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Tiago Camilo e Hugo Pessanha são bronze na categoria médio no Masters

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Tiago Camilo e Hugo Pessanha são bronze na categoria médio no Masters

Posted on 15 janeiro 2012 by hugo

Brasileiros dividem o pódio no Cazaquistão após pararem nas semifinais.

O Brasil teve dois representante na categoria médio (-90kg) masculino no segundo e último dia do Mundial Masters de judô, que acontece em Almaty, no Cazaquistão. Tiago Camilo e Hugo Pessanha disputam pontos importantes para garantir uma vaga nas Olimpíadas de Londres. Mas na manhã deste domingo ninguém pulou na frente, os dois judocas terminaram iguais a competição, ambos levaram a medalha de bronze e somaram 160 pontos no ranking mundial.

Tiago Camilo começou vencendo o representante da casa Timur Bolat (KAZ), por yuko, e em seguida passou por Varlam Liparteliani, da Geórgia. Na terceira luta, o campeão mundial de 2007 colocou dois yukos de vantagem para bater Elkhan Mammadov, do Azerbaijão. Mas na semifinal, o brasileiro parou no osoto-gari do japonês Masashi Nishiyama, que venceu por wazari e avançou à final.

No outro lado da chave, Hugo Pessanha eliminou o italiano Roberto Meloni com um ippon e depois deixou para trás o japonês Daiki Nishiyama, com um yuko. Faltava uma luta para Pessanha chegar à decisão, mas era contra Kirill Voprosov. O russo mostrou superioridade e venceu a luta por um yuko, deixando o brasileiro na terceira colocação.

Outros brasileiros

Rafael Silva (+100kg) e Mayra Aguiar (-78kg) venceram todas as lutas que disputaram e estão nas finais das suas categorias, que acontecem ainda neste domingo. Luciano Correa (-100kg) perdeu por ippon para o israelense Ariel Zeevi e não avançou na chave. Na categoria pesado masculino, Daniel Hernandes (+100kg) também não conseguiu passar pelo russo Alexander Mikhaylin, sendo eliminado com um wazari. Já no pesado feminino (+78kg), a chinesa Wen Tong aplicou um ippon em Maria Suelen Altheman e eliminou a brasileira da competição.

No sábado, Sarah Menezes (-48kg) e Rafaela Silva (-57kg) conquistaram as primeiras medalhas do Brasil na competição. As duas ficaram com o bronze.

Pontuação e premiação

O Mundial Masters é o torneio que mais vale pontos para o ranking depois das Olimpíadas e do Mundial. O judoca que conquistar a medalha de ouro garante 400 pontos e U$ 6 mil (cerca de R$ 11.400); a prata, 240 pontos e U$ 4 mil (cerca de R$ 7.600); o bronze, 160 pontos e U$ 2 mil (R$ 3.800); e o 5º lugar, 80 pontos.

globo

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Sarah Menezes e Rafaela Silva levam o bronze no Masters do Cazaquistão

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Sarah Menezes e Rafaela Silva levam o bronze no Masters do Cazaquistão

Posted on 14 janeiro 2012 by hugo

No primeiro dia de competição, brasileiras sofrem com japonesas, mas sobem ao pódio. Masculino fica sem vitórias, e Kitadai ainda termina em 5º lugar.

Sarah Menezes (-48kg) e Rafaela Silva (-57kg) conquistaram na manhã deste sábado (hora de Brasília) duas medalhas de bronze no Mundial Masters de judô, disputado em Almaty, no Cazaquistão. A competição abriu a temporada 2012 e rendeu pontos importantes no ranking mundial para a briga por uma vaga nas Olimpíadas de Londres. Sarah repetiu a campanha de 2011, quando também ficou com a terceira colocação no Azerbaijão. Entre os homens, Felipe Kitadai terminou com um quinto lugar, apesar de não ter vencido nenhuma luta.

As campanhas

As brasileiras sofreram com as japonesas no primeiro dia de competição. Terceira colocada no ranking mundial, Sarah Menezes venceu as duas primeiras lutas. Passou pela romena Alina Dumitru (6ª no ranking) e por Alexandra Podryadova, convidada para o evento por ser representante do país anfitrião. Mas a piauiense parou na semifinal, perdendo por um wazari da nipônica Tomoko Fukumi (2ª).

