Fabuloso mentiu e ganhou de resposta algo que em francês deve significar “tamo junto, parceiro!”.

 E não foi afronta suficiente: Kaká rolou com açúcar e cacau para Elano estabelecer o chocolate na Costa do Marfim. Foi a senha para a fúria dos elefantes. Tioté tirou Elano do jogo com uma entrada carniceira e Keita, homem com uma missão, não sossegou antes de provocar dois cartões amarelos – e o consequente vermelho – para Kaká. Injustiça: sem enxergar o lance, o juiz tomou como cotovelada um gesto mais defensivo que ofensivo do brasileiro. No quadro Leitura Labial, do “Fantástico”, uma revelação: Dunga quis muito substituir Kaká após o primeiro amarelo, mas foi convencido por palavras sopradas entre bigodes pelo supervisor Américo Faria… No final, Drogba deixou o dele, em falha de cobertura com nome e sobrenome: Felipe Melo.

 Em Neslpriut, outro candidato a bicho-papão era esperado, mas preferiu comparecer somente em ectoplasma. A Itália tetracampeã mundial conseguiu empatar em 1 a 1 com a surreal Nova Zelândia, seleção que tem em seu time um jogador que é bancário licenciado. O gol dos kiwis foi possibilitado por uma desastrada intervenção do ex-jogador em atividade Cannavaro. Deu uma cinturada no estilo “mexe as cadeiras, mulata” e deixou a bola escorregar na pequena área para o bico do banheirista Smeltz. Não foi o mais legal dos gols. Mas rolou uma compensação com um pênalti sem-vergonha, uma micropegadinha na camisa de De Rossi por nanofrações de segundo. Iaquinta bateu e escreveu no placar mais um 1 a 1 muquirana.

Muito se fala sobre a Azzurra começar irritante e terminar contundente, mas nesta edição da Copa do Mundo, o truque parece estar sendo levado a limites extremos. Difícil imaginar como os comandados por Marcello Lippi vão conseguir fazer gols contra a Eslováquia na próxima quinta-feira. Mas quem disse que eles não podem se classificar com um 0 a 0?

O Paraguai pode ajudar os italianos vencendo a invicta Nova Zelândia. Basta mostrar, também na quinta, às 11h30 (horário de Brasília) a mesma competência que exibiu nos 2 a 0 sobre a mesma Eslováquia.

globo

 

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