No último dia do Mundial de Atletismo, em Daegu, Coreia do Sul, as meninas brasileiras conseguiram uma importante vaga na final do revezamento 4x100m, neste domingo. Ana Claudia Silva, Vanda Gomes, Franciela Krasucki e Rosângela Santos terminaram em terceiro lugar na bateria da semifinal, mas conseguiram se classificar com tempo. De quebra, elas quebraram o recorde sul-americano da modalidade, com o tempo de 42s92.
Entre os homens, Nilson André, Bruno Lins Tenório, Sandro Viana e Diego Cavalcanti também terminaram a série em terceiro lugar, com 38s48, mas acabaram desclassificados. Nilson André se chocou com um atleta português na raia ao lado e queimou o limite na hora da passagem para Bruno Lins. Mesmo por tempo, porém, a equipe estaria eliminada, já que o oitavo melhor time, São Cristóvão e Nevis, fez 38s47.
Nilson André (canto direito) cai ao chão após passar o bastão para Bruno Lins: brasileiro foi tocado por um atleta português na entrada do setor de passagem e se desequilibrou.
Após a prova, os brasileiros reclamaram muito do choque e lamentaram, uma vez que havia uma grande expectativa de medalha.
- O atleta de Portugal empurrou o Nilson na hora da passagem. Isso nos tirou meio segundo, a gente tinha condições de brigar por medalha. Sabíamos disso – lamentou Sandro. A equipe entrou com um recurso em protesto contra a desclassificação. A organização do Mundial entendeu que o toque do português foi irregular e desclassificou também a equipe de Portugal, mas o Brasil não ganhou outra chance.
Na final feminina, a equipe brasileira terminou em oitavo lugar, com o tempo de 43s10. Os EUA levaram o ouro, com a marca de 41s56, melhor do ano na prova. Jamaica (41s70) e Ucrânia (42s51) completaram o pódio.
G1
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