- Para chegar a uma medalha, especialmente de ouro, em uma competição como o Masters, é preciso não errar – reconheceu Sarah.

Na categoria até 57kg, Rafaela Silva deixou para trás Kifayat Gasimova, do Azerbaijão, e a francesa Sarah Loko. As lutas foram vencidas por um yuko e por ippon, respectivamente. Na semifinal contra a número 1 do ranking mundial, Kaori Matsumoto, Rafaela começou melhor, forçando uma punição para a japonesa. Mas sentiu dores nas costas e, faltando um minuto para o fim do combate, foi imobilizada e perdeu por ippon. Com isso, as duas brasileiras garantiram o bronze, 160 pontos e U$ 2 mil (cerca de R$ 3.800) de premiação.

Ainda entre as mulheres, Erika Miranda (-52kg) bem que tentou, mas a japonesa Yuka Nishida derrotou a brasileira por um yuko e avançou na chave. Mariana Silva (-63kg) teve pela frente a holandesa Anicka van Emden e também ficou pelo caminho, com um wazari contra. Rafaela Silva está nas semifinais e luta ainda hoje.

Masculino: apenas um 5º lugar

Nas categorias até 60kg e 66kg, os brasileiros não resistiram aos russos. Felipe Kitadai só lutou na segunda rodada, mas não conseguiu superar Arsen Galstyan, que havia vencido o japonês Hirofumi Yamamoto. Mesmo assim, Kitadai terminou o Masters em quinto lugar, somando 80 pontos para o ranking mundial. Leandro Cunha também caiu logo no combate inicial, contra Alim Gadanov. Já Bruno Mendonça (-73kg) parou no ucraniano Volodymyr Soroka. Os três perderam suas lutas por ippon e encerraram a participação masculina no primeiro dia do Masters sem uma vitória sequer.

Pontuação e premiação

O Mundial Masters é o torneio que mais vale pontos para o ranking depois das Olimpíadas e do Mundial. O judoca que conquistar a medalha de ouro garante 400 pontos e U$ 6 mil (cerca de R$ 11.400); a prata, 240 pontos e U$ 4 mil (cerca de R$ 7.600); o bronze, 160 pontos e U$ 2 mil (R$ 3.800); e o 5º lugar, 80 pontos.

Neste domingo, mais sete brasileiros entram em ação no segundo e último dia de competição: Tiago Camilo (90kg), Hugo Pessanha (90kg), Luciano Correa (100kg), Rafael Silva (+100kg), Daniel Hernandes (+100kg), Mayra Aguiar (78kg), Maria Suelen Altheman (+78kg).

Resultados dos brasileiros neste sábado:

Masculino (-60kg)

1º – Arsen Galstyan (RUS)
2º – Rishod Sobirov (UZB)
3º – Hiroaki Hiraoka (JPN)
3º – Beslan Mudranov (RUS)
5º – Felipe Kitadai (BRA)
5º – Gwang-Hyeon Choi (KOR)

Feminino (-48kg)

1º – Tomoko Fukumi (JPN)
2º – Haruna Asami (JPN)
3º – Sarah Menezes (BRA)
3º – Elena Moretti (ITA)

Feminino (-57kg)

1º – Kaori Matsumoto (JPN)
2º – Telma Monteiro (POR)
3º – Rafaela Silva (BRA)
3º – Aiko Sato (JAP)

globo

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No último dia do Grand Slam de Tóquio, Brasil conquista dois bronzes

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No último dia do Grand Slam de Tóquio, Brasil conquista dois bronzes

Posted on 12 dezembro 2011 by hugo

Na madrugada deste domingo, o Brasil conquistou duas medalhas no último dia do Grand Slam de Judô, em Tóquio, no Japão. Mayra Aguiar e Rafael Silva foram medalha de bronze em suas respectivas categorias.

A única brasileira a lutar neste domingo, Mayra bateu a italiana Assunta Galeone e a alemã Luise Malzahn. No entanto, foi derrotada pela norte-americana Kayla Harison na apresentação seguinte, o que garantiu a sua medalha na categoria 78 kg.

