O 32º Campeonato Sul-Americano Adulto Feminino ficou marcado não só pelas estreias do técnico Carlos Colinas e das atletas Fernanda Beling, Nádia Colhado e Damiris do Amaral. Na arbitragem, um brasileiro também participou pela primeira vez de uma competição fora do país. Jacob Barreto, de 38 anos, é árbitro internacional há apenas dez meses e vem colhendo os frutos do bom trabalho. Jacob arbitrou a decisão da medalha de bronze entre Colômbia e Paraguai.
— Acredito que fiz um bom trabalho. Confesso que fiquei um pouco tenso na primeira partida (Argentina x Paraguai). Estava num país diferente e trabalhando com uma pessoa que não conhecia bem, não tinha afinidade, mas deu tudo certo. A troca de experiência com os outros árbitros foi muito boa, afinal alguns deles já tinham participado de mundiais e pré-olímpicos. Eles me elogiaram bastante e fiquei muito feliz com isso. Das partidas que apitei, a mais difícil foi entre Chile e Paraguai. Era o jogo da morte para as duas equipes e as chilenas estavam em casa, com a torcida a favor. Foi preciso muita concentração e tranquilidade nas decisões. Não tive problemas, nossos campeonatos nos preparam muito bem. A arbitragem brasileira é bastante respeitada no exterior — comentou.
A rotina dos árbitros foi puxada. Jacob passou uma semana em Santiago, no Chile, onde a competição foi realizada, mas não conseguiu conhecer a cidade.
— Logo depois do café da manhã, tínhamos reunião com os comissários para avaliar o dia anterior. Chegávamos ao ginásio às 14 horas todos os dias e acompanhávamos todos os jogos. O que conseguíamos fazer era conversar. Falávamos sobre família, nossos países, um pouco de tudo. Não deu para sair e conhecer um pouco da cidade — disse.
O brasileiro deixou os filhos no Brasil no dias dos pais (8 de agosto), mas voltou a tempo para comemorar o aniversário com a família no dia 15.
— Minha família é a o que há de mais importante na minha vida. Minha filha tem oito anos e ficou muito orgulhosa ao saber que eu ia viajar para participar do Sul-Americano, mesmo sendo no dia dos pais. O meu pai também ficou muito feliz. Foi o sonho dele foi realizado.
Jacob nasceu em Dom Aquinho, no Mato Grosso. Foi para Brasília em 1989, mas trocou a capital federal por São Paulo por causa da arbitragem.
— Deus me deu o dom para ser árbitro e é isso que eu sou. Troquei Brasília por São Paulo para seguir a carreira na arbitragem. Essa é a minha vida, minha profissão, é o que eu amo fazer. Eu estudo bastante. As regras estão em constante atualização e devo acompanhar as mudanças. Além disso, assisto aos jogos, analiso cada momento, cada decisão. Vou continuar me dedicando ao máximo para melhorar cada vez mais. Eu agradeço muito a Deus, a minha esposa Patrícia, meus filhos Alana e Enzo e aos meus pais por tudo que venho conquistando — finalizou Jacob.
cbb
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