Boxeador de Goiás bate argentino no último round, leva cinturão latino e sai de férias. Em maio, sobe ao ringue na preliminar de Popó.
O boxeador goiano Gilberto Yorubá, de 31 anos, pôde ter ontem um dia mais sossegado depois de quatro meses de concentração plena e treinos para a luta da madrugada de sábado para domingo, no ringue montado do Centro de Convenções de Goiânia. Yorubá respirava aliviado após nocautear, no 10º e último round, o argentino Ricardo Ezequiel Quiñones, de 29 anos e que é conhecido por El Zurdo , que significa canhoto.
Foi uma vitória sofrida – a 20ª seguida da carreira de Yorubá – obtida somente no fim da luta e que deu ao boxeador goiano o cinturão latino-americano do WBC Super Meio Médio de Boxe Profissional. El Zurdo deixou o ringue sangrando, a torcida comemorou a vitória em Goiânia e Yorubá agora já planeja o futuro da carreira e a próxima luta.
É provável que seja no dia 19 de maio, na preliminar da luta que marca a volta, e despedida do ex-campeão mundial Acelino Popó Freitas, ídolo, padrinho e um dos preparadores de Yorubá – contra o brasileiro Michael Oliveira. A luta deverá ser em São Paulo e há possibilidade de que o goiano suba ao ringue para a defesa do cinturão do Brasileiro. Então, ele partiria para outros embates internacionais. Mas o adversário está indefinido.
“Agora, estou entre os 15 melhores do mundo. Devo tentar o (título) Continental das Américas ou, ainda, defender o cinturão Sul-Americano ou Latino-Americano. Depende. O que quero mesmo é disputar o título do Mundial da minha categoria”, ressaltou Yorubá, cujo apelido significa o segundo dialeto mais falado na Nigéria. Ele tem obsessão de enfrentar, futuramente, o campeão mundial dos super meio médios e expoente do boxe da atualidade, o filipino Manny Pacquiao.
Férias
Antes de lutar na preliminar de Popó, Yorubá vai tirar 15 dias de férias. Atrasadas, por sinal, pois ele passou as festas de fim de ano somente treinando. A preparação para a luta de maio será intercalada entre treinamentos em Goiânia e Brasília, para se aperfeiçoar com o técnico de Popó, Ulisses Pereira.
“Devo ir a Brasília umas três vezes por semana. Será um nível de treinamento bastante forte”, disse Yorubá, acrescentando que continuará com o staff de preparação – técnicos e sparrings – composto por 15 pessoas.
Sobre a vitória em casa, Yorubá descreveu-a como “uma batalha”, só definida nos últimos instantes. “Disse ao meu técnico que iria matar ou morrer. Abri a garrafa (de golpes), soltei o braço e acabei com a luta”, disse o mais novo campeão latino-americano. Antes do nocaute, Yorubá sofreu com um inchaço no olho direito, ocasionado pela cabeçada forte do rival no 1º round. “Tive de administrar as dores no olho. Via quatro argentinos à minha frente”, brincou. Depois, no 4º round, Yorubá aplicou um knockdown (o golpe derruba o adversário), mas ele se levantou antes de o árbitro completar a contagem.
“O Yorubá bateu um boxeador (Ricardo Quiñones) técnico. Foi um adversário idôneo e que teve seriedade até o fim do combate”, analisou o técnico Rafael Coelho, o Fefel . Para ele, Yorubá fará apenas lutas pontuais. “Vamos traçar estratégia de ataque e procurar os atalhos”, comparou o técnico, contando que o pupilo está estressado, pois teve de treinar e organizar o evento internacional em Goiânia.
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Com a evolução do esporte é preciso se aprimorar. É assim no futebol, com novos padrões táticos e exigência cada vez maior da capacidade física, é assim no automobilismo, com inovações tecnológicas, e é assim também nas artes marciais. Com o crescimento do MMA (Artes Marciais Mistas), lutadores de várias modalidades trainam outros tipos de luta para tentarem o sucesso na categoria. É o caso dos goianos Guilherme Borges e Maik Rodrigues.
O goiano Nelson Luis de Oliveira, de 47 anos, se prepara para o Campeonato Mundial de Kickboxing Master, em Dublin (Irlanda), no fim do mês e que terá atletas representando 105 países. Além de Nelson Luis, Goiás terá mais atletas na competição – Andreia Ferreira de Carvalho, Nadia Azanki e Wesley Pereira de Paula – com títulos locais, regionais e nacionais no currículo.