Já na categoria superior a 100 kg, Rafael começou perdendo para o japonês Hiroki Tachiyama, mas reagiu e se recuperou diante do romeno Luuk Verbij. Na semifinal, ele caiu diante do russo Alexander Mikhaylin.

Na mesma categoria, Daniel Hernandes não conseguiu avançar. Na até 100 kg, Luciano Corrêa também falhou na tentativa de subir ao pódio na sua segunda luta, diante do local Ryunosuke Haga.

No último sábado, Leandro Guilheiro conseguiu a medalha de prata na categoria 81 kg e subiu ao pódio do Grand Slam de Tóquio pela terceira temporada seguida. Rafaela Silva também se destacou e, na categoria 57 kg, ficou com o bronze.

R7

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Judoca Bruno Mendonça conquista ouro em evento-teste para Londres

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Judoca Bruno Mendonça conquista ouro em evento-teste para Londres

Posted on 04 dezembro 2011 by hugo

O judô brasileiro começou bem a participação no evento-teste para as Olimpíadas de Londres-2012. Neste sábado, dia da estreia da competição, o verde-amarelo Bruno Mendonça faturou a medalha de ouro na categoria peso leve (-73kg).

Na decisão, o atleta paulista bateu – na arena Excel, que será o palco da modalidade no ano que vem – o turco Hasan Vanlioglu. O resultado, no entanto, não conta para o ranking mundial.

No feminino, o Brasil não teve a mesma sorte. Ketleyn Quadros (peso leve, até 57kg) terminou na quinta posição. A medalha de ouro ficou com a francesa Shirley Elliot.

No domingo, os representantes verde-amarelos nos tatames londrinos serão Hugo Pessanha (peso médio, até 90kg) e Maria Portela (peso médio, até 70kg).

R7

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Equipe de Inhumas disputa GP de Judô

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Equipe de Inhumas disputa GP de Judô

Posted on 05 novembro 2011 by hugo

Goiás terá representantes no Grand Prix Nacional de Judô, que é disputado em Porto Alegre.

A competição começa hoje e uma equipe de Inhumas , treinada por Joseph Guilherme e com dez integrantes, desafia os melhores 11 times do País. “É a primeira vez que participamos da competição e a meta é terminar entre os dez melhores”, comentou Joseph.

Estão inscritos: São Caetano (SP), atual campeão, Pinheiros (SP), Minas Tênis Clube (MG), Sogipa (RS), Associação de Judô Rogério Sampaio (SP), Santo André (SP), Sesc (BA), Universidade Castelo Branco (RJ), Flamengo (RJ), FTC (BA) e Jequiá (RJ).

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Com calça de Sarah, Kitadai leva o Brasil a recorde de ouros no judô

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Com calça de Sarah, Kitadai leva o Brasil a recorde de ouros no judô

Posted on 30 outubro 2011 by hugo

‘Foi um sinal de que estava focado’, diz brasileiro após bater mexicano na final do peso ligeiro e aumentar para seis o número de medalhas douradas.

Felipe Kitadai superou uma situação delicada e, depois, enfrentou um ginásio lotado, todo contra, em Guadalajara. Cinco horas após o incidente em que sujou o quimono, pegou emprestada uma calça de Sarah Menezes e foi para a final contra o mexicano Nabor Castillo. Com um ippon, levou o ouro da categoria ligeiro (-60kg) e fez o Brasil quebrar seu recorde no judô em Jogos Pan-Americanos e ainda ser o único país a conquistar seis medalhas douradas no masculino.

Com a vitória de Kitadai, o judô brasileiro fecha o Pan com o mesmo número de medalhas de quatro anos atrás, quando levou quatro ouros, seis pratas e três bronzes. Desta vez, porém, além dos seis ouros (Felipe Kitadai, Leandro Guilheiro, Leandro Cunha, Bruno Mendonça, Tiago Camilo e Luciano Corrêa), foram três pratas ( Rafael Silva, Rafaela Silva e Érika Miranda) e quatro bronzes (Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Maria Portela e Maria Suellen Altheman). Katherine Campos foi a única da seleção que não subiu ao pódio.

Meio sem jeito, feliz pela conquista inédita em sua carreira, o judoca de 22 anos tentava driblar o assunto. Queria esquecer o episódio mais estranho dos Jogos de Guadalajara: a mancha marrom no quimono branco.

- Não foi muito importante. Foi um sinal de que estava focado. Mesmo com o incidente consegui manter o foco e buscar meu objetivo. Entrei para ganhar, não entrei para ficar preocupado com roupa. Foi importante para ver o quanto consigo me concentrar.

Até chegar ao alto do pódio da categoria ligeiro, Kitadai deixou para trás o venezuelano Javier Antônio Guedes, vencendo o combate em 1m40s por imobilização. Depois, passou pelo americano Aaron Kunihiro, aplicando um ippon. Deixou a área de competição com pressa e foi avisado de que sua calça estava suja, arrancando risadas dos companheiros de seleção.

Kitadai foi direto para o chuveiro. Teve seis horas de descanso até voltar para o ouro. Nesse intervalo, almoçou e até bateu bola, usando uma bola de fisioterapia, com Leandro Guilheiro, que assistia às competições. O judoca manteve a concentração e foi para a final. De novo de branco, mas agora com uma calça de Sarah, que pouco antes, de azul, tinha levado o bronze.

Em abril, também em Guadalajara, Castillo tinha visto o brasileiro calar a torcida e comemorar o título pan-americano da modalidade. Neste sábado, pisou no tatame disposto a mudar aquela imagem. Em vão. Kitadai manteve a freguesia com um ippon.

- Parecia que o ginásio estava explodindo em cima de mim – disse.

globo

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Leandro Cunha conquista ouro no judô e promete celebrar com ‘coxinha’

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Leandro Cunha conquista ouro no judô e promete celebrar com ‘coxinha’

Posted on 29 outubro 2011 by hugo

Vice-campeão mundial em 2010 e 2011 garante que fará jus ao apelido quando retornar ao Brasil e comemorar fim dos vices.

Desde sua primeira luta, Leandro Cunha mostrou que não estava ali para conversa. Se a arbitragem resolveu retirar dois ippons contra o canadense Sasha Mehmedovic, ele tratou de fazer o terceiro. Depois, precisou apenas de 50s para vencer o mexicano Francisco Carreon e garantir seu lugar na final da categoria meio-leve (- 66kg). E lá, não perdoou o americano Kenneth Hashimoto, conquistando a medalha de ouro no Pan de Guadalajara. A quarta do Brasil na competição. Antes dele Luciano Correa, Leandro Guilheiro e Tiago Camilo fizeram o mesmo.

Após bater na trave, ficando sendo vice nos dois últimos Mundiais, Leandro Cunha comemorou muito o título do Pan. E prometeu fazer jus ao apelido de Coxinha, que ganhou em São José dos Campos (SP). Tudo porque sua mãe, Lia, é dona de um bufê e, ainda criança, ele levava salgadinhos aos treinos.

Depois do Mundial eu já tinha comemorado com coxinha, mas agora com esse ouro, não pode faltar. Também dedico esse título à minha família e à minha filha Vitória, que é pé-quente. É mais um título para a coleção dela – brincou.

Aos 31 anos, Leandro Cunha teve pela frente um adversário seis anos mais jovem do que ele. Mais agressivo no combate desde o início, conseguiu um wazari e viu Hashimoto ser punido três vezes, garantindo sua vitória.

- Isso foi para tirar a zica da prata (nos Mundiais). Fico feliz com mais um título no currículo. E agora quero buscar ouro nas Olimpíadas para fechar muito bem esse ciclo – comemora.

globo

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Tiago Camilo se vinga de cubano e é bicampeão pan-americano no México

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Tiago Camilo se vinga de cubano e é bicampeão pan-americano no México

Posted on 28 outubro 2011 by hugo

Após derrota em junho, no Rio de Janeiro, brasileiro vence Asley Gonzales Montero na categoria até 90kg e conquista o ouro em Guadalajara.

Quando subiu ao tatame, Tiago Camilo carregava nas costas e na cabeça a ansiedade por saber que ainda faltava algo. Após mudar para a categoria até 90 kg, o judoca se viu em um jejum de conquistas importantes. A mudança de rumo veio nesta quinta-feira. E da melhor forma possível. Diante do cubano Asley Gonzales Montero, algoz na semifinal do Grand Slam do Rio de Janeiro, Tiago conseguiu sua vingança e o título que faltava. O grito após a vitória foi o desabafo.

- Eu tinha perdido para ele no Rio de Janeiro. Estava faltando uma conquista desse nível desde que eu mudei de categoria. Isso me coloca novamente dentro da briga pelos Jogos Olímpicos de Londres – afirmou o judoca, embora a competição não conte pontos para o ranking.

Para Tiago, a conquista do bicampeonato dá ainda mais confiança para as próximas competições.

- É uma vitória importante, vai me dar ainda mais confiança. Acima de tudo, gosto de vencer sempre. Conquistar o bi dá uma alegria muito grande. Afinal, são Jogos Pan-Americanos. Ajuda a vivenciar o espírito olímpico também.

Durante o período sem grandes conquistas, Tiago precisou lidar com críticas. Para o judoca, a vitória deve ser dedicada até mesmo em quem não confiou em seu potencial.

- Isso é um prêmio por tudo o que eu passei. Tenho que dedicar a todos que torceram por mim e aos que não torceram também. Tive alguns tropeços em campeonatos importantes, mas a vida é assim mesmo. Eu precisava vencer aqui. Estou trabalhando muito por isso.

A luta começou equilibrada. Tiago tentava o ataque e o cubano se defendia bem. Só que em um descuido do adversário, o brasileiro conseguiu encaixar um belo golpe e aplicou o ippon. Festa ainda no tatame e gostinho de vingança sobre o rival.

Campanha em Guadalajara

Tiago Camilo talvez tenha tido a estreia mais complicada. Contra o canadense Alexander Emond, teve trabalho no início e viu o adversário ir para cima. Duas punições contra o rival, no entanto, colocaram o brasileiro em vantagem. Na sequência, encaixou um ippon e também venceu na estreia.

Na semifinal, Tiago também precisou vencer toda a torcida contra. Com o grito de guerra mexicano “Sí, se puede” exposto no telão, o medalhista olímpico mostrou força. Depois de um ippon contra Isao Cardenas, venceu mais uma e garantiu a ida para a final.

globo

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Guilheiro resolve ‘questão pessoal’ e leva o ouro no Pan: ‘Limpei a alma’

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Guilheiro resolve ‘questão pessoal’ e leva o ouro no Pan: ‘Limpei a alma’

Posted on 28 outubro 2011 by hugo

Em dois minutos de luta, brasileiro aplica seu quarto ippon em Guadalajara, derrota o porto-riquenho Gadiel Miranda e fatura a medalha dourada.

As manchas de sangue do rival no quimono vão ficar de lembrança. O ouro, no entanto, veio sem feridas ou incidentes pelo caminho. Prata no Pan do Rio de Janeiro, em 2007, Leandro Guilheiro trouxe para o México a vontade de consertar os erros da derrota em casa. E conseguiu de maneira impecável. Em final contra o porto-riquenho Gadiel Miranda, venceu mais uma vez por ippon, o quarto em quatro lutas, e conquistou em dois minutos a medalha tão esperada nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, na categoria até 81 kg.

- Essa medalha já estava engasgada há quatro anos. Mesmo não valendo pontos para o ranking, o Pan era, hoje, a competição mais importante para mim. Esse ouro era uma questão pessoal. Limpei a alma aqui – afirmou o lutador após a vitória.

Guilheiro diz que tentou não levar a derrota de 2007 para o tatame. Ainda assim, da prata no Rio, o judoca trouxe uma série de ensinamentos. O principal deles foi o cuidado com o corpo. Na final em 2007, ele precisou lidar com as dores de uma hérnia de disco, curada com uma cirurgia após os Jogos Olímpicos de Londres. Desde então, deixou os problemas físicos para trás.

- O corpo é um bem muito precioso. E o cuidado tem de ser disciplinado. Aprendi que precisava cuidar melhor do corpo. E tenho feito isso.

Na final, Guilheiro encaixou o seu terceiro ippon em golpe – o quarto, na segunda luta, foi fruto de uma punição ao rival. Segundo o judoca, a rapidez na definição da conquista foi fruto de concentração no confronto.

- Entrei muito concentrado, focado o tempo inteiro. Li os movimentos dele a todo momento. Então, surgiu a oportunidade de encaixar o golpe e deu certo. Não foi algo programado.

Na luta, o judoca de 28 anos não deu chances ao adversário em nenhum momento. Após aplicar um yuko, Guilheiro, por excesso de vontade, foi punido por uma pegada irregular no quimono do rival. Na sequência, mostrou a superioridade ao aplicar um golpe perfeito, erguer os braços e comemorar a vitória.

A campanha de Guilheiro foi impecável. Na estreia, contra o chileno Luis Antonio Retamales, o rival tentou endurecer a defesa, mas o número 2 do ranking mundial conseguiu encaixar um wazari com poucos minutos de luta. Depois, finalizou com um ippon e avançou.

Contra o peruano German Velazco, Guilheiro apenas esperou. Com quatro punições shido sobre o rival, venceu por ippon e conseguiu a segunda vitória em Guadalajara. Contra o canadense Antoine Valois, mais uma vitória por ippon e a ida à final.

globo

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No golden score, Luciano Corrêa se vinga de cubano e é ouro no judô

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No golden score, Luciano Corrêa se vinga de cubano e é ouro no judô

Posted on 27 outubro 2011 by hugo

Algoz no Rio de Janeiro, Oreydi Despaigne é punido na prorrogação, e brasileiro sobe ao lugar mais alto do pódio em Guadalajara.

Tudo que Luciano Corrêa queria era “ir lá e meter a porrada”. Engasgado com a derrota para Oreydi Despaigne na semifinal do Pan do Rio de Janeiro, o judoca esperava dar o troco em Guadalajara. Tudo seguiu conforme o roteiro e os dois se reencontraram, desta vez na final. E o brasileiro levou a melhor. No golden score, Luciano venceu o rival em luta complicada e conquistou o ouro no meio-pesado (até 100kg) dos Jogos Pan-Americanos.

- Só de levar o título já estou muito feliz. Ter sido em cima do cubano foi muito melhor. Foi um título muito difícil, as duas primeiras lutas foram muito complicadas. Comecei perdendo para o americano, mas melhorei durante o dia – comemorou Luciano.

A derrota em casa em 2007 estava engasgada não à toa. Chateado com o próprio erro, o judoca teve mais uma chance de buscar o ouro nesta quarta. E não decepcionou…

Na final, o combate começou equilibrado, com os dois judocas se respeitando muito. Até demais. Tanto que a juíza chegou a advertir os dois. Faltando 51s, o cubano fugiu de um golpe e recebeu a punição dando um yuko para Luciano. Mas, 20s depois, a árbitra marcou uma entrada falsa do brasileiro, empatando o confronto. A decisão foi para a prorrogação.

Luciano Corrêa seguiu indo para cima do cubano, e, quando Despaigne fugiu de mais um golpe, a árbitra mexicana Verônica Jiménez chamou os outros juízes para conversar. Decidiu punir mais uma vez o judoca de Cuba. Com a vitória garantida, o brasileiro deu um grito ainda no tatame. O nó na garganta não estava mais lá.

O caminho até o ouro

No caminho até a final, Luciano teve pela frente o portorriquenho Carlos Santiago. O brasileiro contou com quatro punições ao seu adversário e avançou por ippon. Nas quartas de final, o judoca teve pela frente o americano Kyle Vashkulat. Mais uma vez, as advertências predominaram. Foram três para cada lado, mas, no fim, o brasileiro encaixou um bonito contra-ataque, aproveitou o desequilíbrio do adversário e finalizou o combate.

Já nas semifinais, o rival foi o mexicano Sérgio Garcia. Após ficar em desvantagem até a metade da luta (um yuko contra), Corrêa acertou dois golpes, que lhe renderam o wazari e o ippon e a ida à final. Depois, foi tirar do papel a vingança sobre Oreydi e comemorar o título.

globo

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